Agronegócios: tendências do segmento

Agronegócios: tendências do segmento

Minas Gerais possui uma grande diversidade de agronegócios, possui o segundo maior rebanho bovino do país e se destaca como o principal produtor de café e leite.

Atentos às mudanças de mercado, os produtores rurais investem cada vez mais na sustentabilidade da produção e na confiabilidade do consumidor oferecendo produtos com garantia de origem e certificação de qualidade.

A tecnologia contribui para o aumento da produção e qualidade dos produtos ofertados, mas o planejamento estratégico é essencial para o sucesso do agronegócio.

Conhecer as demandas e as tendências do mercado ajuda o produtor a mensurar sua produção e a definir estratégias de comercialização, evitando desperdícios e investimentos desnecessários.

Conforme o relatório de Projeções do Agronegócio no Brasil (2010/11 a 2020/21), os produtos com maior potencial de crescimento da produção e de exportações são o algodão, a soja, a carne bovina e de frango, o açúcar, o papel e a celulose.

Vários produtores e pecuaristas têm apostado na agricultura sustentável como um grande diferencial nos negócios. A adoção de técnicas agrícolas sustentáveis contribui para a redução da emissão de gases poluentes sem prejudicar a produtividade e rentabilidade.

O consumidor é a engrenagem mais importante do agronegócio. Por isso, é importante avaliar o que está sendo consumido e quais são suas expectativas em relação aos produtos ofertados.

A inovação é muito importante para a conquista de novos mercados. Ao inovar, tornamos o processo produtivo mais eficiente, pensamos em novas formas de atender o cliente, oferecendo produtos e serviços melhores.

Tendências em agronegócios

  • Uso de energias renováveis (bioenergia, energia hídrica e outras)
  • Maior produtividade com sustentabilidade
  • Criação de novos produtos para consumidores exigentes
  • Aumento do consumo de produtos “naturais”
  • Escolha do produto pela qualidade e sustentabilidade
  • Rastreabilidade do alimento para identificação e procedência
  • Profissionalização do setor
  • Contratação de seguros rurais modernos para cobertura de riscos


Dicas de Sucesso

  • Invista em embalagens atrativas para valorizar o produto
  • Utilize normas técnicas para racionalizar os processos e assegurar a qualidade
  • Evite contaminações utilizando equipamentos de proteção como luvas, máscaras e toucas na manipulação de alimentos
  • Aposte em matérias-primas de procedência
  • Utilize as redes sociais para fazer novos contatos e pesquisar negócios concorrentes
  • Fique atento às mudanças de perfis de consumo

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Café mineiro, negócio da semente à xícara

Café mineiro, negócio da semente à xícara

Reza a lenda, que ao chegar à casa de um mineiro haverá: café fresquinho, quitutes e uma fornada de pão de queijo. Quem é mineiro sabe, essa é uma deliciosa verdade, especialmente no interior. Nas cidades menores a tradição do café mineiro é passada de geração em geração. O que se tornou um dos principais produtos do agronegócio de Minas Gerais.

A bebida que conquistou todo o Brasil e já superou nossas fronteiras. Em 2016, a produção estimada em Minas Gerais foi de 29 milhões de sacas. Destas, 28 milhões são de café de grãos Arábica e pouco mais de 300 mil de Robusta. As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas sendo mineiro, é só olhar em volta, há café onde a vista alcança. Estes números refletem na exportação do café mineiro:

  • Em 2014, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), foram exportados, de janeiro a setembro, 14,4 milhões de sacas.
  • Este número representou quase 61% da produção mineira daquele ano, que teve 23,6 milhões de sacas.
  • Os últimos dados mostram que mais de 60 países ao redor de todo o mundo já consomem o café mineiro.

Café em Minas

Quem tem em si uma boa parte de mineirice, e curiosidade pelas tradições da terrinha do pão de queijo, viu o café ganhar valor agregado com inovação, tecnológica e muita pesquisa, pelo menos, nos últimos 20 anos. Porquanto isso proporcionou o desenvolvimento territorial em todo o Estado. Da mesma forma o crescimento e fortalecimento da cadeia produtiva cafeeira. Por isso, Minas Gerais se tornou o representante mais exigente em qualidade, e nas questões ambientais e sociais.

Da semente à xícara, passando pelas plantações, cooperativas de beneficiamento, chegando às cidades, o café é carro-chefe de muitos negócios. Frequentemente a produção mineira atende todas as demandas internas e externas pelo fruto. Isso se deve ao cuidado com a garantia de produção sustentável do café em toda sua cadeia.

O resultado? O café mineiro se tornou um movimento grandioso. Por isso, ele reconecta os produtores ao sucesso financeiro. E também oferece reconhecimento às comunidades que estão ligadas à produção. Com isto houve desenvolvimento de grãos de alta qualidade, fazendo surgir os cafés “gourmet”. Eles estão bem representados no sul de Minas, que responde por 1/3 da produção nacional, segundo a Fundação Procafé.

Ficou com vontade de se tornar parte do rico ciclo cafeeiro de Minas? O produto é versátil e oferece diversas possibilidades de investimento. Há possibilidades para quem quer abrir um negócio na área rural e na cidade. E também para quem quer só aproveitar uma bebida saborosa. Confira algumas formas que são usadas para avaliar o café, o que interfere em sua valorização no mercado.

Dicas para avaliar um café

Robusta [Conilon] e Arábica

Essas são expressões que todo amante de café já ouviu por aí. São duas espécies diferentes da planta, que resultam em tamanho, formato de grão, aroma sabor e preço distintos. E, acredite, até na capacidade de te manter ativo.  O coffea arabica é uma espécie natural da Etiópia, uma das primeiras espécies a ser cultivada. Se a ideia é oferecer o melhor, busque por aquele “100% arábica” na embalagem.

Entenda o que é gourmet

Mesmo quando o assunto é Arábica, há detalhes a entender, seja para produzir ou para comercializar. Algumas variedades mais comuns do Arábica são: Bourbon, Catuaí, Acaiá e Mundo Novo.  Cada espécie tem diferentes portes da planta, frutos de tamanhos específicos, leveza, suavidade e acidez também características. Do ponto de vista da produção, têm adaptação distinta e também formas específicas de cuidado, tempo de florada e colheita.

Percepções e sensações

Em primeiro lugar, fragrância, aroma, acidez, amargor, sabor, corpo, adstringência e sabor residual são aspectos de análise do café a partir dos 5 sentidos. Tudo isso é utilizado para entender o café, sua origem, a forma de torração [clara, média ou escura, a altitude de cultivo da variedade, e várias outras questões.

Igualmente, além dessas questões, o café não se limita à produção da bebida. Tudo dele é aproveitado. Então, em diversos segmentos do mercado usa-se a borra, para produção de drinks gelados e a casca na produção de artesanato.  Eventualmente, vai dizer que essa conversa não deu vontade de um bom café? Aproveite o seu na companhia dos materiais abaixo.

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Informações sobre o setor cafeeiro – estudo sobre café gourmet e orgânico

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Agronegócio em Minas Gerais

Gestão financeira para startups

Gestão financeira para startups

As startups têm grande dificuldade em sobreviver. Dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral mostram que 25% delas encerram suas atividades em seu primeiro ano e 50% não conseguem chegar até os 4 anos.

Vários fatores contribuem para esse cenário, mas um dos principais é a falta de planejamento financeiro das startups.

Frequentemente, os empreendedores se concentram na criação de produtos e serviços inovadores. Mas se esquecem que as startups precisam gerar lucro o mais rápido possível.

Por isso, neste post você encontrará várias dicas de gestão financeira para startups. Confira!

Dicas de gestão financeira para startups

Quanto maior o conhecimento em gestão financeira para startups, maiores vantagens competitivas o empreendedor adquire no mercado. Por isso, é fundamental estudar as melhores práticas e ferramentas disponíveis.

Veremos os pontos principais que devem ser abrangidos:

Rastreie os custos fixos e variáveis

O lançamento e a manutenção de uma nova startup resultam em gastos que podem se originar em diversas fontes, sendo fixos e variáveis.

Por isso, nos estágios iniciais de uma startup, é essencial manter essas despesas sob controle, até mesmo para que ela se mostre vantajosa aos olhos de potenciais investidores.

Custos fixos são aqueles que não se alteram, independentemente do volume de produção. Enquadram-se nesta categoria as despesas com aluguel, serviços de segurança, limpeza, planos de telefonia e manutenção de equipamentos, entre outros.

Por outro lado, custos variáveis são aqueles que acompanham o ritmo de produção da empresa, sofrendo alterações de acordo com o aumento das vendas ou da prestação de serviços.

Em empresas mais tradicionais, os custos variáveis estão atrelados à demanda da produção, abrangendo uma maior quantidade de matéria-prima.

No âmbito de uma startup que tem a tecnologia e a prestação de serviços como coração, esses custos estarão mais relacionados com a mão de obra necessária. Por exemplo, a quantidade de horas extras trabalhadas e a contratação de outros colaboradores devido ao crescimento do negócio.

Assim, a categorização entre custos fixos e variáveis dependerá da natureza e do funcionamento do seu negócio. O que importa é registrar esses custos e se preparar para as oscilações.

Conheça a margem de lucro dos produtos

Ao registrar seus custos, você poderá conhecer com mais eficiência a margem de lucro dos produtos e serviços que oferece. Esse também é um ponto importante na gestão financeira para startups.

Se a empresa tiver mais de um produto, é importante analisar o desempenho deles separadamente, identificando aqueles que têm a margem de lucro mais alta.

Esses dados embasarão a decisão de continuar com determinado produto, investir mais em outro ou dividir o que é oferecido em produtos menores.

Assim, a startup pode montar seu portfolio de modo que traga um retorno sobre investimento positivo.

Controle o fluxo de caixa

Controlar o fluxo de caixa é outro passo importante na gestão financeira para startups. Muitos empreendedores não conseguem manter registros detalhados das receitas e despesas; assim, acabando por perder o rumo das finanças.

O fluxo de caixa é onde deverão ser registradas todas as movimentações econômicas: as entradas e as saídas de valores da empresa.

As saídas correspondem aos gastos com insumos, salários e pagamentos de fornecedores, entre outros custos necessários para a empresa funcionar.

Já as entradas consistem nos valores que chegam ao caixa da empresa, sendo provenientes de vendas de produtos ou serviços, comercialização de ativos e recebimentos de dívidas, entre outros.

O fluxo de caixa ajuda a identificar corretamente as contas que mais consomem recursos da empresa e as fontes que mais contribuem com receitas. Também considera a análise dos saldos em contas correntes e do caixa.

É uma das ferramentas de gestão financeira que podem ser solicitadas por potenciais investidores antes deles aportarem recursos na startup.

Tenha um capital de giro

O empreendedor deve entender o conceito de capital de giro e utilizá-lo corretamente no seu negócio.

O capital de giro corresponde ao montante necessário para a startup se manter em pleno funcionamento. Esse é um recurso que oferece maior segurança nos momentos de dificuldade financeira ou diminuição do faturamento da empresa.

Uma reserva de capital bem estruturada e de acordo com as necessidades da startup conseguirá manter as operações financeiras em dia, como pagamento de fornecedores, salários e impostos, entre outras.

Identifique fontes de receita o mais rápido possível

Todas as dicas anteriores sobre gestão financeira para startups não adiantarão muito se o seu negócio não gerar receitas e lucro.

Mesmo que você tenha um capital de giro considerável, um dia ele acabará.

Mesmo que você consiga ganhar uma rodada de investimentos, os novos sócios querem lucrar.

Portanto, é essencial que você identifique o mais rápido possível quais serão as fontes de receita da sua startup. Existem diversos formatos que podem ser adotados. Falaremos de alguns aqui:

Taxa de utilização

Receita gerada pelo uso proporcional de serviços. Ou seja, quanto mais o serviço é usado, mais o cliente paga. Por exemplo, as diárias do Airbnb ou entregas de pacotes por peso e volume;

Assinaturas

Consiste no acesso contínuo a um serviço disponibilizado pela startup. Por exemplo, podem ser plataformas com músicas, como o Spotify, serviços de contabilidade ou armazenagem de documentos na nuvem;

Licenciamento

Clientes pagam uma taxa para poder usar produtos e serviços de propriedade intelectual protegida. É o que ocorre, por exemplo, no setor de tecnologia, onde proprietários de patentes concedem a outras empresas o direito de usar algo que desenvolveram em troca de uma taxa;

Freemium

Neste modelo, a empresa oferece serviços básicos de forma gratuita e os usuários, caso queiram incorporar outras funcionalidades, devem pagar por elas. Por exemplo, as redes sociais, como LinkedIn e Facebook, e seus sistemas de anúncios pagos.

Quer saber tudo sobre o ecossistema de startups e descobrir os primeiros passos para montar a sua?

Acesse a página especial do Sebrae Minas sobre Startup e fique por dentro de todas as características, tendências e modelos de investimento ideais para o seu caso.

Café de Minas: o poder do lugar

Café de Minas: o poder do lugar

A sociedade está repensando o capitalismo de uma forma bastante interessante. Esta enorme mudança de paradigma aparece também na transformação do papel das organizações, dos governantes e da própria sociedade. A premissa central passa a ser, além da competitividade das empresas, a saúde das comunidades e do entorno delas, tornando o desenvolvimento mutuamente dependente.

Sendo assim, reconhecer e capitalizar essas conexões constitui o poder de desencadear a próxima onda do crescimento global. Assim como a redefinição do capitalismo, amplamente analisada na teoria do Valor Compartilhado de Porter. O que vemos, por exemplo, na produção de café em Minas Gerais.

Valor compartilhado

O Valor Compartilhado surge como uma nova abordagem para instrumentalizar o relacionamento entre as empresas e a sociedade. O que redefine as fronteiras do capitalismo. Ao conectar o sucesso da empresa com o progresso da sociedade, surgem novas formas de colaboração. E também de ganho de eficiência e de diferenciação, culminando na expansão dos mercados.

Esta nova abordagem vem mudar a maneira em que os negócios vêm sendo conduzidos. É uma forma de trazer inovação e crescimento, reconectando as empresas ao sucesso financeiro, com o reconhecimento das comunidades que as rodeiam, sem perder de vista um profundo entendimento de competição e criação de valor econômico. Esta nova evolução do modelo capitalista reconhece novos e melhores modos de se desenvolver produtos, servir mercados e construir empresas produtivas.

Desenvolvimento de territórios

É neste cenário que surge uma grande oportunidade de desenvolvimento de territórios. Eles têm se utilizado da estratégia de Identidade e Origem para se diferenciarem. E também para  preencherem importantes lacunas de posicionamento e reposicionamento de lugares e produtos, exatamente como fizeram algumas empresas.

Sempre motivadas por um propósito relevante, pela diferença que querem fazer no mundo, considerando o engajamento da comunidade local.

A construção de valor pela Identidade e Origem relacionada a produtos, passa pela percepção e compreensão do consumidor de que aquele produto é único. E também que tem uma procedência também única – as Origens Produtoras.

Identidade e Origem

Para o mercado de alimentos, ou para os produtos do agronegócio de uma forma mais abrangente, o conceito de Identidade e Origem tem evoluído e se tornado cada vez mais importante. As bem-sucedidas Indicações Geográficas europeias demonstram isso e, no Brasil, as recentes iniciativas de Origens Produtoras também apresentam um futuro promissor.

Esta lógica de desenvolvimento não é trivial e necessita de transformações profundas nas atitudes dos atores do território. É preciso que o foco anteriormente dado ao produto, no qual a Origem é reconhecida, dê lugar ao foco na Região. Assim como nos produtores e nas ofertas diferenciadas que a Origem gerará.

É necessário que os representantes de classe compreendam seu importante papel de influenciadores da transformação e não apenas o de representar. Os produtores devem agir como empreendedores e não como produtores tradicionais.

As ações de marketing e promoção precisam se transformar em experiências desejadas pelos consumidores. As transações comerciais devem se transformar em relacionamentos verdadeiros. E, finalmente, é imprescindível que o jargão “agregar valor”, se transforme em “Valorizar” e “Compartilhar”. Chegou o momento para uma visão ampliada da geração de valor e do Valor Compartilhado.

Fato é que as Origens Produtoras estão se mobilizando. Muitas motivadas pelos próprios consumidores, que têm buscado o que é local, autêntico, transparente, ético, artesanal, simples, exclusivo. E que também tenha história e que proporcione novas experiências – a busca pela procedência, pela origem ou pela necessidade de dinamizar o território.

Atuar com a estratégia de Origem movimenta o território, move as pessoas e os negócios e gera transformações importantes. Este movimento é capaz de criar uma percepção positiva nas pessoas do lugar. Ela aumenta a autoestima e gera engajamento e atitudes concretas de desenvolvimento, apoiadas por investimentos públicos e privados que se tornam uma realidade.

Café das Minas Gerais

E já temos bons exemplos em Minas Gerais. As Origens Produtoras de Café no Cerrado Mineiro, nas Matas de Minas e na Mantiqueira de Minas são exemplos bem-sucedidos. Eles contam com uma estratégia bem definida, com ações inovadoras e resultados concretos já percebidos pelas empresas e pela sociedade.

As características de cada região são diferentes. O Cerrado, com uma agricultura de base empresarial e altamente tecnificada. A Mantiqueira com uma agricultura tradicional, mas estruturada e com utilização de técnicas avançadas na produção de cafés de qualidade. E as Matas de Minas com a cafeicultura baseada na agricultura familiar, processos artesanais de produção e baixo índice de tecnologia empregada.

A amostra de produtores a ser trabalhada busca representar o universo produtivo destas regiões e, consequentemente, da cafeicultura mineira.

Essas Regiões estão totalmente engajadas e renovadas na vontade de mostrar para o Brasil e o mundo o que elas têm de diferente e melhor. Com seu propósito claro e verdadeiro, cada região segue seu caminho de sucesso. E elas evoluem a cada dia na qualidade e na credibilidade dos seus cafés de origem.

O Sebrae tem sido o estimulador destas iniciativas, buscando promover o desenvolvimento das regiões produtoras de café do estado. Isto sem nunca perder de vista que a estratégia de Identidade e Origem deve ser daqueles que fazem parte daquele lugar.

Esta estratégia tem conseguido engajar empresários e comunidade em torno de um projeto comum, a partir da diferenciação e valorização dos seus produtos e serviços e gerando Valor Compartilhado.

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Mercado do café – características e oportunidades

Cafés especiais da Região das Matas de Minas

Cafés especiais da Região das Matas de Minas

A Região das Matas de Minas é consagrada por sua reputação na produção e oferta de cafés especiais. Nelas suas entidades, empresas e produtores se esforçam para organizar e alinhar as estratégias para diferenciá-los e valorizá-los.

Estas instituições contam com o apoio do Sebrae para discutir e implementar Projetos de Identidade e Origem. Quando atendidas tais premissas, esses projetos são concebidos, estruturados, executados e monitorados pelo Sebrae e seus parceiros. Tudo com base na estratégia de promoção do desenvolvimento da região.

Identidade de origem

Os projetos executados com a abordagem de Identidade e Origem podem estar localizados nas diversas regiões do Estado. Além disso, podem apresentar diferenças entre produtos ofertados ao mercado; estrutura; cultura; maturidade empresarial; estágio de desenvolvimento; liderança e visibilidade. Além destes, diversos outros fatores que influenciem no nível de intervenção e abordagem adotados.

Inegavelmente, a Região das Matas de Minas, cujo desenvolvimento está intimamente relacionado ao agronegócio do café, é uma das contempladas com esta dinâmica de trabalho. Logo, a região, em área contínua, é composta por municípios. Eles estão situados ao leste do Estado de Minas Gerais, em área de Mata Atlântica, com forte influência econômica e social da atividade cafeeira.

Matas de Minas

Em 2010, a partir de estudos realizados com a participação direta de atores ligados à cafeicultura regional, o Sebrae e parceiros institucionais estruturaram o Projeto Café das Matas de Minas.

Ele apresentava a proposta de valorização da região produtora. Isto é feito considerando quatro pilares de atuação: a qualidade do produto; a valorização da identidade regional; a consolidação da governança setorial e o acesso a mercados diferenciados de café.

Caso estes quatro focos sejam executados de forma sinérgica, permitiram a integração das entidades regionais em torno de um objetivo comum. Este objetivo é o desenvolvimento da Região das Matas de Minas, de seus produtores e da atividade cafeeira como um todo.

Organização setorial

Neste contexto, lideranças da cafeicultura local optaram pela estruturação de uma governança setorial ou regional para a cadeia produtiva, centrada na participação da iniciativa privada.

Por isso, em 2014, as instituições de representação do setor produtivo se organizaram formalmente em torno do Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas. Ele é constituído por: Cooperativas de Produção e de Crédito; Sindicatos de Produtores e de Trabalhador Rurais; Associação de Produtores de Cafés Especiais; Associação das Mulheres do Café e membros institucionais.

Por isso, o Conselho tem por objetivos promover a região, proteger o uso da Marca Regional e controlar o processo de utilização da mesma.

Marca Regional

A Marca Regional foi criada a partir do esforço conjunto das entidades setoriais e seus parceiros institucionais. Além disso, busca expressar a identidade das Matas de Minas, intimamente ligada à cafeicultura, suas características e seus valores.

Ela também direciona, ainda, a estratégia de atuação da região pautada na qualidade artesanal do produto. Além disso, também leva em consideração a sustentabilidade natural da atividade e sua relação visceral com a Mata Atlântica.

Além disso, foca no desenvolvimento coletivo, devido ao alto grau de interatividade entre produtores, colaboradores e parceiros envolvidos na produção do café.

Ou seja, a marca é mais que um logotipo. Ela é a expressão do DNA da região, daquilo que move as pessoas e instituições. Ela é a tradução da personalidade do território e do comportamento de seus integrantes e de como eles buscam o seu propósito, sua razão de ser e de existir.

Certamente, o propósito gera pertencimento e aproxima as pessoas. E é isso que se procura expressar com o uso da Marca Regional. O Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas é o grande guardião desta estratégia. É quem irá gerir o uso da marca pelos produtores, empresas e instituições locais.

Outrossim, a qualidade do produto e as suas características estão diretamente associadas aos conceitos da estratégia da Marca Regional. A grande variação da altitude onde são cultivadas as lavouras, aliada às condições climáticas, de solo e de interatividade com a Mata Atlântica resulta em cafés de qualidade artesanal. E também em uma grande diversidade de nuances e sabores diferenciados.

Promoção regional

Em suma, através da observância de critérios predefinidos em regulamento específico e da garantia da rastreabilidade do café, o Conselho irá conceder a lotes de café verde. Inicialmente, o Selo Região das Matas de Minas.

Assim, por meio deste mecanismo, irá promover e comunicar a região nos principais mercados do Brasil e do mundo. O selo estará à disposição para utilização pelos produtores interessados e que atendam aos requisitos estabelecidos no Regulamento de Uso.