No trajeto para o trabalho, para a escola e para a nossa casa, passamos por diversos lugares e estabelecimentos. Alguns nos chamam a atenção, outros não muito. Muitas vezes, mesmo sem saber o porquê, nos sentimos estimulados a entrar em um estabelecimento. Isto pode ocorrer pela atração visual, pela vitrine ou pelo cheiro.
E você, alguma vez já entrou em uma loja por estes motivos? Ou para comprar um produto e saiu com ele e com vários outros? Outras vezes nem comprou o que estava precisando e sim com outras coisas? Mantenha a calma! Isso acontece com muitas pessoas. O que aconteceu foi um atendimento brilhante aliado com as técnicas de merchandising visual bem utilizadas.
Nos últimos tempos, o poder de compra cresceu. E os canais de vendas foram diversificados. Com isso, os consumidores estão cada vez mais exigentes. Eles buscam por melhores oportunidades, que atendam suas necessidades e desejos. Por este motivo, é muito importante conhecer cada vez mais o seu público-alvo. E também entender algumas de suas características. Alguns exemplos são: como se comportam, quais são seus hábitos de consumo, do que gostam e não gostam. A partir da observação do comportamento do consumidor, as técnicas do merchandising vêm auxiliar na organização do ponto de vendas. De tal forma que impacta, envolve e seduz seu cliente, levando-o a comprar mais. Ou seja, aumentando as vendas e torna-lo fiel.
O que é merchandising visual?
O Merchandising visual é considerado uma das formas mais antigas de comunicação. Pois transforma o ponto de venda em uma poderosa arma de vendas. É uma ferramenta estratégica. Ele atua como uma importante forma de se comunicar, fazer ações de marketing e de relacionamento com os seus clientes. E ainda ajuda na construção de sua marca, além de cuidar do ambiente da sua empresa.
O merchandising visual atua de forma direta na decisão de compra. Já que de acordo com alguns especialistas 81% dos consumidores definem suas compras no ponto de vendas. Hoje, somos bombardeados por vários tipos de mídia e muitas opções de um mesmo produto. Por isso, as informações certas dentro do ponto de venda impulsionam a compra. Daí a importância de cuidar muito bem do seu negócio. E também utilizar corretamente a técnica do merchandising visual.
Merchandising visual e vendas
O objetivo do merchandising é atrair, seduzir, convencer, ativar a memória do consumidor, envolvendo seus sentidos, sensações, percepções e desejos. Quando o ponto de vendas está preparado para receber o consumidor, a compra se torna mais enfática. E o consumidor se torna mais acolhido. Para atrair mais clientes e aumentar as vendas, é preciso investir em apelos visuais. Eles devem atrair o olhar e a atenção de quem estará passando pela frente de sua loja. Para que assim, quem entrou no estabelecimento, sinta-se confortável e estimulado a interagir com sua marca. Além disso, ajuda a criar identidade da sua marca e a diferenciá-la dos concorrentes.
O merchandising tem como benefícios:
1. Criar uma imagem de lugar forte, atrativo, positivo
O Merchandising deve ajudá-lo a aumentar as vendas por meio da oferta de uma experiência positiva para seu cliente. Assim, itens como iluminação e limpeza são fundamentais e já são esperados por seu cliente. Se ao chegar em seu ponto de venda, ele encontra um ambiente com sonorização adequada; disposição atrativa de produtos; climatização funcionando, e vendedores em ação; você criará um ambiente aconchegante e atrativo. Nele seu cliente terá vontade de entrar e de permanecer interagindo com seu negócio.
2. Facilitar a compra do cliente
Fazer merchandising visual não é apenas investir em uma vitrine bonita ou em repor produtos nas prateleiras e gôndolas. Ele deve estar presente em todos os pontos de contato com seu cliente. Isto para que possa auxiliar e facilitar a compra, tornando a experiência do cliente a melhor possível.
As técnicas do merchandising visual estão relacionadas a esta experiência. Ela é realizada por meio da sinalização correta, com produtos organizados de modo atrativo. Assim, ele conseguirá encontrar o que busca. E ainda será atraído por outros itens ou áreas de sua loja, expostos de modo atraente. Identifique ospontos quentes e frios da sua loja. Os pontos quentes, geralmente, estão localizados junto ao caixa, por exemplo; esses são espaços nobres que geram mais venda. Já os pontos frios são os locais em que as vendas estão mais enfraquecidas (em prateleiras muito altas, por exemplo).
3. Fazer o cliente ter vontade de voltar
Conseguir que o cliente tenha vontade de voltar em seu ponto de venda, não é uma tarefa fácil. Por isso, é preciso que você faça com que ele tenha uma excelente experiência no ponto de venda. Para isso, ele tem que ser impactado de maneira positiva.
Todos os detalhes devem ser levados em consideração. Na parte externa, a fachada; os letreiros; os materiais de divulgação; a iluminação e o asseio do local devem ser avaliados. Eles devem ser muito bem cuidados. Já na parte interna, sua entrada; provadores; corredores; espaços para circulação; piso; paredes; exposição dos produtos; uniforme de sua equipe; cores do ambiente; mobiliário e o cheiro. Tudo comunica e pode ajudar na sua permanência e no seu retorno.
4. Tornar o seu ponto de venda mais interessante
A beleza do seu espaço influencia diretamente na beleza e no poder de atração dos próprios produtos. Além disso, um ambiente montado com capricho faz com que o cliente se sinta aconchegado ao entrar em sua loja. Utilize elementos decorativos que combinam com o conceito da sua loja. Outra forma de decorar de maneira atrativa é explorar a sazonalidade. Aproveite as trocas das estações e datas comemorativas para enfeitar a sua loja e encantar os olhares dos clientes. Promova eventos sempre que possível e convide os clientes a participarem. Outro ponto importante é a iluminação. Ela valoriza o ambiente, e destaca o que se pretende mostrar. Utilize este recurso para ajudar a criar o conceito da sua loja, tornando aconchegante, clean ou ousado e para fazer a exposição dos produtos que você quer que os clientes vejam rapidamente.
5. Valorizar a vitrine como estratégia
A vitrine é o cartão de visitas da sua loja. É ela quem vai fazer o convite para que as pessoas tomem a decisão de entrar. Por isso, vale a pena explorar esse recurso. Aproveite também para divulgar promoções, os preços mais baixos e as peças mais chamativas da loja. Lembre-se que o cliente tem alguns minutos ou menos para ser atraído. É importante ter uma frequência na mudança da vitrine.
6. Aumentar a produtividade e as vendas
Um visual confortável convida o cliente a permanecer mais tempo na loja. E também chama para ver mais opções de produtos. Estima-se que o cliente compre 40% mais que o planejado, quando se sente bem em um ambiente de compras.
Portanto, pense na loja como um todo. Vitrine; chão; corredores; sinalização; precificação; sonorização, iluminação e qualquer outro elemento devem ser considerados. Especialmente na hora de planejar a melhor forma de apresentar seus produtos e sua marca.
Faça um check list de tudo o que influencia a venda com foco no cliente. Reforce o que sua loja já tem, corrija os erros e invista em mais temas que os sazonais. Não trabalhe apenas com as datas preestabelecidas no varejo – Natal, Dia dos Namorados, Dia das Mães ou mudanças de estação. Pense em temas que possam agradar ao seu cliente e reforçar sua marca. Isso pode dar um visual bonito e atrativo à sua loja durante todo o ano.
7. Cuidar de cada detalhe
A organização é fundamental em qualquer tipo de negócio. Pois além de facilitar a gestão, demonstra o cuidado no processo de compra e revenda para o consumidor. Cuide da imagem da sua loja. E invista na identidade visual com sacolas e etiquetas personalizadas com a sua marca. Atente para os detalhes como a sonorização, climatização e aroma do ambiente. Todos estes detalhes podem ser o diferencial, que irá fazer com que o cliente escolha o seu estabelecimento e não o do seu concorrente.
Lembre-se: todos os detalhes importam! Invista em tornar o seu ponto de venda um lugar que seu cliente tenha uma experiência excelente por meio dessas orientações. E se prepare para o sucesso.
O segmento agro convive com diversos desafios. Eles abrangem questões como: restrições ao desmatamento para abertura de novas áreas cultiváveis; consumidores preocupados com o uso exagerado de defensivos agrícolas; e a crescente demanda por produtos.
Estes fatores pressionam o setor de agronegócios no mundo inteiro. Isto para que o segmento agro concilie o aumento da produção de alimentos, fibras e biocombustíveis à sustentabilidade.
A solução pode estar na utilização das novas tecnologias. Elas prometem aumentar a produtividade e a eficiência das produções agro. Além disso, promovem a redução de desperdício; dos custos e dos impactos ambientais. Tudo isso ao mesmo tempo em que atendem a necessidades do mercado.
É a chamada agricultura 4.0. Ela tem o potencial de revolucionar o agronegócio por meio de equipamentos, softwares e sistemas digitais.
Um dos maiores gargalos para utilização das novas tecnologias no campo é a falta de acesso à internet. No entanto, isso parece estar sendo resolvido.
O Censo Agropecuário de 2017, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o acesso à internet no campo cresceu nada menos que 1790% em relação ao último levantamento, de 2006.
Atualmente, estão conectados mais de 1,4 milhão de produtores rurais e a internet virou uma ferramenta importante para os negócios.
Além disso, segundo o Censo, a grande maioria dos produtores rurais brasileiros possui smartphones e tablets. De certo, eles são utilizados diariamente para uma variedade de propósitos.
Em resumo, entre as atividades que a mobilidade possibilita no campo estão: o rastreamento de padrões climáticos; o inventário de equipamentos e suprimentos; o gerenciamento de pessoal e o controle de equipamentos de agricultura de precisão.
Com efeito, a ampliação do acesso à internet permite a adoção das novas tecnologias com mais rapidez. Certamente, uma prova disso é o aparecimento de diversas startups especializadas em desenvolver soluções para o agronegócio.
Surgem aplicativos que podem auxiliar os produtores em diversas frentes dos seus negócios. Por exemplo, a previsão do tempo; a identificação de pragas e a pulverização da lavoura, dentre outras. Tudo feito por celulares e tablets. O que alia eficiência e facilidade de uso.
Rebanho informatizado
Na criação de animais, já existem aplicativos que alertam o produtor de leite sobre o melhor momento de colocar cada vaca para reproduzir. Além disso, os apps também já informam quando é hora de desmamar um bezerro.
Na suinocultura, sensores instalados nos locais de descanso dos animais monitoram, em tempo real: a temperatura; o nível de ventilação, e até a intensidade de ruído do rebanho. Em muitos casos, isso pode indicar disfunções no bem-estar dos animais.
A pecuária de corte utiliza a tecnologia para realizar o rastreamento completo do gado. Isto é feito desde o nascimento, por meio da instalação de brincos eletrônicos, passando pela implantação de um chip, quando o animal atinge os sete meses, até o monitoramento do abate humanizado.
Por outro lado, após o abate, essas informações geram um código de barras colocado na embalagem da carne, permitindo que o consumidor saiba a exata procedência do alimento.
Esse é o serviço oferecido pela Safe Trace, que utilizou o conceito “do pasto ao prato”, consequentemente para criar um aplicativo de rastreamento de carne.
O histórico genético, sanitário e de manejo dos animais é todo armazenado e atualizado dentro da plataforma, podendo ser consultado pelo produtor a qualquer momento.
Agricultura 4.0
Dessa forma, a produção agrícola também já experimenta diversas tecnologias, com efeito de promover a chamada transformação digital nas fazendas.
A ampliação do acesso à internet no campo permite a utilização de aplicativos. Portanto, integra as geotecnologias à agricultura de precisão, além de recursos de inteligência artificial.
Por certo, essas soluções permitem a aquisição de dados e a supervisão de operações agrícolas em tempo real.
Além disso, a automação de máquinas e a utilização de drones auxiliam pequenos e grandes produtores, por exemplo, em tarefas como gestão das áreas agrícolas; no manejo de rebanhos; na previsão de clima, na identificação de doenças, no uso de defensivos e na irrigação.
Por exemplo, temos o aplicativo FarmGO. Em suma, ele utiliza inteligência artificial para verificar a performance de safras passadas, assim identificando regiões com baixo desempenho.
Ele também acessa imagens de drones e satélites para monitorar a saúde das lavouras, monitorando pragas e doenças, identificando o melhor período para aplicação de defensivos e minimizando custos.
Novas tecnologias
A inteligência artificial já se faz presente em inúmeras fases da produção agrícola. No futuro, sua utilização deve ser intensificada em diversas frentes.
Redes neurais
Na agricultura e na silvicultura, redes neurais treinadas serão alimentadas por sensores autônomos, consequentemente permitirão a automação de boa parte do processo de produção.
Isso viabilizará sistemas de irrigação digitalmente assistida, agricultura de precisão com aplicação de rotinas pré-programadas, automação e rede de sensores locais para mapeamento de solos, monitoramento de doenças e de variáveis meteorológicas.
O custo da produção dos vegetais será reduzido, com efeito de aumentar o resultado médio e diminuir os impactos ambientais.
Satélites, GPS e drones
Sensoreamento remoto com imagens de satélites, GPS de precisão, drones, estações meteorológicas e outras geotecnologias poderão monitorar a saúde das plantações. Assim, indicando os níveis de produtividade e a necessidade de manejos específicos.
Um ótimo exemplo de como a inteligência artificial já pode ser usada no rastreamento de áreas agrícolas é dado pela XMobots., Trata-se de uma startup especializada no desenvolvimento, na fabricação e em operações de drones, com foco na agricultura de precisão.
Os drones possibilitam ao agricultor reunir informações importantes, por exemplo, sobre a topografia de suas terras e as linhas de plantio. Consequentemente, permitem detectar pragas e fazer a contagem do gado.
Monitoramento remoto
A pecuária também poderá se beneficiar do monitoramento remoto contínuo e não invasivo dos animais. Logo, essas tecnologias poderão identificar, de forma autônoma, a presença de indivíduos doentes ou feridos. Diante disso, também aqueles que atingiram as metas de peso.
Como resultado, elas também poderão indicar áreas de pastagem degradadas ou que necessitem da gestão de insumos, consequentemente, melhorando a produção; a qualidade da carne e o bem-estar dos animais.
Agro adaptado
Em resumo, a tecnologia no agronegócio já começa a mudar os resultados das safras e dos rebanhos. Como consequência, aumentando a produtividade e reduzindo perdas no campo.
Impulsionado por recursos como internet das coisas, inteligência artificial, realidade virtual/aumentada e geotecnologias, o agronegócio se adapta e se moderniza.
Essas novas tecnologias podem ser incorporadas desde pequenas até as grandes propriedades, aumentando sua produção enquanto a torna mais sustentável.
O microempreendedor individual possui diversos benefícios a partir da formalização. Um desses benefícios é justamente a emissão de notas fiscais. Ela pode ajudar a melhorar seu negócio. Mas, muita calma nessa hora. A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas afirma que os MEI´s estão dispensados de emitir nota fiscal? Sim. No entanto, há algumas situações que exigem a emissão. Além disso, a possibilidade de emitir nota fiscal abre espaço para o MEI no mercado. Por exemplo, ela facilita a comercialização com outras empresas.
Aqui, é importante ressaltar um detalhe. O MEI só está dispensado da obrigatoriedade de emitir a nota fiscal, em casos de venda para pessoas físicas. Caso essas não peçam a nota fiscal, claro. Mas, qual é a forma que cada empresa deve emitir a nota fiscal? Essa é uma questão importante. Isto porque a emissão de nota fiscal ocorrerá de forma diferente, de acordo com o as atividades que a empresa,
Vamos checar as particularidades para cada tipo de empresa, para que não reste dúvidas sobre o assunto.
Nota fiscal por tipo de atividade
Prestação de serviços:
Para as atividades pertinentes à prestação de serviço, a emissão de nota fiscal varia de acordo com normas municipais. Por isso, é necessário procurar a Prefeitura da sua cidade. E nela, verificar a forma adequada do procedimento no seu município de atuação.
Aqui você poderá se deparar com duas situações:
A Prefeitura pode autorizar a confecção de bloco de notas, ou
Pode existir a possibilidade de emitir a nota fiscal de forma eletrônica.
Para o primeiro caso, você precisa solicitar ao órgão público a Autorização para Impressão de Documento Fiscal (AIDF). Este documento é o que autoriza a impressão gráfica do bloco de notas. Com ela em mãos, você poderá solicitar o serviço gráfico.
No segundo caso, é preciso verificar também junto à Prefeitura quais são os procedimentos para a emissão. Eles também podem variar de acordo com o município. Para este caso, avalie se está é realmente a forma ideal de emissão de nota fiscal para seu negócio.
Para estas atividades, só é possível emitir nota fiscal avulsa eletrônica (NFA-e). A emissão é gratuita e deve ser feita utilizando o site da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF). Lembrando que estamos falando de Minas Gerais, ok? Para outros Estados, é preciso verificar com a SEF local.
Comércio
Para as atividades de comércio, existem duas possibilidades: a emissão de nota fiscal avulsa eletrônica (NFA-e). Ela deve ser realizada de acordo com as definições da Secretaria de Estado da Fazenda. E também há a possibilidade de emitir nota fiscal denominada da Série D. Mas, fique de olho! Este tipo de nota fiscal deve ser utilizada somente para as vendas em que a mercadoria é retirada na sua loja.
A nota fiscal da Série D deve ser solicitada junto a uma gráfica de sua livre escolha. Para fazer isso, você precisa levar à gráfica o Certificado de Condição de Microempreendedor Individual. Com a apresentação dele, você poderá imprimir a quantidade de blocos necessários ao desempenho de suas atividades. Lembre-se que você ou a própria gráfica devem também fazer a comunicação desta impressão à Secretaria de Estado de Fazenda.
Pontos importantes
Aqui é importante ressaltar alguns pontos:
A emissão de notas fiscais pelo MEI só é obrigatória na comercialização para pessoa jurídica (PJ). Ou seja, para outras empresas.
No caso de envio da mercadoria para o seu cliente, deverá ser emitida gratuitamente a Nota Fiscal Avulsa eletrônica. Ela é necessária para transportar o produto – mesmo que o comprador seja pessoa física.
Não se pagam impostos sobre as notas fiscais emitidas, ou seja, sobre suas vendas. Pois você já paga os impostos em valores fixos mensais, independente da emissão da NF.–
É importante guardar todos os documentos de compras de mercadorias/serviços realizadas por sua empresa. Eles devem ser anexados ao relatório mensal de faturamento da sua empresa, juntamente com as notas fiscais de vendas.
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Passo a passo – como emitir notas fiscais como MEI
A relação entre as áreas de moda e artesanato é tema recorrente em eventos e feiras de decoração e arquitetura. De acordo com alguns estudiosos, a moda interfere na valorização cultural do artesanato. A verdade é que uma área tem muito a contribuir para o desenvolvimento da outra.
Relacionado às técnicas e à indústria, a moda colabora para o desenvolvimento do artesanato ao inserir novas funções nas peças, contribuindo para a melhoria dos processos produtivos do artesanato e agregando valor ao segmento.
Portanto, para entendermos melhor a relação entre moda e artesanato, batemos um papo com a consultora independente de marketing criativo Giovanna Penido. Integrante da Frente da Moda Mineira, ela atua com moda, estilo, beleza, decoração e artesanato, mostrando seu talento e competência no site www.giovannabanana.com.br
Como resultado, temos teste texto. Nele, ela nos traz nova visão sobre a relação entre a história, a delicadeza, os compostos de matérias-primas do artesanato e sua inclusão na moda. Confira a entrevista.
Como a relação entre “moda e artesanato” acontece em Minas?
A princípio, historicamente, o artesanato é uma linhagem de conhecimento. A moda nasceu das mãos dos artesãos e mestres de ofícios talentosos no mundo. Sua história está intimamente relacionada com a evolução das artes e ofícios.
Por isso, dentro dessa perspectiva, a moda cumpre um papel de catalisador de nossa identidade cultural. Logo, a moda de Minas representa muito bem essa ligação histórica. Ela apresenta características marcantes do saber intrínseco dos mineiros, o saber fazer dos nossos artesãos.
Há tempos o artesanato está presente em eventos de moda, colaborando com este segmento. De quais formas um a moda e o artesanato se influenciam?
A junção entre moda e a tradição fortalece o produto no mercado. Consequentemente, isso traz novas possibilidades de trabalho para o artesão. Da mesma forma, a moda por sua vez se apropria dessa identidade local e dos mais variados elementos culturais para criar e lançar novos produtos no mercado.
Tudo que é feito artesanalmente carrega uma história. Você pode nos falar dessa relação especificamente em Minas?
A moda de Minas representa muito bem essa ligação histórica. O que ela precisa é assumir sua essência e revitalizar o seu produto. Ao mesmo tempo, ela pode e deve se reconectar com seus artesãos para o desenvolvimento de um produto com propósito e com conteúdo. É uma forma de se desvencilhar da dura realidade da indústria da moda atual, com a sua dinâmica “pasteurizadora” com as pressões continuas de preço baixo, velocidade e alta produtividade. O artesanato contribui de forma a validar a moda como símbolo cultural.
De que forma a relação entre artesanato e moda fortalece os pequenos negócios em Minas Gerais, sejam eles artesãos ou produtores de moda?
São tantas questões envolvidas. Há uma grande quantidade de bens artesanais com potencial para dinamizar o mercado da moda. É preciso fortalecer essa relação para que um maior grupo de artesãos ou produtores de moda tenham acesso a esse fluxo de consumo. E com isso ocorra uma melhor inserção nesse mercado.
Em tempos de velocidade e instantaneidade, é possível pensar na tradição e na cultura como um valor que ganha preservação, com o artesanato sendo inserido na moda, que já tem um campo definido no mercado?
Sim. Os traços de valor encontrados no artesanato associado a modernas técnicas de produção fazem com que essa tradição permaneça sempre atual. Ao mesmo tempo que há um foco na produtividade em grande escala, para viabilizar ganhos. Por outro lado, há a preservação dos aspectos históricos e culturais. O que contribui para atrair consumidores conscientes e interessados em valorizar as raízes, as culturas de um povo.
Moda e artesanato são duas partes da “economia criativa”, que tem crescido no Brasil. Você pode citar os eventos onde os dois segmentos se encontram?
Por definição, a Economia Criativa tem a ver com a atração para algo criativo. Ou seja, original, diferente, inovador, com humor. Isso quer dizer que a Economia Criativa é um conjunto de atividades econômicas. Assim sendo, ela leva a uma tomada de consciência para a marca, empresa ou até mesmo para as marcas pessoais ou “self branding”.
Eventualmente, hoje, há uma preocupação em se realizar eventos que carregam esse conceito. Por exemplo, em Belo Horizonte acontece o Modernos Eternos que traz uma interlocução entre os diversos segmentos de uma forma ampliada.
Por isso, o evento é um exemplo de pluralidade que envolve diversas áreas. Entre elas: música; gastronomia; arquitetura; design; arte; moda; arte popular; folclore; artesanato; filosofia; tecnologia; fotografia; ilustração; patrimônio; literatura; história e a preservação ambiental da Serra do Curral.
Ou seja, toda a transversalidade e interdisciplinaridade de conteúdo e conhecimento foram contemplados.
Qual é a importância dos eventos de economia criativa para a parceria entre moda e artesanato?
Os produtos criativos podem ser classificados em mais de um segmento como neste caso: a moda e o artesanato. O que é preciso é validar a moda como símbolo cultural, que traz a transversalidade e que dialoga com economia, artes, folclore, designer. E, é claro, cultura e história. Assim sendo, os eventos de economia criativa servem cada vez mais para destacar o artesanato como mais um componente da moda.
Do ponto de vista da gestão de negócios criativos, no dia a dia, como você percebe que os empreendedores e empresários das áreas de moda e artesanato têm se unido? Existe um movimento neste sentido?
Primordialmente, o setor da moda, enquanto indústria, envolve uma série de articulações entre diversos setores. Cabe aos empreendedores e artesãos se reconhecerem como uma cadeia produtiva e incrementarem sua relação. Vejo tentativas de criações de espaços e movimentos. Mas eles ainda precisam ser potencializados.
Como você percebe a união entre moda e artesanato? A junção delas consegue se manter inovadora devido às características “criativas”?
A composição de produtos singulares é uma das maneiras pelas quais o artesanato tem sido utilizado por criadores de moda. Talvez seja essa a estratégia para ir na contramão do fluxo imposto pelo mercado, principalmente o da cópia.
Para você, qual é a principal mensagem a ser deixada para os empreendedores de moda e artesanato que veem nessa união uma possibilidade de crescimento?
A conexão entre o artesanato e a moda é uma troca em que ambos se beneficiam. Afinal, o encontro entre o mercado da moda e os elementos culturais valoriza o papel do artesão. E esse reconhecimento pode ser transmitido pelos estilistas por meio da composição de produtos singulares para comercialização. Assumir as raízes regionais pode ser sim uma possibilidade de crescimento.
Ao se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI), automaticamente, será emitido um alvará provisório para que o seu negócio possa funcionar. Mas, este documento não basta para manter sua empresa regularizada diante da lei e em seu dia a dia como empreendedor. É preciso fazer a emissão do alvará de funcionamento definitivo, para que seu negócio possa funcionar com tranquilidade.
De forma genérica, este o documento definitivo garante ao MEI o direito de fazer algo. Com o alvará definitivo, o negócio do MEI está autorizado a funcionar normalmente. Por ai já podemos notar a importância de ter o alvará de funcionamento definitivo, não é mesmo? Então, acompanhe os detalhes sobre como obter este documento e ficar em dia com a lei no seu negócio.
Alvará provisório x alvará definitivo
Para que o alvará provisório tenha validade, você precisa ter conhecimento sobre a legislação do Estado e do Município em relação a sua atividade. Além disso, é preciso saber que a Prefeitura tem um prazo de até 180 dias para emitir o alvará definitivo. Ah, não se esqueça, o alvará indica que o local onde o negócio está instalado está apto a receber a atividade que você indicou como ‘principal’ do seu negócio.
Todas as empresas sejam comércio ou indústria, ou ainda prestadoras de serviço precisam ter alvará de funcionamento para ficar em dia com a legislação. Durante o período em que a Prefeitura pode emitir o alvará definitivo, sugerimos que você acompanhe a emissão do mesmo. Assim, você fica sabendo dele assim que o mesmo tiver sido liberado. Ou, em caso de atraso da emissão, pode buscar as informações necessárias para agilizar o documento.
Como emitir alvará
Se seu negócio for em Belo Horizonte é possível emitir o alvará definitivo por meio do site da Prefeitura de Belo Horizonte, específico para esta finalizada. Para isto, basta clicar aqui e informar o número da consulta prévia aprovada e o CNPJ de sua empresa.
Se sua atividade for desempenhada em outra cidade, você precisará procurar a Prefeitura local para saber os procedimentos para a emissão deste documento, cada município pode ter uma forma particular para a emissão podendo ou não ser online.
E lembre-se! Agora que você tem uma empresa, seu estabelecimento está sujeito a algumas fiscalizações, portanto fique atento ao prazo de validade dos alvarás e deixe-os sempre em locais visíveis.
Órgãos de fiscalização
Se o alvará de funcionamento serve para que você fique em dia com a legislação, então é sinal de que você pode tê-lo requisitado em algum momento de fiscalização. Então, nada mais essencial do que saber quais são os órgãos que podem solicitar o alvará em fiscalizações.
Para facilitar a fiscalização, uma dica é deixar o alvará em local visível. E não deixar de atualizá-lo em casos necessários. Um destes caso é o de negócios classificados como de alto risco. Eles precisam de renovar o alvará com certa frequência.
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