O segmento do agronegócio brasileiro utiliza cada vez mais a tecnologia. Isto porque ela ajuda a melhorar o gerenciamento das atividades e aumentar a produtividade. Antes restritos às grandes fazendas, os avanços tecnológicos começam a chegar nas propriedades menores. Isto ocorre principalmente por meio de aplicativos criados por startups.
Neste contexto, as soluções propostas pelas Ag Techs. Este é o nome dado às chamadas as startups que trabalham com tecnologia aplicada ao agronegócio. Elas se espalham rapidamente pelo Brasil.
Atualmente, existem aplicativos que fazem previsão do tempo, identificação de pragas e pulverização da lavoura, entre outros. Tudo por celulares e tablets, aliando eficiência e facilidade de uso.
Por isso, neste post trazemos aplicativos que podem ajudar na produção do seu agronegócio. Veja a lista!
Inovação para o agro
Os produtores rurais estão cada vez mais antenados aos benefícios que podem obter quando adotam a tecnologia em seus negócios. Confira aplicativos que podem otimizar a produção do agronegócio.
No agronegócio, podem ser usados para monitorar incêndios, pragas, dados da colheita e telemetria de sensores para agricultura de precisão, entre outras coisas.
Todas as informações podem ser acessadas em tempo real pelo app da empresa.
O objetivo é fornecer dados sobre produtos registrados para controle de pragas, doenças e plantas daninhas, auxiliando os produtores.
4.JetBov
A startup tem um aplicativo para coleta de informações sobre rebanho e gestão de fazendas, permitindo controlar todas as etapas do manejo reprodutivo de forma simples. Também auxilia no gerenciamento de custos de nutrição, pasto e confinamento do gado.
O app fornece a previsão do tempo para os próximos cinco dias — com informações de precipitação, temperatura e umidade — utilizando dados gerados pelo Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet). Também mostra imagens atualizadas de satélites meteorológicos.
Tem uma base de dados que permite pesquisar as doenças por nome e sintomas, além de fornecer informações como o ciclo de vida das pragas.
O produtor também pode enviar fotos da lavoura para que os técnicos da startup façam uma avaliação da doença.
Gratuito, disponível para Android.
11. Climatempo
Outro aplicativo voltado para previsão do tempo. Com ele, o produtor consegue acompanhar as condições atuais na tela inicial, bem como a previsão horária para o restante do dia e para as próximas duas semanas.
Fornece informações de quantidade de chuva, temperatura e umidade relativa. O agricultor também pode observar as imagens de satélite para todo Brasil, que registram o movimento das nuvens e os núcleos de tempestades, com análise dos meteorologistas da empresa.
12. Guia InNat
Aplicativo desenvolvido pela Embrapa Agrobiologia com o objetivo de ajudar os agricultores no controle de pragas e doenças nas lavouras. Permite acessar imagens de agentes naturais de controle de pragas que atacam a lavoura e fornece informações a respeito de predadores e parasitoides. O usuário também pode comparar a foto de um inseto, tirada com a câmera do celular, com as imagens de um guia de reconhecimento de inimigos naturais de pragas agrícolas.
O universo das startups está em crescimento no Brasil, tornando-se um segmento representativo do empreendedorismo nacional.
Esse fato foi comprovado pela pesquisa realizada pelo Sebrae de São Paulo, que mostrou como as startups brasileiras movimentaram R$ 784 milhões entre 2014 e 2015, representando um crescimento de 14% em relação ao período de 2013 a 2014.
Apesar do bom momento, os empreendedores devem tomar alguns cuidados ao levar seus projetos inovadores adiante.
O principal deles diz respeito à legislação brasileira, complexa por natureza, que deve ser respeitada em todos os seus detalhes. Só assim as startups conseguirão se desenvolver de maneira adequada.
Por isso, neste post, você encontrará dicas e sugestões de boas práticas jurídicas para que sua startup comece e se mantenha sólida.
É importante que exista a preocupação em estabelecer uma estrutura legal adequada para sustentar esse desenvolvimento, evitando perdas de oportunidades de negócios.
Acompanhe as dicas a seguir.
Conheça a legislação
O primeiro passo é estudar a legislação em que as startups estão inseridas. Esse conhecimento deve abranger direito do consumidor, legislação de entidades de classes e resoluções das agências regulatórias.
O ideal é que essa análise seja feita antes de iniciar o seu negócio, pois qualquer disposição legal em contrário pode inviabilizá-lo. Por exemplo, algumas classes, como médicos e advogados, não têm permissão para fazer propaganda de seus serviços.
Neste caso, se você quiser criar um serviço eletrônico para ajudar esses profissionais, deverá observar os limites éticos previstos nos códigos de suas entidades de classe.
Aproveite que existe um grande volume de informação disponível em sites jurídicos especializados para obter as informações necessárias, viabilizando juridicamente a sua startup.
Escolha do tipo jurídico
Uma das decisões mais importantes que o empreendedor deve considerar é a escolha do tipo jurídico da sua startup e as suas implicações legais.
Atualmente, existem diversos tipos, mas, caso as startups tenham dois ou mais sócios, o mais indicado é o modelo de responsabilidade limitada.
Como o próprio nome indica, a responsabilidade dos sócios fica limitada à quantidade de cotas que eles têm no contrato social da empresa.
Tal sociedade apresenta a nomenclatura Ltda. e será inscrita na Junta Comercial do Estado em que a startup se encontra estabelecida.
A sua principal função é proteger os bens pessoais dos sócios, separando-os do patrimônio da sociedade, que será o único recurso usado para cumprir as responsabilidades da empresa.
Caso a startup seja o projeto de um empreendedor apenas, a legislação atual prevê a figura da empresa individual de responsabilidade limitada (Eireli).
Nesse caso, é possível o desenvolvimento de atividades empresariais por uma única pessoa, no mesmo formato de uma sociedade limitada.
Vale ressaltar que, mesmo começando como sociedade limitada, caso a startup receba um aporte de investidores, provavelmente considerarão a transformação para o regime de Sociedade Anônima, que é o terceiro tipo jurídico existente.
Depois que o empreendedor decidiu o melhor desenho jurídico, é preciso obter os registros necessários para o funcionamento da empresa.
Formalize seu negócio
É comum que as startups comecem de maneira informal, com a participação de amigos e pessoas próximas. No entanto, os empreendedores devem providenciar o registro da empresa, evitando problemas no futuro.
A falta de um contrato social ou um acordo de cotistas impossibilita a comprovação da situação da empresa. Isso dificulta a solução de qualquer problema ou atrito. A formalização dá mais segurança aos empreendedores, aumentando, inclusive, as chances de receberem a atenção dos investidores.
Por isso, após a definição do desenho jurídico das startups, o próximo passo é o registro da sociedade na Junta Comercial do estado em que a empresa atuará. Com isso, a empresa obtém também a Inscrição Estadual.
Só a partir dessas ações que a constituição da empresa será válida.
O próximo passo será providenciar a inscrição da startup no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. Isto é realizado junto à Receita Federal. Também será preciso requerer as demais inscrições, dependendo do tipo de atividade.
Além desses registros, é necessário que o empreendedor verifique a necessidade de alguma autorização ou permissão administrativa específica. Isto é necessário, pois a atuação da startup pode estar sujeita a algum tipo de regulação específica. Isto se deve à natureza da sua atividade.
Registre sua marca
A marca de uma startup representa a forma como a empresa será reconhecida pelo mercado. Ela ajuda a garantir que as horas dedicadas ao seu projeto — estudando o mercado, desenvolvendo o modelo de negócios e divulgando o seu produto — não sejam desperdiçadas.
O registro da marca é efetuado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Ele possibilita ao empresário seu uso em todo o Brasil. Também permite a geração de receitas por meio de licenciamento ou franquia.
Entretanto, para realizar o registro, algumas regras precisam ser seguidas. Por exemplo, verificar se o nome desejado já está registrado e se contém expressões proibidas.
Conheça o regime de tributação
Outro passo importante na constituição da startup é a escolha do regime de tributação adequado. Essa definição é essencial para todas as empresas.
No Brasil, existem três tipos de regimes tributários: Simples, Lucro Presumido e Lucro Real.
Para que a startup identifique o regime mais adequado, alguns requisitos devem ser observados. Alguns deles são: o tamanho da empresa, o faturamento e as atividades realizadas.
Essa escolha é essencial para um bom planejamento tributário da empresa. Ele evita que a startup pague mais impostos que o necessário. E também impede que se tenha problemas de fiscalização, que podem gerar multas pesadas.
Procure orientação jurídica
A complexidade da legislação e da burocracia relativas à constituição de novas empresas pode ser muito desafiadora. Por isso é preciso repensar quando se escolhe enfrentar tudo isso sozinho.
Caso o empreendedor sinta essa dificuldade, deve procurar a ajuda de um profissional que possa fornecer a orientação jurídica adequada.
Esse é um investimento necessário. Ele garante a segurança de que a startup mantém suas atividades dentro da lei, seguindo suas obrigações jurídicas e contábeis.
A economia criativa está em crescimento. Isso faz com que o artesanato como seja uma ótima opção de negócio para empreendedores com talentos manuais. Diversos outros fatores também contribuem para o crescimento desse segmento.
A profissionalização do artesanato, a simplicidade e a beleza conquistam mercados nacionais e internacionais. A internet também ajudou a ampliar a divulgação dos produtos por meio de sites, redes sociais e e-commerce.
A informalidade ainda é um obstáculo a ser vencido. Mesmo sendo a fonte de renda principal para muitas pessoas, o artesanato ainda é atividade informal.
É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo Clube do Artesanato, a primeira comunidade do setor no país.
Segundo o levantamento, que ouviu 3.649 pessoas, apenas 17,7% estão formalizadas como Microempreendedoras Individuais (MEI). 45,8% não têm interesse em se registrar. E 21,5% não saem da informalidade porque não têm incentivos.
Se você é um artesão e deseja transformar seu artesanato em negócio para viver dele, indicaremos o melhor caminho a ser seguido neste post!
Artesanato como negócio
O primeiro motivo para escolher investir no artesanato como negócio são os números que mostram o aquecimento do setor: ele movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano.
Além disso, existem diversas outras vantagens para quem deseja transformar sua arte em negócio.
A principal delas é a realização que o empreendedor sente ao conseguir se sustentar por meio do seu talento. Acrescente a isso ter o prazer de trabalhar com sua arte e vê-la reconhecida pelo público.
O artesanato também se beneficia do comportamento intrínseco que as pessoas têm de presentear parentes e amigos. Ele é ainda mais estimulado pelo varejo, que promove o consumo em diversas datas comemorativas durante o ano.
Neste contexto, os produtos artesanais se tornam ideais para fortalecer o relacionamento com parentes e amigos. Isto porque representam um presente barato, personalizado e de bom gosto.
Outro aspecto importante é a flexibilidade que o artesanato proporciona aos empreendedores. Existem diversos modelos de negócio e canais de venda disponíveis.
O modelo de negócio escolhido deve considerar o produto trabalhado, bem como seu volume de produção e venda. Para não errar nesse quesito, é essencial realizar um planejamento estratégico do empreendimento. Isso pode ser feito, por meio de um plano de negócios, analisando a viabilidade econômica do projeto.
Como montar um negócio de artesanato
Os primeiros passos para o empreendedor desenvolver seu artesanato como negócio são simples. Mas demandam planejamento. Veja alguns pontos relevantes deste processo:
Definir o segmento de mercado
O primeiro passo é escolher os produtos que serão comercializados, caso você opte por montar uma loja de artesanato, por exemplo. Isso definirá o segmento de mercado em que o seu negócio atuará. E também será o ponto de partida para diversas outras ações. Tais como: definição do preço, as formas de distribuição e o local de venda.
A criação dos produtos deve abranger fatores como a necessidade do cliente e o seu desejo. E também o público que se quer atingir, os modelos que já fazem sucesso e as ações da concorrência.
Investir em capacitação para gestão do negócio
Muitos artesãos cometem o erro de pensar que, por serem habilidosos na confecção de seus produtos, não precisam se capacitar.
A verdade é que o empreendedor, para aumentar as suas chances de sucesso, deve se capacitar em todas as áreas que não domina.
Serão necessários conhecimentos de finanças, vendas e marketing, entre outros, para que a gestão do negócio ocorra de forma eficiente.
Precificar o trabalho
Uma das grandes dúvidas de quem tem o artesanato como negócio é como e quanto cobrar pelos produtos que produz.
A precificação de um trabalho manual envolve a valorização de duas variáveis utilizadas, que são a habilidade do artesão e o tempo gasto na confecção dos produtos.
Existem diversos modelos de precificação por hora de trabalho. É importante que o valor calculado cubra os custos de material e a mão de obra, cobrando um preço justo pelo seu trabalho, que possibilite o seu sustento e o reinvestimento no negócio.
Invista na internet
Mesmo que o empreendedor invista no artesanato como negócio por meio de um ponto de venda físico, que pode ser uma loja comercial ou uma barraca em feiras livres, não deve se esquecer da internet. Isto porque é preciso inovar.
O avanço da tecnologia e a mudança de hábitos do consumidor transformaram a internet em uma ferramenta essencial para os artesãos divulgarem seus negócios.
O empreendedor deve saber como usar as redes sociais para atingir o seu público-alvo e avaliar a possibilidade de investir em um e-commerce para vender seus produtos para outros estados e até países.
Negócios de artesanato em Minas
Dentre as inúmeras iniciativas que visam investir no artesanato como negócio, o Estado de Minas Gerais se sobressai, graças à sua tradição artística vinculada aos recursos naturais regionais.
A produção de peças é muito diversificada, levando em consideração as vocações de diversos municípios do estado, na forma de trabalhos com madeira, argila, bordados, fibras naturais e sucata.
A qualidade do trabalho desperta a atenção do mercado e o governo estadual promove políticas de incentivo para garantir que o artesanato mineiro tenha lugar de destaque no cenário nacional.
Um exemplo é o Programa + Artesanato, que inclui políticas públicas voltadas para o setor com o objetivo de impulsionar o crescimento nos mercados interno e externo, além de divulgar a arte popular mineira.
Uma das ações que já saíram do papel para beneficiar os empreendedores mineiros que usam o artesanato como negócio foi a criação do perfil no Instagram do Portal do Artesanato Mineiro.
O artesanato se consolida como uma ótima oportunidade para empreendedores usarem seu talento e sua arte na criação de negócios sustentáveis. O mercado nacional vive um ótimo momento, valorizando a economia criativa e demonstrando o interesse dos consumidores pelo trabalho artesanal.
Os empreendedores que investirem em planejamento e na capacitação poderão aproveitar as oportunidades desse setor que promete continuar em crescimento.
Nos últimos cinco anos, vimos crescer exponencialmente os negócios de cafeteria no Brasil. Não somente nas capitais, mas também no interior, são centenas de exemplos de novos negócios. Eles surgem e empreendedores que passam a investir no café.
Na falta de pesquisas mais oficiais sobre o número de cafeterias que abrem as portas no país, ficamos aqui com o sentimento de que o setor cresce muito anualmente. Como catalizadores que somos de boas iniciativas na área, temos recebido dezenas de contatos e histórias. Elas começaram com um sonho, com um desafio ou por pura paixão por café.
Também sabemos, de acordo com pesquisas do Sebrae, que cafeterias e negócios similares são os que mais abrem. Mas, também, os que mais fecham no Brasil.
Não basta só amar café. Pensando nisso, reunimos aqui os 10 passos para planejar uma cafeteria. Nossas dicas são focadas para empreendedores que queiram investir em um modelo de serviço alinhado com a terceira onda do café.
Essa reportagem é um compilado das nossas experiências como mídia segmentada. Nela há o que consideramos muito importante levar em conta antes, durante e depois de abrir a sua própria cafeteria.
Se você tem esse sonho ou conhece alguém, fique atento a essas informações.
Plano de negócios
De acordo ainda com o guia Como Elaborar um Plano de Negócios, do Sebrae “de cada 10 empresas formalizadas 7 sobrevivem no Brasil após dois anos da abertura”.
Por isso, é “tão importante realizar um plano de negócio. Ele é o instrumento ideal para traçar um retrato fiel do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor, o que propicia segurança para quem quer iniciar uma empresa com maiores condições de êxito ou mesmo ampliar ou promover inovações em seu negócio”.
E o que é um plano de negócio?
Para Cláudia Pavani, o plano de negócio é um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio. E também quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas.
Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado, segundo o livro Plano de Negócios: um guia para o voo da sua empresa).
O ideal é que o próprio empreendedor se envolva diretamente na preparação do seu plano de negócio.
Elaborando pessoalmente o seu plano de negócio, você tem a oportunidade de preparar um plano sob medida. Isto baseado em informações que você mesmo levantou e nas quais pode depositar mais confiança. Quanto mais você conhecer sobre o mercado e sobre o ramo que pretende atuar, mais bem-feito será seu plano. (extraído de Como Elaborar um Plano de Negócios)
Etapas do plano de negócio
Esta etapa de planejamento é muito importante para qualquer negócio e em qual setor. Então, mãos a obra. Pense nestes pontos e defina de forma bem objetiva:
o que é o negócio;
quais os principais produtos e/ou serviços;
quem serão seus principais clientes;
onde será localizada a empresa;
o montante de capital a ser investido;
qual será o faturamento mensal;
que lucro espera obter do negócio;
em quanto tempo espera que o capital investido retorne.
Passos para abrir sua cafeteria
Como o nosso negócio aqui é uma cafeteria, separamos os 10 principais passos para que você inicie de forma bem direcionada e evite alguns erros básicos.
1. Ponto Movimentado
A fala emblemática do fundador da Starbucks, Howard Schutlz, ao ser indagado quais eram as três principais dicas para abrir uma cafeteria: “o ponto, o ponto, o ponto”, é seguida por milhares de empreendedores pelo mundo.
Além disso, é preciso também construir uma comunidade local, pessoas que se identifiquem com o seu espaço e tornem-se clientes habituais, que multipliquem a experiência com outros amigos e amigos dos amigos.
Marco Suplicy, do Suplicy Cafés Especiais, antes de inaugurar sua loja-conceito no bairro dos Jardins, em 2003, teve a consultoria da especialista Sherri Johns, ex-executiva da Starbucks, que deu a dica que ele contasse quantas pessoas passavam na frente da loja por dia para ver a viabilidade do negócio. Essas e outras informações são importantes para garantir um movimento logo no início.
Se o lugar for longe do movimento e essa não seja uma realidade possível para o seu negócio, invista muito em mídia espontânea, em redes sociais e até em anúncios. Lembre-se: seu negócio não vai dar certo só para seus amigos. É preciso muito mais que isso para fazer rodar seu ticket médio. A fórmula mágica não existe, mas podemos chegar perto dela.
2. Lugar compacto
Pense grande, mas comece pequeno. Uma das maiores dificuldades para o setor de cafeterias é a mão de obra especializada de barista, cozinheiro e atendentes. Por isso, tente ser o mais enxuto possível, principalmente se você não tem experiência na área. Um lugar pequeno pode não comportar muita gente, mas também é mais fácil para operacionalizar. Veja o exemplo de bikes e trucks que surgiram nos últimos três anos. São negócios enxutos que trabalham de duas a três pessoas. Transfira esse conceito para um ponto fixo, que tem aluguel (se você não tiver esse gasto, perfeito), e pense que você pode ser o barista, ou o caixa, ou trabalhar com um sócio. Foi o caso do Beluga Café, em São Paulo, que trabalha com uma equipe pequena, porém os proprietários foram buscar cursos na área e aprenderam o ofício de barista.
Tente introduzir algumas opções para seu cliente levar, como copos “to go” para dar mais vazão ao seu público. Também pense em aproveitar ao máximo o espaço com mesas coletivas, banquetas e balcões laterais, além de bancos externos e áreas ao ar livre. Crie pequenos recantos que possam agradar quem vem fazer uma reunião, trabalhar ou ainda tomar apenas um café da tarde.
A decoração do lugar e o que vai oferecer também é determinante para o perfil do público que quer receber. Se não quiser que façam reuniões no seu espaço ou que fiquem com computadores na mesa, não ofereça wi-fi, por exemplo. Tomadas próximas à mesa são chamariz para clientes ficarem por mais tempo. Qualquer decisão desse tipo são detalhes que mudam completamente o comportamento de quem frequenta seu espaço. Prateleiras com produtos ao alcance do cliente e próximo ao caixa ajudam na venda de utensílios, pacotes de café, presentes, acessórios, etc.
3. Equipe competente
Esse item tem relação com o anterior e é um dos mais importantes. Se você for empregar outras pessoas, entenda que hoje há cada vez menos jovens que procuram trabalhar atrás do balcão. Primeiro busque esses profissionais em grupos do setor, peça indicações para empresários da área ou aposte em pessoas que não têm nenhuma formação anterior na área de café. Nessa última sugestão você terá de investir na formação do barista e, acredite, provavelmente essa pessoa vai aprender muito e pode te deixar assim que tiver uma proposta melhor. Isso é do mercado e vai acontecer.
Para evitar e tentar reter seus colaboradores planeje bem quais serão seus benefícios, tente traçar um plano para ele e deixe muito claro seus objetivos desde o começo. Tente construir junto com ele a cultura da sua empresa.
Segundo artigo de Daniel Castello, consultor e palestrante nas áreas de Estratégia e Gestão de Pessoas: “Desenvolver conscientemente a cultura de uma empresa não é fácil. Tem a ver com a consistência como geramos e atendemos às expectativas criadas. Com os exemplos que criamos. Com as decisões que tomamos. Com as histórias que contamos. E, principalmente, com as pessoas que contratamos e as que mandamos embora. Pouco a pouco as pessoas passam a compreender, espelhar e multiplicar o que valorizamos até que se torna uma segunda natureza da organização ser daquele jeito. E a cultura então se estabiliza.”
4. Espaço moderno
Uma das principais características das novas cafeterias do movimento “terceira onda” têm no espaço sua principal mensagem. Busque referências internacionais e nacionais antes de abrir sua cafeteria.
Se possível, contrate um arquiteto que possa transmitir para o seu local o que você quer comunicar aos seus clientes. Além da parte “visual” do espaço, o profissional que for projetá-lo também deve ter experiência com o plano hidráulico, elétrico e dar dicas dos mobiliários mais adequados.
Quem já fez reforma em casa sabe o quanto isso é importante. Para definir também o fluxo do local e a operação do seu espaço é preciso ter em mente o seu cardápio, pois se você for precisar de uma cozinha mais sofisticada, espaçosa para a produção de almoço, por exemplo, sua loja terá uma identidade; caso a sua opção seja por comidas rápidas que exijam apenas um forno elétrico, é outra estrutura.
Hoje a tendência de cafeterias modernas é que o ambiente seja todo aberto, de preferência com a área de preparo a mostra para os clientes, balcões circulares, retangulares, com tudo exposto. O cliente quer cada vez mais viver a experiência de acompanhar seu café ficar pronto.
5. Cardápio pequeno
Se o seu foco é o café, procure trabalhar com um cardápio simples e de fácil execução. O café exige muita atenção e a balança do seu tempo precisa sempre pender mais para ele. Por isso, determine desde o início o perfil do seu estabelecimento. O horário de abertura também ajudará muito nisso. Em São Paulo, por exemplo, têm muitas cafeterias que abrem após às 10h, mas fecham mais tarde. Outras abrem logo cedo e fecham antes das 18h. Tudo isso vai depender do público que você quer atender e do tipo de comida que quer oferecer.
As cafeterias “terceira onda” são, muitas vezes, parte de um passeio turístico pela cidade, portanto pense se é o perfil do seu negócio ficar aberto sábado e/ou domingo. Isso pode te ajudar a formar um público fora do seu bairro. Além disso, não há mal nenhum em você alterar o horário de funcionamento conforme for entendendo melhor o seu movimento e o fluxo de pessoas. Aliás, isso é mais normal do que se imagina.
6. Equipamentos de ponta
Com a definição do cardápio mais encaminhada, a dica é tocar de forma paralela a escolha dos equipamentos que vão te auxiliar no dia a dia da cafeteria. Desde a máquina de espresso, a de lavar-louça, o forno elétrico ou a gás, o torrador (se for investir), os equipamentos para a extração do café.
Esse primeiro enxoval é importantíssimo para a definição também das louças, pratinhos, xícaras de diferentes tamanhos, enfim. Tudo está integrado, claro. Dependendo do cardápio que for criar, tenha em mente que será necessário definir a quantidade de cada bebida e, com isso, as xícaras que irão atender esse seu cardápio, por exemplo.
O planejamento da ação de cada etapa é importantíssimo para não errar na compra de um tipo de xícara que não atenderá ao seu cardápio. Para te auxiliar trabalhe com listas dos produtos, quantidades e check-lists de compra, pesquisa de preço e fornecedor.
Além das listas, faça separadamente a planilha de investimentos fixos (como máquinas, equipamentos diversos, móveis, utensílios), custos fixos operacionais (mão de obra, água, luz, aluguel) e dos variáveis (insumos, café, comidas, bebidas).
7. Café de qualidade
Está como sétimo ponto, mas poderia estar em primeiro lugar. O café é a grande atração e a estrela do seu negócio. Da mesma forma que você vai pesquisar para comprar seus equipamentos, reformar seu espaço e montar seu cardápio, faça um planejamento minucioso para escolher o seu café.
Para se posicionar no padrão de cafeterias que atuam no mesmo setor que o seu, invista em grãos de procedência, estude a região, a origem do café, a história de cada família envolvida com o processamento. Invista em cursos no setor para atender a um consumidor cada vez mais conhecedor e questionador do que está comprando.
Conheça fazendas produtivas de café, faça relacionamento com outras pessoas do mercado. Seu diferencial estará neste contato e na definição do perfil de cafés que vai trabalhar: microlotes selecionados por você e sua equipe, serviço com marcas já consagradas e experientes, parceria com microtorrefações que irão te abastecer com novos cafés.
8. Torrar ou não torrar?
Se optar por ter um equipamento de torra dentro da cafeteria, avalie bem se o seu conhecimento justifica o investimento. Uma opção pode ser contratar algum consultor que poderá te auxiliar no início.
A torra é um dos pontos mais sensíveis após as etapas produtivas na fazenda. É preciso bastante experiência para definir os perfis de torra dos grãos. Cada safra, cada lote e cada café são novos aprendizados. Não hesite em procurar ajuda neste ponto ou ainda postergar um pouco esse investimento para uma segunda etapa do seu negócio, se for o caso.
Há também os casos inversos, de microtorrefações que passaram a atender ao público. É o caso, por exemplo, da empreendedora e barista Isabela Raposeiras, que começou com cursos e torra de café para, anos depois, mudar de lugar e abrir o Coffee Lab, em São Paulo (SP). Assim como a Academia do Café, em Belo Horizonte (MG) e a 4Beans, em Curitiba (PR) e outros exemplos.
Esses lugares também têm em comum o fato de terem investido na área educacional. Oferecem cursos dos básicos aos avançados e agregam valor e credibilidade a própria marca. Hoje há muitas cafeterias que já abrem oferecendo cursos para os clientes.
Um ponto de atenção nesses casos é ter o cuidado de replicar as informações com a certeza de que você tem total conhecimento. Caso não se sinta preparado para ministrar cursos, use seu espaço para convidar um especialista. E a partir dai realize uma parceria com ele enquanto você ganha know-how no setor.
9. Métodos de Preparo
Além do espresso e suas variações, não há hoje como pensar uma cafeteria sem, pelo menos, dois tipos de métodos filtrados de preparo. Os já mais comuns como o japonês Hario V60, a Aeropress e a French Press estão presentes na maior parte dos novos empreedimentos.
Outros, novidades para maioria dos consumidores, como Clever, Chemex, Globinho, Kalita Wave são só alguns exemplos de como é possível aumentar o ticket médio do estabelecimento. Pois agregam valor a estas experiências, com cafés exclusivos e dedicados para os métodos.
Esses podem servir grupos, casais e proporcionar experiências individuais. Dão mais flexibilidade para o cardápio e incentivam o cliente a retornar para conhecer outras opções a cada visita. Exemplos de cafeterias que oferecem cardápios com vários métodos e extensos são o Lucca Cafés Especiais, em Curitiba (PR), o Octavio Café, em São Paulo (SP) e o Feito a Grão, em Salvador (BA).
Tenha cuidado na escolha de muitos métodos, pois há um tempo específico para o preparo. Também pode haver dificuldade no operacional com a equipe enxuta. E as receitas precisam estar pré-definidas com dosagem do café, proporção de água e tempo de extração, além da quantidade de equipamentos para servir vários clientes ao mesmo tempo.
10. Planejamento financeiro
Todas essas ideias só serão possíveis se, dentro do plano de negócio, for feito um detalhado planejamento financeiro. Para isso procure ajuda de um profissional, caso não seja você a pessoa mais experiente nesse ponto.
São vários os passos para chegar a esse plano. Mas, de acordo com o Sebrae, um dos pontos mais importantes é considerar o capital de giro. Este é, segundo o guia deles: “um recurso financeiro que toda empresa deve ter. Ele deve ser utilizado no início de suas operações. Isto com o objetivo de cobrir os gastos durante os primeiros meses. Normalmente, no início, o faturamento é inferior às despesas.
É uma importante ferramenta para a tomada de decisões. O capital de giro está diretamente relacionado ao ciclo operacional da empresa. Portanto, a política de crédito comercial, o volume de vendas e o nível de estoques que ela precisa manter são os fatores que irão determinar o volume de capital de giro necessário a ser utilizado por uma empresa. Uma administração ineficiente poderá afetar de forma drástica o fluxo de caixa da empresa”.
Um bom planejamento financeiro indica quanto tempo será necessário para que o negócio tenha retorno do investimento. Ele indica possibilidades de cenários pessimista, otimista e moderado. Para isso todos os custos fixos, com os valores mensais estimados, devem ser listados para facilitação de cálculos.
O empreendedor deve então, dentro do plano financeiro, encontrar um ponto de equilíbrio. O que represente a quantia de receitas, ou unidades vendidas. Isto irá cobrir todos os custos. O ponto em que a receita total é exatamente igual aos custos totais.
Matéria Publicada originalmente na Revista Espresso – edição 54 - 2017
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Saiba tudo sobre Empreendedorismo e como montar um novo negócio acessando nossa página especial sobre o assunto. Assim como passear de bicicleta, empreender é uma atitude que pode ser desenvolvida, aprendida e praticada com o tempo. E para ajudar a esclarecer dúvidas sobre o universo empreendedor, selecionamos para você informações que podem ser úteis em seu início de jornada.
Você já parou para pensar como as finanças são importantes para a continuidade do seu negócio? Ainda não? Então, é possível que você esteja cometendo alguns erros no controle financeiro da empresa. Eles podem impactar diretamente sua organização na hora de administrar seu rico dinheirinho. Neste artigo, você verá que dominar melhor os controles financeiros é fácil se houver alguns cuidados.
Um dos grandes desafios para os empreendedores é ter uma vida financeira organizada e controlada. Mas vale a pena buscar essa organização. Afinal, ela evita surpresas que comprometem sua empresa e seu bem-estar.
Separe as finanças pessoais e do seu negócio
Quando o empreendedor mistura as finanças pessoais e do seu negócio pode acontecer a falsa impressão de que os negócios vão bem e as contas estão todas no azul, quando na verdade o dinheiro em caixa veio do seu “bolso”. Ou que está ruim, quando ele está fazendo bons negócios e acaba consumindo tudo em contas pessoais. Se não separar as contas, sua gestão se torna mais desorganizada, o que vai trazer problemas futuros e pode colocar sua empresa em uma canoa furada.
Para evitar essa situação, tome a importante decisão de controlar e separar as finanças pessoais das finanças do negócio. O empreendedor pode utilizar planilhas financeiras para controlar as entradas e saídas do negócio, ou, utilizar aplicativos como “Meu Negócio em Dia” no Smartphone. Essas ferramentas são dois aliados de peso do empreendedor que deseja manter suas finanças controladas e conectadas. Ambas ajudam muito, mas é necessário ter disciplina para registrar as informações de maneira correta e controlar as finanças todos os dias.
Não descuide dos “pequenos gastos”
De grão em grão, os pequenos gastos podem impactar no seu caixa ao final do mês. Imagine um negócio que não consegue fechar o caixa no fim do dia: você percebe algumas diferenças ou faltas de valores que variam de R$ 15 a R$ 30 por dia; em um mês isso pode representar uma perda/prejuízo, no caixa, de R$ 450 a R$ 900!! Agora multiplique por 12 meses. Percebe como esses “pequenos gastos” podem fazer um grande estrago nas finanças?
É importante que você, empreendedor, foque no controle de despesas do seu negócio, buscando eliminar gargalos e desperdícios que devem estar sugando seus recursos. Portanto, tome nota de todos os gastos, cuide deles, até mesmo compras com cafezinhos e lanches. Você poderá se surpreender com o que poderá economizar só nesse ponto, separei essa planilha para auxiliar no controle das despesas.
Entrei no vermelho, e agora?
Sempre que possível é importante ter uma reserva financeira para honrar os compromissos e obrigações do seu negócio. Ficar no vermelho é algo que ocorre com milhares de empreendedores que não se planejam (e isso é de tirar o sono).
Existem várias opções do mercado que podem ajudar a sair dessa situação. Mas, antes de optar por alguma delas, é fundamental que você, empreendedor, avalie a real necessidade de tomar essa decisão.
Dentre as opções, destaco:
Autofinanciamento – um bom começo
Negocie prazos maiores com os fornecedores; reduza os prazos de recebimento dos clientes e reinvista o lucro do negócio ao invés de retirar.
Empréstimos – um passo que pede contas
Empréstimos não são uma solução, mas um prolongamento da dívida. Devem ser utilizados para sanar situações extremas, quando o não pagamento de contas puder gerar multas e juros maiores do que os que seriam pagos nessa opção. E só podem ser realizados após avaliar esses valores. Antes de solicitar um empréstimo, planeje o pagamento. Assim como o tempo necessário e de onde sairá o dinheiro para quitar esse compromisso.
Juros, multas e taxas podem criar o efeito “bola de neve” nas finanças, pessoais ou empresariais, causando diversos problemas. Por isso, utilize o crédito de forma orientada e com a real necessidade do seu negócio. Uma excelente forma de iniciar é criar um roteiro para buscar crédito.
Com um planejamento contínuo, você organiza as finanças, quita dívidas de forma antecipada, economiza com juros, multas e taxas. E ainda acompanha ações futuras que serão necessárias para fazer a empresa crescer.
Os controles financeiros são essenciais para esse planejamento. Se o seu objetivo é a sobrevivência e o crescimento do empreendimento, use-os. Finanças saudáveis são o resultado da determinação do empreendedor em desenvolver habilidades para gerir seus recursos de modo mais consciente.
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