Formatação e expansão de franquias

Formatação e expansão de franquias

A criação de uma rede de franquia bem-sucedida só deve ser viabilizada com a garantia de alguns pilares básicos. A estruturação da formatação e um plano de expansão bem construído podem ser o melhor caminho. Por isso, é preciso entender o que é formatação, quais são seus objetivos, benefícios e dificuldades.

A expansão de negócios deve ser feita de forma planejada. E se o modelo escolhido for o de franquia, o cuidado deve ser ainda maior. Isto porque, é preciso que o modelo seja capaz de ser replicado por outros gestores. É indispensável que todos os elos da rede estejam trabalhando por um mesmo objetivo. E isso irá acontecer de uma forma mais satisfatória através da estruturação de todas as etapas da transição. A partir de um estudo que irá abordar da visão macro até os micro processos do negócio e do mercado. Esse estudo é conhecido como formatação.

Procedimentos da formatação

A formatação apresenta alguns procedimentos principais que abrangem as seguintes áreas: financeira, comercial e operacional. Isto é feito por meio de estudos, análises, cálculos e planos. Dessa forma, para entender melhor as possibilidades da empresa, primeiramente deve ser realizado o diagnóstico da situação atual. A partir dele identificar qual estágio e contexto a organização se encontra. E a partir disso alinhar as expectativas. E também  definir os principais objetivos que pretendem ser alcançados com a transformação do negócio em uma franqueadora. Também é indispensável: medir a capacidade financeira, comparar os últimos resultados e entender se a empresa já se encontra com maturidade suficiente para se tornar uma franqueadora. Esse conjunto de processos recebe o nome de análise de franqueabilidade. Ele busca compreender se o empreendimento é vantajoso tanto para o franqueador quanto para o franqueado.

Levantamento de processos

Após comprovada a franqueabilidade, deve se iniciar o levantamento dos principais processos. E também entender o que deve ou não ser replicado nas franquias. Por exemplo: boas práticas comunicacionais, de gestão, de operação, entre outras. Reconhecer as vantagens competitivas e as desvantagens é essencial. Isto garante um bom discurso de vendas durante a comercialização das franquias. E, principalmente, definir quais pontos ainda precisam evoluir antes de serem inauguradas as primeiras franquias. Pois, a satisfação dos franqueados é o melhor indicador de que a formatação foi a decisão mais acertada. Com isso, cada vez mais pessoas vão se interessar pelo negócio, serviços ou produtos.

Plano de expansão

A seguir, o passo é estabelecer um bom plano de expansão. Isto pode ser feito utilizando geomarketing, estratégia que emprega big data; pesquisas de opinião e dados socioeconômicos. Isto porque, a partir disso, é possível cruzar essas informações e definir relações de poder de consumo e tendências. O que garante que análises de territórios e de logística sejam bem executadas para assegurar um crescimento saudável da rede.

Em seguida aos estudos mercadológicos é preciso manter a seguridade da sua empresa. E também desenvolver todos os processos legais que englobam:

  • o registro da marca junto ao INPI,
  • a Circular de Oferta de Franquia (COF) e
  • o contrato de franquia empresarial (CFE), documento que expõe todos os direitos e deveres dos franqueadores e dos franqueados.

Plano de negócios

Ao reconhecer e validar todos esses processos, é vital montar um plano de negócios. Ele deve conter de forma detalhada o modelo de atuação, as estratégias de sucesso e crescimento; o perfil do franqueado; análise de potencial de crescimento e definição de condições específicas do negócio. Logo, é hora de partir para as estratégias e metodologias. Isto pode ser feito descrevendo: como serão a implantação das unidades, o tratamento das operações, gestão da realização do marketing e vendas.

Dentro da formatação também é mais simples proporcionar a cooperação dentro da rede. Isto é feito por meio de técnicas onde os franqueados trabalharão de forma cooperativa e não como concorrentes. Então, para finalizar a formatação o repasse dos conhecimentos deve ser feito da forma mais otimizada e efetiva. Tudo a partir da confecção de bons manuais, aulas e treinamentos que assegurem a padronização da rede e que também explicite todas as atividades que serão executadas. Deve-se descrever também as que não poderão, com a recomendação que seja criado até um departamento de operações.

Com isso, já comprovamos a importância do processo. Como realizar tudo isso? Pode ser feito por uma consultoria especializada, com a contratação de novos profissionais para a equipe de expansão. Ou também pelo proprietário, desde que todos os passos sejam seguidos corretamente e com muita cautela.

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*Artigo originalmente publicado em LinkedIn
Cultura do design, o que é e por que virou questão-chave

Cultura do design, o que é e por que virou questão-chave

John Maeda está para o design como Warren Buffet está para as finanças. A definição foi dada no início deste ano pela revista americana Wired, que tratou do mais recente relatório sobre design e inovação produzido por Maeda. O presidente da Rhode Island School of Design e ex-professor do MIT citou, entre outros aspectos, a promoção de designers para cargos de alto escalão em empresas como McKinsey e IBM e a adoção da disciplina de design thinking nas principais universidades do mundo como evidências da importância do tema.

Por que termos como: design de serviços, design de interação, design thinking e user experience são tão importantes? A resposta passa por colocar o consumidor em primeiro plano. Isto aperfeiçoa o serviço entregue a ele, e reduzir custos para tornar a empresa mais eficiente. É o que chamamos de cultura corporativa guiada pelo design. Isso, vale ressaltar, em um cenário macro em que a busca para se tornar mais digital é crucial para qualquer ramo de atividade.

Design no turismo

Para ilustrar essas questões, recorro ao turismo e toda sua cadeia de serviços, transformada radicalmente na última década. O Airbnb é de 2008. O TripAdvisor se consolidou entre 2004 e 2005. Assim como o Booking.com e os sites de comparação de preço de passagens aéreas. Ainda tem o Google Maps, também dessa mesma época. Depois veio o Google Translate. Hoje vemos acontecer uma revolução nos meios de pagamentos. E também na forma como se pode comprar moeda estrangeira sem ser numa corretora tradicional. Difícil é lembrar dos travelers checks, dos guias impressos e, claro, das agências de viagens.

Existem diversos outros exemplos e você certamente em poucos segundos já pensou em alguns. Agora reflita no que essas mudanças têm em comum. Todas facilitam a vida do consumidor através de um serviço digital mais amigável, desenhado para primeiro satisfazê-lo e então gerar receitas para a empresa. Uma mudança de mind set pregada há tempos por Maeda e outras autoridades do design digital. “O design não é apenas estética, trata-se de ganhar relevância no mercado e obter melhores resultados”, diz ele.

Nova Geração

Isso não significa ignorar serviços e produtos eficientes que foram desenhados há décadas. Mas sim de que temos uma nova geração de designers. Ela está mais preparada para mesclar tecnologia e negócios com maior agilidade. Isso leva à inovação ao centro das estratégias corporativas, independente da área de atuação da empresa.

Esse entendimento leva a área a diversos espaços dentro de uma empresa. Na pesquisa por produtos e serviços, busca a melhor relação com os consumidores. Como se fosse um termômetro do que pode ganhar escala no mercado. Isso se dá com produtos já em circulação, via service design. Ou então em projetos que estejam no pipeline de lançamentos da corporação, através de pesquisas etnográficas e experiências. Internamente, as empresas também podem aperfeiçoar processos e criar fluxos de trabalho. O que privilegia a inovação via uma espécie de business design.

A ficha dos tomadores de decisão está caindo cada vez mais para a necessidade de construir uma nova empresa. Segundo pesquisa recente da Deloitte – com mais de 10 mil empresas – hoje, apenas 14% dos entrevistados se dizem satisfeitos com a hierarquia corporativa tradicional para a definição e execução de estratégias. Um indicativo que certamente responde à pergunta do início do texto. É por isso que se fala tanto dos diversos Design de Serviços, de Interação, Thinking e User Experience (UX).

 

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* Artigo originalmente publicado no Meio & Mensagem.
7 perguntas sobre a moda em Minas

7 perguntas sobre a moda em Minas

dissemos por aqui que o mercado da moda em Minas Gerais é um dos mais dinâmicos, sendo responsável pela criação de grandes nomes como Ronaldo Fragga Victor Dzenk e Renato Loureiro. Muito representado pelas confecções, o segmento mineiro também é expressivo em joalheria, calçado e couro, além do vestuário em si. Para entendermos melhor a moda em Minas, entrevistamos Jonas Bovoleta, analista técnico do Sebrae Minas. Ele nos conta um pouco mais sobre o segmento e mostra algumas tendências do mercado no Estado. Confira nossa conversa.

1. Vamos começar pelo começo? Você pode nos falar sobre o segmento de moda no Brasil e em Minas hoje? Qual é sua composição e representatividade?

Quando falamos de moda em Minas Gerais, é possível ressaltar vários pontos positivos. Um deles é que seu protagonismo no segmento de confecções está refletido positivamente na economia brasileira. No Estado, o setor é um dos responsáveis pelo crescimento da indústria. Ele também é importante representante das Minas Gerais, onde é sediado o Minas Trend. O evento é considerado hoje o principal salão de negócios de moda da cadeia produtiva no Brasil.

Minas Gerais é representado por mais de 10 mil empresas do setor.  No Estado são empregadas mais de 120 mil pessoas. O que contribuiu com o faturamento acima de R$5 bilhões nos últimos 3 anos.  Dos segmentos que representam o setor, sabemos que existe uma divisão entre as atividades, que se dá assim:

– 2,7% condicionam joias e bijuterias,

– 28,6% couros e calçados e

– 68,7% têxtil e vestuário.

Minas Gerais é o maior Estado brasileiro na exportação de joias e bijuterias, responsável por 34,8% das exportações nacionais.

2. Avaliando o mercado de moda em Minas, qual é a representatividade que tem e qual a importância dos micro e pequenos negócios neste segmento?

A moda é um segmento em constante mudança, com suas tendências que aparecem a cada período. Ela é, sim, um grande business que proporciona uma cadeia de desenvolvimento econômico em diversos setores ligados a ela.

O que isso quer dizer? Que por trás do lançamento de cada coleção, calçado e acessórios, que chegam ao consumidor, existe um mercado poderoso. A cadeia da moda é um setor que gera empregos em Minas Gerais, e também em diversas partes do país. Vale ressaltar que a produção da moda em Minas Gerais é mantida por micro e pequenas empresas. Elas representam 98% do setor.

3. Neste contexto, quais são as dificuldades encontradas pelos empreendedores, e como eles superam as barreiras para fazer moda em Minas?

Ao longo da caminhada empreendedora ou empresarial, as pessoas se deparam com alguns desafios. Muitas vezes, eles são típicos da gestão dos micro e pequenos negócios. Como exemplo posso citar a desorganização interna e a informalidade.

Além desta realidade, há outras dificuldades que podem ser citadas. Por exemplo, as variações da taxa de câmbio e a concorrência internacional. Particularmente quando olhamos para o mercado asiático, que imprime grandes desafios à produção de moda no Estado.

As compras em sites de produtos importados possibilitam preços baixos, devido à mão de obra barata. Neste contexto de concorrência mundial, ser criativo e se capacitar em gestão do negócio é fundamental, para conseguir competir de igual para igual.

4. Do ponto de vista do relacionamento com o cliente, quais são os desafios para o segmento de moda?

Quanto ao relacionamento com o cliente, é notória uma mudança grande nesse cenário. Isto ocorre em função da mudança do comportamento do consumidor. E pelo fato de que com desenvolvimento tecnológico a interação com o cliente acontece de forma mais dinâmica. É tempo de inovar a comunicação na moda. Se as empresas ficarem no “mais do mesmo” podem se perder nesse processo.

Neste ponto vamos refletir. Em um contexto de muita informação, o que pode ser muito desafiador? Para os negócios de moda, que precisam lançar novidades rapidamente, a resposta é: destacar-se. Isso quer dizer que experiência do cliente deve ser positiva do início ao fim.

Como fazer isso? O primeiro passo é tentar compreender na realidade da empresa, o que é importante para o cliente. E também como, por meio de produtos ou serviços, a empresa pode se aproximar do consumidor. Isto a ponto de ser lembrada e de se tornar referência na proposta de valor.

Também é essencial ter clareza sobre alguns processos, como a jornada do cliente. É preciso saber quais são as etapas que condicionam essa jornada. Também é preciso entender a influência dos canais de relacionamento nesse processo. É importante saber tudo, desde o momento que o cliente é motivado a buscar a marca, até o instante em que volta a comprar. Porque? Otimizar e integrar todos os canais tem sido cada vez mais estratégico na tentativa de garantir a melhor experiência de compra.

Manter o foco no cliente é fundamental para atender às expectativas de compra. Uma dica é: sempre faça perguntas, durante a tomada de decisões estratégicas. Alguns questionamentos que devem ficar na mente do empreendedor são: como isso afetará o cliente? Isso melhorará a experiência do cliente? Se o cliente tivesse que escolher, o que escolheria?

5. Para quem é apaixonado por moda e quer entrar para o segmento, sob o ponto de vista de sua experiência como consultor, quais são os cuidados que as pessoas têm que tomar para entrar no segmento?

Para estas pessoas, eu aconselharia a busca por informações. É importante conhecer muito bem o seu público. O ideal é se aprofundar ao máximo em um determinado público. Isto possibilita identificar alguma lacuna a ser preenchida. O que pode representar oportunidade de negócio.

Por isso, o primeiro passo para um empreendimento de sucesso é conhecer profundamente o público com que se deseja atuar. Essa regra vale para qualquer mercado.  E, com isso criar produtos e serviços direcionados.

Outra dica é abusar da criatividade. Como o mercado de moda exige inovação em curto espaço de tempo, ele oferece espaço para ser criativo. O que pode ser aplicado na criação de produtos, serviços ou formas de relacionamento.

É possível até criar nichos de mercado. Então, não tenha medo. Ouse. Anote suas ideias, das mais ousadas até as mais tradicionais. Pesquise, veja o que o mercado está oferecendo nesse sentido. Avalie e valide suas propostas com clientes, antes de coloca-las em “produção”.

Investir em segmentos poucos explorados pode ser uma grande oportunidade. Alguns nichos comprovam o quanto o mercado de moda é segmentado e promissor. Como exemplo, podemos citar o de plus size, gestantes e o de moda sustentável. Tais públicos geralmente possuem hábitos de compra bem característicos. Compreendê-los é o primeiro passo para garantir a efetividade do negócio.

Além disso, nunca desista no primeiro erro. No mundo dos negócios, errar é sinal de aprendizado. Sendo assim, canalize os erros que possam surgir para se reinventar e fortalecer o foco de seu negócio. Para isso, capacite-se, especialmente na gestão da empresa. E esteja atento e atualizado sobre tudo que acontece.

Todo empreendimento tem um período mínimo para gerar lucro e se tornar sustentável. Sendo assim, a persistência deve ser uma das principais características de quem deseja empreender não só no mundo da moda.

6. Na sua atuação como consultor, como você percebe o uso da tecnologia nos negócios de moda? Esse tem sido um fator decisivo para os negócios?

É fato que a tecnologia tem revolucionado diferentes mercados, ocasionando ruptura nos modelos de negócio. Ela também tem transformado a forma de consumirmos. Também é sabido que a moda e a tecnologia sempre andaram lado a lado. Seja no desenvolvimento de novos tecidos, ou no design de produtos.

No entanto, o desenvolvimento das tecnologias tem revolucionado radicalmente a forma das empresas de moda agirem. E têm permitido que os empresários compreendam melhor as tendências de comportamento do consumidor. E, com isso, criar peças baseadas nessas informações, usando a inteligência artificial a favor da efetividade dos negócios. A Inteligência Artificial faz parte da onda de inovação nos negócios, incluindo a moda. Isso tem trazido significativas mudanças na maneira como pessoas e empresas se relacionam.

O uso da tecnologia no mundo da moda passa a ser decisivo aos negócios. Especialmente no sentido de entender melhor o contexto, o cliente e suas percepções de compra. E isso é possível por meio de soluções tecnológicas, que permitem analisar informações digitais sobre seu consumidor. O que facilita a tomada de decisões.  Ou seja, as novas tecnologias devem revolucionar o mundo da moda. No sentido de gerar oportunidades de auxílio às marcas, afim de planejarem de maneira mais assertiva devido as informações fundamentadas.

Ou seja, é possível identificar oportunidades, seja produtos, serviços, formas de relacionamento com o cliente, planejar produção, dentre outras ações. São inúmeras possibilidades que antes não existiam. Especialmente, pela ausência deste tipo de soluções tecnológicas de extração dos dados na indústria da Moda.

7. Falar com o cliente em tempos de mídias sociais é sempre um desafio para os negócios. Existem formas específicas de atuação nas mídias sociais para os negócios de moda?

No contexto em que vivemos, é inevitável explorar as mídias sociais. Elas se tornaram importantes ferramentas de comunicação, pois são canais de contato direto das empresas com os consumidores e vice-versa.

Um dos principais desafios enfrentados pelas empresas de moda, é o desenvolvimento de uma relação de valor com o consumidor. Principalmente quando o relacionamento ocorre por meio das ferramentas digitais. Sendo assim, é preciso compreender que as redes sociais não funcionam apenas como um veículo para divulgação. Elas se apresentam mais como ferramentas de relacionamento.

As pessoas querem se relacionar com quem que agregam valor a elas, sejam outras pessoas ou empresas. É preciso entender que as pessoas estão em busca de ideias, diversão, entretenimento e informação. Elas não querem mais apenas comprar.

Estar sempre disponível para dar retorno à comentários, dúvidas, elogios e críticas garante credibilidade para a empresa. Portanto, é de suma importância sempre estar atento a tudo o que os clientes falam. Desta forma se pode dar um direcionamento melhor aos seus consumidores.

Gerar conteúdo referente ao que envolve esse mundo é de suma importância para quem deseja aumentar o engajamento dos seguidores. Isto porque as pessoas, estão sempre à procura de novidades e tendências. Ou seja, é preciso desenvolver um conteúdo útil e relevante para atrair a atenção de seus clientes. Com isso você poderá agregar valor ao relacionamento.

Na hora de planejar a comunicação digital de seu negócio, procure profissionais gabaritados para fazer a gestão das ferramentas digitais. Dessa forma, você estará contribuindo para construir uma imagem profissional de seu empreendimento na esfera virtual.

 

O mercado da moda por Ronaldo Fraga

O mercado da moda por Ronaldo Fraga

O setor da moda é um dos principais representantes da economia mineira no Brasil. Quem quer abrir uma empresa neste segmento deve se planejar muito. Para isso, é preciso investir nos diferenciais do negócio e na busca pela agregação de valor. Como entender o segmento de moda pode ser uma tarefa árdua, buscamos a palavra de quem entende deste mercado de forma abrangente e rica. Esta entrevista é com Ronaldo Fraga, que nos fala do mercado da moda como representante da cultura, do povo e de seus valores, mostrando um caminho possível para fugir do senso comum e se destacar no mercado. Confira.

Como você define o segmento de moda no Brasil e em Minas hoje? Qual é sua composição e representatividade?

A moda é muito mais que um vetor econômico. Ele é muito mais que um setor poderoso, como já sabemos. Na verdade, ele é um vetor que sempre oscila como o segundo e o terceiro que mais emprega no Brasil. O setor de moda junto com o setor têxtil é o que mais sofre com as sucessivas crises econômicas. Mas, o mais importante sobre a moda, é entender que ela é um vetor para além do econômico. Ela é um vetor cultural, que fala da formação do povo brasileiro, especialmente do século XX, com a chegada dos italianos e dos alemães no sul. E principalmente, a moda é um vetor que representa a cultura e e também a comunicação de forma muito importante. Minas, historicamente, é um Estado que é respeitado nesse lugar. Pois, conquistou uma posição de respeito com o grupo mineiro de moda dos anos 80 até hoje. A moda mineira é sempre associada com uma força criativa. Quando se espera algo criativo e de vanguarda, já se diz “isso vai vir de Minas”.

Avaliando o mercado de moda, você pode nos falar sobre a evolução do segmento ao longo dos últimos 5 ou 10 anos? Quais são as evoluções que ocorreram e como o desenvolvimento tem se dado no Brasil / Minas Gerais?

A moda brasileira vem padecendo muito nessa década, de 2010 até os dias de hoje. Houve encerramento de grandes empresas. Grandes tecelagens da história do Brasil encerraram suas atividades neste período. O Brasil já teve o melhor algodão do mundo, que hoje não está nem entre os 10 melhores em qualidade. Igualmente já tivemos o terceiro melhor linho do mundo, o que também desapareceu. E, sem dúvidas, houve um encolhimento em todos os Estados. O que inclui Minas. Mas o que aconteceu em aqui, que hoje ocupa um lugar de destaque, é o Minas Trend Preview. Hoje ele é a única feira de atacado, resistindo bravamente no Brasil. O evento tem mobilizado o mercado e tem trazido para Minas compradores do Brasil inteiro. Essa é uma grande novidade por aqui. E isso tem muita importância para o segmento de moda, pois quando se tem um comércio, ou um negócio em qualquer segmento, você estimula também a parte criativa. Isso movimentada todo o setor produtivo.

Em um país como o Brasil, quais são as dificuldades encontradas pelos empreendedores da moda, e como eles superam as barreiras para fazer moda?

Em moda, é preciso entender que não falamos só do consumo final. Falamos de um setor que gera empregos. Há lugares em que isso é um exemplo, como na Índia, que é uma potência na geração de empregos do setor têxtil. Eu acredito que muito da realidade econômica do Brasil poderia ser transformado a partir da produção local brasileira, com destinação a outros lugares. E o setor da moda, se bem trabalhado pode nos levar a este lugar.

No cenário atual, podemos falar que existe moda Brasileira? Ou melhor, podemos dizer que existe moda Mineira?  Qual o papel da produção de Minas Gerais hoje?

Existe moda feita no Brasil e também existe moda feita em Minas. Claro que há particularidades sutis, quando falamos de autoralidade e quando falamos em criação. Isto porque há poucos criadores que estão na ponta da pirâmide, e que conseguem mostrar a identidade dos lugares. Mas a grande maioria, infelizmente, não está neste nível. Ainda há muita cópia. Ainda se tenta fazer produtos parecidos com o que já está na vitrine de grandes marcas com destaque no mercado. Uma das causas disso é a competitividade para atender a crise do consumo. Mas, quando falamos dos criativos, Minas ainda tem uma posição notável no mercado.

Sendo Minas Gerais um produtor de moda, como você avalia a formação de profissionais e empresas deste segmento?

A formação de moda no Brasil ainda é uma formação incidente. Ela segue a cartilha das escolas europeias sucateadas pelos americanos. Então, há pouca prática. Não raro, o estilista sai da escola sem saber se quer a diferença entre um poliéster e uma seda pura. Mas isso é um retrato do ensino mercantilizado que existe em todas as áreas no Brasil.

Considerando o cenário de globalização em que tudo parece se tornar igual, o que as empresas de moda mineira têm feito para se destacar?

As marcas mineiras nesta globalização em geral não têm feito muita coisa. Elas têm copiado a vitrine de grandes marcas. E é muito comum ver estilistas que poderiam ousar, simplesmente repetindo o que já está no fast fashion. Com pouca emoção. Quando justamente o que o mercado pede é o inverso. Passada a euforia da globalização, o genuíno passou a ser artigo de luxo. Aquilo que só é feito por determinada pessoa, por determinado grupo e em determinada cidade.

Do ponto de vista do relacionamento com o cliente, o que as empresas de moda têm feito para prender seus clientes? Quais são os desafios da fidelização de clientes para o segmento de moda?

Este quesito é muito importante. Isto porque é preciso pensar, sobretudo neste momento, que a fidelização ou aquela coisa “fidelização de determinada marca” ainda existe. Agora, muito mais que o produto, porque todo mundo hoje tem acesso aos mesmos tecidos e às mesmas confecções, as marcas precisam trabalhar o intangível.  Elas precisam atuar com aquilo que tem valor, mas não tem preço. Ou seja, aquilo que não sai de uma fábrica, que é a alma de uma marca, e é visão de mundo dessa marca. Cada vez mais, é isso que importa. Pensar em questões como a sustentabilidade, a diversidade e no tempo que estamos vivendo. Isso é o que deve ser feito para se ganhar destaque e conseguir fidelizar clientes.

Para quem é apaixonado por moda e quer entrar para o segmento, sob o ponto de vista de sua experiência, quais são os cuidados que as pessoas têm que tomar para entrar no segmento?

Um bom o conselho, que vale para todas as áreas é: tenha um olhar difuso. Não que o empresário de moda vá sentar na máquina de costura ou vá desenhar, se não for o criador. Mas é importante conhecer todos os processos. É aquilo que eu digo. Trabalho para várias empresas de segmentos diferentes – infantil, feminino, masculino – porque eu acho que essa história de “eu quero trabalhar só com determinado segmento” e fechar ali deixa o profissional muito suscetível às crises. Então, o conselho é: tenha dinamismo e sempre busque atuações diferenciadas.

A moda tem muitos caminhos possíveis, desde a criação até a comercialização. Design, eventos, varejo, produção, como escolher em que área atuar?

É pela diversidade de atividades que existem na moda que eu acho importante a experiência, o estágio. Passar por todas as áreas e não se definir de cara pelo glamour que a moda pode ter, e normalmente acaba seduzindo a grande maioria das pessoas. Ter um pouco de experiência de tudo é fundamental. Hoje, o criador de moda tem que ser um pouco empresário, e o empresário tem que ter um pouco da vivencia do processo de criação para entender o negócio de moda.

Fast fashion ou slow fashion? A preocupação com a moda sustentável chegou para ficar? Ou há espaço para todos os tipos de produção?

Hoje vivemos um mundo muito diverso, o slow fashion é um segmento de luxo. A pessoa paga mais caro, mas ela sabe que a peça tem boa procedência. Eu adoro fazer associações do slow fashion com a produção de alimentos em geral, pensando nos orgânicos e nos alimentos com agrotóxico. Você vai escolher de acordo com seu propósito, sua lição de mundo e o seu bolso. E isso cabe perfeitamente na moda.

De acordo com dados do Sebrae, a maior parte dos negócios de moda do Estado é de confecções. Essa é uma vocação de Minas Gerais, ou uma tendência de mercado?

Esse é um perfil de Minas, porque o Estado nunca se destacou por um número muito grade de tecelagens especialmente aquelas voltadas para o mercado da moda. O que eu acho uma pena. O pouco que nós tínhamos de tecelagem foi migrado para uniformes profissionais. Diferentemente, por exemplo do Estado de Santa Catarina, onde se produz desde o botão, até às etiquetas e os tecidos. Enfim, todos os insumos para uma produção de moda. Minas perde muito com a falta de riqueza nas produções voltadas para o mercado da moda.

Do ponto de vista da gestão, como os negócios de moda se organizam? Há planejamento anual? Quais são as dificuldades do setor?

As dificuldades do setor são muitas. Mas um dos principais pontos é que o setor vive de sobretaxa. O produto de moda produzido no Brasil é caro. Ele vive de sobretaxa desde a produção dos insumos até o consumo final. Então, perdemos em qualidade geral, e especialmente perdemos em qualidade de tecidos de confecção. Isso faz com que o produto final fique mais caro. Esse é o grande problema: os impostos.

Como o empresário deve pensar a escala de seu negócio no segmento de moda?

A escala no mercado da moda vai depender muito dos segmentos que existem no setor. A moda é subdividida em muitos outros segmentos. E também tem a forma de distribuição. Ou seja, a entrega no atacado ou no varejo. Então a escala vai obedecer a isso.

Na sua atuação, como você percebe o uso da tecnologia nos negócios de moda? Esse tem sido um fator decisivo para os negócios?

Sem dúvidas, que sim. Mas eu vejo essa tecnologia hoje aplicada muito em único Estado no Brasil que é Santa Catarina. As empresas lá têm dado um banho no restante do Brasil. A produção em Minas é ainda muito artesanal. O nosso melhor e o nosso pior veem justamente daí, porque é uma marca. A nossa marca vem dessa história. Mas ao mesmo tempo não temos produtividade em escala, o que a tecnologia nos permite hoje.

Falar com o cliente em tempos de mídias sociais é sempre um desafio para os negócios. Existem formas específicas de atuação nas mídias sociais para os negócios de moda?

Mídia social hoje depende do produto, do perfil da marca e do campo de atuação dela. Para alguns negócios, o Instagram é supereficiente, para outras o Facebook, para outras, trabalhar com blogueiras, que têm ditado moda no país, tem sido fundamental. Então, depende da marca. É preciso que se entenda a alma da marca, o perfil dela, o consumidor que ela tem, para se definir o que é melhor. Mas com certeza é uma forma que veio para ficar. Hoje o desfile é importante? É. A revista de moda é importante? É Mas não tão quanto eram antigamente. A força hoje está mesmo nas redes sociais.

Para finalizar, quais recomendações você tem para quem é apaixonado por moda e quer atuar no segmento?

Acho que já respondi essa pergunta antes. O meu ponto de vista é: tenha um olhar difuso sobre o negócio. E tenha um olhar ensimesmado. Crie sempre paralelos com outros segmentos e tenha um olhar para o seu tempo. Eu acredito que com isso você consegue criar um produto com longevidade. E um produto que fale para além de si mesmo, para além da roupa.

Neuromarketing para negócios

Neuromarketing para negócios

A cada dia cresce o estudo e investimento em técnicas que pretendem melhorar a efetividade das empresas, de seus produtos e serviços. Um campo que vem se aprimorando neste sentido, em especial dentro do marketing, é o Neuromarkting. Ele traz uma visão sobre sobre o comportamento da mente humana diante de tomadas de decisão. Neste texto, vou esclarecer algumas informações sobre esta área de estudos. Confira o texto e saiba como usar o Neuromarketing para negócios.

  1. O que é neuromarketing

Neuromarketing é o estudo que abriga dois campos: neurologia e marketing.

Através dos estudos feitos, essa ciência busca compreender os estímulos físicos e acima de tudo, os psicológicos, identificando áreas do cérebro suscetíveis à estímulos. O estudo mostra o comportamento humano em ações de compra, aceitação e processamento de informação.

Com a junção entre os estudos científicos e as técnicas de marketing é possível mensurar e analisar resultados e percepções através de testes e observações feitas pelos estudiosos da área.

O neuromarketing está ganhando cada vez mais espaço nas grandes empresas e corporações e tem mostrado sua eficácia em diversas áreas, proporcionando descobertas incríveis sobre a mente do consumidor e aumentando vendas.

  1. Neuromarketing x marketing

 Não há data certa para o início dos estudos de neuromarketing, mas sabe-se que surgiu pela necessidade de aprimorar as estratégias de venda e convencimento. O indivíduo age, na maioria das vezes, de forma inconsciente, reagindo à impulsos e estímulos.

O ser humano toma decisões baseado em parâmetros que ele mesmo desconhece e toda as explicações para as atitudes estão ocultas no cérebro. Os estudos de neuromarketing surgiram para compreender esse comportamento e adaptar as formas de abordagem às práticas de consumo.

  1. Objetivos do neuromarketing

 De forma geral o neuromarketing busca os mesmos resultados do marketing tradicional, aumentar vendas e melhorar estratégias, mas de forma muito mais eficaz e com ênfase no comportamento psicológico humano. O estudo se baseia no entendimento de desejos, reações, impulsos e motivações para alcançar o propósito máximo: vender mais.

Alguns objetivos e ações que podem ser percebidos de forma clara são:

  • Reformular a comunicação

Ficou cada vez mais difícil inovar e construir estratégias que façam com que o receptor e consumidor se sintam tocados. Faz parte do estudo investigar e selecionar maneiras que afetem a forma que a comunicação é percebida.

  • Aperfeiçoar o formato das mídias

Com tantas transformações acontecendo, é necessário aperfeiçoar os modos e formatos da mídia existente. Através de atualizações e adaptações, o neuromarketing busca melhorar as abordagens publicitárias a fim de aumentar resultados positivos.

  • Entender melhor o consumidor

É fato que cada indivíduo possui maneiras próprias de pensamento e comportamento. Entendendo melhor o que cada perfil de público espera é possível atender de forma efetiva suas expectativas.

  • Compreender os estímulos cerebrais

Ao se deparar com certas situações, cada indivíduo reage de uma forma, mesmo que isso não seja externalizado. Observando o comportamento cerebral do consumidor, é possível traçar objetivos e formas eficazes de convencimento. 

  1. Neuromarketing e comunicação empresarial

 O neuromarketing deve ser pensado como forma de estratégia empresarial no setor comunicacional. A forma em que a marca se comunica com seus clientes é pesquisada e definida através de estudos de adequação. A linguagem, os meios utilizados e os canais em que os anúncios são veiculados fazem parte de uma junção de elementos que buscam aprimorar cada vez mais a atuação da marca no mercado.     

  1. Neuromarketing e comportamento do consumidor

O consumidor está exposto o tempo todo à anúncios e campanhas com o intuito de vendas. A tomada de decisão de compra é afetada por impulsos psicológicos do inconsciente, pesquisas feitas revelam que 90% das decisões de compra são tomadas de forma inconsciente. Muitos fatores como afinidade, afetividade e preferências são levados em conta nesse momento, mas experiências e contatos anteriores com a marca podem ser decisivos.     

  1. Neuromarketing no mercado.

Cada vez mais o neuromarketing é aplicado nas empresas e no mercado em diversos formatos:

  • Branding

As marcas são intimamente ligadas ao psicológico, elas podem construir símbolos significados e afetividade. Construir uma marca com base nos estudos de neuromarketing é mais do que necessário na atualidade. A marca diz quem sua empresa é, seus valores e posicionamento. O consumidor cria relações próximas às marcas que utiliza.

Um dos cases mais famosos relacionados ao neuromarketing é o de uma pesquisa realizada utilizando a Coca-Cola e a Pepsi.

Em 1975 foi feito um teste cego em shoppings e supermercados. Algumas pessoas experimentaram os dois refrigerantes e mais da metade dos participantes preferiu o gosto da Pepsi ao da Coca-Cola, mas ao contrário do que se esperava, a Coca-Cola continuou líder em vendas.

Parece contraditório, mas pode ser perfeitamente explicado utilizando teorias do neuromarketing. A Coca-Cola construiu uma marca sólida, que além de vender bebidas, vende experiências. Os consumidores se baseiam na relação emocional. A promessa é vender felicidade e não refrigerante. 

  • Design

 Cores, modelos, formas, textos, imagens e estilos são importantes para um produto. O consumidor busca combinações agradáveis aos olhos. Estudos de psicologia já revelaram a importância do uso dessas informações na composição de uma peça. Os anunciantes sabem que o que vende não são os produtos em si, mas sim a forma como eles estão embrulhados.

A marca de cosméticos brasileira Lola inova nas embalagens. Sempre com cores chamativas, formatos inusitados e trocadilhos, a embalagem conquista pelo humor. 

  • Eficácia no PDV

 Experiências sensoriais são mais do que necessárias. O consumidor não compra apenas um produto, ele busca sensações e experiências. Pontos de vendas com experiências sinestésicas vendem muito mais.

Ambientes com chão de madeira, por exemplo, relembram e transmitem a sensação de aconchego, de casa. O que pode recuperar a memória emocional e afetiva de alguns consumidores. Já locais que utilizam vidro e inox transmitem modernidade, minimalismo e transparência.  A Vivo utiliza muito bem os dois modelos integrados, passando ao cliente a sensação de aconchego e tecnologia.

A Fast Shop utiliza o PDV para transmitir sensações. Com móveis brancos e iluminação azulada, a loja mostra inovação e tecnologia.

Sentidos como o olfato, por exemplo,  podem ser utilizados. Algumas empresas utilizam o cheiro como identidade e fazem com que os clientes guardem essa memória e a relacionem sempre com a marca.

  • Storytelling

Storytelling é a técnica de criar narrativas interessantes em torno do serviço/produto. Com histórias bem contadas as emoções e sensações são despertadas na mente do consumidor. Fazendo assim com que seu produto seja lembrado mais facilmente.

A marca Do Bem conta a história da origem das  laranjas da linha Sucos Do Bem e estimula o consumidor, criando afetividade com os produtos. Aproximando a marca do público e afetando o emocional de cada um.

  1. Os 5 sentidos e o neuromarketing

Sabemos que o corpo humano é dotado de cinco sentidos. O que nos possibilita interagir com o mundo exterior. Isto ocorre por meio de determinados órgãos do corpo humano. Eles enviam ao cérebro as sensações, utilizando uma rede de neurônios que fazem parte do sistema nervoso. O neuromarketing se vale desses sentidos para promover experiências. Vejamos a relação entre eles.

  • Estímulos visuais

Diversos estudos revelam teorias sobre a psicologia das cores. Não é por acaso que a maioria dos fast-foods utilizam em seu branding e sinalização de marca cores como vermelho e amarelo. O vermelho é um tom que desperta fome e a aumenta o apetite, já o amarelo influencia na rapidez da sua refeição e estadia no restaurante.

  • Estímulos olfativos

O tempo todo somos influenciados pelo cheiro dos ambientes. Restaurantes e lojas criam fragrâncias próprias, estudadas a fundo para conquistar a mente dos consumidores.

A Melissa, marca brasileira, possui como identidade o cheiro de chiclete, tanto no PDV, quanto nos produtos.

  • Estímulos Sonoros

Durante o dia somos afetados por inúmeros sons e eles podem nos dizer muita coisa sobre determinados produtos. Já ouviu o motor de uma Harley Davidson? O som é inconfundível, por onde as motocicletas passam são reconhecidas. 

  • Estímulos Táteis

A Havaianas se consagrou no mundo todo. O sucesso da marca é tão grande que além de chinelos, criou outros produtos. A sensação de pisar na borracha do chinelo é transmitida em vários objetos, como cases para celular e necessaires. 

  1. Como usar neuromarketing para negócios?

  • Compreenda de onde sua empresa vem e onde ela pretende chegar, para assim, traçar planos e metas. Depois de definir a essência da sua marca é hora de colocar em prática. Descubra as dores do seu cliente e consumidor, saiba o que ele gosta, como ele age, quais são suas preferências e perspectivas.
  • Entenda como ele pode ser afetado e o que você pode fazer para afetá-lo. Mostre seus diferenciais no mercado e quais serão as oportunidades e benefícios proporcionados.
  • Invista em comunicação, design e pesquisa. Só assim sua marca irá transmitir os valores necessários. Posicionamento de mercado é importante, ele garante a personalidade da sua marca.

 

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Varejo e moda – Comportamento do consumidor