A avaliação de desempenho como um hábito na empresa

A avaliação de desempenho como um hábito na empresa

Já parou para pensar nas possibilidades de crescimento que a avaliação de desempenho pode trazer para sua empresa?

Opiniões de especialistas são categóricas ao dizer que uma boa avaliação de desempenho não aponta somente o que já passou. Mas indica o que a empresa espera para os próximos anos. Por isso é importante que esta avaliação se torne recorrente, quase que um hábito.

O primeiro passo é deixar de lado os conceitos pré-estabelecidos. Por exemplo o de que a avaliação de desempenho é, por tradição, temida tanto pelos gestores quanto pelos seus funcionários.

O que significa uma avaliação de desempenho?

Para começar a desvendar esse mistério, temos que o desempenho nos dá a ideia de competência somada a resultado. E que, de forma reduzida, nos diz respeito às atitudes, habilidades e conhecimentos aplicados a uma tarefa. Isto acrescido da responsabilidade e zelo com que foi desempenhada, gerando assim o resultado. Ou, para muitos, o cumprimento de uma meta.

Ao avaliar o desempenho, o gestor mensura se os resultados estão sendo alcançados. E também o grau de qualidade para seu atingimento. Ou seja, todos esses fatores importam. Pois não basta cumprir uma meta ou alcançar um resultado. É preciso estar atento quanto à excelência.

Vale lembrar que à empresa cabe a tarefa de estabelecer paradigmas aplicáveis à maioria das pessoas. E assim, deixar acessível e claras as regras e possibilidades de avaliação de desempenho.

E quando esta reflexão parte do empregado, os resultados podem ser bem engajadores. Pois o hábito de avaliar seu desempenho promove o autoconhecimento. Assim como o aprimorando da percepção profissional, a análise das necessidades de treinamentos e suas potencialidades para alcançar resultados.

Gestor x empresa

Mas se esta reflexão parte do gestor ou da empresa?

Os benefícios são de igual relevância, já que possibilitam ações mais assertivas. Isso vale tanto nas orientações quanto nos relacionamentos com sua equipe, parceiros ou fornecedores, facilitando assim a evolução da organização.

Cabe ao gestor corrigir o trabalho sempre que necessário. E também detectar o momento propício às ações que visem aperfeiçoar o desempenho. Quer seja em um lançamento de produtos e promoções. Ou em nos casos de recolocações e outras medidas de RH que visem alcançar maior fluidez da equipe. E o conhecimento adquirido nas avaliações de desempenho é crucial nesta fase.

Equipes mais fortes

Você sabia que a avaliação de desempenho ajuda a conquistar equipes mais fortes?

É verdade. Conhecer um pouco mais seus funcionários e a postura profissional deles auxilia na montagem de equipes mais fortes. Isso dá uma visão das habilidades que se complementam. Lembrando que uma equipe de trabalho bem construída pode trazer resultados expressivos para as empresas.

Por isso promova o hábito de passar o desempenho a limpo. Esta ação pode mudar, de forma definitiva, a produtividade e as relações de trabalho.

E aos empregados fica um lembrete: não saia de reuniões e encontros de sua empresa sem respostas para questões práticas. Por exemplo: “Quais conhecimentos e habilidades necessito adquirir para minhas tarefas?” “Que atitudes necessito mudar?” e, “Quais minhas possibilidades de crescimento?”

Vale a pena apostar nesta prática.

 

 

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Avaliação de desempenho – Reconhecimento ao funcionário

Como a taxa Selic influencia sua empresa

Como a taxa Selic influencia sua empresa

Diversas redes sociais, acesso facilitado à internet, novos canais possibilitando um fluxo de comunicação cada vez maior e melhor. Esses são fatores que evidenciam um altíssimo volume de informações disponíveis para a sociedade.

Neste emaranhado de informações é muito natural que, vez por outra, não saibamos o impacto que determinadas informações podem ter no nosso negócio. Assim, o intuito desse artigo é identificar e “destrinchar” uma importante variável de mercado, fazendo uma reflexão sobre como essa variável pode impactar as empresas de um modo geral. Estamos falando da taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia).

Criada em 1999, a SELIC surgiu como uma taxa referencial única, em substituição ao sistema de bandas de juros utilizado anteriormente. Por meio do sistema anterior, o Governo determinava dois limites da taxa de juros. Eles são: o teto (TBAN – Taxa de Assistência do Banco Central) e o piso (TBC – Taxa básica do Banco Central). Em consequência, o mercado praticava os juros do dia dentro deste intervalo.

 Recentemente, verificamos uma sequência de redução da SELIC. Entre janeiro de 2017 e maio 2018, a SELIC sofreu uma redução de praticamente 54%, saindo dos então 13,00% ao ano, para os atuais 6,50%. Você pode estar se perguntando: O que isso importa para a minha empresa?

Para responder a essa pergunta vamos entender o que é, como se determina e qual a relevância da taxa Selic.

Também conhecida como “taxa básica de juros”, a SELIC representa a média ajustada dos financiamentos diários apurados no SELIC, para títulos públicos federais. A cada 45 dias, aproximadamente, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central se reúne no intuito de discutir e, se necessário, definir qual será a SELIC pelos próximos 45 dias. Ou seja, até a reunião seguinte do Comitê.

Tal definição ocorre com base nas informações dos financiamentos diários, relacionados às operações registradas e liquidadas no próprio Selic. E também em sistemas operados por câmaras ou prestadores de serviços de compensação e de liquidação. Além de dados de mercado e análises de cenários.

Bom, agora que entendemos o que é e como ela é determinada, vamos entender qual a sua relevância. Para isso, vou subdividir o tema e dois focos, sob o ponto de vista do impacto causado:

  1. No mercado consumidor.
  2. No sistema financeiro.

Selic e mercado consumidor

A SELIC é utilizada pelo Governo para fator de correção do REFIS, das parcelas do IR e dos parcelamentos do FGTS e INSS. Ela também serve de parâmetro para outros índices importantes no mercado. Dois deles são: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).

O IPCA é um índice aferido mensalmente pelo IBGE. Nele é medida a variação do preço de produtos e serviços ofertados às famílias brasileiras. Feito por meio de pesquisa, o IPCA tem o foco em famílias que residem em área urbana, cuja renda mensal esteja entre 1 e 40 salários mínimos. O índice busca monitorar a variação de preços de itens relacionados a: alimentação e bebidas, vestuário, educação, transporte, comunicação, habitação, despesas pessoais, dentre outros.

Também aferido mês a mês, o IGP-M é medido pela Fundação Getúlio Vargas. Ele monitora a variação de preços de itens que vão desde matérias-primas (agrícolas e industriais) até produtos e serviços direcionados ao consumidor final, como: legumes, frutas, bebidas, remédios, dentre outros. Diferentemente do IPCA, não há uma restrição do perfil pesquisado em relação à renda familiar.

Assim sendo, se ambos indicadores monitoram a variação de preços de produtos e serviços, seja para o consumidor final ou para os setores produtivos da economia, podemos dizer que, de certo modo, estes indicadores refletem a inflação do período.

A inflação é um importante indicador de mercado, que o Banco Central monitora para tomar as decisões acerca da taxa SELIC.

Vale lembrar, que uma inflação alta reflete em perda do poder de compra por parte da população. Isso indica tendência de redução do consumo e, consequentemente, impacta o resultado das empresas. O que se reflete na capacidade de reinvestimento e manutenção do ciclo produtivo, inclusive em relação à geração de empregos.

Já uma inflação baixa demais, pode significar sobre oferta de produtos e serviços, redução das margens de lucro das empresas e da atividade econômica. O que da mesma maneira impacta no resultado das empresas, reduzindo a capacidade de reinvestimento e manutenção do ciclo produtivo (inclusive em relação a geração de empregos).

Neste sentido, podemos afirmar que a definição da taxa SELIC é uma importante estratégia do Governo. E ela é utilizada para manter os níveis inflacionários em patamares saudáveis para a atividade econômica e, consequentemente, para a economia.

Abaixo segue um gráfico que mostra a dinâmica destas três variáveis nos últimos onze anos. Porém, vale lembrar que existem outros fatores que influenciam em suas oscilações, que não apenas a correlação entre elas.


Fonte: BACEN, IBGE e IPEADATA: Elaborado por Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do SEBRAE/MG.

SELIC e o Sistema Financeiro

Lembra que mencionei que a SELIC representa uma média ajustada de liquidação e custódia para títulos públicos federais?

Pois bem! A SELIC é taxa pela qual as instituições financeiras são remuneradas nas operações de crédito entre si. Isso ocorre quando as garantias dadas são títulos públicos. No caso de as garantias serem títulos privados, a taxa é o CDI.

Estas operações interbancárias, que são de curtíssimo prazo, mostram-se necessárias uma vez que, diariamente, ocorrem em todos os bancos operações de saque e depósito. Acontece que as instituições financeiras podem em determinados dias ter excesso de depósito ou de saque. Isso se reflete em excesso ou restrição de caixa, respectivamente. Assim, os bancos emprestam dinheiro entre si, de modo a manterem um caixa saudável e o fluxo financeiro do ecossistema bancário operando normalmente.

Dessa forma, sendo os empréstimos interbancários, muitas vezes baseados na taxa SELIC, a opção para sanar eventuais problemas de caixa das instituições financeiras, é de se esperar que seja ela (a SELIC) a taxa a balizar a composição das variáveis que os bancos fazem para ofertar seus produtos de crédito no mercado.

Assim, teoricamente, podemos dizer que a SELIC serve de referência para se determinar a tendência das demais taxas. Sejam elas de empréstimos ou de financiamentos. Assim, se a SELIC sobe ou já está alta, há uma tendência das demais taxas praticadas pelas instituições financeiras também subirem ou, no mínimo, se manterem elevadas. O contrário também acontece, ao menos em teoria.

Selic x MPE´s

Feitas estas considerações em relação a quanto a SELIC serve de referência para o sistema financeiro, começa a ficar claro o impacto que sua redução pode ter nas operações de crédito das empresas. Sendo ainda mais claro que, o custo de captação de recursos que a instituição financeira tem, ao captar dinheiro dando em garantia título público reduz, à medida que a taxa SELIC reduz.

Assim, o empréstimo ofertado às empresas como capital de giro (por exemplo), se considerado apenas o custo de captação da instituição financeira, poderia reduzir.

É importante destacar que a redução da taxa SELIC não significa, como consequência direta, a redução das demais taxas de mercado. Isto ocorre porque existem outras variáveis importantes que são levadas em consideração pelas instituições financeiras. Podem ser citados alguns como: custos fixos, demais custos de comercialização, riscos da operação, grau de inadimplência e cenário econômico, dentre outros.

De qualquer forma, é sempre bom ficar atento às decisões que envolvem a SELIC.

Imaginando que toda empresa está inserida numa grande cadeia de produção e/ou distribuição e que, as instituições financeiras são fornecedoras de crédito da maioria das empresas inseridas nestas cadeias, temos uma boa ideia das possibilidades de redução de custo de capital de terceiros ao longo de toda a cadeia, refletindo no custo total das empresas e por consequência melhores valores de comercialização de produtos e serviços, maior disponibilidade de caixa, dentre outros pontos positivos.

Dica importante

Em momentos de grande oscilação da taxa SELIC, faça uma releitura nos contratos de médio e longo prazo da sua empresa. Alguns deles, sobretudo os de empréstimo junto às instituições financeiras, podem ter seus reajustes previstos com base nela, e até mesmo em algum outro indicador, que seja diretamente impactado por ela.

Nestas situações, uma eventual redução da SELIC, poderá refletir em uma redução do valor das parcelas futuras do seu contrato.

Por fim, a título de curiosidade, segue link para acesso à ata da última reunião do COPOM, na qual foi decidido pela manutenção da taxa SELIC no patamar de 6.5% ao ano. As atas das reuniões do Copom podem ser checadas aqui.

Espero que este artigo tenha alcançado seu objetivo. E assim, levado até você uma melhor compreensão sobre a importância da taxa SELIC para seu negócio. Também espero ter sensibilizado você sobre a importância de ficar atento às variações dela.

Um abraço. Bons negócios! E até a próxima!

 

Mercado Pet em 8 perguntas

Mercado Pet em 8 perguntas

Donos do carinho de milhares de brasileiros, os animais de estimação representam um dos maiores mercados brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação – Abinpet  o mercado brasileiro de Pet já é o segundo maior do mundo, em população total de aves canoras e ornamentais, além de cães e gatos. Isso significa dizer que o Brasil detém o terceiro maior faturamento do mercado no mundo. Com tanto potencial, é preciso entender as características deste segmento do mercado para se destacar nos negócios voltados para pets. Por isso, entrevistamos a analista técnica Simone Lopes. Ela nos conta um pouco sobre o setor. E também dá dicas para quem já atua no segmento ou quer empreender nele.

  1. Nosso tema é “mercado pet”. Se alguém pedisse para você explicar este segmento, o que você diria?

Há milhares de anos, os seres humanos começaram a domesticar animais e torna-los seus companheiros. Atualmente, mais que companheiros, os animais de estimação ganharam status de membros das famílias, o que vem revolucionando as relações de consumo no mercado pet e consequentemente trazendo muitas oportunidades para os pequenos negócios.

Considerando a dinâmica de mercado, podemos dividi-lo nos seguintes segmentos: Pet Food (alimentação para animais de estimação), Pet Care (cuidados para o animal), Pet Vet (serviços veterinários) e Pet Serv (outros tipos de serviços). Assim, indústrias, varejo e setor de serviços atuam diretamente fornecendo produtos e soluções para clientes cada vez mais exigentes.

  1. Como o mercado pet está funcionando no Brasil? Você pode nos falar um pouco dos dados do segmento?

O Brasil conta com a segunda maior população de animais de estimação do mundo. Segundo o IBGE, são 132,4 milhões de animais. Destes, 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos. Além dos demais animais de estimação como roedores, aves e peixes ornamentais. Um mercado muito rentável, sendo o terceiro maior do mundo em faturamento. Segundo a Abinpet,  em 2017 o segmento faturou cerca de 20,3 bilhões de reais.

O perfil dos consumidores passou por importantes transformações nos últimos anos. Animais de estimação passaram do quintal das residências para as camas e sofás de seus donos. E com isso a forma de cuidar deles também mudou consideravelmente. Os donos passaram de um tratamento curativo de seus animais, para um tratamento preventivo. O que aumentou a demanda por vacinas, alimentos Premium e Super Premium e serviços especializados.

Essa mudança no perfil dos consumidores abriu um mundo de oportunidades para empreendedores do segmento. O que fez com que um mercado antes pouco profissionalizado, se torne cada vez mais especializado.

  1. Porque o mercado de pet tem ganhado tanto destaque? Como você vê esse crescimento?

Para mim, o que mais explica o crescimento deste mercado é a mudança do comportamento do consumidor. São milhares de animais de estimação com donos cada vez mais preocupados com o bem-estar de seus pets. Essa mudança no perfil dos consumidores teve forte influência no segmento. Isto porque os cuidados com os animais passaram a ser preventivos. O que significou um aumento da utilização de vacinas, terapias e remédios para prevenir doenças e não mais curativos, como se via anteriormente.

Isso impulsionou modelos de negócios para atender às novas necessidades dos clientes por produtos e serviços cada vez mais exclusivos, de qualidade e diferenciados. Entre 2016 e 2017 o mercado pet teve um crescimento de 7,9%, se comparado ao ano anterior. Esse crescimento se deu principalmente nos negócios relacionados ao segmento pet food. Ele é responsável po 63% de todo o faturamento do mercado pet, seguido pelo segmento de pet serv com 15,8% deste faturamento. O que demonstra a preocupação dos donos com o bem-estar de seus animais.

  1. Como o crescimento do mercado pet tem transformado a economia mineira? Quais são as oportunidades que surgem para os micro e pequeno negócios?

Segundo dados da Rais (2016), Minas Gerais possui aproximadamente 7500 empresas ligadas à cadeia pet entre atacadistas, clinicas veterinárias, e pet shops, que são em sua maioria micro e pequenas empresas. Se consideramos somente os pet shops são cerca de 4.600. Comparativamente, temos mais empresas do segmento pet que padarias, por exemplo, o que demonstra a importância deste mercado.

E são muitas as oportunidades para quem deseja empreender neste segmento. Desde modelos tradicionais de pet shops, com banho e tosa; passando hotéis e daycare, com serviços de creches e hospedagem para cães, clínicas especializadas em saúde e bem-estar dos animais de estimação com serviços diferenciados como fisioterapias, acupuntura e relaxamento, clubes de assinatura de produtos pet. Enfim, uma infinidade de possibilidades para investimentos no segmento, que tem se mostrado cada vez mais rentável.

  1. Do ponto de vista da gestão de negócios, no dia a dia, como você percebe que os empreendedores e empresários desta área estão se organizado?

O mercado pet está se modernizando, a exemplo de outros segmentos do varejo, que possuem técnicas de vendas e gestão bem definidas. Neste sentido, as empresas do mercado pet cada vez mais se preocupam com itens com o layout de suas lojas. Isto favorece a setorização de produtos como estratégia para aumentar vendas. A partir do investimento em instalações que proporcionem segurança e conformo aos animais, para aumentar a  confiança de seus donos. Seja durante a compra de produto ou durante a prestação de serviços de banho e tosa. O que passa também pela busca constante por produtos inovadores, artigos de luxo voltados para os animais e serviços diferenciados, como acupuntura, terapias comportamentais e serviços de hospedagem. Sempre considerando a experiência de compra e o fortalecimento do relacionamento com seus clientes.

Vale destacar também que a presença digital das empresas nesse segmento está cada vez mais forte e consolidada. Assim como em todos os segmentos de varejo, o conceito de Onminichanel vem ganhando forças no mercado de produtos para animais. Ele é uma tendência que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma empresa integrando lojas físicas, virtuais e compradores. As empresas que conseguem conciliar a presença física com a digital têm cada vez mais força neste mercado de atuação.

  1. Qualquer coisa que uma empresa faça não é exclusivo por muito tempo. Com o crescimento do número de negócios voltados para pets, o mercado se torna mais competitivo. Nesse contexto, como as empresas do segmento têm conseguido se inovar?

Não diferente de outros segmentos do varejo, o mercado pet está cada vez mais exigente, buscando por atendimento de qualidade, produtos inovadores e principalmente experiência atrelada à compra de produtos e serviços. Para inovar neste mercado, é imprescindível oferecer aos clientes uma experiência de compra memorável. Para isso, as empresas devem ter estrutura adequada de loja, oferecer serviços inovadores somados às vendas de produtos e principalmente investir em construir relacionamentos com esses clientes.

Assim, a experiência de compra precisa ser um reflexo da cultura e dos processos da empresa e entregar essa experiência aos clientes passa principalmente pela capacitação da equipe que deixa de ser uma simples equipe de vendas para se transformar em uma equipe de especialistas em produtos e gente.

Dada a grande concorrência do mercado pet, além de inovar é importante que as empresas tenham total controle de seus processos de gestão, monitorando a eficiência do negócio.

  1. De que forma a tecnologia é utilizada nos negócios do segmento pet? Quais benefícios e dificuldades esse uso traz para o mercado?

O mercado pet está cada vez mais moderno. Considerando a definição de estratégias de negócio e gestão, existem hoje uma infinidade de informações sobre comportamento do consumidor. Elas podem ser obtidas por meio de análises de big data, baseadas por exemplo no comportamento desses consumidores nas redes sociais. Essas informações podem ajudar empreendedores na elaboração dos planos de negócio. E também no desenvolvimento de propagandas direcionadas especificamente ao seu público alvo, considerando por exemplo o perfil de seus clientes e sua localização.

Se para o empreendedor, as tecnologias e soluções para potencializar o atendimento aos clientes são diversas. As soluções tecnológicas demandadas pelos clientes também estão cada vez mais em alta. Atualmente, já existem vários gadjets disponíveis no mercado que proporcionam o monitoramento e interação entre animais e seus donos. Ou até mesmo entretêm os animais, enquanto seus donos estão ausentes.

As opções variam muito. Existem desde máquinas que jogam bolinhas para os pets apanharem; passando por canais de TV completamente especializados em programações para cães e gatos; até coleiras que são capazes de mostrar onde o pet está. Tudo acessível a partir de um aplicativo no celular. Disponibilizar essas tecnologias aos clientes certamente é um caminho para aumentar vendas, se diferenciar e potencializar a performance dos negócios no mercado pet.

  1. O estoque pode ser um fator de sucesso das empresas atualmente. De que forma os negócios pet devem pensar o estoque para favorecer as vendas?

Evitar que o cliente não encontre um produto que procura é o grande desafio do controle de estoques no pet shop. A empresa perde credibilidade, principalmente se o produto for um item comprado com frequência.

Na maioria das vezes, produtos pet têm prazo de validade determinado. Por isso é muito importante estar atento à demanda para manter um estoque equilibrado que possibilite atender com qualidade e no menor tempo a seus clientes. Sem, no entanto, manter um estoque grande que pode aumentar o risco de perda por validade. Outro inconveniente de um grande estoque desnecessário, está na imobilização do capital, que poderia ser investido em outras áreas da empresa.

Para otimizar o cálculo do estoque, uma sugestão é avaliar o fluxo de vendas dos últimos 12 meses. E junto disso combinar essas informações com dados de limite médio de validade dos principais produtos em estoque. Com base nessas informações será possível definir a quantidade média de estoques. E também monitorar o momento certo de realizar promoções para acelerar as vendas de produtos estocados há muito tempo. O que melhora o fluxo de caixa da empresa e evitando perdas de produtos por vencimento da validade.

  1. Em negócios do tipo comércio ou serviço, é comum os gestores criarem formas de as empresas funcionarem sem que eles estejam presentes. Isso é possível nos negócios do segmento pet?

Em qualquer segmento de negócios, a gestão eficiente é fator preponderante para o sucesso do investimento. No segmento pet não é diferente. O empresário precisa ter total domínio do que acontece com seu negócio. Saber como as decisões são tomadas, quais são as estratégias de vendas, quais os produtos demandados pelo mercado e o que precisa ser aprimorado para melhorar a performance do negócio, é essencial.

Para que seja possível acompanhar todas essas questões sem ter uma dedicação exclusiva ao negócio, a empresa precisa ter todos os seus processos de operação e gestão mapeados. Isto facilita a análise e o monitoramento do empresário sobre os resultados e principalmente pontos de melhoria necessários. Uma equipe bem capacitada que dê suporte à tomada de decisão do empresário certamente facilitará esse processo. Fica a cargo do dono estar atento às novidades e movimentos do mercado. Isto no intuito de sempre atualizar a equipe e propor soluções de melhoria contínua. Isto para que a empresa acompanhe essa evolução. Fato é que, um acompanhamento próximo do dono em um pequeno negócio sempre será um diferencial. Isto vale tanto para a gestão quanto para a operação da empresa.

Marketing de conteúdo: importância e benefícios

Marketing de conteúdo: importância e benefícios

Quantas vezes você já recebeu uma ligação e percebeu que se tratava de oferta de um produto ou serviço totalmente inútil para você? Um plano funerário com direito a uma banda de rock no dia do enterro; um capacete para dormir no ônibus ou no metrô ou mesmo um guarda-chuva de sapato. Inúmeras, não é mesmo?! Esses são alguns exemplos de como uma estratégia de divulgação mal sucedida pode não alcançar o público pretendido. E assim, elevar os custos com a atração e a retenção de clientes.

Mas, quais seriam as formas mais adequadas de apresentar os produtos e serviços de uma empresa? Bom, como resposta à essa pergunta pode-se citar uma estratégia de atração de clientes. E ela pode ter foco em conteúdos relevantes e valiosos para os mesmos. Ou seja, atuar a partir do marketing de conteúdo.

Importância do marketing de conteúdo

Diferente da publicidade tradicional, o marketing de conteúdo utiliza de estratégias diferenciadas. Elas irão proporcionar ao cliente conteúdo que é de seu interesse. E não um “bombardeio” de informações aleatórias que irão dar visibilidade à marca. Mas não agregarão valor.

Atualmente, não faz mais sentido investir em divulgação, que não possui relação com os hábitos de seu cliente. Antes de continuarmos, que tal entendermos um primeiro conceito presente no dicionário dos marketeiros: os leads!

Para você, empresário, os leads são os seus clientes em potencial. Sim, eles ainda não fazem parte da sua carteira de usuários. Mas já demonstraram interesse pelo seu negócio em algum momento. E forneceram informações de cunho pessoal para facilitar a sua identificação. Essa identificação pode ser feita no momento de fazero download de uma cartilha, no site da empresa. E, para tal, é necessário realizar um cadastro, informando dados como e-mail e/ou telefone. Dessa forma, o responsável pela área de marketing consegue alinhar a necessidade dos leads ao que a empresa oferece. Vamos tomar um exemplo prático.

Os leads

João é um indivíduo, que se interessa por esportes e ginástica. Ele costuma fazer buscas na internet a respeito dos benefícios da prática de exercícios físicos. Um dos resultados encontrados foi um artigo publicado no site de uma academia, próxima ao seu local de trabalho. Ele trata exatamente sobre o tema de interesse do João.

O artigo é acessado e, dentro do seu conteúdo, o cliente é induzido a fazer o download de uma cartilha. Para isso, João precisou realizar um cadastro no site da academia. E nele informar o seu endereço de e-mail e telefone. Dias depois, um funcionário da academia entra em contato com João. E no contato tira as dúvidas dele a respeito do assunto, apresentando os serviços fornecidos pela empresa. Isso é marketing de conteúdo: saber utilizar as informações de preferências expostas pelos leads ou clientes para gerar vendas!

Outro viés muito relevante do marketing de conteúdo é a educação do cliente para o consumo. Empresas que oferecem produtos ou serviços podem se diferenciar ao investir em geração de conteúdo. Isso possibilita que os seus leads entendam qual a sua importância frente ao mercado.

Essa atitude diminui o custo de vendas e gera uma procura ainda maior. Isso porque, quando um indivíduo conhece a importância de um produto ou serviço, saberá quando estiver pronto para consumi-lo. E o time de vendas terá menos obstáculos no momento de convencer o cliente a levar o produto ou serviço na loja.

Benefícios do marketing de conteúdo

Visibilidade

A utilização de conteúdo relevante para o cliente no processo de captação e retenção melhora a visibilidade da empresa online. Quando você divulga conteúdo na internet, você passa a ser encontrado de forma mais fácil.

Aumento das vendas

A área de vendas também sai ganhando! Gerando conteúdo saudável e relevante, sua empresa começa a atrair. Dessa forma, é só abrir espaço para o time de vendas interagir com esses contatos e aumentar as suas vendas.

Mensuração

Outro benefício do marketing de conteúdo está relacionado ao fato de que todas as suas estratégias são mensuráveis. Dessa forma, você consegue saber os impactos das ações de marketing realizadas para o seu negócio. O que precisa fazer para melhorar os pontos críticos e uma previsão de resultados para os próximos

Com benefícios como estes, você deve estar se perguntando como fazer o seu próprio marketing de conteúdo, não é mesmo?! Então, vamos lá!

Marketing de conteúdo na prática

Antes de colocar em prática qualquer estratégia de marketing de conteúdo, é preciso planejamento! Sim, não se trata apenas de escrever vários posts nas redes sociais da sua empresa. E depois esperar sentado o retorno esperado. As coisas não acontecem bem assim. Primeiro, invista tempo na elaboração de uma pesquisa de mercado bem estruturada. Assim, você conseguirá informações sobre o perfil do seu público alvo. Nesse momento, inclusive, é muito importante que você tenha definida a persona da sua empresa. A persona é uma personagem fictícia que irá representar o perfil do seu consumidor ideal. É para ela que você, empresário, irá focar as suas estratégias de criação de conteúdo.

Agora é com você, empresário! Pense naquilo que você irá escrever; qual o canal irá utilizar; se será através de um blog, conteúdos ricos, vídeos, redes sociais ou e-mail marketing; qual a persona será atingida o os objetivos que você pretende alcançar com a sua estratégia.

Bons estudos e um ótimo trabalho!

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Chatbots, inovação no atendimento

Chatbots, inovação no atendimento

Os consumidores estão transformando drasticamente a forma como se comunicam. E as empresas precisam ficar atentas a essas mudanças. Hoje as empresas estão criando pacotes ilimitados que permitem ligações sem restrição. Isso ocorre porque a forma de comunicar mudou. As pessoas preferem novos modelos de atendimento, como o que pode ser oferecido por chatbots.

E quais são os impactos dessa mudança para as empresas? Se as pessoas preferem se comunicar com familiares e amigos por mensagem, como acha que vão querer entrar em contato com os seus negócios? Essa mudança de comportamento refletirá também nas relações comerciais.

Por trás da migração da forma como os usuários se comunicam, está a digitalização das interações e o aumento vertiginoso do tempo de conexão na internet. As pessoas estão cada vez mais digitais e, por isso, é natural que os pontos de contato também sofram mudanças.

A era dos chatbots

Chatbots são robôs capazes de simular conversas e realizar interações com humanos por meio de mensagens de texto. Em geral, essas interações são realizadas em interfaces de chat, como o próprio nome já diz.

É justamente a mudança de comportamento dos usuários, que tem popularizado os investimentos e discussões em torno dos chatbots. É por meio desses robôs cada vez mais evoluídos que os negócios conseguem garantir maior eficiência às conversas realizadas por meio de mensagens. Além de proporcionar experiências digitais cada vez melhores e mais marcantes.

Afinal, além de estarem conectados 24 horas por dia, 7 dias por semana, os chatbots podem automatizar processos comuns. Por exemplo, emissão de boletos, abertura de chamados, agendamento de consultas, entre outros. Também podem ampliar os canais de comunicação de uma empresa junto aos seus mais diversos stakeholders, sejam eles consumidores, fornecedores, funcionários, parceirso, etc.

Como funcionam os chatbots

Para responder às perguntas dos usuários, os chatbots precisam ser treinados. E o que isso significa? Que ele precisa saber quais as respostas devem retornar de acordo com as perguntas feitas. Esse treinamento exige que o programa seja alimentado com uma série de informações e seja ensinado a identificar a resposta de acordo com o respectivo questionamento. Para cada entrada do usuário (pergunta) o chatbot é treinado para oferecer uma saída (resposta).

Existem dois tipos de chatbot. Aqueles baseados em uma série de regras que são treinados para retornar respostas exatas para perguntas específicas. Esta versão é mais simples e voltada para situações específicas. E, na maioria das vezes, mais objetivas. Nesses casos, a interpretação das perguntas está associada à identificação de palavras-chave e à realização de um fluxo de navegação bem definido.

E existem aqueles que são alimentados com inteligência artificial e aprendizado de máquina que são capazes de entender o contexto das conversas e as intenções por trás da fala. Como o próprio nome diz, essa tecnologia é capaz de conferir inteligência aos bots. Ou seja, eles ganham algumas habilidades que permitem melhorar a interação com os usuários, garantir fluidez e naturalidade às conversas e oferecer respostas às perguntas mesmo não tendo sido treinado exatamente para aquele cenário. Veja algumas características dos chatbots com inteligência artificial.

Inteligência artificial

Linguagem natural

Robôs que são capazes de entender as nuances da comunicação humana. Além de interpretar intenções na fala, conseguem identificar sentimentos e interagir com o usuário. Neste caso, a conversa com o robô pode ser feita naturalmente como seria com um amigo.

Não será um ato automatizado como na versão anterior. Dessa forma, a comunicação se torna mais fluida, natural e simples. Essa característica reduz a resistência dos usuários em interagir com as máquinas já que elas se mostram mais preparadas para entender as intenções presentes na fala e o contexto em que a conversa ocorre, reduzindo as frustrações de comunicação.

Emoções

Ainda na linha da interação homem-máquina, chatbots inteligentes são capazes de identificar emoções nas falas dos usuários. Se estão ou não satisfeitos com a marca, como estão falando da empresa nas redes sociais, quais sentimentos mais se associam a ela e obter outros insights importantes a partir daí. Chatbots com inteligência artificial não apenas reconhecem essas emoções, como também podem mudar o rumo da conversa para reverter algum sentimento negativo que o usuário esteja apresentando.

Fontes diversas de informação

Textos em qualquer formato, imagens, vídeos, mensagens instantâneas. Praticamente todo tipo de conteúdo e informação pode ser utilizado para alimentar o chatbot e aumentar seu conhecimento . O melhor de tudo é que, por ter inteligência artificial e o que chamamos também de computação cognitiva, esses assistentes virtuais conseguem extrair informações de qualquer tipo de dado.

Métricas

Refere-se à coleta de diversos indicadores de performance e interação com os usuários que pode garantir insights detalhados para o negócio. Chatbots com inteligência artifical monitoram todas as atividades que estão sendo realizadas dentro da ferramenta, oferecendo às empresas dados que podem ser utilizados a favor da estratégia do negócio e da melhoria da experiência proporcionada ao usuário.

Aprendizado contínuo

Todas as interações realizadas com os usuários ajudam os chatbots inteligentes a evoluir os atendimentos futuros. Assim como eles se alimentam de informações que são utilizadas para treiná-los, também usam conversas passadas para buscar soluções e respostas para questionamentos futuros.

Vantagens dos chatbots

As vantagens dessa inovação são várias. Vou citar algumas penas para ilustrar.

  • Disponibilidade em tempo integral,
  • Liberação de equipes de atendimento para atividades de maior valor para o negócio,
  • Agilidade ao contato inicial com o cliente,
  • Redução de orçamento com tratamento de crises,
  • Rapidez na realização do atendimento

Para todas as empresas

Os investimentos necessários para ter um chatbot são os mais diversos possíveis. Variam de acordo com a plataforma usada para desenvolvimento, a tecnologia embarcada, o número de atendimentos realizados, volume de informações processadas, entre outros fatores. A verdade é que mesmo diante de tantas possibilidades, a ferramenta têm se tornado cada vez mais democrática e acessível, podendo beneficiar também os micro e pequenos negócios.

Atualmente, a automatização do atendimento de usuários nas redes sociais é uma das formas mais rápidas e baratas de incorporar a tecnologia aos canais de atendimento. Em redes sociais como Facebook e Twitter, o serviço está disponível e pode ser facilmente disponibilizado.

Por onde começar

Se você chegou à conclusão que um chatbot seria útil para os negócios, seguem algumas dicas dos primeiros passos para incorporar a ferramenta às plataformas de atendimento:

Defina objetivos

Objetivos para os quais o chatbot será criado  são fundamentais. Assim como o canal de comunicação ao qual será integrado. Será para automatizar os contatos via rede social? Ou facilitar o processo de compra dentro do site?

Determine o orçamento

Com as informações de orçamento será mais fácil definir a plataforma que será utilizada. Existem diversas opções gratuitas disponíveis no mercado e outras mais complexas que permitem integração com ferramentas de inteligência artificial e análise de sentimento, por exemplo.

Auxílio profissional

Para treinamento do bot é provável que seja necessário o auxílio de profissionais. Apesar de vários sites garantirem que é possível fazer um bot em 10 minutos, as funcionalidades da ferramenta ficarão bastante limitadas. Um profissional irá ajudar a sua empresa a identificar alguns fatores importantes para treinamento da máquina.

Identidade visual

Pense na identidade visual do seu bot. É preciso também considerar um planejamento de comunicação e marketing para divulgação da plataforma para os usuários.

 

 

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