Negócios sociais: tudo que você sempre quis saber

Negócios sociais: tudo que você sempre quis saber

Causar impacto positivo e ampliar a perspectiva das sociedades de forma sustentável é o sonho de negócio de muita gente. Alie isso à possibilidade de criar renda para os indivíduos envolvidos em toda cadeia produtiva, e temos o formato dos negócios sociais. Eles têm foco na solução de questões sociais, sem perder de vista o contexto empreendedor dinâmico, com seus desafios e possibilidades diversas. É sobre isso que Gabriela Crego, do Na Ação fala na entrevista deste mês. Confira.

1. Para começarmos é preciso esclarecer o básico. Como se define um negócio social hoje no Brasil? Pode citar exemplos de negócios sociais e a forma como atuam?

Negócios sociais são empresas que nascem com o objetivo de resolver um problema social. Eles são autossustentáveis no longo-prazo, ou seja, conseguem gerar a própria receita com a venda de produtos ou serviços. Isto é feito para cobrir todos os custos, sem depender de doações.

São empresas em que o sucesso é medido pela ampliação do impacto socioambiental, que é gerado. E também  pelo lucro que vem como meio para manter a roda girando.

Hoje no Brasil temos alguns exemplos de negócios sociais. Eles foram construídos por pessoas que têm brilho no olho para transformar a nossa realidade e ganhar dinheiro com isso. São exemplos disto: Moradigna, a Saladorama e a TC Idiomas.

A Mordigna nasce para proporcionar moradia saudável. E também para evitar doenças que o mofo e a umidade dentro de casa podem causar. Eles atuam realizando reformas rápidas em comunidades (cerca de 5 dias) e parcelada em até 12 vezes. Isso porque perceberam que esse era a forma de entregar valor para o seu público de uma maneira que eles conseguiriam pagar, sem afetar a saúde financeiras das famílias.

O Saladorama nasce com o propósito da democratização do acesso à alimentação saudável e de qualidade. Eles criaram dentro das comunidades cozinhas para empregar e treinar os moradores locais. E assim, fornecer alimentação saudável a um preço acessível para os moradores. Nesse caso, atuam com o impacto na cadeira produtiva e com o consumidor final.

Já a TC Idiomas acredita no desenvolvimento social por meio da educação. Então, eles tornam o ensino de inglês acessível para todos, adotando uma estratégia de preço variando de acordo com a renda de cada um dos alunos.

2. O que uma empresa considerada “negócio social” faz que a torna única em seus serviços?

O grande x da questão para saber se a empresa é um negócio social é o porquê ela nasce. E também o problema que ela resolve. Além disso, algumas características são importantes como: ter o foco na população de baixa renda, ter a intenção de resolver um problema social, ser rentável, Ou seja, ter receita própria, e ter impacto social relacionado à atividade principal.

3.Do ponto de vista da gestão financeira, como um negócio social se sustenta? Qual é sua forma de angariar recursos para manter a empresa e fazer com que ela cresça?

Não existe uma receita para isso. Depende de vários contextos. Mas o principal é entender que como qualquer outro negócio, os negócios sociais focam em vender produtos e serviços para se monetizarem (a única diferença é que o objetivo principal não é o lucro).

Existem outras formas de captar recursos, como participação em editais e patrocínios, mas o importante é diversificar ao máximo as fontes de receitas para não ficar refém de uma única empresa, ou entidade.

4. No dia a dia de um negócio social, como é feito o planejamento financeiro?

No final do ano, iniciamos o planejamento do ano seguinte. Nesse momento levantamos nossas prioridades em termos dos produtos que vamos focar, e levantamos todos os custos para fazer isso acontecer.

Trimestralmente reunimos a equipe gestora para rever o nosso planejamento financeiro. Na velocidade que as coisas mudam, não vale a pena engessar em planejamento ao longo do ano.

Estamos sempre revendo nossos custos na tentativa de reduzir, e focar nossos recursos onde queremos chegar estrategicamente.

5.De forma geral no mercado, as empresas tentam ser “exclusivas” naquilo que oferecem. Isso vale para os negócios sociais?

Negócios sociais se comportam da mesma forma que os negócios tradicionais. De um modo geral, não vejo a exclusividade como algo que norteia os negócio de hoje em dia, até porque o acesso à informação permite que as pessoas copiem, o que é positivo no sentido de que isso sempre nos força a inovar.

Eu acredito mais a capacidade de fazer parceria com negócios similares, pensar de forma complementar com quem já atua no mesmo segmento e unir forças para crescer junto.

6. Para os negócios sociais, existe concorrência? Como as empresas sociais se posicionam em relação a isso?

A concorrência existe, como em qualquer outro segmento. Mas, no geral, sabemos que estamos caminhando rumo à relações mais pautadas na colaboração e abundância. Para quem quer trabalhar com impacto social conseguimos enxergar um cenário de abundância de oportunidades para serem trabalhadas. E o olhar de como conseguimos colaborar e crescer junto é muito presente e real. Lógico que não podemos esquecer de pensar em diferenciais competitivos para nos manter sempre entregando valor para nosso cliente. Isso é feito entendendo-se a demanda dele, e adaptando nosso produto ou serviço para isso.

7.Os negócios sócias são escaláveis? Sua margem de ganhos aumenta de acordo com o tamanho de seus projetos?

Existem negócios sociais escaláveis e outros locais. Não é uma característica exclusiva serem escaláveis. No caso dos escaláveis é possível reproduzir o impacto em grande escala sem aumentar os custos e ter um aumento da margem de ganho. Além disso,  na maioria das vezes, existe investimento de tecnologia por trás.

8.Aproveitando que você falou em tecnologia, de que forma ela é utilizada nos negócios sociais?

Percebo que é algo muito pouco explorado. Ao alinhar negócios sociais com tecnologia, falamos de um cenário muito positivo que conseguimos gerar grandes transformações sociais, unindo o potencial da escalabilidade com o impacto socioambiental.

Já existem alguns exemplos de negócios sociais que atuam com serviços na área de educação, usando inteligência artificial. Eles fazem isso para conseguir atender de forma customizada e direcionada nos problemas específicos dos clientes. E, ao mesmo tempo utilizam uma plataforma padrão que permite a escalabilidade.

9. Aproveitando a temática: as mídias sociais  costumam ser um desafio para os negócios. Isso vale para os negócios sociais?

Um marketing bem feito, construído pensando na pessoa com quem se quer comunicar, em qual momento e qual mensagem passar, é extremamente importante para os negócios sociais. Isto porque ajuda a se posicionarem de forma relevante no mercado de atuação, com autoridade, reconhecimento e transparência. Percebo que no geral poucos negócios usam o meio digital da melhor forma. Mesmo que hoje seja algo acessível para a maioria das pessoas.  O que acontece é a falta de tempo dos empreendedores para focarem no marketing e uma execução sem estratégia bem definida por trás.

10. O planejamento é um ponto fundamental para os negócios de forma geral. Como você percebe a organização das ações dos negócios sociais no Brasil?

Isso depende muito do empreendedor que está a frente do negócio. Já vi negócios que viraram com e sem planejamento. A grande diferença está no tempo que os negócios viram. Sobre o planejamento é muito importante pra qualquer negócios, mas o mais importante é a ação após o planejamento, ou seja, a  capacidade de execução com o olhar para onde querem chegar.

11. Em um contexto de crise, como um negócio social supera as dificuldades e continua executando suas atividades de valor para a sociedade?

Os negócios social têm a lógica de qualquer outra empresa. Se estamos em crise, é necessário pensar formas de reduzir os custos ou diferenciar ou produtos ou serviços. Vale ter atenção nesse ponto para nunca deixar o negócio social se tornar refém de uma fonte única da receita. Isto vale para quem tem uma empresa patrocinadora ou um único cliente que paga todas as contas.

Já vivenciei várias situação que o negócios sociais fecharam pois dependiam exclusivamente de um único cliente, que durante a crise saiu e o negócio não conseguiu se manter. Por isso é importante diversificar ao máximo as fontes de receita.

12. Para quem quer abrir um negócio social e impactar positivamente a sociedade, quais dicas você daria?

Primeiro encontre o porque, o que te motiva e o que te move. Depois, é muito “converse com várias pessoas” sobre a ideia para encontrar as pessoas certas, com habilidades complementares para seguir nessa jornada. Coloque a mão na massa sempre. Faça, teste sua ideia, mude se for preciso. Mas não deixe de ir para a ação. Tenha sempre o olhar para aprender com os resultados e sempre melhorar.

13. Para finalizarmos, o que é fundamental as pessoas saberem sobre negócios sociais?

Negócio social não é caridade nem filantropia. É ter a visão de negócio, é ter uma sustentabilidade financeira. É ser competitivo no mercado, remunerar os envolvidos. E, principalmente, fazer o que ama para transformar a realidade de várias pessoas.

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Saiba tudo sobre Empreendedorismo e como montar um novo negócio acessando nossa página especial sobre o assunto. Assim como passear de bicicleta, empreender é uma atitude que pode ser desenvolvida, aprendida e praticada com o tempo. E para ajudar a esclarecer dúvidas sobre o universo empreendedor, selecionamos para você informações que podem ser úteis em seu início de jornada.

Ferramentas digitais para pequenos negócios

Ferramentas digitais para pequenos negócios

A Internet é hoje parte de nossas vidas e está presente em tudo que fazemos, seja quando procurarmos por algo, consultamos informações, realizamos compras ou fazemos negócios. É um dos meios que mais alcançam audiência e, com pouco investimento, novas estratégias de atração do consumidor, softwares e ferramentas digitais, podemos dar mais visibilidade  nossa empresa, atrair e relacionar com clientes, aumentar as vendas, divulgar produtos e serviços.

Um estudo recente realizado pela We Are Social (Digital in 2018 Global Overview) revelou que existem mais de 4 bilhões de pessoas em todo mundo usando a internet. Bem mais da metade da população mundial está online. Sendo que em 2017 quase um quarto de bilhão de novos usuários entraram no ambiente online pela primeira vez. Este crescimento não é diferente no Brasil.

A mesma pesquisa apontou que 66% da população brasileira, aproximadamente 139 milhões de pessoas, passam em média de 9hs e 14 min usando a internet por dia. Isto é feito por meio de um dispositivo. Destas horas, 3hs e 39 min são gastas em redes sociais. Isto representa aumento médio de 7% ao ano de pessoas usando as mídias sociais.

Segundo a FGV/EAESP (29ª Pesquisa Anual de TI, 2018), já temos no Brasil 394 milhões de dispositivos (computador, notebook, tablet e smartphone). Isto é: 1,9 dispositivos por habitante (190% per capita). Em 2019, serão 200%.

Os resultados da pesquisa apontam também que o Uso de TI (Tecnologia da Informação) e os gastos em investimentos em TI nas empresas continuam crescente e que o celular (smartphone) acelera a compra e comportamento digital.

Diante da sua potencialidade, o pequeno negócio pode utilizá-la no seu dia-a-dia de diversas formas. Seja gratuitamente ou não e ter presença digital.  Adiante algumas dicas e ferramentas que podem ser inseridas nos planos do empreendedor e implementadas conforme o estágio de maturidade do negócio.

Público-alvo

Um passo importante para aproveitar as oportunidades do ambiente online é definir o público que deseja atingir. Entender como ele se comporta, quais são suas escolhas e como a concorrência está se posicionando.

O conhecimento adquirido direciona o empreendedor para a escolha das estratégias certas e dos melhores canais para atuação. Isto porque, como apresentado na pesquisa da FGV/EASP, os dispositivos móveis veem mudando a forma de consumir, deixando o cliente mais digital.

Google Meu Negócio

Um destes canais para aumentar a visibilidade é o Google Meu Negócio. Uma ferramenta gratuita e fácil de usar, que possibilita que o empreendedor tenha presença online no Google, inclusive na Pesquisa Google e no Maps.

Ao criar o acesso, a empresa passa a ter visibilidade, sendo encontrada com maior facilidade. Isto porque a ferramenta fornece informações úteis aos clientes, recebe comentários e avaliação de atendimento, oportunizando a atração de novos clientes pela presença digital.

O Google Meu Negócio também permite acessar dados com informações importantes pela busca da empresa. O acesso pelo site do Google é simples com o passo a passo para inclusão da empresa.

Social Media Trends 2018

Outro estudo realizado no Brasil pela Rock Content (Social Media Trends 2018), revelou que 94,4% das empresas pesquisadas estão presentes nas redes sociais. Destes, 62% consideram que as redes sociais têm um papel marcante nos negócios.

A visibilidade e o relacionamento com o público, oportunizado pelas redes sociais, foram as principais razões que levaram as empresas a criar um perfil.  Outra razão que incentivou a participação das empresas nas redes foi o fato da presença da concorrência.

ferramentas digitais
(Fonte: Social Media Trends 2018, Rock Content)

Facebook

Apontou ainda que o Facebook continua sendo a principal rede social utilizada (98,8%) pelas empresas. O Instagram (80,2%) é a segunda na preferência das empresas e o Youtube fica em terceiro (47,6%).

O Facebook e o Instagram são excelentes canais para anunciar produtos, receber retorno dos clientes e obter dados de como o público se comporta. Ter um perfil profissional com informações consistentes, atualizadas, conteúdos que despertem o interesse do cliente, imagens limpas e com capacidade de resposta rápida, ajuda o cliente a conhecer melhor o negócio.

A escolha das redes sociais também dependerá das estratégias definidas pela empresa, público e o alcance desejado. É uma ferramenta de marketing digital com o objetivo de estreitar relacionamento com os clientes, ouvir o que estão dizendo sobre a marca, engajá-los no negócio e trocar conteúdos.

Um exemplo de boa utilização de um perfil profissional é da Nutella do Brasil. Percebe-se ao navegar na página a visibilidade da marca, conteúdo atrativo, versatilidade do produto pelas possibilidades de utilização, posts temáticos como “ Dias dos Namorados” “ Copa do mundo” ou mesmo de um “ café da manhã” buscando atratividade.

ferramentas digitais(Fonte: facebook/nutella)

O Facebook Blueprint é um programa do Facebook que oferece treinamentos e cursos gratuitos que  ajudam o empreendedor a entender sobre a rede social e também do instagram e para desenvolver as habilidades para atuação no ambiente digital.

WhatsApp para negócios

Uma ferramenta de comunicação que também vem sendo muito utilizada é o WhatsApp. Ele facilita a interação com os clientes e respostas rápidas por meio de um serviço de comunicação.

Para atuar de forma profissional é preciso que as respostas às dúvidas e questionamentos sejam realizadas de forma ágil e respeitosa, buscando uma percepção positiva do cliente. Utilizar o recurso “listas de transmissão” é uma boa opção para o empreendedor. Ele possibilita o envio de uma mensagem para vários contatos de uma só vez.

Recentemente foi lançado o WhtasApp Business para a pessoa que usufrui do sistema Android. O que possibilita a criação de um perfil comercial com dados do negócio,  a organização dos contatos, acesso a ferramentas e mensagens automatizadas.

Também como para qualquer canal, importante definir as estratégias para utilização e o posicionamento.

Site

O site institucional também traz oportunidade para relacionamento com o cliente. É o cartão de visita da empresa criando, no acesso do cliente, uma impressão positiva ou negativa no ambiente online.

O site é uma ferramenta simples para atração de clientes e fortalecimento da imagem.  Como forma de tornar o pequeno negócio conhecido e facilitar a busca, é preciso que ofereça informações corretas e conteúdos de qualidade incluindo os dos produtos e serviços e que atraiam o maior número de interessados.

Essencial que tenha um design atrativo e aderente ao negócio, com uma mensagem clara, ser responsivo encaixando-se em telas de dispositivos móveis como celulares, tablets e de fácil navegabilidade.

A plataforma deve ser adequada ao objetivo proposto, requerendo do empreendedor conhecimento dos modelos disponíveis no mercado. Um exemplo de plataforma é a WordPress, utilizada por diversos tipos de empresas e profissionais, pela facilidade e custo benefício.

Este modelo traz o tema com tipografia e imagem limpa, textos curtos, a objetividade da página leva o cliente para onde ele deseja e sendo responsivo se encaixa no dispositivo do cliente (notebook, smartphone, tablet, desktop).

ferramentas digitais(Fonte: www.wordpress.com)

A ajuda de especialistas é bem-vinda quando o empreendedor deseja criar algo diferenciado e de forma profissional.

Blog

O Blog também é uma ferramenta de comunicação na internet. Pode funcionar como parte do site ou de maneira autônoma. É utilizado para escrever sobre temas de interesse da audiência. Por exemplo, o blog de uma pequena agência de viagem que explora dicas de lugares, mostra a história de uma cidade ou local a ser visitado, traz os melhores hotéis e restaurantes, o que fazer.

O seu principal foco está na atração do usuário por meio de conteúdos e textos envolventes. Também é possível utilizar plataformas gratuitas para a criação do blog.  O empreendedor interessado neste mecanismo deverá dedicar tempo. Isto porque existe um mundo de informação na internet e o que fará diferença é o conteúdo de qualidade e único.

Ainda em relação ao tema site, o empreendedor ao optar por uma loja virtual deve investir tempo no planejamento.  Trata-se de um novo modelo de negócio e por ter características próprias demandará do empreendedor conhecimento do mercado, operação, legislação e finanças.

Para entrar em um e-commerce não basta criar um site e anunciar os produtos de uma loja física ou divulgá-los em uma plataforma de marketplace. Muitos empreendedores só percebem a dinâmica da operação depois que os clientes começam a reclamar. E neste sentido tudo pode acontecer. As reclamações podem ser sobre atrasos na entrega, qualidade do produto e especificação. Quando isso acontece tendem a perder a confiança que é o principal fator que leva um cliente a deixar de fazer compras em uma determinada loja virtual.

Um erro comum é achar que a plataforma estando no ar os clientes comprarão um determinado produto ou serviço. E que a empresa será bem ranqueada nos sites de busca.  Para a atração do cliente é preciso investimento. Por exemplo, em conteúdo, anúncios pagos e em uma boa estratégia de marketing digital.  Vale a pena ficar de olho em conteúdo que passem boas práticas sobre e-commerce.

Planejamento de mídias sociais

Importante que o empreendedor considere alguns pontos na sua análise e planejamento:

  • Definição do modelo de negócio para atuar na venda online
  • Definição do Mercado e conhecimento da concorrência
  • Conhecimento do cliente
  • Entendimento dos custos para a operação (pessoal, atendimento, manutenção, taxas, logística, marketing entre outros) do e-commerce
  • Escolha dos canais de entrega (frota própria, correios, terceiros) e controle de estoques
  • Definição dos meios de pagamentos e sistema de segurança
  • Entendimentos dos aspectos legais do E-commerce
  • Investimento em conteúdo
  • Escolha da plataforma, entre outros.

Ainda neste tema, o marketplace aparenta ser uma oportunidade “a ser considerada” para quem está iniciando no ambiente online, pois possui um modelo de negócio que auxilia o empreendedor que não tem um site a experimentar a venda pela internet.

O ambiente online é um mundo de possibilidades. Empreender requer conhecimento, planejamento e a escolha correta de canais e ferramentas digitais trará oportunidades de negócios de forma sustentável.

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Franchising mantém ritmo acelerado

Franchising mantém ritmo acelerado

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) é responsável por promover o desenvolvimento técnico e institucional do modelo de negócios no Brasil. E por isso realiza pesquisas que auxiliam na evolução do Franchising brasileiro. Dessa forma, a cada trimestre ela divulga como foi o desempenho das redes de franquias no Brasil.  Essa pesquisa pretende auxiliar as pessoas que querem realizar investimentos e os empresários nas suas decisões estratégicas.

O cenário econômico brasileiro no primeiro trimestre de 2018 não correspondeu completamente às expectativas dos especialistas e economistas. No entanto, alguns economistas continuam otimistas e acreditam que a economia irá se recuperar. E com isto o PIB irá atingir o percentual previsto para esse ano. Também é importante contextualizar que os índices de confiança do empresário e do consumidor já aumentaram segundo o mesmo período do ano passado e a inflação se mantém estável.

O sistema de franquias mais uma vez demonstra ser um modelo de negócios seguro e apresentou um crescimento de 5,1% segundo o mesmo período do ano passado e 7 % em relação ao trimestre anterior.  Os motivos que explicam o crescimento do Franchising mesmo em momentos que a economia atravessa fases complicadas são: a evolução de processos e investimentos em inovação, como foi observado em outra pesquisa da ABF, e pelo amadurecimento das redes e melhorias nas gestões.

Nesse período, alguns dos segmentos apresentaram maior crescimento e se destacaram. É o exemplo do segmento de hotelaria e turismo que cresceu principalmente em função do turismo internacional e das facilidades apresentadas nos modelos de e-commerce. Outro segmento que segue com bom desempenho é o de serviços, principalmente o de serviços de logística. Lazer e entretenimento também começaram o ano com bons resultados especialmente no ramo de brinquedos e jogos ou games.

Há algum tempo, já observamos como o segmento de alimentação está consolidado. No primeiro trimestre, houve crescimento no número de unidades, provocado pela eficiência das operações e também por ações de marketing e comunicação.

A geração de empregos é uma característica muito importante do sistema de franquias. E isto tem grande relevância no cenário brasileiro que ainda apresenta altas taxas de desemprego.

No segundo trimestre deste ano, o crescimento foi de 0.9% em relação a 2017, chegando a 1.199.861 até o momento e espera-se que até o fim ano esse número cresça 3% em relação ao ano passado. Outro indicativo importante é o número de lojas que abriram e o número de lojas que fecharam.

Até o segundo trimestre, houve um crescimento de 2,2% na abertura de lojas e de 1,2% no número de lojas fechadas, concluindo o período com um saldo positivo e com previsões de melhora até o fim do ano.

Uma informação muito interessante divulgada na pesquisa representa uma mudança que começa a acontecer na localização das unidades. Dessas: 65% se encontram nas ruas, 21% nos shoppings, 4% nos supermercados, 0,9% nos terminais de transporte e 4,9% home office.

Mas a maior mudança está acontecendo em razão do crescimento do número de unidades em locais menos convencionais como: condomínios residenciais e comerciais; clubes e universidades. Isso demonstra uma grande oportunidade e reflete as mudanças no mercado de franquias. Nele as maiores redes estão investindo na expansão por meio de outros formatos como, quiosques e unidades móveis.

Analisando os modelos de operação de franquias, o mais comum ainda permanece como o modelo de lojas. Ele representa 88% do mercado, apesar de ter apresentado uma ligeira queda desde 2017. Modelos carrinhos/Bike, truck, store in store, virtual, home-based já demonstraram tímido aumento e os quiosques decresceram 0,2% em relação à 2017.

Um indicador importante para quem deseja investir em franquias é o número de participação de vendas por canal. O número de vendas por lojas próprias caiu de 24% em 2017 para 11% em 2018. Já as vendas através de lojas franqueadas aumentaram de 71% para 82% de um ano para o outro.

E até o momento, 42,31% das redes utilizam e-commerce como canal de vendas. Esse já é um número bastante significativo apesar de apenas 1% das vendas serem realizadas através desses canais. Os outros modelos de distribuição de vendas, home based, venda direta, container, televendas e app cresceram de 3% para 6% no trimestre.

Por fim, ressaltamos o bom desempenho do Franchising brasileiro. E também as boas perspectivas até o fim do ano de 2018. Neste ano, as previsões para o faturamento são de aumento de 7 a 8%, 2.800 redes franqueadoras e crescimento de 3% nas unidades. Muitas decisões estratégicas podem ser tomadas com base nas informações da pesquisa. E com elas é possível a melhoria das unidades e das redes já existentes.

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*Artigo originalmente publicado em outros meios pelo autor
Os desafios do mercado de publicidade B2B

Os desafios do mercado de publicidade B2B

. Fazer publicidade hoje não é mais tão simples como era há alguns anos. Se antes as empresas se preocupavam em apenas vender seus produtos. Hoje elas precisam mostrar o que está por trás deles. Não é apenas vender por vender. Mas sim, mostrar como aquele produto ou serviço fará diferença na vida do consumidor, quem está por trás deste desenvolvimento. É o famoso valor agregado. Hoje, compramos muitos produtos e pagamos mais pela ideia e propósito que os envolvem do que pelo próprio produto em si.

Por exemplo, a compra de um smartphone de última geração. Seja um Apple ou Samsung, eu não compro apenas o produto. Eu compro pelo valor que ele me traz. Neste caso, se tira uma boa foto, se o design é bonito, se ele tem cores diferentes, e por aí vai.

Agora, se a publicidade B2C vem enfrentando novos desafios, imaginem então o que acontece na publicidade B2B? O processo de compra e venda entre empresas é muito mais complexo. Isto porque envolve muitas pessoas, uma quantia de dinheiro muitas vezes alta e decisões.

Por muito tempo, a publicidade B2B teve um espaço restrito onde pudessem ser anunciados produtos e serviços de empresas para empresas. Isso ocorria muito em grandes eventos e feiras, o que limitava o espaço e até o tipo de comunicação feita.

Depois, veio o mundo digital, que apesar da crescente publicidade B2B neste meio, ainda é pouco utilizado pelas empresas. Para se ter uma ideia, um estudo da Scopen mostra que, embora  41% dos profissionais de B2B acreditem que o digital é fundamental, apenas 25% não tem barreiras em sua comunicação online. 18% acreditam que têm pouco conhecimento sobre o digital, não dispõem de verba e acham que o digital não é prioridade.

E qual é o papel LinkedIn nesta história?

O LinkedIn é hoje a maior rede social profissional do mundo. Ela atem 562 milhões de usuários no mundo e 33 milhões no Brasil. É a quarta maior audiência da empresa. Além de sermos uma rede que conecta profissionais ao redor do mundo, temos apostado em algo que é muito importante para as empresas engajarem seus públicos: conteúdo.

Pode parecer um tema batido, mas trabalhar o conteúdo de forma estratégica na comunicação é essencial para as empresas conseguirem engajar melhor com sua audiência e, consequentemente, realizar um bom processo de venda.

Além do conteúdo, é importante pensar no formato em que este conteúdo é distribuído. No LinkedIn, por exemplo, 61% da nossa base de usuários acessa a plataforma via dispositivos móveis e é um número que tende a crescer, visto que as pessoas estão cada vez mais conectadas via mobile e menos via desktop.

Existem outros fatores que precisam ser levados em consideração na hora de distribuir o conteúdo. Tais como as ferramentas que serão utilizadas, o público que será impactado, o formato que será utilizado para disseminação e impacto de audiência, entre outras.

O LinkedIn conta hoje com um portfólio de produtos muito completo e que atendem  as mais diversas necessidades das empresas na hora da publicidade B2B. Um exemplo é o Sponsored Content, Sponsored InMail, Text Ads, entre outros. Além disso, é importante ressaltar que nossas soluções são para todos os tipos de empresa. Desde as pequenas até grandes corporações, e que todas podem utilizar as ferramentas para começar a expandir sua marca e presença de mercado.

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Por que fazer um plano de marketing

Por que fazer um plano de marketing

Independentemente do tipo ou do tamanho da empresa, criar maneiras e estratégias para atrair clientes é um dos focos do negócio. Em primeiro lugar, a empresa precisa oferecer produtos e serviços de qualidade. E deve fazê-lo com excelência no atendimento. Para uma organização sobreviver e ter sucesso, também é necessário desenvolver um plano de marketing. Ele deve ser bem elaborado e definido, para se conseguir vantagem competitiva frente ao mercado. A utilização do plano de marketing torna a empresa menos vulnerável às crises, pois estas podem ser previstas com antecedência.

O que é um plano de marketing

O plano de marketing nada mais é do que uma ferramenta estratégica gerencial. Ela é utilizada para identificar as forças e fraquezas da empresa e as ameaças e oportunidades que o mercado proporciona. E com isto estimula o empreendedor a estabelecer metas e objetivos. Assim como a buscar conhecer as necessidades e desejos dos seus clientes. E consequentemente levar a empresa a se tornar mais competitiva entregando mais valor.

Os planos de marketing variam em conteúdo e metodologia. Empresas com estilos diferentes elaboram planos com formatos diferentes. Isso depende também do mercado em que se atua. Embora alguns mercados sejam mais dinâmicos, não se deve fugir da tarefa de desenvolver o plano de marketing. A elaboração do plano, com data para ser finalizada, “obriga” a empresa a realizar o processo de planejamento.

O plano de marketing beneficia a empresa por ajudar os seus gestores e funcionários a estabelecer prioridades. Especialmente sobre como investir seus recursos e comunicar para todos o rumo que a empresa quer tomar. Enfim, o plano de marketing conduz, informa e determina os próximos passos que o empreendedor precisa dar. Estes passos ajudam a comercializar melhor seus produtos e serviços.

Como fazer o plano de marketing

Muitos empreendedores acreditam que ter feeling ou tino comercial é o suficiente para se ter sucesso nos negócios. No entanto, é preciso planejar e para isso é importante seguir alguns passos:

  1. Faça uma análise da situação

Analise os pontos fortes e fracos da sua empresa. E compare cada um deles com a concorrência, destacando os benefícios que o diferenciam no mercado. Identifique as ameaças e oportunidades que a sua empresa possa ter em relação ao mercado e a concorrência. Calcule o quanto de capital você pode aplicar nas ações de comunicação e marketing. Mas, lembre-se que é importante ser criativo e trabalhar com ideias viáveis para não comprometer os custos da sua empresa.

  1. Descreva o seu público alvo

Desenvolver o perfil do seu cliente é o seu próximo passo. Construa a persona (perfil do seu consumidor). Não basta saber somente idade e gênero do seu público-alvo. Você precisa saber como seu cliente, pensa, seus sonhos, desejos, seus hábitos de consumo e sua personalidade.

  1. Conheça a concorrência

Tão importante quanto conhecer o público alvo é imprescindível o conhecimento da concorrência. Pesquise quem são seus concorrentes diretos e indiretos. E levante todas as informações possíveis. Por exemplo: sua forma de atuação, onde estão localizados, como se comportam com os clientes, que soluções estão oferecendo e que valor estão entregando. E faça uma comparação com o seu negócio e veja o que precisa ser melhorado.

  1. Descreva os objetivos e metas

Defina os objetivos que deseja para o seu negócio, “o que você deseja que sua empresa seja quando crescer? ” Quanto você quer aumentar de vendas? Quantos clientes você quer aumentar e/ou reter em determinado período? Com as definições de objetivos e metas você será capaz de escolher as ações e as estratégias mais adequadas. Anote uma pequena lista com o objetivo e com as metas e torne-os mensuráveis para que você saiba quando você os alcançou. Mas lembre-se a definição de metas deve ser realista, viável e alcançável. De nada adianta propor metas que não irá conseguir atingir. Poderá causar desmotivação.

  1. Desenvolva as estratégias de comunicação e marketing

Chegou o momento de você detalhar quais serão as estratégias que você usará para alcançar seus objetivos e metas. Identifique o seu mix de marketing ideal e as mídias mais adequadas para o seu negócio. Mas, lembre-se que terão que alcançar seus clientes. De nada adianta investir em comunicação e marketing, se não atingir o seu público-alvo e não trouxer resultados positivos para a empresa.

  1. Acompanhe os Resultados

Após determinar o período de cada ação, é imprescindível monitorar todos os resultados. Isso permite fazer as adequações ou atualizações, caso seja necessário. E também ajuda a medir a efetividade do plano.

Todas as etapas do plano de marketing são muito importantes e devem ser realizadas com muita dedicação. Com certeza fará a diferença no seu empreendimento.

Por meio do plano será possível conhecer profundamente algumas informações importantes sobre seu negócio. Por exemplo: seus concorrentes e clientes, detectando suas necessidades e mudanças de comportamento. E assim, formular estratégias inteligentes e dentro da sua realidade para atender de forma competitiva o seu segmento de mercado.

Bom trabalho!

 

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