Entenda a importância da apuração de resultados da empresa e as ferramentas que você pode utilizar para calculá-la.
A apuração de resultados da empresa é uma parte essencial para a gestão. Por meio dela, é possível saber se está ganhando (lucro) ou perdendo (prejuízo) dinheiro nos negócios. O que permite enxergar qual caminho seguir para alcançar os objetivos desejados.
Independentemente do tamanho do negócio, é importante que o empreendedor saiba gerenciar o setor financeiro com as ferramentas apropriadas. O que possibilita conhecer e melhorar o seu funcionamento.
Por isso, neste post falaremos da importância da apuração de resultados para a empresa. E também sobre a forma como ela pode ser realizada. Confira!
Apuração de Resultado e Demonstrativo de Resultado
A apuração significa identificar todas as receitas, custos e despesas que a empresa obteve em certo período. Tudo com o objetivo de determinar se ganhou ou perdeu dinheiro.
O DRE pode ser combinado com outras ferramentas de gestão financeira, indispensáveis para analisar a rentabilidade, lucratividade e o ponto de equilíbrio do negócio. Por exemplo o Fluxo de Caixa e Balanço Patrimonial.
Enquanto a Apuração de Resultado é uma ferramenta gerencial, o DRE é um demonstrativo contábil. Ambos são extremamente úteis na gestão, pois tem como objetivo determinar o resultado líquido da empresa em determinado período ou exercício.
Como fazer a apuração de resultado
A Lei define os tópicos que deverão ser descritos no DRE. Porém, não existe um modelo único de fazer a apuração de resultado no seu negócio. Isto porque a estrutura dessa ferramenta vai depender das exigências e das preferências de cada empresa.
Assim, os empreendedores podem excluir ou adicionar informações financeiras, de acordo com as suas necessidades.
Basicamente, para a apuração de resultados da empresa no período desejado, indicam os seguintes itens entre outros:
Venda bruta e os impostos incidentes sobre ela;
Comissões, cartões de crédito ou débito;
Devoluções ocorridas sobre a venda;
Salários, encargos sociais e seguro de vida;
Despesas como aluguel, internet combustíveis; entre outros.
A apuração de resultado é essencial para manter o negócio lucrativo. Assim, esta ferramenta propõe um modelo aplicável a negócios de qualquer segmento com sugestões de tipos de vendas e custos que uma empresa pode ter e, consequentemente, a determinação do lucro.
Informações da apuração de resultado
Para mostrar de forma um pouco mais prática o funcionamento da Apuração de Resultados, mostraremos como funcionam os cálculos de lucro ou prejuízo da empresa.
Os primeiros registros dizem respeito as Vendas Brutas. A partir dela, são deduzidas as devoluções de vendas, os abatimentos, os descontos concedidos e os impostos.
O valor alcançado com essas operações é chamado de Vendas líquidas.
Dessas Vendas Líquidas, são deduzidos os custos das mercadorias e dos serviços vendidos, chegando-se ao Lucro Bruto da empresa.
Do Lucro Bruto, devem ser subtraídas todas as despesas operacionais, financeiras, gerais e administrativas. Paralelamente, precisam ser somadas as receitas operacionais.
Nesse ponto do cálculo, chegou-se ao Lucro ou Prejuízo Operacional Líquido da empresa.
A partir desse resultado, do ponto de vista contábil, serão acrescentados ou deduzidos os resultados não operacionais. Por exemplo, as participações de debenturistas, empregados, administradores, partes beneficiárias, etc.
Por fim, chega-se ao Resultado Líquido na apuração de resultado da empresa ou Lucro Líquido do Exercício (LLE) caso seja uma DRE.
Um aspecto que mostra a importância dos resultados obtidos pela DRE são os impostos a serem pagos sobre o lucro líquido da empresa. Um exemplo é o Imposto de Renda e a Contribuição Social. É importante lembrar que as micro e pequenas empresas recolhem esses valores por meio do Simples Nacional, em guia única chamada de DAS.
Portanto, se houver algum erro nos registros ou na apuração de resultados da empresa, consequentemente ocorrerão problemas no pagamento dos impostos, o que pode levar a um desperdício de recursos, se a organização pagar a mais, e a multas pelos órgãos fiscais, caso pague menos.
Outras ferramentas de controle financeiro
Além da DRE e Apuração de Resultados, outros dois relatórios contábeis podem auxiliar os empreendedores na avaliação dos resultados obtidos pela empresa: o Balanço Patrimonial e o Fluxo de Caixa.
Balanço Patrimonial
O Balanço Patrimonial é a forma de representar todas as movimentações da empresa em um período de, geralmente, um ano. Ou seja, ele contém todos os registros de ativos e passivos da empresa, além do Patrimônio Líquido.
Ele é um dos demonstrativos contábeis mais importantes para a sua empresa. Por definição, ele é uma fotografia dos bens, direitos e obrigações que expressa a situação do negócio em um determinado período.
Sua principal finalidade é fornecer duas análises para o empreendedor: a situação do patrimônio da empresa e a disponibilidade de fontes e de aplicação de recursos.
A partir disso, é possível obter um quadro da saúde da empresa, mostrando o seu resultado durante o período.
Com o Balanço Patrimonial é possível:
avaliar o patrimônio da empresa;
entender as fontes de recursos para os investimentos;
observar a sua evolução histórica para o planejamento e as ações futuras;
organizar o pagamento de lucros aos sócios da empresa;
Para elaborar o fluxo de caixa, é preciso levar em consideração o saldo inicial, as receitas, as despesas e o saldo final. Ele também considera o orçamento disponível; portanto, se ocorreram investimentos e empréstimos no período, eles devem ser registrados.
É importante que todas as entradas e as saídas do caixa sejam registradas para que o resultado seja realmente condizente com a movimentação e demonstre a real situação do negócio.
O fluxo de caixa pode ajudar o empreendedor na negociação do pagamento de fornecedores, no recebimento dos clientes e na tomada de decisão sobre o momento certo de realizar investimentos na empresa.
As informações coletadas pela DRE tornam possível analisar de forma crítica a apuração de resultados da empresa, mensurando a eficiência das práticas adotadas no período analisado.
A DRE, assim como as outras ferramentas de controle financeira, não devem ser usadas apenas para fins legais ou fiscais. Afinal, elas fornecem subsídios aos empreendedores para que estabeleçam uma gestão estratégica, permitindo a tomada de decisões importantes — seja para corrigir rumos ou expandir atividades.
O Brasil tem um forte potencial para negócios de turismo, por conta da enorme diversidade de climas, relevos e paisagens. São lugares paradisíacos e culturas diferentes.
Este cenário comprova que o turismo é um segmento cheio de oportunidades para quem deseja abrir seu próprio negócio.
Neste post, mostraremos algumas ideias de negócios de turismo para você aproveitar o bom momento que o setor vive.
Ideias de negócios
Como todo empreendimento, os negócios em turismo requerem conhecimento sobre o segmento, planejamento e preparação. No entanto, tudo começa com uma boa ideia. Aqui, listamos algumas para você se inspirar:
Locação de malas
A maioria das pessoas costuma viajar uma vez por ano. Seja por causa da correria do dia a dia ou para economizar. Nesse contexto, comprar malas de boa qualidade pode não ser a melhor opção. Até porque são itens caros e que podem ser avariadas durante o transporte.
Portanto, existem empresas que investem em oferecer o serviço de locação de malas para viagem.
Além do custo muito menor para quem viajará, alugar uma mala também é mais prático. Isto porque o consumidor não precisa se preocupar em fazer a limpeza ou a manutenção do objeto.
Além disso, ele ainda pode escolher aquela que tenha o tamanho ideal para o período que passará fora de casa.
Personal travel
Os consumidores estão cada vez mais informados e exigentes. Por conta disso, muitos não gostam de tratamento impessoal e pacotes prontos adquiridos nas agências de viagem tradicionais.
Para atender estas pessoas, surgiu o personal travel. Ele é um profissional que cria roteiros de turismo personalizados. Ele também cuida de todos os detalhes da viagem. Tudo para que seus clientes tenham uma experiência única, de acordo com seu perfil e suas preferências.
O personal travel planeja os passeios e sugere os estabelecimentos onde o cliente encontrará tudo aquilo que mais gosta, sem ter que se preocupar em fazer pesquisas.
Franquias de turismo
O modelo de franquias é outro dos negócios de turismo que atrai cada vez mais pessoas. Principalmente pela possibilidade de investir em um empreendimento já validado pelo mercado. O que permite contar com a assistência e a experiência da franqueadora.
A maioria das franquias de negócios de turismo oferece programas de intercâmbio para jovens que desejam conhecer o mundo.
Costumam ter parcerias com diversas instituições de ensino nacionais e internacionais. Com isto oferecem aos clientes cursos de idiomas, graduação e pós-graduação no exterior.
O empreendedor pode, inclusive, iniciar no formato de franquia home office. Neste modelo os investimentos iniciais são menores. E aos poucos, pode ir migrando, posteriormente, para uma loja física.
Guia turístico de grupos
Se você mora em uma cidade turística, onde muitas pessoas vão para conhecer e passear, pode aproveitar para criar um negócio utilizando o seu conhecimento do local.
Ideal para quem adora interagir com pessoas novas, o serviço de guia turístico para grupos pode ser uma ótima oportunidade de ganhar dinheiro fazendo o que gosta.
É uma ideia de negócio que necessita pouco investimento em infraestrutura. Mas depende de uma boa divulgação na internet. E também de uma rede de contatos e de parcerias com hotéis, pousadas e hostels.
As vantagens para os turistas também são grandes. Pois, além de contarem com uma pessoa do local para indicar os melhores passeios, o valor é rateado pelo grupo. O que torna o serviço barato individualmente.
Lembranças de viagem
Todas as pessoas que viajam buscam guardar as memórias dos momentos divertidos e prazerosos que viveram em seus passeios. Em tempos de fotos digitais, muitos turistas gostam de levar objetos que tangibilizem essas memórias. E uma das melhores maneiras é comprando lembranças e presentes dos locais visitados.
Portanto, montar uma loja ou uma barraca de lembranças de viagem é outro dos negócios de turismo com grande possibilidade de sucesso.
Este modelo de negócio também é favorecido pelo hábito das pessoas comprarem itens para presentearem amigos e parentes. O que é uma forma de mostrar que, mesmo longe, lembraram deles.
É um segmento muito diversificado. Nele é possível comercializar roupas temáticas, chaveiros, ímãs, canecas e até bijuterias e joias feitas com materiais locais.
Estes fatores tornam o comércio de lembranças de viagem uma excelente fonte de renda para quem deseja empreender em negócios de turismo.
Agência de turismo
Para quem tem um pouco mais de capital e deseja montar um negócio físico, as tradicionais agências de turismo ainda são uma boa oportunidade.
Para se sobressair, o empreendedor pode se especializar no atendimento de nichos específicos. Nesse sentido, as principais tendências são as seguintes:
turismo de aventura;
ecoturismo;
turismo de luxo;
turismo corporativo;
turismo LGBT;
festivais gastronômicos.
Aplicativos
Um dos negócios de turismo mais promissores para quem tem um perfil mais tecnológico é o desenvolvimento de aplicativos que facilitem a vida dos clientes.
Diversas startups surgem para oferecer locação de casas, busca pelos melhores restaurantes, organização de passeios, entre outros.
Existem, inclusive, plataformas de organização de eventos e atividades turísticas voltadas para facilitar a gestão dos donos das agências de turismo.
Outro segmento que explorado com sucesso é o de busca por passagens aéreas em nichos específicos, como, por exemplo, assentos ociosos em voos domésticos e bilhetes baratos para as classes C e D.
Poshtels
Este é um novo conceito entre os negócios de turismo que surgiram nos últimos anos. A palavra vem da união dos termos ingleses posh (chique) e hostels (albergues). O que significa, em tradução livre, algo como um hostel chique.
Os poshtels são procurados por turistas que buscam boa relação custo-benefício. Mas que fazem questão de um ambiente charmoso, bem decorado, com as facilidades tecnológicas e um certo conforto.
Entre os serviços oferecidos nesse novo conceito de hospedagem econômica estão wi-fi gratuito, quartos com banheiros privativos e design moderno.
Antes voltados apenas para mochileiros e jovens, esta nova geração de hostels atrai públicos que procuram hospedagens mais modernas e até gerações mais velhas que querem uma alternativa aos hotéis comuns.
Agora que você já conhece as opções de negócios em turismo, pode escolher a mais alinhada com a sua personalidade e o seu sonho de empreender! Ou pode estudar um pouco mais para fazer sua escolha com nossa ajudar.
Estudos da Economia Comportamental mostram que a gestão e as decisões financeiras, muitas vezes, têm como sustentação as raízes comportamentais construídas ao longo da vida. Neste sentido, a educação financeira, que é mais que conhecimento, é, sobretudo, os comportamentos e hábitos em relação ao dinheiro. E esses hábitos e atitudes financeiros podem estar relacionados às finanças pessoais ou empresariais. Pesquisa publicada pela Comissão de Valores Mobiliários apresenta haver correlação entre o letramento financeiro no mundo e o comportamento de poupança. Vamos checar como o comportamento nas finanças se relaciona entre vida pessoal e atividade empreendedora.
Endividamento brasileiro
Em um ranking de 31 países, realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, sobre inadimplência, endividamento e decisões financeira, o Brasil ocupa a 28ª posição. Nela o país atinge 12,1 em um total de 21 pontos, à frente somente da Croácia, Bielorrússia e Polônia.
Esse estudo demonstra que 37% dos brasileiros tiveram problemas nos últimos meses para pagar as contas do mês. E, ainda, menos de 10% da população consegue tomar, com certa facilidade, suas decisões relacionadas a investimento. Assim como escolher, de forma autônoma, um produto financeiro.
Em junho deste ano, 58,6% das famílias brasileiras tinham, pelo menos, uma dívida. Este índice está bastante próximo ao mesmo período de 2017, quando 59,4% encontravam-se nesta situação. Quando se trata de dívidas e contas em atraso, o número é ainda expressivo, com quase um quarto das famílias brasileiras nesta situação (23,7%), como apresenta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pela CNC.
Perfil pessoal x perfil empreendedor
Quando a questão é gestão financeira de empresas, há uma tendência de se replicar na empresa os hábitos, comportamentos, e a organização financeira pessoal. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, 58% dos brasileiros possuem dificuldades para se planejarem financeiramente.
Neste contexto, reunir e lembrar de todos os pagamentos são a maior dificuldade. Para 61,7 milhões de brasileiros, existe alguma conta em atraso. E também restrições no CPF, gerando restrições para contratação de crédito ou efetivação de compras parceladas.
Esse número representa 40,5% da população com idade entre 18 e 95 anos. A faixa etária com maior proporção de restrições cadastrais financeiras (51%) está entre 30 e 39. Outras duas faixas merecem destaque. São elas: entre 40 e 49 anos de idade, com 49% negativados; e entre 65 e 84 anos, representando 31% dos CPF com alguma restrição. Observa-se que as faixas etárias da população que apresentam as maiores proporções de pessoas com o CPF negativado, encontram-se em idade economicamente produtiva.
Dívidas e mortalidade de empresas
Tratando-se de Pessoa Jurídica, o SEBRAE realiza pesquisa periódica sobre a sobrevivência e mortalidade de empresas. A última Pesquisa de Sobrevivência das Empresas no Brasil realizada em 2016 constatou que, dos empreendimentos que fecharam com até dois de atividades, 65% afirmam que foram impactados pelo insuficiente acompanhamento da evolução das receitas e despesas do negócio.
Ou seja, as contas a pagar e a receber foram inadequados para a maioria dos empreendedores. Outra pesquisa realizada pelo SEBRAE-MG, com 119 empresas oriundas de remessas ou de emigrantes retornados, demonstrou que 71% dos empreendimentos só separou as finanças pessoais e da empresa após as orientações do consultor.
As informações sobre sobrevivência das empresas e separação das finanças empresariais e pessoais demonstram que a gestão financeira é um ponto importante. Especialmente para o sucesso dos negócios.
Em se tratando de acesso a crédito e serviços financeiros, ter controles e gestão financeira adequados pode fazer a diferença na credibilidade que as instituições financeiras darão à empresa demandante do financiamento.
Crédito como solução?
Uma empresa financeiramente saudável consegue otimizar seus recursos. Além de estar apta para investir em oportunidades, tornando o negócio mais competitivo, manter a gestão financeira em dia, tanto empresarial, quanto pessoal e familiar, contribui, também, para a decisão sobre contratar ou não um financiamento bancário.
Os empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito estão disponíveis pelas diversas instituições financeiras existentes. Mas, analisar a real necessidade, oportunidades geradas pelo recurso novo e a capacidade de pagamento são itens essenciais para a tranquilidade financeira.
Crédito para pessoa física
Se o crédito for demandado por Pessoa Física, é sempre importante ter em mente que contrair uma dívida para antecipar consumo pode gerar preocupações desnecessárias.
Além de possíveis “dores de cabeça”, as dívidas contraídas para antecipação de algum bem que poderia ser adquirido no futuro com desconto no preço, muitas vezes comprometem parte da renda que poderia ser poupada para imprevistos. Além da poupança para imprevistos, as economias e rendas extras também são essenciais para compor o montante necessário à independência financeira.
Crédito para pessoa jurídica
Em se tratando de empresas, o ideal é sempre avaliar se o crédito é para aproveitar uma oportunidade de negócio. E também pode ser acessado para tornar a empresa mais competitiva ou suprir necessidade de Capital de Giro momentâneo.
Em ambos os casos, é importante que o valor contratado seja exatamente o necessário. Ou seja, nem mais, nem menos. Se o crédito for além do valor que o negócio precisa, ela terá uma obrigação maior do que aquela que era necessária, impactando na disponibilidade de caixa da empresa.
Se o valor for inferior ao necessário, não resolverá o problema. E, ainda assim, haverá a parcela de pagamento do empréstimo. Para simplificar, compare o crédito ao remédio. Se a dose do remédio for menor do que a indicada, ele não solucionará o problema. Se houver superdosagem, poderá causar danos e até a morte. Isto é, tanto na dose inferior quanto na superior ao necessário, o problema será agravado.
Por outro lado, o crédito, necessário e bem planejado, é saudável à empresa. Ele pode trazer benefícios ao empresário, em casos específicos. Também para os negócios, deve-se calcular o valor necessário e sua viabilidade econômica e financeira. Além desses cálculos, a empresa também deve conhecer seu nível de endividamento e sua capacidade de pagamento.
Se o crédito for para alguma questão pessoal ou familiar, além dos cálculos sobre nível de endividamento e capacidade de pagamento, deve-se analisar se é vantajoso (ou não) o pagamento de juros.
Se a resposta for positiva, tanto para empresas quanto para pessoas físicas, as condições e os custos do crédito devem ser comparados em diversas instituições financeiras e contratada a melhor alternativa.
Modalidades de crédito para empreendedores
Vale lembrar que, quando contratado, o crédito transforma-se em dívida e, esta, deve ser paga em dia para não incorrer em juros e despesas adicionais indesejados. Para as empresas, há três principais modalidades de crédito: Capital de Giro, Investimento e Misto. Cada modalidade possui algumas características básicas:
Capital de Giro
Nas linhas para Capital de Giro as instituições financeiras não exigem comprovação de aplicação do recurso. Geralmente para esta modalidade os prazos de liberação são mais curtos e as taxas, mais altas.
Investimento
As linhas de crédito para investimento, geralmente, possuem taxas mais atrativas. Nestes casos, é comum os bens adquiridos pela empresa ficarem como parte da garantia do financiamento. Também há “carência”. Ou seja, existe um prazo para a empresa começar a pagar o financiamento. E o prazo para quitação costuma ser mais estendido do que os apresentados para as linhas de Capital de Giro.
Misto
Esta modalidade é caracterizada pela junção das duas anteriores. São linhas de crédito, cujo recurso destina-se a Investimento Fixo associado ao Capital de Giro. Nesta modalidade, é normal que taxas de juros fiquem entre as aplicadas para as linhas de Investimento e as de Capital de Giro.
Em qualquer que seja a linha, se o crédito for para a empresa, é fundamental que sua aplicação seja, realmente, para o negócio. É comum empresários contratarem crédito para a empresa e o utilizarem para gastos pessoais. Por exemplo: reforma da casa; compra de um carro novo para a família; pagamento de dívidas domésticas; dentre outras.
Isto faz com que muitas empresas fiquem em dificuldade financeira e, ainda, aumentem seu endividamento desnecessariamente.
Se, em algum momento, for necessário fazer um empréstimo para a Pessoa Física, é importante, assim como para a Pessoa Jurídica, comparar taxas de juros; condições do crédito; o Custo Efetivo Total; valor das parcelas e tudo o que compõe o contrato.
Isso reduz o risco de surpresas desagradáveis e aumentam a consciência das responsabilidades para a dívida contraída.
Cuidados na assinatura do contrato
Antes de assinar o contrato, ou seja, de contrair a dívida, é fundamental que o empreendedor faça as seguintes análises.
Em primeiro lugar, é preciso analisar se o crédito é, realmente, necessário e, em quais condições, deve e pode ser contratado. É importante, também, comparar as condições e taxas de várias instituições financeiras. Assinar um contrato com a primeira instituição pode resultar em um mal negócio. E, além disso, negocie! Na maioria das vezes, há margem para alguma redução de taxas e melhoria das condições pelos ofertantes do crédito.
Outra dica é sempre desconfiar de juros muito abaixo dos praticados no mercado. Com frequência, a mídia divulga golpes financeiros aplicados por instituições não idôneas. Elas prometem empréstimos a taxas muito baixas, ou aplicações a taxas muito acima das trabalhadas pelas instituições reguladas pelo Banco Central.
Não sendo um banco, ou uma instituição financeira conhecida, o primeiro passo deve ser consultar o Banco Central, ligando no número 145 (ligação local) ou pelo site do Banco Central do Brasil
Caminho do sucesso
Dívidas são, sempre, uma decisão importante e demandam uma gestão eficaz. É aconselhável, portanto, nunca atrasar o pagamento de parcelas para se evitar juros desnecessários. E evitar também que aquela dívida adquira um valor muito acima do inicialmente calculado.
Embora pareça óbvio, muitos empreendedores misturam as finanças da empresa com as pessoais. Este erro faz parte dos mais graves para a gestão do negócio. Ele pode comprometer o futuro da empresa, e, por consequência, uma das (ou a principal) fontes de renda da família.
Investir em capacitações sobre gestão financeira empresarial e pessoal é uma importante decisão, e das mais acertadas. Da mesma forma, o Planejamento Financeiro Pessoal é uma boa ferramenta, sendo ele relevante à organização para a aposentadoria e para a independência financeira.
Essa organização pessoal e familiar pode impactar, de forma significativa, o caixa da empresa. Com as finanças pessoais e da família organizadas, é possível ao empreendedor evitar que sejam realizadas retiradas acima do valor que o negócio “é capaz” de fornecer naquele momento.
Essa consciência financeira adquirida a partir de cálculos e projeções (pessoais e da empresa) favorecem a adoção de um estilo de vida familiar mais condizente à sua atual situação financeira. Além disso, proporcionam, também, uma aplicação mais consciente e profissional do Capital de Giro do empreendimento.
Da mesma forma, tendo as finanças pessoais e empresariais em dia, a análise e a decisão em caso de necessidade de financiamento bancário se torna muito mais fácil e assertiva. Contudo, caso já existam financiamentos contratados, com uma gestão financeira adequada, é possível buscar oportunidades para redução de juros pagos, como por exemplo, a portabilidade do crédito.
Algumas decisões são mais difíceis do que se imagina. Muitas dúvidas giram em torno da possibilidade de abrir um negócio no Brasil, já que o país não oferece grandes incentivos para os empreendedores e essa cultura não é tão disseminada no país, mesmo que empreender seja um sonho de boa parte dos brasileiros como foi comprovado através de pesquisa do SEBRAE. Dessa forma, as pessoas que possuem uma reserva de capital frequentemente se deparam com algumas dúvidas. Umas delas é: o que é melhor, investir em uma franquia ou uma aplicação financeira? Para ajudar a responder a essas perguntas contamos com a ajuda do educador de investimentos, Pablo Ribeiro. Ele vai nos ajudar a entender os prós e os contras de cada uma dessas situações.
Em que investir
As incertezas políticas e a instabilidade da economia brasileira trazem ainda mais insegurança para os brasileiros. Isso ocorre principalmente para aqueles que buscam um investimento seguro.
Há uma infinidade de possibilidades no mercado atualmente. Isso vale tanto de franquias – o mercado brasileiro conta com cerca de 3.000 marcas (ABF) – quanto de aplicações financeiras. Dentre essas temos: renda fixa (CDB, LCI, LCA), Tesouro Direto, ações, opções, fundos, entre outros. Por isso cabe avaliar e analisar muito bem cada uma das opções.
É inegável, que qualquer uma das escolhas envolve riscos. E é preciso considerar o perfil do investidor e seus objetivos. Dessa forma, a primeira análise a ser feita é a autoanálise. Ela permite entender as características pessoais; as aptidões profissionais; o objetivo por trás do investimento; como a pessoa imagina o seu dia-a-dia em cada um dos casos.
Os perfis mais arrojados, inovadores e com boa capacidade de gestão geralmente optam por abrir seu negócio. Isso, muitas vezes, leva principalmente a uma realização pessoal, uma mudança de vida mais radical. Já as pessoas que possuem um perfil mais conservador – e não estão dispostas a abrir mão do atual estilo de vida ou emprego – podem atingir seus objetivos através de aplicações.
Franquias x aplicações financeiras
Franchising
Esses fatores estão relacionados com o tempo de dedicação exigido em cada uma das opções. E esse é um dos principais pontos a serem avaliados. Um erro comum em quem busca o Franchising para investir é acreditar que é possível apenas empregar o dinheiro e que o lucro estará garantido.
O sucesso das operações de franquias, em boa parte das vezes, está relacionado à gestão. E muitos franqueadores durante o processo de seleção exigem que o franqueado destine todo o seu tempo para o negócio. Mas, ainda assim existem franquias que oferecem como possibilidade que exista um gestor/operador e um investidor.
Outros investimentos
Já as aplicações podem ser conciliadas com um emprego. Mas caso você não tenha uma consultoria especializada, elas também exigem tempo para gerenciar e obter resultados financeiros mais satisfatórios. Quanto maior o retorno, maior será o tempo de dedicação e estudos despendido.
Riscos de cada operação
Outro ponto importante a ser discutido é o risco, que está diretamente associado ao retorno. Através de um ponto de vista inicial, é possível perceber que o risco oferecido por uma franquia é maior.
No entanto, essa máxima é válida para investimentos que garantem rendimentos mensais. Os investimentos que oferecem maior possibilidade de rentabilidade, também oferecem riscos como no exemplo da bolsa de valores.
“Na parte de investimentos, você terá menos trabalho. Mas tem menor autonomia, menor controle, principalmente investimentos a longo prazo. Já o negócio te permite maior resultado, principalmente se houver uma grande dedicação e uma boa gestão. ”, afirma Pablo.
Uma grande vantagem oferecida pelas franquias é a criação de uma rede e a expansão dos negócios. Abrir duas ou até três unidades da mesma marca pode trazer excelentes resultados. Isto porque administrar um segundo negócio exige menos dedicação. E essa alternativa representa uma grande tendência do mercado, conhecida como: multifranqueado.
Também existe a possibilidade de um multifranqueado multimarcas, através do investimento em vários setores diferentes. Já as aplicações oferecem a possibilidade de diversificação em fundos diferentes e ainda de ter um emprego fixo.
Cuidados necessários
Os dois modelos de investimento te permitem negociação para repasse. No caso das franquias, será mais difícil e mais burocrático. No entanto, se a franquia for bem administrada e apresentar bons resultados, as possibilidades de lucro são grandes. Já os títulos financeiros permitem uma negociação quase imediata e sem grandes burocracias.
Nos dois casos, é preciso muito cuidado com os modismos. E isso nos lembra que as franquias de paletas e os bitcoins possuem muitas semelhanças. É preciso ter uma visão de mercado e buscar uma opção que ofereça mais segurança a longo prazo.
Para Pablo, “considerando um volume de 100 a 300 mil reais, uma franquia traria mais retorno que um investimento. Mas, um negócio tem uma tendência a gerar lucro. A partir do lucro gerado, você pode investir em uma aplicação financeira e ter mais uma opção de rentabilidade e mais uma garantia a longo prazo”.
Ele ainda alerta: “esses valores investidos em renda fixa não geram um retorno que permite se manter somente com essa renda a não ser que a pessoa corra muitos riscos”. Ele também lembra que “o tempo de retorno varia de acordo com cada contexto”.
Perfil empreendedor
Para garantir a segurança e a estabilidade das finanças, é preciso escolher o investimento que mais combine com o perfil e o estilo de vida procurado. Vale lembrar que as franquias e aplicações financeiras são coisas de natureza muito diferentes. E também que o retorno financeiro não deve ser o único fator a ser considerado.
“É importante ter uma fonte de renda alternativa, distribuir o risco, analisar oportunidade a oportunidade”. Nos dois casos “a pessoa tem que contar com um suporte e escolher uma empresa de confiança”.
Uma ressalva importante é que as microfranquias oferecem risco como qualquer empreendimento. Elas ainda proporcionam maior segurança do que um negócio próprio. A lei garante que as microfranquias também entreguem para o candidato a Circular de Oferta de Franquia (COF) que contém todos os detalhes e informações da franquia, os demonstrativos de resultados e o contato de todos os franqueados e ex-franqueados, permitindo que o candidato tenha mais garantias do negócio que está escolhendo.
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Franquias: vantagens e desvantagens
*Artigo originalmente publicado em outros meios pelo autor
O mercado de alimentos é um dos maiores no Brasil e vem crescendo nos últimos anos, devido às tendências como alimentos saudáveis, sem glúten e sem lactose. Com o crescimento do mercado e o aumento da procura por alimentação fora do lar, alguns nichos têm surgido como ótimas alternativas de negócio. Mas o que é preciso saber para empreender neste segmento? É isso que nos conta a analista técnica do Sebrae Minas, Simone Lopes. Confira o que ela traz sobre o mercado de alimentos.
1. Vamos começar por uma dúvida recorrente para negócios de segmentos com concorrência acirrada. Como inovar e se destacar dos concorrentes? Existe alguma tendência neste sentido?
Considerando o perfil de clientes que buscam opções de alimentação fora do lar, promover experiências inovadoras passou a ser um diferencial competitivo para o segmento. Os clientes buscam por experiências memoráveis, sejam relacionadas à qualidade do produto, sua origem e a todas as sensações provocadas por uma boa refeição fora do lar.
A grande concorrência, com diversos negócios que vendem os mais variados produtos e têm formatos igualmente distintos disponíveis no mercado fazem com que as empresas sejam cada vez mais eficientes em seus processos. Atender bem e com qualidade e se relacionar de forma próxima com seus clientes deixa de ser um diferencial e passa a ser premissa para o sucesso dos empreendimentos deste setor.
Assim, para se destacar da concorrência, as empresas de alimentação precisam estar atentas às tendências como saudabilidade e bem-estar, qualidade dos produtos e sua origem ambiental e socialmente responsável. Além disso, é essencial identificar o público alvo do negócio e oferecer as inovações considerando as tendências e desejos desses clientes de forma eficiente e direcionada.
2. A concorrência acirrada nos leva a pensar no índice de mortalidade das empresas do segmento de alimentação. Como o empresário do ramo de alimentação se protege dessa mortalidade?
Não existe uma receita pronta para se manter no mercado. Porém, alguns pontos são minimamente necessários. Assim como em qualquer negócio, a gestão eficiente é fundamental para prosperar e conseguir manter os resultados, mesmo em períodos de queda das vendas.
O setor de alimentação é muito sensível a sazonalidades e a variações na economia. Assim, ter sob controle a gestão do negócio, com o acompanhamento de projeções e indicadores de resultados e performance permitirá que a empresa se programa frente aos desafios impostos pelo mercado.
Além disso, ter todos os processos de operação mapeados, investir em um bom controle de custos, promover ações constantes de redução de perdas e desperdícios e capacitar as equipes de forma contínua são ferramentas que devem ser utilizadas e que auxiliarão as empresas a prosperarem.
3. A tecnologia está presente em todos os negócios em maior ou menor grau. Como você percebe que a tecnologia tem favorecido os negócios de alimentação?
A tecnologia é uma grande aliada dos negócios de alimentação. Ela possibilita melhorar a experiência do consumidor, promovendo melhorias no atendimento. Por exemplo, com o uso de comandas e cardápios virtuais que permitem a escolha do prato de forma independente e ágil; facilidades nos processos de reserva, que podem ser realizada online com autonomia do cliente; o autoatendimento, no qual o cliente realiza de forma digital todos os processos desde o pedido, passando pelo pagamento até a retirada do produto, entre outras facilidades.
Outra importante oportunidade é a utilização de aplicativos de vendas na modalidade delivery, que lideram as mudanças do segmento relacionadas à tecnologia. Atualmente, a forma de pedir comida mudou substancialmente se comparada a alguns poucos anos atrás.
O uso de aplicativos, sejam próprios ou disponíveis no mercado, é fundamental para aproximar as empresas dos clientes. O que permite agilidade no atendimento, oferecendo funcionalidades como a possibilidade de procurar por restaurantes próximos, por tipos de pratos ou tempo de entrega.
Tão importante quanto as ferramentas tecnológicas de interação com o cliente final é a utilização de ferramentas automatizadas de gestão. Estas devem ser capazes de integrar, por exemplo, o controle de caixa, de estoque e de processos de produção. O que possibilita maior controle das atividades, trazendo maior vantagem competitiva aos negócios.
Saber utilizar de forma eficiente essas ferramentas, certamente favorece as empresas do segmento.
4. Agora vamos falar de mão de obra. A falta de qualificação é um fator que afeta muitos negócios. Isso não é diferente no segmento de alimentação. Como empreendedores e empresários podem lidar com esta questão?
O sucesso dos negócios de alimentação está diretamente relacionado à performance de sua equipe e saber geri-la bem é função essencial para um bom administrador. A equipe precisa conhecer a história da empresa e também a mensagem deve ser passada aos clientes. Para isso, a capacitação contínua é fundamental.
A experiência do cliente, em um empreendimento de alimentação fora do lar, precisa ser um reflexo da cultura e dos processos da empresa. E assim, entregar essa experiência aos clientes passa principalmente pela capacitação da equipe. Ela deve deixar de ser uma simples equipe de atendimento para se transformar em uma equipe de especialistas em gente.
É praticamente impossível ter bons resultados no segmento de alimentação sem capacitar as equipes. Facilitar o processo de capacitação com o mapeamento de todos os processos de produção, operação e atendimento ao cliente é uma forma de otimizar os resultados. E também de minimizar as dificuldades. Uma vez que a partir deste mapeamento, o processo de formação das equipes é facilitado.
Neste segmento não basta encontrar alguém disponível em busca de recolocação profissional e contrata-lo, para atuar no setor é preciso minimamente um perfil que tenha técnica, educação e disciplina. Assim, capacitar de forma contínua é o caminho.
5. O segmento de alimentação é um dos que mais formaliza negócios no formato MEI. Isto implica em pequenas empresas com até 1 funcionário. Como as mídias sociais têm sido usadas para favorecer este tipo de negócio?
Pequenos negócios têm como vantagem competitiva frente aos de maior porte. E também contam com a facilidade de contar a história por traz do negócio. Estar próximo do cliente, conhecer suas necessidades, desejos e preferências é mais fácil para uma pequena empresa. E, nesse processo, as redes sociais se mostram como importantes ferramentas de interação.
É importante uma gestão das redes sociais, entregando conteúdo somado a produtos para manter o número de seguidores e consequentemente o alcance do perfil da empresa. Divulgar o cardápio, fazer promoções e eventos, e oferecer horários especiais de funcionamento são algumas das opções de interação com os clientes. O que pode ser feito via redes sociais.
Mas atenção, o acompanhamento dos perfis nas redes sociais com interação e respostas rápidas aos clientes é premissa básica. Pois eles permitem bons resultados com a utilização das redes sociais para promoção do negócio.
Atualmente comercializar online ainda é uma opção, mas estar online não é mais. Os negócios de alimentação estão sob julgamento constante seja nos sites de avaliação ou nas redes sociais. Clientes enviam elogios, críticas e recomendações em tempo real e as empresas do setor precisam estar preparadas para responder a essa interação. O contato próximo com o cliente em ambos os casos proporcionará à empresa bons resultados.
6. Um dos modelos de negócio do segmento de alimentação é a entrega a domicilio. Esta ainda é uma boa estratégia para aumentar as vendas?
Diversificar os canais de comercialização para proporcionar ao cliente comodidade é sem dúvida uma grande oportunidade. A modalidade delivery é cada vez mais vista como uma oportunidade para o segmento. Principalmente considerando o aumento no acesso às tecnologias que promovem essa iteração, como os aplicativos de pedidos já citados anteriormente.
No entanto, é importante que as empresas entendam que a operação do delivery difere em vários aspectos do atendimento físico realizado no estabelecimento. Por isso, em muitos casos, é necessário ter estrutura e equipes dedicadas ao menos em parte a essa operação.
O processo de produção, a preocupação com a apresentação e embalagem dos estabelecimentos, a velocidade no preparo e a qualidade e agilidade na entrega são pontos importantes. Eles devem ser observados no atendimento delivery. Assim, é importante conciliar com eficiência as modalidades de atendimento, não deixando que uma prejudique a performance da outra.
7. Nada do que qualquer empresa faz é exclusivo por muito tempo, neste sentido, quais são os principais desafios dos negócios de alimentação?
Os consumidores do segmento de alimentação estão cada vez mais preocupados com o que consomem e neste cenário produtos com “história” são cada vez mais valorizados.
Para esse consumidor é primordial conhecer de onde vem o produto consumido. E há um forte conceito de valorização do produto de acordo com sua origem e sua história. Cafés especiais, queijos, frutas, produtos que aproximam cada vez mais o consumidor final do produtor rural são valorizados como diferenciais.
Atualmente, um dos principais desafios dos negócios de alimentação é a capacidade de proporcionar aos clientes experiências sensoriais, afetivas e inesquecíveis. Para isso, relacionar-se de forma próxima e cada vez mais pessoal com os clientes é fundamental. E também ter parceria com fornecedores, preocupar-se com o meio ambiente e ter uma gestão sustentável são alguns dos desafios a serem enfrentados pelos empresários de alimentação.
8. Um dos principais fatores de sucesso dos negócios de alimentação é o cardápio. Qual é a peça-chave do planejamento da lista de oferta de pratos e alimentos?
Estruturar o cardápio faz parte da definição do valor e principalmente do conceito que se quer passar ao cliente sobre o estabelecimento de alimentação, ou seja, o cardápio é a alma do negócio.
Para uma definição eficiente do cardápio, o empresário deve entender qual público-alvo quer atender. Também é preciso saber quais produtos devem prioritariamente estar presentes e quais pratos serão capazes de atrair clientes.
Observar a sazonalidade dos insumos, ter foco ao definir os pratos a serem oferecidos e categoriza-los de forma eficiente são práticas importantes na definição do cardápio. Ter um cardápio enxuto e atrativo é uma tendência do segmento. Assim como a atualização e inclusão constante de novidades, para fidelizar e atrair novos clientes.
9. O planejamento é um diferencial em muitos negócios, como isso deve ser encarado por quem está iniciando uma empresa do ramo de alimentação?
O planejamento de um novo negócio de alimentação passa por várias fases. Desde a concepção da ideia de negócio; formalização; análise financeira do investimento; definição do cardápio e conceito; definição da capacidade de atendimento; escolha do ponto e do layout, aquisição de equipamentos, capacitação da equipe e divulgação do negócio.
Ou seja, iniciar um negócio nunca é fácil e nesse processo, um planejamento eficiente é fundamental. Estudar o modelo de negócios em que se pretende atuar, qual o conceito do empreendimento e quais experiências se pretende proporcionar aos clientes. Estes são alguns dos pontos a serem observados. É preciso ter em mente quais são os concorrentes diretos. E também como se posicionar de forma única e inovadora e para isso se planejar é fundamental.
10. Qual o impacto do atendimento ao cliente no segmento de alimentação? Existe alguma estratégia específica para esse fator, considerando o cenário atual?
Em um mundo cada vez mais conectado, o cliente tem muitas possibilidades de escolha. Isto vale para comer fora e sob essa ótica não aceita descasos no atendimento. Considerando essa premissa, os negócios de alimentação precisam estar atentos à padronização do atendimento para garantir que a experiência do cliente seja sempre igual ou melhor que a anterior. O cliente satisfeito volta e principalmente indica o estabelecimento. Ambiente agradável, cardápio atrativo e atendimento formam o tripé que sustenta as relações de consumo nos negócios de alimentação. Assim, ter excelência no atendimento é fundamental. O segredo do bom atendimento está diretamente relacionado a uma equipe motivada e bem capacitada. Além disso, investir na formação dessa equipe está entre as principais estratégias que garantirão um atendimento eficaz.
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