Imagine a seguinte situação: após um período de faturamento mais baixo, um empreendedor tem diversos compromissos financeiros atrasados. Eles estão ligados a bancos, fornecedores e impostos.
As dívidas se acumularam e agora ele não sabe quem pagar primeiro. Os bancos enviam mensagens e a dívida cresce ao sabor dos juros. O contador avisa que os impostos devem ser pagos para não cair em dívida ativa. Os fornecedores cancelam as entregas. Quem pagar primeiro?
A primeira atitude é fazer um diagnóstico da situação. É importante conhecer a realidade das finanças do seu negócio e também das finanças pessoais. Afinal, ficou tudo misturado em momento de aperto financeiro. Também é necessário avaliar tudo que se deve a bancos, fornecedores ou impostos.
Ainda tem a pressão das contas pessoais que também foram impactadas… atrasos em escolas dos filhos, cartões de crédito e financiamentos de carro, imóveis. Ufa! É dívida para todo lado!
Ao longo de minha carreira como consultor e palestrante, identifiquei que após momentos de muita pressão, na primeira melhora do faturamento, as pessoas podem tomar decisões que comprometem sua recuperação e até saúde financeira. Vou citar alguns exemplos que demonstrar que pequenos detalhes fazem toda a diferença.
1º Caso: Sem produto
Ao final de 2017, estive com dois sócios de uma distribuidora de cosméticos. Eles começaram em 2014 com recursos de empréstimos pessoais. Bateram de porta em porta em salões de beleza e viram o negócio prosperar. Chegaram a ter uma distribuidora faturando muito bem, e ainda 3 lojas de varejo.
Os bons resultados estimularam compras. Financiaram carros para entregas e cresceram muito em 2015. Entretanto, em nenhum momento constituíram reserva financeira.
Em 2016, sentiram uma retração no mercado.
Em 2017, devido ao compromisso dos alugueis de três lojas, diminuíram os funcionários da distribuidora e focaram no varejo. Em novembro de 2017, refinanciaram os carros que estavam praticamente quitados. Com essa operação, levantaram mais de sessenta mil reais.
Entre bancos, fornecedores e impostos, o recurso foi usado para regularizar contas atrasadas com os primeiros. Porem, não quitaram nada com fornecedores e ficaram em dezembro, período de maior faturamento do varejo, sem produtos nas lojas.
2º Caso: Vou desistir
O segundo caso traz um empreendedor dono de um açougue. Após uma palestra ele me disse: “Erasmo você disse que a pior decisão é fechar as portas, mas eu não aguento mais a pressão de bancos, as dificuldades. Eu vou fechar.”
Novamente, entre bancos, fornecedores e impostos, temos um caso com os primeiros. Perguntei a ele como era o negócio e descobri que ele era o negócio: de açougueiro a administrador.
Conversando, ele falou que tinha separado dois mil reais para pagar algumas contas pessoais atrasadas. O plano era fechar e procurar emprego.
Minhas orientações foram: “procure o seu fornecedor, compre dois mil reais em carne e volte para a loja. Faça todas as vendas em dinheiro. Repita isso, sempre reservando o valor para compra de carne da semana no fornecedor.”
Também sugeri que ele começasse a pagar as contas somente com a sobra. O negócio sobreviveu e o empreendedor está acertando todo o passivo desta forma, somente com o lucro da operação.
3º Caso: Consegui um emprego!
Este é um caso para suas finanças pessoais. Tenho um amigo que ficou desempregado por um ano (algo mais comum do que gostaríamos). Ele me perguntou: “Erasmo quem eu devo pagar primeiro? Estou com a vida financeira toda atrasada. Se você não me orientar, vou pagar quem chegar lá em casa primeiro, entre bancos, fornecedores e impostos!”
A essa altura, você já consegue imaginar qual foi minha orientação para as dívidas dele?
Casos diferentes, solução similar
A orientação que passei em todos os casos foi: pague aquilo que é essencial para a sobrevivência do seu “ganha pão”.
Toda dívida contraída deve ser honrada, seja com bancos, fornecedores e impostos. A inteligência está em definir prioridades de forma que o pagamento de um credor não impeça você de continuar “faturando”.
No primeiro caso: É lógico que tem que pagar banco, impostos, funcionários, carros, mas o que adianta ter loja e carros para entrega sem ter produtos para vender?
No segundo caso, fechar não era solução. Isto porque é açougue que dá ao nosso empreendedor, condições de pagar suas contas. Fechar no vermelho significaria nome sujo. O que dificulta ser aprovado em boas vagas. Significaria meses de procura – não há como prever se a reserva seria suficiente. Com a proposta da nova abordagem, ele na realidade voltou ao começo de tudo: comprando e vendendo à vista. Com o lucro obtido, vai quitando as contas atrasadas sem comprometer o negócio.
No terceiro caso, o novo empregado deve ter tudo para garantir um bom trabalho no novo emprego. Garanta a sua alimentação, aparência, transporte para chegar no horário e garantir um bom desempenho. Com o que sobrar você vai quitar os problemas financeiros criados pelo desemprego.
Em todos os casos, até para empresas e pessoas sem dívidas, o interessante é a construção de uma Reserva Financeira. Tanto para seu negócio, quanto para sua vida pessoal. Reservas Financeiras nos permitem investir no momento certo e aproveitar as oportunidades do mercado.
Vai aproveitar a época festiva para lucrar no carnaval? Sair pela festa de Momo para trabalhar venda de produtos ou prestação de serviços, pode ser muito divertido. Mas é preciso seguir algumas dicas, se quiser aumentar o caixa da sua empresa com segurança e responsabilidade. Confira o que preparamos para você.
1 – Planeje suas ações
Das roupas à estrutura, tudo contribui para aumentar as chances de vendas dos seus produtos ou serviços. Por isso, você deve planejar suas ações de acordo com o local o
Você vai acompanhar blocos de rua? Vai se movimentar? Pense em roupas e estruturas que destaquem você na multidão e faça com que os foliões, olhando em volta, consigam te encontrar. Vale estandarte, sombrinha, tudo o que permitir visibilidade. Seja bem criativo e, se possível, use algo chamativo e alto, que fique acima da visão das cabeças das pessoas.
Vai ficar parado em um ponto? A dica acima se mantêm, mas não precisa ser algo leve, já que você não vai movimentá-lo.
2 – Tenha cuidado com a higiene
A manipulação de bebidas e alimentos requer cuidados especiais, principalmente para não causar contaminação. O ideal é você se organizar de forma a ter um ajudante. Um de vocês serve o que o cliente comprou enquanto o outro recebe pelos produtos. Assim você evita contaminação. Há quem preste atenção a isso antes de comprar. E mesmo que não sejam a maioria, como empreendedor, você deve sempre se preocupar em oferecer o melhor.
Se não puder ter um ajudante, pense em como irá limpar suas mãos depois de receber o dinheiro antes de pegar novamente nos produtos.
3 – Fique de olho no caixa
Onde há acúmulo de pessoas, há maior chance de furto. Então, você deve seguir as mesmas dicas que a polícia dá para os foliões, com um cuidado a mais: combine com uma pessoa de confiança para pegar o dinheiro apurado até a metade do período de trabalho. Isso diminui as chances de uma grande perda.
Essa “retirada” é uma medida de segurança, mas para que funcione você deve ser discreto ao passar o dinheiro. Retenha o necessário para o troco e controle bem o quanto está passando para a pessoa.
4 – Aproveite e reponha o estoque
No horário marcado para a retirada, faça também uma reposição de estoque. Planejar essa reposição ao longo do dia permite que você não precise ter todo o estoque na rua logo no início do dia. Facilita também para manter a refrigeração necessária para alimentos e bebidas, por exemplo.
5 – Ajuste o preço
Faça as contas com calma, antes dos festejos: qual o preço da mercadoria? Levante o valor gasto em embalagem, acondicionamento, uniforme ou roupa especial (se houver necessidade) estrutura, deslocamento etc. Coloque na ponta do lápis tudo o que precisará desembolsar. Com base nessas informações, você terá uma ideia da meta a alcançar para “valer a pena”.
Lembre-se da lei de mercado: se o seu produto estiver muito mais caro que o dos concorrentes, será mais difícil vender. O que se percebe é um preço comum à maioria dos ambulantes. Se sua estratégia for se diferenciar, oferecendo produtos diferentes, a margem de lucro será mais impactada pela percepção dos clientes que pela oferta da concorrência. Em ambos os casos, é preciso estar atento.
Considere também o movimento do dia para criar promoções. Se ainda há algum interesse no produto e você está no final do dia e no final do estoque, crie condições especiais para o cliente comprá-lo.
6 – Coloque a boca no trombone
Em um ambiente com música rolando e muito barulho, contar só com a garganta para anunciar o produto pode não ser tão convincente. Pense em tudo o que pode chamar a atenção do cliente e use! Apitos, matracas, tudo é válido no carnaval. Só não vale deixar de se esforçar para vender. Se você for se estabelecer em um ponto fixo, cartazes indicativos dos tipos de produtos e seus preços pode ser interessante. Ah, e não se esqueça de deixar claro que formas de pagamentos serão aceitas.
Gostou das dicas? Ainda tem alguma dúvida?
A hora de se preparar é agora! Clique aqui e aproveite nossas consultorias de marketing e finanças para preparar sua empresa para este período.
Trabalhe bastante agora para cair na folia mais tarde, com dinheiro no bolso.
Todo ano os Microempreendedores Individuais (MEI) têm uma rotina de obrigações para cumprir. A primeira delas é a entrega da DASN SIMEI (Declaração Anual do Simples Nacional) para a Receita Federal. Ao entregá-la, você cumpre um dos requisitos necessários para que o seu CNPJ continue ativo. E não é só isso. Você também tem a oportunidade de ajustar o enquadramento da empresa (se for o caso), evitar o pagamento de multas e manter as obrigações em dia. Entenda os detalhes da DASN e saiba como o relatório mensal pode contribuir com a organização da empresa.
Quem deve entregar a DASN?
A DASN faz parte das obrigações e responsabilidades que o MEI deve cumprir anualmente. Todo empresário categorizado como Microempreendedor Individual deve enviá-la até o dia 31/05. Isto para não correr o risco de perder o CNPJ. Fique atento: mesmo que não tenha ocorrido emissão de nota fiscal ou que sua empresa não tenha vendido nada no ano anterior, é preciso enviar a DASN-SIMEI.
Como fazer?
A DASN só pode ser feita por meio da internet. Nela, o MEI declara todas as vendas de produtos e serviços realizados por sua empresa durante o ano anterior.
Se neste ano você estiver fazendo sua declaração pela primeira vez, pode entrar em contato com um escritório de contabilidade optante pelo Simples Nacional. Para isso, consulte o site da Fenacon.
Se esse não é o seu primeiro ano, temos 3 opções:
1 – Ir a um ponto de atendimento do Sebrae Minas para fazer a declaração gratuitamente;
2 – Pagar um contador para fazê-la para você;
3 – Usar o material que preparamos para fazer sua declaração no conforto da sua casa ou da sua empresa, sem precisar se deslocar.
Primeiro Passo para a DASN: o Relatório Mensal
O Relatório Mensal de Receitas Brutas é um documento que você preenche mês a mês. Nele, você declara todas as vendas de produtos e serviços realizados por sua empresa, quer tenha emitido nota ou não.
Preencher o Relatório facilita o envio da sua declaração anual, além de cumprir outra obrigação da empresa. Lembre-se: o Relatório pode ser solicitado por órgãos fiscais a qualquer momento.
Apesar do Relatório ser uma obrigação, é importante entender que ele facilita o preenchimento da DASN. Então, vamos a um exemplo de como fazer o preenchimento desse documento que é simples e rápido.
O Relatório do Robson
Robson é Microempreendedor Individual. Ele tem uma oficina mecânica. No mês de dezembro de 2017, consertou 12 automóveis. Desses 12, emitiu notas fiscais referentes a quatro consertos:
– Nota 1 = R$ 200,00;
– Nota 2 = R$ 350,00;
– Nota 3 = R$ 180,00;
– Nota 4 = R$ 570,00.
Total das Notas de Prestação de Serviço: R$ 1.300,0
Além do que recebeu pelos serviços com nota, realizou oito consertos com valor total de R$ 2.400,00, sem emitir nota.
Robson também vende alguns produtos para seus clientes (acessórios, alguns produtos de limpeza para os carros, etc.). Como as vendas acontecem em meio aos serviços, por vezes não tira notas fiscais. Assim, teve 3 vendas sem notas.
– venda 1 = R$ 600,00;
– venda 2 =R$ 450,00;
– venda 3 =R$ 800,00.
Total das venda = R$ 1.850,00
Realizou também uma venda com nota fiscal, no valor de R$ 200,00.
Como fica o relatório do Robson para dezembro de 2017?
Fica assim:
RELATÓRIO MENSAL DAS RECEITAS BRUTAS
CNPJ: 00.000.000/0001-00
Empreendedor individual: Robson Fulano da Silva
Período de apuração: 2017
RECEITA BRUTA MENSAL – REVENDA DE MERCADORIAS (COMÉRCIO)
I – Revenda de mercadorias com dispensa de emissão de documento fiscal
R$ 1.850,00
II – Revenda de mercadorias com documento fiscal emitido
R$ 200,00
III – Total das receitas com revenda de mercadorias (I + II)
R$2.050,00
RECEITA BRUTA MENSAL – VENDA DE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (INDÚSTRIA)
IV – Venda de produtos industrializados com dispensa de emissão de documento fiscal
R$ 0,00
V – Venda de produtos industrializados com documento fiscal emitido
R$ 0,00
VI – Total das receitas com venda de produtos industrializados (IV + V)
R$ 0,00
RECEITA BRUTA MENSAL – PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
VII – Receita com prestação de serviços com dispensa de emissão de documento fiscal
R$ 2.400,00
VIII – Receita com prestação de serviços com documento fiscal emitido
R$ 1.300,00
IX – Total das receitas com prestação de serviços (VII + VIII)
R$ 3.700,00
X – Total geral das receitas brutas no mês (III + VI + IX)
R$ 5.750,00
LOCAL E DATA: Patos de Minas, Minas Gerais. 31/12/2017
ASSINATURA DO EMPRESÁRIO: Robson Fulano da Silva
ENCONTRAM-SE ANEXADOS E ESTE RELATÓRIO:
– Os documentos fiscais comprobatórios das entradas de mercadorias e serviços tomados referentes ao período;
– As notas fiscais relativas às operações ou prestações realizadas eventualmente emitidas.
Tranquilo, não é? Falta só lembrar dois detalhes:
Vendas são uma coisa. O que você recebe é outra.
Mesmo que uma das vendas do Robson tenha sido dividida em duas, três, quatro vezes, ele precisa lançar o valor total no Relatório Mensal das Receitas Brutas. O lançamento deve ser feito no relatório referente ao mês em que a venda aconteceu.
A entrada mês a mês dos pagamentos fica em outro documento: o controle de contas a receber. Como nosso objetivo aqui é entender a DASN e o Relatório Mensal, vamos deixar a descrição desse controle para outro texto. Mas você pode acessar a ferramenta para fazê-lo em nosso site a qualquer momento.
O Relatório é fácil de acessar
O modelo do Relatório, exatamente como apresentamos no exemplo, está à sua disposição no portal do empreendedor. Clique em “serviços” e, em seguida, em “faça sua declaração anual de faturamento”. Você verá a opção do Relatório Mensal de Receitas. É só baixar e preencher.
Mas e a DASN?
Com os Relatórios Mensais preenchidos, você conseguirá entregar a DASN com tranquilidade e em dia. E em menos de cinco minutos! Para evitar qualquer erro, preparamos um passo a passo detalhado que você acessa na nossa Biblioteca Digital.
Se ainda assim tiver dúvidas, estamos aqui! Seja via 0800-570-0800, seja em nossos pontos de atendimento ou no “Fale com o Especialista”.
Um dos passos mais importantes para uma empresa, iniciante ou não, é a escolha do regime tributário adequado. Devido à complexidade do sistema brasileiro, existem diversos fatores a serem considerados.
Cada empresa se encaixa melhor em uma forma de tributação. E a escolha certa garante maior tranquilidade e segurança para o empreendedor.
Por outro lado, uma opção mal feita pode gerar a necessidade do pagamento de um conjunto de impostos inadequado. Isso pode comprometer a saúde financeira do negócio e criar problemas fiscais com a Receita Federal.
Por isso, nesse post mostraremos os principais pontos que devem ser analisados para que a escolha do regime tributário seja a mais eficiente possível. Acompanhe!
Tipos de regime tributário
Existem três tipos de regime tributário que podem ser adotados pelas empresas: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.
A opção por um deles — bem como as vantagens ou desvantagens de cada um — depende de muitos fatores. É o caso do número de funcionários, da faixa de receitas dos últimos doze meses, do crescimento no ano, da lucratividade e da atividade praticada, entre outros.
Também devem ser considerados, para a escolha do regime de tributário, o comportamento do seu negócio e o planejamento financeiro dos meses seguintes.
Além disso, a empresa deve realizar os cálculos de todos os tributos aplicáveis às suas operações: IRPJ, CSLL, IPI, PIS, COFINS, INSS, ISSQN. Estes valem para empresas prestadoras de serviços. E/ou ICMS, válido para empresas comerciais.
Só assim será possível identificar a forma de tributação mais adequada.
Veremos os regimes de tributação com mais detalhes:
Para optar por este regime tributário, a empresa deve possuir um faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Sua principal característica é a substituição do pagamento de vários impostos e contribuições. Tais como: PIS, Cofins, IPI, ICMS, CSLL, ISS, IRP. E, em alguns casos, INSS patronal, por uma única declaração.
A alíquota a ser paga dependerá de um cálculo, que leva em consideração a receita bruta acumulada nos doze meses anteriores e o desconto fixo. O resultado desse novo cálculo é denominado alíquota efetiva
O recolhimento simplificado é feito em uma única guia, chamada Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).
Entretanto, para algumas empresas, nem sempre este regime tributário é o mais vantajoso. Isto dependerá de análises de faturamento ou quantidades de empregados, tipo de empresa e informações que alteram a alíquota escolhida inicialmente.
Algumas características das empresas que podem se beneficiar no Simples Nacional:
margens de lucros médias e altas;
custos operacionais baixos;
boa participação das despesas com a folha de pagamento;
transações com mercadorias não beneficiadas pela redução da base de cálculo do ICMS;
não ter mercadorias no regime de Substituição Tributária;
consumidores serem clientes finais.
Outro item importante é que existem diversas atividades que não podem entrar neste regime tributário. O empreendedor deve consultar a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) no site da Receita Federal para verificar se sua empresa pode optar por este enquadramento.
Microempreendedor Individual (MEI)
O MEI é um regime tributário que surgiu em 2009 para formalizar os trabalhadores brasileiros que desempenhavam suas atividades na informalidade.
Para optar por este regime tributário, é preciso exercer atividades que se enquadrem dentro das modalidades permitidas e ter um faturamento de até R$ 81 mil por ano.
Entre os vários benefícios da formalização estão:
aposentadoria;
auxílio-doença;
auxílio-maternidade;
facilidade na abertura de contas e na obtenção de crédito;
emissão de notas fiscais;
redução do número de impostos.
O MEI faz parte do regime do Simples Nacional. Portanto, sua arrecadação ocorre de forma unificada, ficando isento dos impostos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).
É preciso pagar mensalmente o Documento de Arrecadação Mensal do Simples Nacional (DAS), que tem valor fixo, calculado de acordo com a atividade desenvolvida.
Anualmente, o MEI também precisa preencher a declaração de faturamento para a Receita Federal, por meio da DASN-SIMEI.
Lucro Presumido
O Lucro Presumido é uma forma de tributação simplificada. Ele serve para determinação da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Para estes dois impostos às alíquotas podem variar de acordo com a atividade da empresa, de 8% para atividades voltadas para a indústria e o comércio e 32% para prestação de serviços, regra geral.
A denominação vem do fato deste regime tributário utilizar uma aproximação fiscal como base para o faturamento da empresa e o cálculo dos impostos — e não o lucro contábil efetivo.
Deste modo, o lucro da empresa é presumido a partir de sua receita bruta e outras receitas sujeitas à tributação.
Com relação ao PIS e COFINS, estes são calculados de forma cumulativa, ou seja, as compras da empresa não geram abatimentos destes impostos e a alíquota somada é de 3,65% sobre o faturamento.
Algumas características de empresas que podem se beneficiar pela adoção do Lucro Presumido:
margens de lucro acima dos limites de presunção;
poucos custos operacionais;
pouca participação nas despesas de folha de pagamento;
transacionar com mercadorias com redução da base de cálculo (incentivo fiscal);
possuir mercadorias no regime de Substituição Tributária;
faturamento até R$ 78 milhões.
Lucro Real
Considerada a modalidade de tributação mais complexa, as empresas precisam calcular o resultado do exercício, apresentando todas as receitas, custos e despesas. É muito importante saber como fazer a apuração deste lucro.
Algumas são obrigadas a se enquadrarem no Lucro Real. Aquelas que obtiveram renda superior a R$ 78 milhões no ano anterior. E que tiveram lucros ou rendimentos no exterior ou que desenvolvem atividades de financiamento, como factoring e bancos, por exemplo.
A principal característica deste regime tributário é que os impostos são calculados de acordo com o lucro líquido ao final da demonstração contábil. Enquanto nos regimes Presumido e Simples, a contribuição é calculada sobre o faturamento total.
Caso a empresa não tenha lucro no período, não há tributação e o prejuízo pode ser utilizado como um crédito para ser compensado nos exercícios seguintes.
As empresas que optam por este regime tributário têm duas formas de apuração: trimestral ou anual.
No caso da opção anual, os impostos são pagos mensalmente, sendo considerados antecipações e, ao final do ano, é calculado o lucro real. O valor definitivo dos impostos é, então, calculado sobre ele, sendo descontados os valores pagos mensalmente.
Neste formato, existe a possibilidade de a empresa ficar com crédito fiscal, caso os valores pagos mensalmente superem o valor total calculado ao final de um ano.
Na opção trimestral, os impostos são calculados e pagos ao final de cada trimestre. Neste caso, as quatro apurações que ocorrem ao longo do ano são consideradas definitivas e não antecipações.
Algumas características que as empresas devem levar em consideração para a escolha deste regime tributário:
margem de lucro baixa ou prejuízo;
custos de operação alto com aluguéis, fretes, matéria-prima e energia elétrica;
transações com mercadorias que têm redução da base de cálculo (incentivo fiscal);
possuir mercadorias no regime de Substituição Tributária;
faturamento acima de R$ 78 milhões.
Mãos à obra
Agora você já conhece as principais características de cada regime tributário. Vale ressaltar que, devido à importância dessa escolha, é sempre recomendável consultar um profissional qualificado de sua confiança, como por exemplo, um contador ou um advogado tributarista.
Esse profissional poderá mostrar todas as variáveis que devem ser consideradas pela sua empresa para que você possa escolher o regime de tributação mais adequado.
Outro fator importante é que sua empresa não é obrigada a permanecer no mesmo regime tributário para sempre. Na verdade, o ideal é que todos os anos seja feita uma nova análise. Isto permite verificar se não é melhor passar para outra forma de tributação.
Percebeu como a escolha do regime de tributação da sua empresa deve ser pautada em estudo e planejamento, levando em consideração vários aspectos do seu negócio?
Nossa Biblioteca Digital tem diversos materiais que podem ajudá-lo a avaliar todas as decisões importantes para o planejamento do seu negócio ou a manutenção da sua empresa.
Baixe Grátis!
Quer validar o melhor sistema tributário para você?
Você já parou para pensar no que significa ser gestor de pessoas? Pode parecer que ser gestor é apenas delegar tarefas e cobrar resultados. Mas, ao gestor de pessoas cabe a responsabilidade e o compromisso de estar atento às relações estabelecidas no ambiente corporativo. Isto porque são estas relações que estabelecem o clima organizacional, tão determinante à perenidade dos negócios e ao o alcance de resultados efetivos.
Não é novidade que o local de trabalho é onde permanecemos a maior parte do dia. Porém, o que se inova é que cada vez mais as pessoas desejam dar significado a este espaço de convivência e à fatia de tempo que elas entregam para a empresa.
Nesse contexto, cabe à liderança de pessoas estar em sintonia com os subordinados para entender a necessidade de cada um e identificar a forma de levá-los a dar o melhor de si. Ou seja, alcançar a medida certa entre os objetivos empresariais e a proporção de satisfação que o emprego promove ao funcionário.
Como alcançar o equilíbrio corporativo?
Para começar compreenda que, se as expectativas e necessidades do mundo mudam, é indispensável que a forma de gestão também mude. E para ser gestor de pessoas, não basta ser adorado pelos liderados. É preciso ocupar-se dos resultados quantificáveis em curto prazo, além de defender os interesses dos colaboradores.
Assim, busque tornar-se um gestor com habilidades para lidar com o novo e com capacidade de engajar e inspirar sua empresa e equipe. Você deve ter em mente que além de prover o necessário para executar o trabalho de forma rápida e eficiente, é preciso proporcionar um ambiente saudável. Esta atitude permite que o colaborador sinta o quanto pode contribuir para o alcance dos objetivos e resultados da empresa.
Outro ponto forte é a adoção de ações simples que apontam com transparência as prioridades estratégicas da empresa. Assim você incentiva o compartilhamento de informações e o envolvimento nas tomadas de decisão.
O resultado disso tudo? Criação de soluções para os problemas corporativos de maneira cada vez mais criativa, rápida e eficaz.
São ações desta natureza que denotam o engajamento do gestor no gerenciamento do ambiente corporativo.
A atuação do gestor em casos de conflito
É importante compreender que existem relações de conflito que podem ser consideradas saudáveis. São aquelas em percebemos o aceitável e respeitoso discordar, ou um embate na argumentação e questionamento em defesa de um ponto de vista.
No entanto, quando as relações ultrapassam uma linha tênue e este discordar passa a ter uma conotação personificada, ela tende a criar um impacto significativo no ambiente corporativo, na produtividade e nos resultados.
A bem da verdade, atritos nas relações de trabalho nunca deixarão de existir. Isto porque lidamos com pessoas, e pessoas pensam diferente e possuem culturas, ideias e motivações diversificadas. E, em algum momento, essas diferenças entrarão em choque.
Para estes casos, haja empatia para elevar as relações a um patamar de confiança e cumplicidade. Isto permite alcançar níveis de comprometimento e engajamento superiores.
Você também pode adotar algumas posturas para contribuir. Confira:
Estabeleça relações de confiança
Promova ações coerentes e atitudes sinceras e construtivas, agregando valor ao trabalho e à vida dos liderados.
Seja o exemplo
Adote uma postura assertiva, respeitosa e consciente de seus deveres e responsabilidades. Demonstre isso aos liderados. O exemplo ensina mais que a fala.
Tenha compreensão
Lembre-se que a falta de harmonia possui uma causa. E por mais irrelevante que possa parecer não poderá ser ignorada. Compreenda os motivos dos conflitos e a solução virá com mais facilidade.
Fique atento ao seu redor
Não despreze nenhuma ocorrência. Uma mera incompatibilidade de opiniões pode avançar e se tornar discussões agressivas. É preciso agir antes que o pior aconteça.
Assuma papel mediador
Preste atenção à postura dos envolvidos, evitando que estas discussões alcancem outros grupos de trabalho. E busque as soluções junto aos envolvidos.
O importante é compreender que com posturas desse porte não é somente a empresa ou o funcionário que ganha. O fornecedor e o cliente da empresa também passam a contar com uma prestação de serviço de qualidade admirável. Isso favorece o clima da empresa, e enriquece o ciclo produtivo do negócio. O que gera melhores resultados para a empresa, que consegue se diferenciar no mercado.
Comentários