Indústria 4.0 e seus impactos nos pequenos negócios

Indústria 4.0 e seus impactos nos pequenos negócios

A Revolução Industrial foi um acontecimento que transformou a vida das pessoas em todo o mundo, com muita inovação. Devido a ela, conseguimos ter acesso a diversos produtos, tecnologias de transporte e de geração de energia. Com o desenvolvimento da indústria, houve também a corrida para as cidades, em busca de melhores condições de vida. Agora, vivemos um novo momento de transformação industrial, que está relacionado ao desenvolvimento das tecnologias de maneira transformadora. É a chamada “Era da Internet Industrial”, em que surge a indústria 4.0. O que traz ainda mais novidades para o mundo.

A 4ª revolução industrial, também chamada de Indústria 4.0, acontece após três processos históricos transformadores. A primeira marcou o ritmo da produção manual para mecanizada à vapor, entre 1760 e 1830. A segunda, por volta de 1850, trouxe a eletricidade e permitiu a manufatura em massa. E a terceira aconteceu em meados do século 20. Isso ocorreu com a chegada da eletrônica, da tecnologia da informação e das telecomunicações.

Tecnologia na indústria 4.0

Atualmente uma nova lógica de produção deu início ao processo de virtualização e digitalização da operação industrial. Nessas “indústrias inteligentes”, máquinas e insumos “conversam” ao longo das operações industriais. De tal forma que têm escala e flexibilidade do processo de fabricação. Isso ocorre de forma relativamente autônoma e integrada.

É importante destacar que todas as revoluções anteriores empurraram às tendências até os consumidores. Ou seja, definiram o que o mercado compraria. Nesta nova revolução, a indústria se organiza para responder a novos comportamentos de mercado. O que cada ver mais demanda por produtos e serviços exclusivos, que gerem conveniência e uma experiência única. Com isso, a indústria e os negócios precisam se reinventar, não só inserindo tecnologia, mas, pensando em novos modelos de negócio.

Automação e aproximação do mercado

Vamos a um exemplo: a forma como a indústria química comercializava tinta residencial há alguns anos mudou totalmente. Isto porque a indústria se aproximou do consumidor e entendeu que ela faz parte do negócio de decoração de ambientes. Para tanto, desenvolveu soluções tecnológicas intimamente ligadas aos momentos de consumo. Tais como:

  1. simulador de pintura de ambiente com realidade aumentada
  2. cores customizadas para cada cliente à pronta entrega na loja.

Com isso, os processos de produção tendem a se tornar mais autônomos, customizáveis e eficientes. São diversas tecnologias interagindo em uma plataforma inteligente. O que gera produtividade e customização ao mesmo tempo.

Isso se deve à incorporação da digitalização à atividade industrial, caracterizada pela integração e controle da produção a partir de sensores e equipamentos conectados em rede. E também pela fusão do mundo real e do virtual, criando os chamados sistemas ciberfísicos.

É notável como, neste contexto de manufatura avançada, a indústria se utiliza de dados e inteligência artificial para fazer autorregulação. O que permite tomar decisões que aumentam a produtividade, sem a necessidade do componente humano.

Nova indústria e novo consumidor

A análise dos impactos da 4ª Revolução Industrial apresentam diversos desafios, pois as transformações são profundas e estruturais. Estamos falando de um novo perfil de indústria e um novo consumidor, que promoverão mudanças como:

  • Aproximação entre indústrias e mercado consumidor;
  • Diminuição do prazo de lançamento de novos produtos;
  • Flexibilização das linhas de produção possibilitando a customização em massa;
  • Aumento da produtividade e eficiência na utilização dos recursos;
  • Substituição da fabricação de produtos da indústria para o varejo;
  • Promoção de ambientes para novos modelos de negócios;
  • Necessidade de novos perfis de profissionais.

Além desses dessas mudanças, a sustentabilidade é um fator que também sofrerá mudanças com a indústria 4.0. Isto porque ela tenda a ser mais eficiente e a utilizar materiais cíclicos, promovendo maior sustentabilidade nos processos de produção.

Em resumo, o desafio da indústria é atender aos desejos individuais dos clientes em grande escala. Isso tem sido possível a partir do desenvolvimento das novas tecnologias industriais. Assim como da aproximação entre a indústria e os consumidores finais. É um momento de reinvenção da indústria, que precisa se preparar para o novo panorama competitivo que surge a partir deste cenário.

Capital de giro: conceito e importância para seu negócio

Capital de giro: conceito e importância para seu negócio

Se você é proprietário de um negócio, sabe que o bom funcionamento dele depende de alguns recursos. Eles permitem cumprir compromissos como salários, aluguel, despesas administrativas, além de repor o estoque. Se os preços estiverem corretos e as vendas em bom momento, o recurso que entra poderá pagar as despesas. Mais comum que esse mar de rosas é precisar lançar mão do seu capital de giro.

Capital de giro – conceito

Capital de giro é a reserva que a empresa tem para financiar a continuidade das operações. Isso sem contar com o dinheiro vindo das vendas. É o dinheiro que mantem a empresa aberta mesmo que nenhuma venda seja feita.

Onde usar o capital de giro

Você investe em estoque para a comercialização ou produção de um bem ou prestação de serviço. Seu intuito é gerar receitas que manterão seu caixa positivo: ganhar mais do que precisará gastar. Acontece que nem sempre as vendas são a vista, ou seja, não se convertem imediatamente. Ou aparece uma oportunidade de compra que pede pagamento imediato. Ou ainda há algum imprevisto que gera uma despesa a mais. Não importa o que aconteça, você ainda deverá quitar fornecedores e os demais compromissos do empreendimento.  E agora? A empresa para?

Não se ela tiver capital de giro ou capital de trabalho. Ou seja, o capital necessário para financiar a continuidade das operações da empresa. Entre os usos mais comuns desse capital estão:

  • Recursos para financiamento aos clientes.

Quando você vende a prazo, está financiando a compra do cliente. De acordo com os prazos oferecidos aos clientes ou aos fornecedores, será preciso pagar parte dos produtos ou serviços antes do recebimento.

  • Recursos para manter estoques.

Este item está ligado ao anterior. Para produzir bens ou para comercializá-los, é necessário um estoque de matérias primas ou produtos finais. As compras são negociadas fornecedor a fornecedor. Dependendo dos prazos negociados e do volume de vendas, a empresa precisa lançar mão do capital de giro para pagar as contas.

  • Recursos para pagamento aos fornecedores

Compras de matéria-prima, mercadorias de revenda, prestadores de serviços etc.

  • Pagamento de impostos, salários e demais custos e despesas operacionais.

Podemos observar que o capital de giro está relacionado com todas as contas financeiras que giram ou movimentam o dia-a-dia da empresa. Agora vamos a três cuidados importantes para tirar o melhor do seu capital de giro.

Controles financeiros

Não espere seu caixa ficar negativo para se preocupar com o Capital de Giro

Muitas vezes a empresa opera com estoque excedente, ou com altos valores no contas a receber. Isso é resultado da falta de cuidado com as vendas a prazo. Mesmo nesses casos, é comum o empreendedor só se preocupar com o capital de giro em duas situações:

  1. Quando o caixa fica negativo.
  2. Quando há muita dificuldade para arcar com os compromissos em dia.

A conta é muito simples de entender. Se sua empresa mantem em média um estoque de R$ 20 mil. E, para atender ao seu volume de vendas, R$ 12 mil seriam suficientes, a diferença de R$ 8 mil impactará o seu caixa. Especialmente se estiver comprando do seu fornecedor à vista.

Da mesma forma, o aumento no tempo de recebimento das vendas vai fazer com que o dinheiro demore a retornar para o caixa. Ou seja, aumentará o seu ciclo financeiro.

Então, antes de incorrer no preocupante saldo negativo, avalie criteriosamente seu estoque e a política de concessão de crédito a fim de adequá-los às necessidades financeiras do negócio.

Controles financeiros e gestão do capital de giro

Conhecer bem os números do seu negócio é condição primordial para uma boa gestão do seu capital de giro. Mesmo porque ele tem ligação direta com a saúde financeira da empresa. Para isso, você precisa dominar algumas informações. Por exemplo:

  • o prazo médio de recebimento e pagamento de despesas e fornecedores,
  • o giro de estoque (quanto tempo em média a mercadoria fica estocada antes de ser vendida),
  • média de faturamento mensal, e
  • possíveis períodos de quedas ou aumento das vendas.

Para a gestão do capital de giro, a ferramenta mais adequada é o fluxo de caixa que consiste em projetar para os próximos períodos todas as finanças do negócio. Com ele, você terá uma visão muito clara da saúde financeira do seu empreendimento. Isso permite identificar as necessidades de capital de giro. É sempre hora de rever seus controles e contar menos com a sorte!

Como fomentar o capital de giro

A melhor fonte de capital de giro é o lucro. Existem várias maneiras de fomentar o capital de giro. Há o financiamento junto a fornecedores ou através de produtos bancários como cheque-especial, conta garantida, antecipação de recebíveis (recebimento antecipado das vendas no cartão de crédito). Dentre essas opções, a melhor é uma questão que varia de caso a caso.

Você pode ter uma opinião diferente sobre as opções acima. Mas reflita se o lucro ainda não é a melhor fonte de formação do capital de giro. Pensando na sustentabilidade do seu negócio, priorize a retenção das sobras –  principalmente no início das operações.

Agora você já entendeu o que é capital de giro e como se organizar para usá-lo corretamente. Fica um último alerta: se sua empresa constantemente incorre em necessidades de capital de giro, acione o sinal amarelo. Existe a possibilidade de estar operando no prejuízo.

Bons negócios!

 

 

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Cálculo do capital de giro – Caderno de Gestão  e Caderno de Gestão MPE

Como lidar com a inadimplência no seu negócio

Como lidar com a inadimplência no seu negócio

Se tornar um empresário bem-sucedido não é tarefa fácil, já que exige grande inspiração e transpiração para superar os desafios diários. Dentre as dificuldades mais comuns destaca-se a inadimplência, um grande “vilão” das finanças de qualquer negócio.

Inadimplência consiste basicamente na falta de cumprimento de uma obrigação. Em outras palavras, inadimplência é quando o cliente não paga em dia. Ou seja, quando não honra com o compromisso e acaba atrasando suas contas.

Receber em atraso é um dos grandes problemas enfrentados pelos micro e pequenos empresários. Isto porque a situação gera uma série de consequências negativas. Podemos citar: falta de capital de giro, atrasos nos pagamentos das obrigações da empresa, juros, prejuízos e redução da competitividade do negócio.

Todo empresário sonha com as vendas crescentes. Mas na prática isso não basta, pois tão importante quanto vender é receber essas vendas em dia.

E como fazer para que sua empresa não sofra com a inadimplência? Veja 06 dicas “quentes” para você: 

1. Cadastre o cliente

Tenha informações atualizadas sobre o perfil dos seus clientes. A partir dessas informações, faça vendas conscientes, avaliando melhor o risco de vender a prazo, caso a caso. Fique atento e tenha sempre os dados completos e atualizados. A falta de informações precisas pode afetar sua análise e gerar inadimplência. É melhor investir seu tempo fazendo uma ficha de cadastro completa e confiável. Isso pode evitar ter que cobrar o cliente, o que muitas vezes afeta a relação dele com seu negócio. Mantenha um histórico de compra do cliente para identificar, conhecer os bons e maus pagadores. Isso reduzirá futuros problemas.

 2. Facilite o pagamento

Oferecer formas diferentes de pagamento é uma excelente estratégia. Avalie o uso de boletos bancários e cartões de crédito. A empresa arcará com taxas a cada transação, mas terá a garantia de receber os valores vendidos em dia. Crie estratégias para que seu cliente prefira pagar no cartão ou em dinheiro. Isso aliviará seu fluxo de caixa e lhe proporcionará maior segurança para administrar. Hoje, insistir no famoso “caderninho” pode te custar caro! Eduque seus clientes com novas formas de pagamento. Ah, tome muito cuidado com as facilidades de crédito concedidas para amigos, familiares e conhecidos. As regras e o profissionalismo devem valer para todos, sem exceção. 

3. Consulte os órgãos de proteção ao crédito

Além de ter as informações confiáveis e completas dos clientes, faça a consulta aos órgãos de proteção ao crédito. SPC e Serasa são bons exemplos que podem ajudar. Esse procedimento garantirá maior segurança em sua venda a prazo. 

4. Solicite referências comerciais

Sempre que possível, peça referências comerciais. Se seu cliente tem uma boa relação comercial com outro empresário é um bom sinal, mas isso de forma isolada não garante que ele pagará suas prestações em dia. Fique ligado! 

5. Crie uma agenda de cobrança

Já aconteceu de você atrasar um pagamento por ter esquecido o vencimento do boleto? Isso é muito comum! Nem sempre o cliente está inadimplente porque quer. Mostre ao cliente que você está presente para facilitar a sua vida e que é seu parceiro. E não esqueça do Código de Defesa do Consumidor! 

6. Cobre assertivamente

Detectou clientes inadimplentes? Coloque alguns procedimentos em prática para não colocar em risco a saúde financeira da empresa. Antes de qualquer coisa, defina os critérios de cobrança de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. Comunique-os do atraso através de carta, telefone e mensagem de texto. Priorize as conversas amigáveis para tentar receber o que está atrasado. Isso evitará muita “dor de cabeça” para você e seu cliente. Além de não afetar a relação de consumo entre as partes.

E aí, que tal receber todas as suas vendas em dia em 2018? Não seria uma má ideia! Então experimente, pratique e surpreenda-se!

Lembre-se, a prevenção é o melhor remédio para seu negócio.

 

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Inadimplência –  Como evitar e Resolver

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Inadimplência – Data Sebrae

 

9 perguntas sobre negócio de beleza

9 perguntas sobre negócio de beleza

Encarar o desafio de empreender em negócio de beleza no Brasil é tarefa que exige muita preparação e dedicação. O empreendedorismo exige consciência se o negócio surge de uma necessidade ou de uma oportunidade. E também saber se abrir um negócio é para você uma alternativa ou a única saída no momento.

Empreender é um estilo de vida. E ninguém nasce com ele. Você vai percebendo uma aptidão aqui, descobrindo novas habilidades ali e fazendo um pouco de malabarismo. Até que as coisas se encaixem e o negócio esteja em pleno funcionamento.

Nessa trajetória, é bom contar com a história de quem já tem seu negócio e pode ensinar alguns diferenciais. Por isso, neste mês em que falamos de beleza, entrevistamos Rogério Salgado, um dos sócios do Salão Clip e também da Barbearia Clip, e reunimos algumas provocações para ajudá-lo a dar mais alguns passos em direção ao seu sonho de empreender.

1. Sempre que olhamos um negócio bem-sucedido, é inevitável imaginar sobre a forma como a empresa surgiu. Sabemos que alguns negócios surgem de oportunidades e outros de necessidade. Por isso, queremos saber: como a Clip surgiu e como a empresa ganhou forma?

Rogério Salgado –  A Clip nasceu em 1999. E foi a partir da percepção de que existia no mercado uma lacuna. Ela dizia respeito ao o assessoramento da imagem dos clientes como um todo. A ideia era não somente cortar ou colorir os cabelos. Era também orientar o cliente para encorajar o seu próprio estilo, por meio de técnicas como o visagismo.

Sempre fomos apaixonados por criar e reinventar. Somos profissionais com o objetivo de captar os desejos das pessoas dentro de cada um. Nosso foco está na experiência do cliente. Usamos sensibilidade, bom senso, técnica, muita criatividade e excelência. Tudo para conseguir entender e executar o que o cliente busca para compor seu novo visual, da cabeça aos pés.

Este sentimento foi tão poderoso que nos colocou numa trajetória de sucesso. Paralelo a isto a Clip teve uma gestão do negócio muito ativa. Então, paixão pelo negócio, gestão e inovação fizeram com que surgíssemos e nos trouxeram até aqui.

2. O que a Clip faz que torna difícil, improvável e até mesmo impossível, que o cliente substitua seu serviço? Ou melhor, como você prende seu cliente para sempre?

Rogério Salgado – Nosso material é humano. Somos gente que cuida de gente. Todo resultado do nosso trabalho é subjetivo e por isso improvável que não cometamos erros. Temos uma equipe extremamente bem formada, que escuta o cliente. Isto minimiza os problemas. Usamos produtos de primeira qualidade. Não considero que tenhamos o poder de prender um cliente eternamente. No entanto, temos cliente de longa data, inclusive do tempo da inauguração. Considero que mais acertos do que erros mantiveram a fidelização dos nossos clientes.

3. No dia a dia de seu negócio, como você vende recebendo antes de gastar? Quer dizer, como você faz sua empresa crescer sem consumir todo o fluxo de caixa?

Rogério Salgado –  O fluxo de caixa é o “motor” da empresa. Todo os dias, ao chegar na empresa, faço a atualização dos dados. Todas as ações são empreendidas se o senhor Fluxo de Caixa permitir. No mais pratico o ortodoxismo na administração e na gestão do negócio.

Maximização das receitas e diminuição dos custos, sem comprometer a qualidade. Como trabalhamos com prestação de serviços, o giro do negócio é muito rápido. Não temos um horizonte de meses de fluxo de caixa. Acabou o mês, tem que dar conta de tudo.

Um salão de beleza quebra muito mais rápido se não tiver os parâmetros de gestão afiados. Ter um colchão financeiro para os momentos difíceis, um fluxo de caixa azeitado e estar livre de dívidas é muito importante para a sobrevivência do negócio.

4. Sabemos que nada do que qualquer empresa faz é exclusivo por muito tempo. Com isso em mente, como você se protege da concorrência? Há algo que faça que é realmente difícil de copiar no segmento da beleza?

Rogério Salgado – O mercado da beleza é o oceano vermelho da competição. Todo mundo faz quase as mesmas coisas. Sempre mais do mesmo. Como disse, somos apaixonados por criar e reinventar. Equipe atualizada, viajada, que usa os melhores produtos e encanta os clientes é parte disto. A paixão pelo negócio nos faz disciplinados e atentos. Estruturas físicas bem cuidadas é outro ponto importantíssimo. Fizemos uma pesquisa e uma das coisas que mais ouvimos dos clientes é nosso carinho no atendimento. Ver e ter no cliente uma pessoa e não um número pode explica um pouco do nosso sucesso.

5. Conta para a gente um pouquinho da experiência da Clip com inovações. De que forma você faz uso da tecnologia no seu negócio? Usa software de gestão e marketing? Você usa as mídias sociais?

Rogério Salgado  –  Devo ter sido um dos primeiros salões de BH a substituir a antiga agenda de papel por um sistema de computador. Na época, isto trouxe desconfiança. Além da agenda, passamos a fazer alguns controles de forma mais organizada. É o caso do cadastro de cliente. Fomos pioneiros. Atualmente usamos todos os instrumentos à disposição para a gestão do negócio. Tudo está baseado na “nuvem” e não preciso mais estar fisicamente no salão para gerir o negócio.

Participamos de todas redes sociais. Nossos sites estão atualizados. Usamos o WhatsApp para um contato mais próximo com o cliente, quando ele permite.

6. Aproveitando que você mencionou que não precisa estar fisicamente no negócio para fazer a gestão, sua empresa funciona sem você? Se você se ausentasse de sua empresa por 3 ou 6 meses, ela continuaria crescendo? De que forma organiza sua atuação para que o negócio se torne sustentável a longo prazo?

Rogério Salgado – Nós somos três sócios. Dividimos a gestão, a operação e o social entre cada um dos associados. Formamos um tripé que mantem a empresa estabilizada. Temos boa qualidade de vida. Tiramos férias e tudo mais. Mas por seis meses ainda não tivemos esta experiência de ausência. A ser testado. (risos)

7. Falar com o cliente em tempos de mídias sociais é sempre um desafio para os negócios. Como você se prepara para divulgar sua empresa? Usa calendário de marketing, site, mídias sociais?

Rogério Salgado – Sim, claro. Nossa sócia da área social é extremamente atuante nisto. Temos uma empresa de comunicação que cuida de tudo para nós de forma profissionalizada. É impossível sobreviver sem estar completamente imerso nisto hoje em dia.

8. As finanças e o faturamento sempre são um ponto delicado das empresas. Vamos a uma pergunta que todo mundo quer fazer a empreendedores de sucesso: como o faturamento da Clip é planejado? Quanto você está trabalhando para ampliar isso em 2018?

Rogério Salgado – Suportamos bem a crise e acredito que conseguiremos sobreviver a ela. Nunca cortamos tantos custos desnecessários. Na verdade, estamos saindo maiores desta crise. Se antes de 2014 tínhamos 2 unidades, agora temos 5. De certa forma a crise nos beneficiou, pois reorganizou o mercado e abriu novas possibilidades. As barbearias foram uma oportunidade de ouro. Este ano ainda é de aquecer os motores para 2019 deslanchar.

9. Para finalizar, e inspirar outros quem nos lê, vamos a uma questão mais filosófica. Se hoje você encontrasse com sua versão do passado, qual mensagem você se deixaria? Considere o empreendedorismo, a gestão de negócios e a realização de sonhos.

Rogério Salgado – Valeu a pena e continua valendo. Ser empreendedor no Brasil é ser sobrevivente. Nunca me arrependi de ter largado meu empregado e ir para a iniciativa privada. Olho para trás e digo que estamos vencendo e mudando as coisas. Nosso mercado agora está institucionalizado. Aprovamos a Lei do Salão-Parceiro Profissional-Parceiro que trará imensos benefícios para o mercado da beleza. Superamos a insegurança jurídica. Agora os players terão que competir em alto nível, jogando o mesmo jogo. Acho que quem tem mais a ganhar são os clientes. Como mensagem final, deixo uma frase que é meu lema e tema: LABOR FRUCTUS GLORIA. A glória é fruto do trabalho. Obrigado.

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Planejamento de redes sociais para seu negócio

Planejamento de redes sociais para seu negócio

Início de ano é tempo de refletir sobre o que se espera do novo ciclo que se inicia. Os planos ajudam a nortear os passos para sucesso e prosperidade. Planeje o seu posicionamento estratégico em redes sociais para que 2018 seja de crescimento em reconhecimento de marca e em vendas.

A importância de cuidar de sua marca nos meios digitais vai além do aumento imediato em vendas. No digital, o poder de influência é muito forte entre as indicações de seus compradores. A reputação da sua marca refletirá não só nas compras diretas dos seus seguidores, mas na identificação que o público tem com ela. No on-line, milhões de pessoas navegam diariamente por conteúdos e opiniões, escolhem seus favoritos e interagem com ele.

Para que toda essa força haja a seu favor, é preciso ter um posicionamento digital, baseado no planejamento estratégico nessas redes sociais. Separei alguns passos imprescindíveis para esse fim:

1.Planejamentos periódicos

Separe pelo menos um dia de seu mês e pense em tudo que você gostaria de publicar em seus canais digitais. Encare essa atividade como algo vital para o sucesso de sua estratégia digital, pois de fato é. Ainda que você contrate um serviço terceirizado para a gestão de suas contas, é preciso acompanhar. Lembre-se: é o seu negócio que está no olhar do seu cliente e futuro cliente pelas telas de celulares, tablets, computadores, dentre outros. Você provavelmente domina detalhes sobre o seu negócio que a empresa de marketing digital desconhece.

Analise as tendências de seu mercado e veja o que pode aproveitar para veicular seus produtos/serviços. De acordo com sua realidade, defina se os planejamentos serão mensais, quinzenais ou semanais. E desenvolva o seu olhar analítico sobre o que está sendo publicado sobre sua marca nas redes sociais. Acredite, faz muita diferença!

2.Conteúdos exclusivos e formatos diferenciados

Empreendedor, compreenda que os conteúdos de mídias sociais precisam ser diferentes. Não adianta publicar o mesmo conteúdo do Facebook no Instagram, no Twitter… Desenvolva uma estratégia eficaz e mensure seus resultados e conversões: invista em redes que realmente vão criar um relacionamento direto com seus clientes. De nada adianta estar em todas e ter uma presença fraca.

Aposte em conteúdos de vídeos, pois a tendência continua a ser de crescimento para esse formato. Dependendo da rede escolhida e do posicionamento da sua empresa, não há necessidade de grandes produções. Nesse caso, filme do seu celular mesmo, edite em diversos aplicativos gratuitos e publique em seus canais. Você perceberá que os usuários vão interagir ainda mais com seus conteúdos. Vá fazendo mudanças a partir dos comentários e resultados recebidos.

2. Datas comemorativas

Campanhas Sazonais são extremamente importantes para vendas, disso não há dúvidas. Então empreendedor, observe as datas comemorativas e prepare promoções exclusivas para o seu público nas redes sociais. Isso atrai novos clientes e, desenvolvendo corretamente, ajuda a alavancar seus rendimentos.

Mas não foque somente em datas comemorativas tradicionais. Busque datas que celebram o seu mercado e também a região onde o seu negócio está inserido. O sentimento de pertencimento de sua empresa em um contexto regional alavanca as possibilidades de prospecção, parcerias e vendas com outros empresários.

4. Invista em conteúdo

Sites continuam importantes. Mais que um “cartão de visita”, eles reforçam a marca, informam seu propósito, endereço, contatos. São o local da “fala oficial”. Por sua importância, devem ser sempre atualizados.

Um bom blog estreita sua relação com o público. Invista em conteúdos que norteiem o seu negócio. Se você vende alimentos, dê dicas de boas pedidas para os dias quentes. Se trabalha com roupas, escreva sobre tendências de moda. Com isso, seus clientes, além de comprar, aprendem com sua empresa. Explore textos que tenham dicas, tutoriais e até mesmo curiosidades. Com um ambiente assim, ainda é possível fechar parcerias e conversões de acessos via seus canais digitais.

5. Off-line e on-line

Estar nas redes sociais é muito além de ter páginas e perfis com milhares de seguidores. Tome muito cuidado com essas métricas de vaidade. É preciso que o seu negócio cresça no digital, mas que a empresa esteja preparada para atender as demandas que podem surgir. Continua valendo a máxima: surpreenda positivamente o cliente. Nada de frustrá-lo.

Outro ponto de atenção: seu negócio precisa ser transparente com os clientes. Em casos de crises por conteúdos polêmicos, retrate-se.  Em casos de problemas com clientes no mundo real que foram parar no universo digital, seja humilde para reparar erros e esclareça quaisquer questões que surjam. A confiança é fortalecida se sua postura for acertada.

Atente-se sempre: o universo digital é deslumbrante com quase infinitas possibilidades. Mas só é possível desfrutar de bons resultados com assertividade, criatividade e responsabilidade.

Mãos à obra!

 

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