O cinnamon roll é um pãozinho que leva canela na receita e é muito apreciado nos Estados Unidos. Depois de conhecê-lo em uma viagem, Graziela Borges e Thiago Mamede resolveram reproduzir o quitute em casa. E não é que surgiu daí uma oportunidade de negócios?
A fase da paixão
Juntos, Graziela e Thiago criaram a CinnaPão. E após um ano e meio de mercado, eles já produzem e comercializam cerca de 2 mil rolinhos de canela mensalmente. E contam com 15 empresas clientes na grande BH. A maioria cafeterias.
Eles afirmam que a paixão pelo produto e a receptividade que obtiveram foi o gás necessário para vencer as dificuldades dos primeiros meses. Todo empreendedor vive, no início do negócio, incertezas (será que a minha ideia é mesmo boa?), enfrenta o desconhecido (Como calculo o preço de venda? Quem são os melhores fornecedores? Que regime tributário é melhor pra mim?). Com o casal não foi diferente. Mas contar um com o outro ajudou bastante. “A grande vantagem de trabalhar junto é que um dá força para o outro em momentos de desânimo ou descrença, estamos sempre nos apoiando. E a vontade de crescer juntos é ainda maior.”
Com essa certeza, Graziela aponta os detalhes de uma gestão a dois, em que os sócios são um casal. “O maior desafio é não deixar que as diferenças no negócio atinjam o relacionamento.” Até por ter perfis complementares, o que é muito útil em um negócio, as diferenças aparecem. O que é bom, pois denota formas diferentes de ver o negócio e, assim, criar uma visão mais completa e aumentar as chances de acerto.
“A Grazi tem uma capacidade muito grande de organização e se dá muito bem com as questões financeiras e burocráticas da empresa.” Destaca Thiago, que é a parte criativa da CinnaPão, sempre pensando em novas soluções na produção, buscando desenvolver novos produtos. O publicitário e fotógrafo é também responsável pela identidade visual da marca. “Temos perfis complementares, um é mais organizacional e burocrático e outro mais criativo e prático.”, completa.
Sociedade é mesmo coisa séria e delicada. Os perfis complementares são valorizados porque facilitam a divisão de tarefas, a definição de prioridades para cada um dos sócios. Ter um sócio é também aumentar a rede de contatos e não ficar sozinho na tomada de decisão. A seriedade da questão torna importante ser cuidadoso nessa escolha.
De repente, tudo “casa”
Grazi e Thiago, que já fizeram vários cursos no Sebrae, destacam o Bootcamp como “aquele que fez a diferença”.
Em gestão, o termo “Bootcamp (Movimento Lab)” é usado para programas de imersão com ênfase na prática. O intuito é que o participante aprenda fazendo. No curso do Sebrae Minas, são apresentadas ferramentas e técnicas para criar projetos e negócios de sucesso.
Thiago afirma: “O Bootcamp nos fez entender que as necessidades dos nossos clientes devem ser nossa bússola. É a partir dessas informações que devemos agir e nos programar. Pensando assim fizemos alterações de embalagens que se adequavam melhor para cada cafeteria.” O curso foi também uma oportunidade de pensar o produto. “Concluímos que temos um produto inovador, com ótima aceitação. E que nossos obstáculos se concentram no fato de ser um produto diferente ao paladar do consumidor final. É preciso fazer as pessoas experimentarem o Cinnapão.”
É importante determinar os pontos fracos de sua ideia para conseguir definir planos de ação que solucionem o problema, como o casal fez. Após o curso, eles definiram que seu público alvo são empresas, não cliente final. Enxergaram também potenciais clientes, como hotéis e pousadas.
Toda essa reflexão foi feita a dois, já que ambos cursaram o Bootcamp na mesma turma. Foram três dias intensos, com lições aprendidas e muita prática. Segundo Thiago, “Já havia perguntas do negócio que o curso respondeu. Foi importante ver as soluções de venda e entender a importância do planejamento para o futuro. O negócio começou sem planejamento nenhum. Íamos tocando. O Bootcamp foi a oportunidade de dar um passo para trás e enxergar a empresa.”
Dicas para casais que trabalham juntos
Não deixe que as questões da empresa influenciem no relacionamento.
E também, não deixe que as questões do relacionamento impactem a empresa. Não vale brigar na vida a dois e faltar à reunião com o cliente no dia seguinte!
Defina as funções de cada sócio claramente, sabendo aproveitar as qualidades individuais.
Celebrem juntos cada pequena vitória do dia a dia.
E assim fechamos o mês dos namorados: com um casal de empreendedores jovens que aprenderam a investir com riscos calculados, que estão construindo a empresa com várias das dores e delícias de tantos empreendedores brasileiros.
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Saiba tudo sobre Empreendedorismo e como montar um novo negócio acessando nossa página especial sobre o assunto. Assim como passear de bicicleta, empreender é uma atitude que pode ser desenvolvida, aprendida e praticada com o tempo. E para ajudar a esclarecer dúvidas sobre o universo empreendedor, selecionamos para você informações que podem ser úteis em seu início de jornada.
Segundo o grande poeta e matemático Lewis Carrol, “se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”. O objetivo de um Planejamento Estratégico é definir um alvo e traçar o caminho até ele. Qual o seu ponto de partida, para onde você vai e como chegar lá. Contudo para chegar lá é preciso de um mapa e, neste caso, não será um mapa geográfico, mas de passos a serem dados, de atividades a serem cumpridas para se conquistar um objetivo.
Para começar nossa jornada vamos identificar os sete mitos comuns quanto ao planejamento estratégico.
É para empresa grande;
Tenho que ter dinheiro para fazer;
É algo para ficar no papel, não é aplicável;
Posso copiar o Planejamento Estratégico do meu concorrente;
É somente um amontoado de frases bonitas bem escritas;
Não tenho que ter um P.E. pois estou como microempresário;
É apenas um enfeite.
Primeiro passo
Toda viagem começa com o primeiro passo, e aqui consiste em compreender as variáveis que podem afetá-lo de forma positiva ou negativa.
Estas variáveis podem ser do tipo que pode controlar ou não. Estas que podemos influenciar são as chamadas Forças & Fraquezas, como por exemplo o seu recurso financeiro, selecionar as pessoas da equipe, espaço físico, acesso à tecnologia, dentre outros. E as que você não pode influenciar são as chamadas Oportunidades & Ameaças, que são variáveis externas, como por exemplo a taxa de juros, o valor do dólar, a concorrência, leis, cultura, etc.
Uma excelente ferramenta que ajuda a levantar estas variáveis é a Matriz F.O.F.A.
Segundo passo
Definir onde se quer chegar. Neste caso fica claro que o P.E. é um conceito aplicável a qualquer tipo de empreendimento e qualquer porte, pois todos querem chegar a algum lugar. O seu objetivo pode ser conquistar mais clientes; aumentar as vendas; posicionar-se no mercado; expandir área de atuação; ou qualquer outra meta.
Terceiro passo
Definir como irá alcançar estas metas, considerando que deverá seguir algumas ações, e estas ações precisam estar planejadas, ou seja, quem irá realizar, quando, quanto irá me custar, quanto começará, quando terminará, qual o benefício esperado e qual a meta?
Desta forma você irá criar o que chamamos de Plano de Ação para tornar passível de execução o seu planejamento. Lembre-se: é FUNDAMENTAL que leve em consideração as Forças & Fraquezas e as Oportunidades & Ameaças.
Para cada ação é importante construir um plano de ação para implementá-la, a fim de lhe conferir maiores chances sucesso.
Aí sim…
Bom, a ideia foi lhe explicar de uma forma clara e sucinta que Planejamento Estratégico é sim fundamental para qualquer empresa, para qualquer potencial empreendedor, pois ele deseja o caminho, o mapa para se chegar a um objetivo. Enfim, ele tangibiliza, tira da cabeça e coloca no papel, e isto aumenta em muito as chances de identificar possíveis falhas no planejamento e por consequência na sua execução.
Dicas:
Seja visual
Tire a sua ideia do papel: faça um CANVAS mais visual, um Canvas Estratégico
Simples é fácil, simples é bom, menos é mais!
Converse, comunique com toda a equipe, todos precisam se sentir parte do planejamento.
Mantenha-se em fase beta, ou seja, de teste. Afinal sempre é tempo de mudar para melhor!
Veja mais sobre Planejamento Estratégico neste artigo.
Você pode estar se perguntando, “…mas já? Planejar ação para o Dia dos Pais?”
Sim! Para que não fique tarde e a única coisa que lhe reste fazer seja colocar bexigas na sua loja e escrever na vitrine “Promoção” com aquelas cores arregaladas para chamar a atenção do público passante.
Planejar, como dissemos no último artigo sobre Planejamento Estratégico, será um caso de amor, e fará eternamente parte de sua vida empreendedora!
Só para refrescar a memória: o planejamento começa com saber para onde você quer ir, onde quer chegar, qual o seu objetivo, ok?!
Mix de produtos e metas de venda
Verifique as vendas do ano anterior, as apostas dos fornecedores e defina os produtos que serão os hits do seu dia dos pais.
Com o olhar nos números do ano anterior e do primeiro semestre, trace suas metas para esse ano. Em seguida, liste as tarefas necessárias para alcançá-las e mãos à obra!
Com tempo, é possível pensar na exposição e nas condições de pagamento. É importante também treinar a equipe, relembrando técnicas de venda e oferecendo informações sobre produtos e serviços.
Produtos pensados conforme seu histórico? Metas definidas? Hora de focar em quem interessa: seu público.
Definição de público-alvo
A definição do público é fundamental para que se possa pensar em alguns pontos decisivos para o sucesso do seu plano.
Ao decidir para quem irá direcionar sua divulgação, será mais fácil definir a linguagem e o canal de comunicação mais acertados para chegar a esse público. Com base em suas características, você deduzirá onde ele se encontra, o que valoriza e conseguirá passar a sua mensagem. A estratégia parte do público que desejamos.
Um caso de estratégia
Vou lhe contar um caso real de um empreendedor lá dos Triângulos de Minas… Uma história que irá ilustrar bem os pontos citados acima sobre a comunicação efetiva de um plano construído para o dia dos namorados.
Nosso empreendedor é dono de uma barbearia. Além de seus serviços de barba e cabelo, também comercializa cervejas artesanais e uma linha de camisetas de um designer local. Pensando na data comemorativa, esse empresário teve uma bela!!! Ele contatou estes parceiros (cervejaria e designer) e propôs a eles montar um “KIT NAMORADO”. O kit seria composto por:
Divulgar é preciso
Definida a oferta, ele precisou pensar em seu público-alvo: o público feminino, diferente do seu público usual. Afinal, embora os homens fossem ganhar o presente, eram as namoradas e esposas que definiriam a compra.
A seguir, o empresário escolheu o Facebook como canal de comunicação, e definiu que usaria a opção de impulsionar o seu post que falava desta promoção.
No Facebook, quando impulsionamos é preciso preencher alguns campos, dentre eles: idade, sexo, região de alcance, e grupo de interesses. Assim ele definiu que seriam mulheres, da cidade local onde ele se encontrava, com idade entre 15 e 60 anos. O interesse ele deixou em branco, afinal, queria alcançar o maior número de mulheres possível na sua cidade.
O resultado? Um sucesso!!! Vendeu mais KIT’s do que ele jamais imaginou. Foi bom para a barbearia e para seus parceiros. Ah… já ia me esquecendo! Os custos de impulsionamento no Facebook foram rateados entre ele, a cervejaria e o designer. O que resultou em uma ação de baixo custo, longo alcance, e excelente resultado!
Co-Marketing é basicamente uma ação de marketing compartilhada entre duas ou mais empresas, que buscam o mesmo público com produtos e/ou serviços diferentes. Em parceria, criam ações e unem esforços para alcançarem seu público alvo.
A ação acima foi uma ação de co-marketing. Veja que tanto a barbearia e a cervejaria artesanal quanto a marca de camisetas buscam o mesmo público. Em função da ação, buscaram não o seu consumidor beneficiário, mas o consumidor pagante.
Portanto é muito importante compreender que em ações de marketing é fundamental estabelecer os papéis de cada personagem. Em alguns contextos teremos apenas o pagante que é o próprio usuário. Em outro momento, teremos o influenciador, o pagante e o usuário. Em alguns casos o seu público alvo não será apenas uma pessoa, mas várias. Quando planejar a comunicação, lembre-se que para cada público há o melhor canal, a melhor forma e o local correto.
Fica a dica
Sem foco, você se perde. E acaba fazendo o mesmo que todo mundo faz. Para ser lembrando este não é o melhor caminho!
Nem sempre o seu cliente final é o seu alvo. Talvez para chegar até precise de alguém que o influencie.
Não creia que você é o único que deve pensar em ações de marketing. Envolva toda a equipe. O trabalho de co-criação, que gera o envolvimento e a participação dos colaboradores, é fundamental e você pode se surpreender com as ideias que surgirem!
Construir um negócio não é fácil. Renato Andrade, empreendedor nascido e criado em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, que o diga. Sua história destaca várias das características que o Empretec define como sendo as características dos empreendedores de sucesso. Veja como a história dele é exemplo dessas habilidades.
Iniciativa foi essencial
Vindo de família empreendedora, aos 14 anos, Renato Cerqueira de Andrade iniciou os estudos na escola técnica. Pensando em garantir o futuro, optou pelo curso de Edificações, no CEFET/MG. De lá já saiu para uma empresa de grande porte: uma indústria de pré-fabricados de concreto, onde ficou por 17 anos. Durante esse tempo, cursou engenharia, cresceu na empresa e começou a trabalhar com obras nos momentos de folga.
Nascia aí uma inquietude, uma vontade de traçar novos rumos. Como vários empreendedores de sucesso, Renato soube buscar oportunidades. Desligou-se da empresa de maneira amigável. Cultivou amizades e contatos e partiu em busca da criação de seu próprio negócio.
Realismo para construir o sucesso
Fora do emprego, o empreendedor se propôs a uma rotina de trabalho: empreendedor, saia de casa todos os dias no mesmo horário, e cumpria expediente em uma sala no centro de Pedro Leopoldo. Renato estudou 3 tipos de negócios em que tinha interesse. E após alguns meses se decidiu por aquele para o qual seus recursos eram suficientes: uma loja de material de construção.
Ele conta: “Fui bem realista. Quis trabalhar com recursos próprios. O risco precisava caber no meu bolso. Até hoje, sempre que possível, o negócio financia o próprio negócio. É preciso ter os pés no chão. Vejo muitas pessoas vivendo intensamente só o presente, e esquecendo-se de que é importante criar a cultura de poupar hoje para consumir amanhã. Venho do planejamento e isso se reflete no meu modelo mental.”
Fazer bem, para fazer sempre
Já na inauguração, a primeira grande surpresa: a primeira nota levou 15 dias para ser lançada e atrasou a abertura da loja. Após várias tentativas, descobriram que o programa que estavam usando tinha sido feito para um máximo de cinquenta itens. Ao ultrapassar esse número, ele zerava tudo o que tinha sido lançado antes. Renato foi inflexível: solicitou o ajuste do programa; sendo atendido e mantendo a parceria com o programa até o momento.
Ao lado da esposa, Patrícia, sócia e atuante na gestão, colocou o negócio de pé sempre separando as finanças da família e da empresa. Lá se vão 17 anos desde a inauguração. Hoje a Pralar conta com 13 funcionários e uma reputação fortemente construída a partir do conhecimento técnico do Renato e da exigência de qualidade no atendimento por todos os membros da equipe. “Atender bem é a alma do negócio. Por isso é importante estar na linha de frente com a equipe. Capacito, busco parcerias com os fornecedores para oferecer treinamento para a equipe e clientes.”
Decisão baseada em dados
O mercado de Casa e Construção sofreu e ainda sofre com o baixo crescimento econômico brasileiro. Renato aposta no planejamento para vencer essa fase. “A maré estava alta e agora está batendo na praia. Quem estiver desorganização, tem menos chance de prosperar. Eu trouxe da minha experiência anterior os indicadores, a prática de mensurar os resultados e o planejamento. Um exemplo é a gestão de compras. Como minha venda é sazonal, trabalho com a curva de giro dos produtos. O produto tem que ficar na prateleira o menor tempo possível. Por isso, compro próximo da época de maior procura. É importante uma administração de estoque eficiente.” Com os números na mão, Renato tem como avaliar as possibilidades antes de tomar as decisões.
O segredo do sucesso
“É um conjunto. Destaco três pontos: equilíbrio, capacitação e planejamento. Não adianta ser arrojado se você não souber buscar o equilíbrio. Em finanças, entender o quanto investir e o que esperar de retorno. Com colaboradores e clientes, saber mexer com gente, gostar disso. Na gestão, planejar sempre. Entender os indicadores que precisa observar e estudá-los, tomando as medidas necessárias para corrigir o que for preciso.”
O negócio do Renato é a Pralar. Mas também é atender com qualidade, treinar constantemente a equipe, planejar compras e vendas, acompanhar os números do negócio. Parece difícil, não? Bem, é mesmo. Mas você não precisa fazer tudo sozinho, como o Renato mesmo diz, “Cercar-se de pessoas boas é muito importante. Afinal, não dá pra fazer tudo sozinho.” Além da sua equipe, conte com o Sebrae Minas para apoiá-lo com informação, capacitação e consultorias.
Afinal, somos especialistas em pequenos negócios.
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Saiba tudo sobre Empreendedorismo e como montar um novo negócio acessando nossa página especial sobre o assunto. Assim como passear de bicicleta, empreender é uma atitude que pode ser desenvolvida, aprendida e praticada com o tempo. E para ajudar a esclarecer dúvidas sobre o universo empreendedor, selecionamos para você informações que podem ser úteis em seu início de jornada.
Delegar responsabilidades tem se mostrado uma das dificuldades mais frequentes na liderança de equipes, sobretudo nas Micro e Pequenas empresas. Líderes acumulam tarefas e se distanciam da alta produtividade. Ao investir tempo em atividades que poderiam estar a cargo de outros profissionais, acabam por se dedicar menos àquelas que são mais estratégicas e que dependem exclusivamente deles: os gestores do negócio.
Na prática, os depoimentos retratam situações muito comuns. Há os que se acostumaram com as tarefas “operacionais” e têm dificuldade em abandoná-las. Há os que delegam, mas não conseguem se afastar. Muitos reconhecem que ao identificar alguma morosidade ou pouca habilidade de seus colaboradores na realização de tarefas, assumem imediatamente sua realização. Neste contexto, o líder se distancia do seu papel de gerir não só resultados, mas pessoas. A equipe tem abortada a oportunidade de identificar seu ponto fraco e buscar conhecimento para investir no seu crescimento profissional.
Se o seu desafio é delegar, atente para alguns cuidados:
Defina o que delegar e para quem
Delegar é um processo que se inicia com o levantamento de todas as tarefas do empreendedor, seguida de uma análise sobre quais podem ser realizadas por outros profissionais. Por isso, envolve questões como avaliação do perfil dos cargos, das atribuições e responsabilidades. É preciso que o profissional escolhido tenha perfil adequado às novas exigências.
As empresas esperam pessoas inovadoras, com iniciativa, proatividade e compromisso com os resultados. Entretanto, diversas questões inviabilizam o sucesso desses profissionais. Entre elas o fato de que, muitas vezes, ao delegar o líder acompanha a execução da tarefa de maneira excessiva. Nesses casos, a autonomia para tomada de decisões não fica clara e o colaborador continua dependente do chefe.
Treine e ofereça as condições necessárias
Líder e liderados devem compartilhar de uma relação de troca. As condições de trabalho, incluindo ferramentas apropriadas para a execução das tarefas, são oferecidas pela empresa, de outro lado, os colaboradores promovem a entrega de resultados corretos e de boa qualidade.
Treinar os profissionais que vão receber as tarefas pode parecer desnecessário quando eles já acompanham o processo há mais tempo, mas não se iluda: o melhor caminho é instruí-los como se não soubessem nada da tarefa. Dessa forma, o líder tem a oportunidade de comunicar tarefas e expectativas de forma clara. Outra dica é trabalhar com um processo em que os funcionários escolhidos assumam as tarefas de forma gradual. À medida em que forem melhorando as entregas, são delegadas mais obrigações, até que toda a responsabilidade esteja em suas mãos.
Líder também treina
Considerando que as equipes são reflexos de seus líderes, estes devem se preparar melhor. Investir não só na parte técnica, mas no seu autodesenvolvimento é importante para que possam assegurar sua autoridade e responsabilidade de ser o exemplo. Quanto mais preparado o líder, mais fácil delegar com sucesso.
Comunicar e relacionar
Líder e liderados devem construir suas relações de trabalho compartilhando da mesma visão e objetivos. O exercício da comunicação levará todos a atingir clareza ao expressar seus valores e suas percepções.
Reconhecida a necessidade de investimento no diálogo, é hora de elaborar um plano de ação e instituir a troca constante de feedbacks ao longo do processo.
É incomum acertar de primeira. Os feedbacks e a comunicação clara permitirão sinalizar os pontos a serem melhorados de forma amigável e efetiva. Afinal, o relacionamento da equipe deve ser uma engrenagem que gira sem remendos, com clareza e eficiência que garantam a eficácia dos resultados.
Saber ouvir
Vale ressaltar a importância de investir nesta troca de percepções. A interpretação das mensagens que recebemos são carregadas de inferências construídas com nossos valores e crenças. Assim, em via de regra deveríamos estar mais atentos em como as pessoas entendem e interpretam as mensagens que recebem de nós.
Por fim, delegar é abrir espaço para o desenvolvimento de sua equipe e se preparar para se tornar o líder do futuro. Nessa caminhada, as atividades de gestão de pessoas devem ocupar um lugar estratégico na empresa, independentemente de seu porte. Pode não ser simples, mas é essencial.
Agora, se mesmo assim a tarefa for executada de forma inferior à esperada, não aponte o dedo: o certo é sinalizar os pontos que poderiam ser melhorados para que a atividade tenha um melhor resultado da próxima vez, completa Eva.
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