Os negócios globais estão crescendo não só em complexidade, mas também em velocidade. Fica cada vez mais claro que inovar dentro de seu negócio pode servir como base para se manter no mercado, aumentar seu market share, diferenciar-se de seu concorrente, e fidelizar os clientes! Para isso, é preciso responder a duas questões: o que é inovação? Como inovar?
Mas afinal, o que é Inovação? Para fins desse artigo, vamos entender a inovação como a exploração bem-sucedida de novas ideias. Se a inovação for feita de forma coordenada e planejada terá diversos resultados positivos. Alguns deles são: aumento da receita, acesso a novos mercados e crescimento das margens de lucro.
Assim, um grande desafio é identificar ferramentas e atitudes que auxiliem nessa missão. Para ajudá-loa entender melhor esta questão, separei três variáveis. Elas fazem parte da inovação e podem trazer grandes benefícios para a sua empresa.
Volume e Velocidade
Muitos fatores contribuem para o aumento do volume de informações sobre sua empresa e sobre seus concorrentes. As redes sociais e a internet, em geral, potencializaram esse volume. Elas também influenciaram a velocidade com que a informação circula por aí. Uma má avaliação do seu negócio por parte de um consumidor pode colocar sua empresa em uma situação delicada rapidamente.
É importante que você utilize métodos e ferramentas inovadoras para coletar dados em tempo real. E a partir disso, identifique, por exemplo, o comportamento do seu cliente, ou a movimentação de um item no estoque. A informação o auxilia a tomar decisões de forma mais acertada.
Ainda que seu negócio não esteja baseado em ações digitais, o volume e a velocidade de divulgação de informações não podem ser desconsiderados. As empresas nunca lutaram tanto pela atenção dos clientes. E essa atenção só é revertida em números interessantes se as promessas são cumpridas. E, não menos importante, o tempo do cliente for poupado. O que equivale a dizer que mudanças que promovam maior agilidade precisam estar em foco. Especialmente se isso interfere em sua prestação de serviços, logística, e processos internos.
Criatividade
Se considerarmos que criatividade é a capacidade de olhar os mesmos fatos que todos, mas visualizando algo distinto neles, já podemos vislumbrar sua importância. Se trouxermos isto para o âmbito empresarial, a criatividade e inovação caminham juntas. E ela deve ser canalizada para buscar um diferencial e oferecer algo mais do que o cliente espera.
Um exercício que deve ser feito diariamente é desenvolver seu pensamento criativo e de seu time. É preciso questionar, liberar-se dos antigos hábitos, desafiar status quo. Combinar intuição e criação com razão e planejamento é algo fundamental para incorporar a inovação em sua empresa.
Motive-se ao lembrar que as inovações ajudam a colocar sua empresa em uma posição de destaque na memória do cliente. Implantar soluções criativas pode te render uma excelente vantagem competitiva.
Inovação aberta
Certamente você já deve ter escutado aquela frase: duas cabeças pensam melhor do que uma. Nesse sentido, fomentar e incentivar seu time a contribuir com o processo de inovação dentro da sua empresa é fundamental.
O termo “Inovação Aberta” foi levantado inicialmente por Henry Chesbrough. Ele é professor e diretor executivo no Centro de Inovação Aberta da Universidade de Berkeley. Para Chesbrough é importante unir os esforços de inovação a partir de redes compostas por diferentes pessoas. Isto com o objetivo de obter e desenvolver novas ideias. Assim, é importante ficar atento não só aos feedbacks dos clientes. Mas também aos insights oriundos do seu time.
Por fim, a verdadeira questão é entender o que você faz ou fará com a inovação. As organizações que estão se atentando para isso são capazes de aproveitar situações e momentos relevantes. E consequentemente, usá-los para tomar melhores decisões.
Inovar não é questão de escolha. Além de te manter sempre um passo à frente, despertará a capacidade de compreender e obter valor. Isso ajudará você a operar de forma mais eficiente e rentável.
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O mundo mudou e com ele o público-alvo das empresas. As mulheres assumem funções profissionais fora de casa, com crescimento de cerca de 10% de 2006 para 2016. Jovens assumem a função de compras, sendo responsáveis por aproximadamente 60% da movimentação financeira de compras pela internet, onde a faixa etária predominante é entre 19 a 29 anos de idade e com um poder de compra de 32 bilhões ao ano. Os homens adquiriram hábitos de consumo que antes não realizavam. Por exemplo, o consumo de produtos de beleza, movimentando cerca de 5 bilhões de reais em 2016. Muitos consumidores são solteiros, idosos, moram sozinhos. O percentual de pessoas que moram sozinhas cresceu 10% entre 2005 e 2015, segundo o censo do IBGE.
Essas são alterações dos clientes da atualidade, que precisamos atender, para favorecer as o planejamento da empresa rumo ao sucesso. Também precisamos levar em conta que essas mudanças ocorrem no público-alvo das empresas. Por exemplo, as pessoas são mais conscientes em relação aos preços e os valores oferecidos pelos produtos e serviços. Mais exigentes, perdoam menos e são abordados por mais concorrentes com ofertas iguais ou até melhores. As necessidade, o tempo e o desejo mudam constantemente, o que nos leva a pesquisar sempre os comportamentos dos clientes
Assim, não é fácil identificar, com certeza absoluta, o que passa na cabeça de cada um, o que também dificulta o entendimento do público-alvo dos negócios, influenciando as vendas. Os segmentos de clientes são tantos e tão diferentes que exigem do empresário muita atenção em relação aos gostos e desejos, exigindo estratégias bem claras e objetivas, para atender bem. Os clientes de hoje são mais difíceis de agradar. Por isso, é preciso mais dedicação para entender as tendências e o público-alvo definido para seu negócio.
Conheça melhor o seu público-alvo
Público-alvo são os consumidores que o empresário escolhe e define para oferecer seus produtos e/ou serviços. Quando oferecemos um produto ou serviço, não oferecemos ou vendemos aquilo que gostamos, que queremos ou que seja de nosso único e exclusivo interesse. Quem define que produto comprar ou serviço deseja é o cliente.
Assim, torna-se imprescindível que conheçamos as tendências do mercado e as necessidades e desejos de nossos clientes. Conhecendo essas variáveis, poderemos definir claramente que produtos e serviços oferecer, não correndo o risco de oferecermos algo que não os atraia.
Influências na hora de comprar
Variáveis pessoais
São os aspectos inerentes a cada pessoa e que variam de acordo com cada um e podem mudar de acordo com a evolução da pessoas.
São traduzidas por:
Necessidades
Motivações
Atitudes
Variáveis permanentes
São variáveis mais constantes nas pessoas, mudando raramente.
São representadas por:
Personalidade
Imagem de si próprio
Estilo de vida
Variáveis sociológicas e psicológicas
São variáveis que dizem respeito com a convivência das pessoas na sociedade e sua evolução cultural
Grupo
Classe social
Variáveis culturais
Família
O novo cliente exige:
Facilidade de acesso à compra;
Disponibilidade – quer encontrar o produto que deseja;
Serviço de excelência;
Valor conjunto de benefícios X custo percebido;
Interatividade e relacionamento amigável;
Comodidade e conforto;
Compromisso social e sustentabilidade.
A decisão de comprar um produto ou serviço é um momento importante e cada cliente reage de maneiras diferentes.
Entender como os clientes comportam é uma importante vantagem competitiva.
Isso determina que as empresas precisam planejar e adotar ações de marketing criativas, inovadoras e direcionadas ao seu Público-Alvo.
Processos de compra
Pré-compra
São as ações realizadas antes da compra, que geram informações para decidir o que e onde comprar, onde a pesquisa de observação é fundamental.
Identifica a necessidade de comprar;
Busca informações para encontrar aquilo que satisfaça a necessidade;
Avalia alternativas em função da importância dos atributos ou benefícios do produto ou serviço.
Compra
É o processo que acontece após as pesquisas e observações feitas pelo cliente na pré-compra, que é representado pela decisão de comprar.
Realiza a compra propriamente dita.
Pós-compra
É o momento quando consumidor a avalia o grau de satisfação ou insatisfação com o produto/serviço e o atendimento recebido.
Consome o produto ou utiliza o serviço e avalia satisfação obtida.
É a fase onde devemos estabelecer um relacionamento duradouro com o cliente, pesquisando sua satisfação.
Será que só nos basta saber quem é nosso Público Alvo?
O mais importante e conhecermos mais detalhadamente nossos consumidores.
Não podemos ter dúvidas a respeito de nosso Público Alvo
Um aspecto importantíssimo na identificação de nosso Público Alvo, diz respeito ao segmento de mercado que estamos atendendo.
Essa identificação baseia-se nos seguintes aspectos de segmentação:
Geográficas – países, regiões, estados, municípios, bairros, etc.
Demográficas – faixa etária, sexo, naturalidade e ocupação.
Socioeconômicas – classes sociais, renda, ocupação, educação, etc.
Psicográficas – estilo de vida, personalidade, etc.
Comportamentais – atitudes e conhecimento.
Não saber para quem oferecer produtos ou serviços, não permite definir o que, a que preços oferecer, qual qualidade e que outras opções oferecer
Além de definirmos os produtos e serviços que devemos disponibilizar, outras questões também serão facilitadas como:
Identificação de fornecedores
Quais podem nos abastecer dos produtos que são consumidos por nossos clientes?
Que quantidade poderemos comprar desses fornecedores para estarmos abastecidos do que oferecer?
Com qual periodicidade comprar desses fornecedores?
Que garantia nos dão do fornecimento em tempo hábil?
Existem fornecedores alternativos?
Quais os melhores?
Política de preços a praticar
Baseados na segmentação do nosso Público Alvo, poderemos definir que política de preços usar.
Formas de pagamento
Através do comportamento de nossos clientes, poderemos definir as formas de pagamento a oferecer como: Pagamentos a vista, cartões de crédito ou débito, cheques ou outras formas possíveis.
Propagandas e Promoções
Para comunicarmos de forma clara e objetiva com nosso Público Alvo, necessitamos saber:
Que tipo de mensagens os atrai.
O que gostam de ouvir, ver ou ler.
Se são adeptos à comunicação virtual.
Se preferem mídias tradicionais.
Onde se localizam.
São sensíveis às promoções.
Com esses conhecimentos poderemos definir claramente:
Que Mídias usar.
Investimentos na comunicação.
Que periodicidade utilizar na comunicação.
Tendências de consumo
Exclusividade: O luxo deu espaço ao exclusivo. O cliente quer se sentir especial, valorizado e prestigiado.
Generosidade: Fazer o bem e ser útil está na moda.
Economia: Os recursos estão escassos e o consumidor consciente dessa verdade.
Encontro de pessoas: As pessoas querem estar juntas, conviver e compartilhar.
Imediatismo: o consumidor está impaciente e imediatista, não quer esperar.
Funcionalidade: o produto ou serviço tem que ser realmente útil, atendendo necessidades e solucionando problemas.
Transparência: As empresas precisam ser transparentes, não escondendo a realidade.
Bem estar: As pessoas querem qualidade de vida e serem felizes.
Tudo que foi aqui exposto, são ações e formas de comportamentos que o empreendedor que almeja sucesso deve adotar.
O mínimo deslize pode comprometer os resu ltados do negócio.
A repetição e a constância nos erros estão cada vez mais imperdoáveis pelas pessoas.
Os comportamentos aquí colocados não são ações difíceis de serem adotadas, sendo consequência de de se ter vontade de acertar e ir no rumo ao sucesso.
Vivenciamos um novo mercado, com consumidores conscientes, diplomados e cansados de serem ludibriados e relegados a um segundo plano.
Ou somos empeendedores profissionais ou retroagimos nos nossos negócios,
Sucesso!
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Cartilha – O que influencia os consumidores na hora da compra
Todo empreendedor busca ter sucesso e ver seu negócio prosperar. No entanto, há situações em que é preciso encerrar as atividades, ou seja, dar baixa em empresas. Se este for o seu caso, você vai precisar ter tanto critério para baixar quanto teve para abrir seu negócio. Afinal, manter a empresa inativa, sem realizar a baixa, pode resultar em penalidades e multas. Mas, como dar baixa em empresas?
Encerrar as atividades de um negócio é realizar vários procedimentos legais, contábeis e tributários. Assim como no início do negócio, para dar baixa em empresas, o contador pode ser um grande parceiro. Escritórios de contabilidade têm conhecimento e prática sobre os procedimentos, o que confere agilidade ao processo.
Um bom escritório de contabilidade conhece os procedimentos e entrega as obrigações acessórias até a definição pela baixa definitiva. Neste artigo, você conhecerá os detalhes, que eliminam pendências e deixam você livre para seguir sua trajetória empreendedora.
Obstáculos ao encerramento
Os dois grandes obstáculos para a baixa de uma empresa, na maioria dos casos, são: as dívidas fiscais e a falta de cumprimento de obrigações acessórias. Essas obrigações podem sera entrega da DIPJ, DCTF, DACON, DIRF, DASN, no âmbito federal, ou outras estabelecidas por Estados e Municípios.
Por meio do acesso à internet, é possível obter determinadas certidões, sem necessidade de ir a uma repartição pública. Mas na prática, as certidões precisam de procedimentos anteriores, como baixa de débitos na repartição fiscal. Isso acaba complicando todo o processo, e exigindo o comparecimento pessoal ao órgão para esclarecimento.
4 Cuidados essenciais
1 – Verifique a situação dos débitos previdenciários.
2 – Obtenha as certidões do Ministério da Fazenda.
A Receita Federal verifica se a empresa recolheu corretamente todos os tributos de âmbito federal. Para atestar sua regularidade, solicite a Certidão Negativa Conjunta. Ela une a Certidão Negativa de Inscrição de Dívida Ativa da União e a Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais, concedida pela Receita Federal.
As certidões podem ser obtidas pela internet, pelas empresas que estiverem em dia, nos sites da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e da Receita Federal. A certidão conjunta da RFB e da PGFN é emitida gratuitamente e tem validade de 180 dias.
3 – Elabore o distrato social
Sua empresa é compostas em regime de sociedade? Então, depois que os sócios assinarem a ata de encerramento do negócio, é preciso elaborar o distrato. Esse documento informa porque a sociedade se desfez e divide os bens da empresa entre os sócios. Ele deverá conter a importância repartida entre os sócios, os motivos de dissolução e a referência à pessoa ou pessoas que assumirem o ativo e a guarda dos livros e documentos contábeis e fiscais.
4 – Entregue as obrigações fiscais de encerramento.
É importante ir até a junta comercial ou o cartório civil após o deferimento do registro de baixa pela Junta Comercial ou pelo Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o interessado deve proceder com a entrega das obrigações acessórias referentes ao último período de existência da empresa: último passo a ser dado para o encerramento final da empresa.
Como dar baixa em MEI
A baixa em empresas é diferente no caso do Microempreendedor Individual. O processo é simplificado e pode ser feito pelo próprio empreendedor, sem a necessidade expressa de um contador.
Comece checando se entregou todas as DASN dos anos em que a empresa esteve aberta. Caso haja alguma DASN em aberto, envie essa declaração antes da baixa. Temos um passo a passo para entrega da DASN. Vale seguir.
Lembre-se que depois de fazer a baixa é necessário entregar a declaração de faturamento (DASN). Neste entrega, informa-se em “Situação Especial” a “Data do Evento”, ou seja, a data de extinção da empresa.
Também é importante que emita os DAS em aberto, inclusive o boleto referente ao mês do encerramento. Mais uma vez, temos em nosso site um material para emissão dos DAS.
Caso tenha abandonado as atividades como MEI, não tenha cumprido as obrigações legais e nem dado baixa na empresa, é preciso ficar atento a duas questões:
1 – Depois de dois anos, o cancelamento da empresa será realizado automaticamente,
2 – Caso existam dívidas em nome da empresa, a Receita Federal terá até 5 anos para incluir a dívida ativa em seu CPF.
Fechei a empresa. E agora?
Uma nova fase começa com o fim das atividades de sua empresa. Pode ser o início de um período como colaborador de outro negócio ou o momento para refletir sobre novas iniciativas.
Se a decisão for a de continuar empreendendo, use sua experiência para planejar as ações. Estudos e a realidade do mercado provam que manter a empresa funcionando é mais difícil que abrir. Conte com o Sebrae desde a ideia do negócio.
Bom recomeço!
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Passo a passo – baixa do Microempreendedor Individual
Planejar é estruturar seu pensamento sobre o que efetivamente deseja para o futuro da sua empresa. Um planejamento cumpre o papel de definir o “ONDE” e “COMO” chegar ao resultado desejado. Esse processo torna o sucesso mais provável.
Quando planejar?
A maior parte das empresas trabalha com o ano contábil. No Brasil ele é igual ao ano 20calendário, que vai de janeiro a dezembro. Porém, o planejamento poderá ser revisado a qualquer momento dentro deste intervalo de tempo. Se você está planejando abrir, planeje. Se já abriu e está operando sem essa definição, planeje também.
Mãos à obra!
Divida a construção do planejamento em 4 Etapas a seguir.
Etapas do planejamento
1ª Etapa:
Quem Somos?
Nessa fase, relata-se a definição do Negócio. Você vai escrever o que faz, para quem faz e como é feito. Dessas definições, sairão a Missão e a Visão da Empresa.
Negócio
Em planejamento, o negócio é um conceito que gera valor percebido ao cliente. Essa ideia atende alguma necessidade ou desejo de um grupo de pessoas com disposição para pagar por isso. Descrever o negócio da empresa é descrever o que ela proporciona em termos de benefícios ou soluções aos clientes.
Missão
É a razão pela qual a sua empresa existe. Descreve em linhas gerais onde a empresa vai atuar e qual será seu foco principal. É importante que seja curta, clara e de fácil entendimento.
Perguntas que facilitam a confecção da Missão da empresa:
1 – O que a EMPRESA deve fazer? 2 – Para QUEM deve fazer? 3 – Para QUE deve fazer? 4 – COMO deve fazer?
A definição do Negócio e da Missão são ações imprescindíveis para a elaboração do planejamento estratégico da empresa. Eles irão orientar os esforços de todos em uma direção comum. Uma missão bem escrita ajuda nas decisões do dia a dia da empresa.
Visão
É a posição que queremos ocupar num cenário futuro, seja em negócios existentes, seja em uma nova composição de negócio. É um marco para um ponto de chegada, para a jornada que a empresa vai enfrentar nos próximos anos.
Perguntas que facilitam a confecção da Visão da empresa:
1 – Qual é o nosso objetivo? 2 – Qual é a força que nos impulsiona? 3 – Quais são os nossos valores básicos? 4 – O que mudaríamos?
2ª Etapa
Onde Estamos Hoje?
Trata-se de reconhecer e considerar a influência de fatores externos e internos no desenvolvimento do seu negócio. É importante pensar nos pontos fortes e fracos da empresa, suas limitações e seu potencial. Uma ferramenta muito útil para esse momento é a matriz FOFA ou SWOT, em inglês.
Ao determinar com assertividade o seu momento, será mais fácil projetar soluções e colocar-se de forma mais eficiente e competitiva.
Devem ser quantifcáveis ou, no mínimo, constatáveis. Precisam ser relacionados definidos dentro de um horizonte de tempo. De maneira geral se relacionam com aspectos ligados a faturamento, rentabilidade, posicionamento no mercado etc.
Quantos objetivos devemos produzir, depende do tamanho e da complexidade da empresa, mas certamente MENOS é MAIS.
4ª Etapa
Como Vamos Chegar Lá?
É hora da Definição das Estratégias. Estratégia é COMO vamos atingir um resultado. É a forma através da qual os objetivos serão atingidos. Por isso, estão intimamente ligadas aos objetivos, definindo como a empresa caminhará em direção às suas metas.
Um Plano de Ação pode ser o resultado dessa reflexão. Bem aplicado, oportunizará a efetiva construção do futuro da empresa.
O resultado da sua reflexão preencherá um quadro como este:
FERRAMENTA CONSOLIDADA DO PLANEJAMENTO
CENÁRIO
PONTOS FORTES
PONTOS FRACOS
OPORTUNIDADES
AMEAÇAS
OBJETIVO GERAL
ESTRATÉGIAS
01 –
02 –
03 –
PLANO DE AÇÃO
O QUE SERÁ FEITO?
COMO SERÁ FEITO?
QUEM FARÁ O QUÊ?
ONDE SERÁ FEITO?
QUANDO SERÁ FEITO?
QUANTO CUSTARÁ?
Fique atento. Planejamento estratégico é um exercício mental de alta intensidade. Requer inteligência, ousadia e paciência. Aplique doses de rigor e apetite por risco. Seja diligente na aplicação do que foi decidido e aumente suas chances de sucesso.
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E-book – O planejamento da empresa está na palma da sua mão.
A saúde financeira da empresa é uma receita com vários ingredientes. Dentre eles, a gestão de estoque. O impacto do estoque nas finanças precisa ser observado, uma vez que o prazo de estocagem está intimamente ligado à necessidade de capital de giro.
Entenda o contexto: quanto menor os prazos concedidos pelos fornecedores, quanto maior os prazos de estocagem e prazos concedidos a clientes, maior será a necessidade de recursos para garantir a continuidade das operações.
Esta situação pode ser agravada com o volume elevado de compras, afetando a capacidade de pagamento da empresa. Para não cair nessa cilada, é importante ficar atento aos seguintes pontos:
Controle as compras de acordo com a disponibilidade de caixa
Vejamos um exemplo: uma determinada empresa de comércio varejista opera com lucro. Mensalmente, entram em seu caixa, em média, R$ 30 mil. Suas despesas operacionais (fixas e variáveis) juntamente com pagamento de empréstimos e financiamentos são da ordem de R$ 13 mil.
Caso a empresa tenha compromissos com fornecedores num patamar superior a R$ 17 mil, haverá um desequilíbrio financeiro.
Perceba, que nesse cenário, o desembolso máximo para pagamento de mercadorias deve ser R$ 17 mil. Qualquer quantia acima desse valor, resultará em desequilíbrio nas contas. Lembre-se que é o limite máximo, o ideal é manter estes compromissos abaixo deste valor.
Muitas vezes, tentados por promoções de fornecedores ou vislumbrando grandes vendas em períodos futuros, os empresários assumem compromissos com valores maiores do que os que conseguem arcar. É preciso avaliar o risco e ter o cenário completo em vista antes de decidir.
Avalie o estoque
Avaliar os produtos que já tem, tanto qualitativa quanto quantitativamente, é primordial. Só assim você vai entender o impacto do estoque nas finanças. Verifique o giro das mercadorias. Quanto tempo, em média levam para serem vendidas? Esse tempo é maior ou menor do que o prazo que o fornecedor oferece? Com essas respostas, analise e tome as providências necessárias.
Certifique-se de que o local de armazenagem, não “esconda” determinadas mercadorias, provocando compras desnecessárias ou perdas por prazo de validade.
Questione a variedade de fornecedores
Outro quesito a ser questionado é se há concorrência entre mercadorias dentro da empresa. Pode acontecer de haver vários fornecedores de uma mercadoria com mesmo estilo ou aplicação. Ao adquirir tais mercadorias de diversas empresas, abre-se uma concorrência dentro da própria empresa, beneficiando os fornecedores em detrimento do equilíbrio financeiro.
No Sebrae Minas, sempre orientamos os empresários a manter um cadastro de fornecedores com ao menos três empresas para cada item. Isso não significa comprar o item nas três empresas. Significa pesquisar nas três, negociar e escolher a melhor opção para o seu negócio.
Capriche na disposição dos produtos
A disposição da mercadoria no ponto de venda é igualmente importante. Constata-se, não raramente, que algumas áreas de exposição de mercadorias são confundidas com depósito. Esse erro prejudica o acesso dos clientes, a boa visualização das mercadorias e o giro dos estoques.
A lentidão no giro das mercadorias gera maior necessidade de recursos. Afinal, é preciso financiar os estoques. Portanto, a disposição dos produtos facilita a busca pelo equilíbrio da empresa.
Além de atentar para áreas que possam esconder os produtos, busque trabalhar o giro deles no ponto de venda. É aconselhável ter “pontos de ouro”: locais de fácil visualização, que valorizem os produtos. Estabeleça uma frequência de troca dos produtos nesses locais, de acordo com sua análise do estoque, com lançamentos e com promoções.
Vale destacar que alguns fatores do impacto do estoque sobre as finanças são condicionados pelo mercado. Nesses casos, a empresa tem pouca ou nenhuma influência sobre eles, como por exemplo, quando os fornecedores impõem volume de compras e prazos de pagamentos. Ainda assim, todo esse trabalho de gestão o ajudará a avaliar a proposta do parceiro e entender se ela cabe ou não no seu momento. Você pode não ter poder para definir volumes, por exemplo, mas o poder de decidir se compra ou não é seu.
Permanecer no mercado é um desafio para todo negócio. Este desafio tende a ser vencido quando o processo decisório é fundamentado em informações confiáveis. Use as orientações sobre estoque para desenvolver uma análise competente das informações gerenciais e promover a adaptação da empresa ao ambiente. Esse pode ser o ingrediente que faltava na sua receita de sucesso.
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A importância da gestão dos estoques – E-books Sebrae
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