Saúde, beleza e bem-estar são os setores favoritos de franquias

Saúde, beleza e bem-estar são os setores favoritos de franquias

O mercado de franquias cresce mais a cada dia. O setor é um dos mais lucrativos no Brasil e já representa cerca de 2,5% do PIB nacional, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Dentro desse segmento diversos nichos tem ganhado destaque e, mesmo durante a crise, continuaram crescendo. Entre eles, ainda de acordo com a ABF, o ramo de Saúde, Beleza e Bem-estar é o favorito dos investidores e consumidores em geral.

Um dos principais motivos para tal crescimento deve-se ao fato de que o brasileiro se preocupa cada vez mais com a saúde. Além disso, o Brasil é um dos principais países quando o assunto é beleza e estética. Por esse motivo, empresas desse ramo, na maioria das vezes, são as únicas a passarem por crises econômicas sem serem afetadas.

Tem espaço para todos?

Exatamente por ser um setor em expansão, muita gente se pergunta se realmente vale a pena investir. Na realidade, o crescimento é um ótimo sinal. Está longe de ser algo ruim.

Além disso, mesmo com muitas empresas no mercado, o consumidor sempre procura dois pontos: novidade e competência. Profissionais que saibam usar tais características sempre terão lugar no mercado.

As mulheres dominam

O reflexo de todo esse crescimento pode ser nitidamente visto na Charmeá, franqueadora especializada em esmaltaria e embelezamento facial. A empresa foi criada em 2014 pela esteticista e cosmetóloga, Ana Luiza Masci. Ela tem uma sócia, a especialista em linguística aplicada ao Marketing e Franquias, Gisele Guimarães.

As duas concordam que o setor de saúde, beleza e bem-estar é um dos principais nichos da economia brasileira atualmente. Principalmente, porque este é um mercado majoritariamente feminino. Com isso, ele contribui para o empoderamento que a cada dia ganha mais força.

Além disso, as mulheres estão deixando de serem apenas clientes para investirem no próprio negócio. Além disso, elas têm conseguido conseguirem independência e ascensão profissional. E quando se trata do setor de franchising, o crescimento deve-se, especialmente, por proporcionar a oportunidade de se encaixar no mercado de trabalho e ver seu negócio prosperar.

Como expandir seu negócio

Como expandir seu negócio

A Endeavor realizou por meio do Twitter, uma enquete para entender em que modelo as pessoas pensavam primeiro quando elas cogitaram expandir seu negócio. A maioria votou em abrir outras unidades próprias. Logo depois veio o modelo de franquias. Em terceiro, vieram as fusões ou aquisições e em quarto licenciar seus produtos.

A partir disso, queremos discutir como avaliar se é o momento certo para a expansão empresarial. Além disso, vamos falar sobre como escolher o modelo mais vantajoso. Isto porque cada um desses modelos pode auxiliar em objetivos diferentes.

Vontade de expandir

Quando um negocio começa a crescer, e não consegue mais atender a demanda dos seus clientes, o primeiro comportamento da maioria dos empresários é pensar na expansão. Isto pode ser feito por meio de mais uma unidade própria. Pois, através de uma nova operação conseguirá atender ainda mais clientes e aumentar seu potencial de lucro. Esse é o pensamento mais “lógico” e imediato. Ele foi comprovado pela pesquisa da Endeavor. Mas não necessariamente o mais estratégico.

O termo “estratégico” foi emprestado do contexto militar e representa a forma mais bem-sucedida de se alcançar um resultado. Por isso, também é bem popular no mundo dos negócios.

Para se definir a estratégia, é preciso analisar variáveis e circunstâncias chaves a respeito do empreendimento. Pois, como é bem lembrado através do ditado popular,  “não se pode dar um passo maior do que a perna”.

Pensando nisso, antes de pensar na expansão, é preciso analisar a situação atual do negócio. Além disso, é preciso planejar o resultado que se deseja atingir por meio da expansão, e estabelecer estratégias para obtê-lo.

É impossível falar do mundo dos negócios e não falar em capital. Isto porque as pessoas investem e empreendem por propósito. Mas também buscam retorno financeiro.

Motivos para empreender

Segundo o SEBRAE, no cenário empresarial existem dois motivos para empreender. O primeiro é a oportunidade, o segundo a necessidade. Já para a expansão, os motivos principais geralmente são aumentar o retorno financeiro. Além disso, o empresário normalmente visa inovar, aumentar a participação de mercado e sobreviver em um mercado competitivo.

Dessa forma, para desenhar uma estratégia eficiente, é preciso avaliar a disponibilidade de capital. E também levar em conta todos os custos. Estes por sua vez, podem ser para abrir uma nova unidade, para montar uma franqueadora, para desenvolver novos produtos, entre outros.

Capital necessário

Uma empresa pode realizar a expansão através de capital próprio, de terceiros ou financiamentos. Essa avaliação também precisa estar presente na estratégia.

A curva de aprendizagem que define seu nível de conhecimentos, experiência e entendimento de mercado também pode oferecer bons indicativos para entender se é o momento certo para a expansão.

Mediante a mesma, é possível identificar se o crescimento no número de clientes é motivado pela sazonalidade, por algum evento específico e se realmente é necessário expandir o negócio. Por isso, a decisão sobre uma expansão empresarial é mais segura quando se atinge o ponto máximo de crescimento. Ele pode ser verificado através do planejamento estratégico.

Do contrário, o empresário pode perder o foco da operação do negócio atual. Consequentemente ser levado à queda na qualidade dos produtos e/ou serviços, gerando a perda de clientes e prejuízos ao empreendimento.

Ao minimizar os riscos da expansão por meio do planejamento, podemos entender qual o modelo mais vantajoso.

Expandir para crescer

Aproveitar os benefícios da economia de escala e reduzir os riscos de influências externas estão entre os benefícios da expansão. A começar por pela unidade própria, o modelo pode proporcionar um bom retorno se forem feitas escolhas certas.

Pode ser uma iniciativa interessante para entender melhor o mercado e depois partir para outros modelos. No entanto, o modelo envolve um alto investimento de capital e uma maior capacidade de controle e gestão. Pois será necessário um novo investimento operacional, montar uma nova equipe, escolher um novo ponto comercial e etc.

As fusões e/ou aquisições oferecem vantagens. Entre elas estão a possibilidade de investir em uma operação já lucrando e cartela de clientes já formada. No entanto, os desafios também são grandes. Entre eles podemos citar o alto capital necessário ao investimento.

Mas, o maior desafio gira em torno do alinhamento de valores e adequação cultural da empresa que está sendo comprada. Isto porque os colaboradores precisam compartilhar os valores da nova empresa e aprender as práticas padrões e que geralmente são as que trazem bons resultados para a operação.

O empresário pode enfrentar resistência dos mesmos e queda na produtividade, se não houver compatibilidade com o novo líder. Também pode ocorrer resistência por parte dos clientes já consolidados que não aprovam a nova marca, seja pelo preço, pelo atendimento, entre outros.

Além do mais, essa decisão não depende somente da empresa que deseja comprar, mas também da empresa que será comprada.

O licenciamento de produtos por sua vez pode representar uma boa oportunidade para aumentar a presença de mercado e divulgar a marca. Mas essa não é uma opção para todos os negócios. Ademais, é um processo que envolve um rigoroso planejamento de logística e custos altos de abertura de mercado, além de ser um modelo que não permite padronização.

Modelo de franquias

Nosso quarto modelo é a expansão por meio de franquias. Ele oferece como vantagens o equilíbrio entre os fatores: custo, controle e crescimento. O modelo de franquias também exige investimento. Mas esse é geralmente menor do que nos outros modelos, já que o empresário precisará investir na formatação e estruturação da franqueadora, mas não na operação, pois, esse investimento será feito por terceiros.

As franquias também são lucrativas para o franqueado e franqueador. O primeiro com os lucros do negócio e o segundo com os royalties ou remuneração pelo uso de marca. O modelo, se bem construído, garante a padronização dos serviços/ produtos e uma boa divulgação da marca.

No entanto, os cuidados principais para a garantir a efetividade do modelo são: escolher bons franqueados; escolher uma empresa confiável para a formatação do negócio; realizar a expansão de uma forma gradual para que se tenha controle de todas as unidades; já que, expansões muito agressivas acabam provocando uma falta de controle e insatisfação por parte dos franqueados que não recebem o suporte ideal para obter bons resultados na operação.

Por fim, é indispensável entender o foco do empresário. Ele deverá visar o desenvolvimento de boas estratégias de marketing, a otimização e melhoria dos processos e o modelo de gestão e não mais a operação de um negócio.

Isso resulta na mudança de estilo de vida e dos objetivos da empresa.

Dessa forma, para analisar as vantagens e desvantagens de cada modelo, é importante realizar uma análise aprofundada do negócio. Além disso, também é preciso fazer um planejamento dos objetivos que pretendem ser alcançados com a expansão empresarial.

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*Artigo originalmente publicado em outros meios pelo autor
A importância do registro de marca para uma franquia

A importância do registro de marca para uma franquia

A riqueza de um negócio é composta por mais do que seus bens materiais. A marca e a patente da empresa, de produto ou serviço compõem um grupo de patrimônio muito valorizado. E podem ser mais valiosos do que bens tangíveis.

O Franchising é formado por alguns pilares básicos. Dentre eles estão: transferência de know-how; suporte e principalmente licença para uso de marca. Isso é especificado na legislação própria do Franchising, no segundo artigo “Franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente”.

Mas, para que as franqueadoras possam ceder o direito de uso da sua marca, ela precisa estar registrada e devidamente regulamentada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Este órgão é responsável pelo registro de marcas no Brasil.

No entanto, o processo para registro é algo burocrático. E leva de 2 a 4 anos em média para ser oficializado. Por isso gera diversas dúvidas entre os empresários.

Tipos de marca

Segundo o INPI, uma marca pode ser nominativa, figurativa ou mista (combina um símbolo gráfico ao nome) e tridimensional (produto). Ela garante ao seu titular e a pessoas autorizadas seu uso exclusivo no território nacional por 10 anos. Prazo que pode ser prorrogado por sucessivos períodos de 10 anos.

O processo para regulamentação começa com o requerimento do pedido de registro. Depois, o mesmo passa por um período de análise. É importante confirmar se não existe uma marca parecida que já possui um dono. Isso pode ser feito através de uma busca no site.

Para os futuros franqueadores a marca deve ser uma das prioridades. Primeiramente, porque ao buscar franquias os investidores buscam por marcas reconhecidas. O que confere confiabilidade à empresa e atrai muito os clientes finais.

Além disso, a franquia é uma forma de fortalecer e disseminar a marca. E não se pode correr o risco de ter que mudar a identidade, fachada ou até de sofrer processos na justiça por causa da falta de registro.

Registro e franquia

Um dos dilemas encontrados por quem decide registrar a sua marca é a possibilidade de comercializar franquias somente após o registro. No entanto, para se tornar franqueador no Brasil é exigido que o mesmo possua pelo menos o pedido de registro.

Além disso, é importante deixar claro para o futuro franqueado a situação da empresa, deixando descrita na Circular de Oferta da Franquia (COF) a atual situação da marca.

As consequências para as franqueadoras que não registram sua marca podem ser que outra pessoa registre antes. E também que a mesma perca o direito de comercializar as franquias.

Também é possível que a franqueadora deixe de receber royalties e seja obrigada a deixar ex-franqueados operando mesmo após vencimento ou descumprimento de contrato, que outras empresas comercializem o produto, entre vários outros problemas que foram observados em alguns casos no Brasil.

Por isso, o pedido para registro de marca deve ser feito antes ou imediatamente após o início do processo de formatação, para se evitar maiores transtornos.

Cuidados ao investir

Para quem deseja investir em uma franquia, o cuidado deve ser investigar através do COF e da pesquisa no INPI a situação da franqueadora que está pretendendo investir.

Os riscos para o franqueado podem ir de mudar a fachada, o layout da loja e os produtos, até a processos de propriedade intelectual, que envolva reclamações jurídicas por terceiros.

Além disso, o franqueado pode perder credibilidade com seus clientes e fornecedores. O que gera riscos que podem comprometer o sucesso do empreendimento.

Além de registrar a marca legalmente, precisam ser realizados investimentos em branding e posicionamento. Assim como desenvolver um logotipo que seja de fácil identificação, que converse bem com o público da empresa, possua cores de destaque e que seja diferente do que já existe no mercado.

O nome também é um outro elemento importante e deve ser escolhido com criatividade.

Contudo, somente o registro pode garantir a proteção e o uso devidamente legal de uma marca. Esse processo também pode ser realizado através de uma empresa especializada onde todas as etapas serão acompanhadas de perto.

 

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*Artigo originalmente publicado em outros meios pelo autor
Franquia ou aplicação financeira, onde investir?

Franquia ou aplicação financeira, onde investir?

Algumas decisões são mais difíceis do que se imagina. Muitas dúvidas giram em torno da possibilidade de abrir um negócio no Brasil, já que o país não oferece grandes incentivos para os empreendedores e essa cultura não é tão disseminada no país, mesmo que empreender seja um sonho de boa parte dos brasileiros como foi comprovado através de pesquisa do SEBRAE. Dessa forma, as pessoas que possuem uma reserva de capital frequentemente se deparam com algumas dúvidas. Umas delas é: o que é melhor, investir em uma franquia ou uma aplicação financeira? Para ajudar a responder a essas perguntas contamos com a ajuda do educador de investimentos, Pablo Ribeiro. Ele vai nos ajudar a entender os prós e os contras de cada uma dessas situações.

Em que investir

As incertezas políticas e a instabilidade da economia brasileira trazem ainda mais insegurança para os brasileiros. Isso ocorre principalmente para aqueles que buscam um investimento seguro.

Há uma infinidade de possibilidades no mercado atualmente. Isso vale tanto de franquias – o mercado brasileiro conta com cerca de 3.000 marcas (ABF) – quanto de aplicações financeiras. Dentre essas temos: renda fixa (CDB, LCI, LCA), Tesouro Direto, ações, opções, fundos, entre outros. Por isso cabe avaliar e analisar muito bem cada uma das opções.

É inegável, que qualquer uma das escolhas envolve riscos. E é preciso considerar o perfil do investidor e seus objetivos.  Dessa forma, a primeira análise a ser feita é a autoanálise. Ela permite entender as características pessoais; as aptidões profissionais; o objetivo por trás do investimento; como a pessoa imagina o seu dia-a-dia em cada um dos casos.

Os perfis mais arrojados, inovadores e com boa capacidade de gestão geralmente optam por abrir seu negócio. Isso, muitas vezes, leva principalmente a uma realização pessoal, uma mudança de vida mais radical. Já as pessoas que possuem um perfil mais conservador – e não estão dispostas a abrir mão do atual estilo de vida ou emprego – podem atingir seus objetivos através de aplicações.

Franquias x aplicações financeiras

Franchising

Esses fatores estão relacionados com o tempo de dedicação exigido em cada uma das opções. E esse é um dos principais pontos a serem avaliados. Um erro comum em quem busca o Franchising para investir é acreditar que é possível apenas empregar o dinheiro e que o lucro estará garantido.

O sucesso das operações de franquias, em boa parte das vezes, está relacionado à gestão. E muitos franqueadores durante o processo de seleção exigem que o franqueado destine todo o seu tempo para o negócio. Mas, ainda assim existem franquias que oferecem como possibilidade que exista um gestor/operador e um investidor.

Outros investimentos

Já as aplicações podem ser conciliadas com um emprego. Mas caso você não tenha uma consultoria especializada, elas também exigem tempo para gerenciar e obter resultados financeiros mais satisfatórios. Quanto maior o retorno, maior será o tempo de dedicação e estudos despendido.

Riscos de cada operação

Outro ponto importante a ser discutido é o risco, que está diretamente associado ao retorno. Através de um ponto de vista inicial, é possível perceber que o risco oferecido por uma franquia é maior.

No entanto, essa máxima é válida para investimentos que garantem rendimentos mensais. Os investimentos que oferecem maior possibilidade de rentabilidade, também oferecem riscos como no exemplo da bolsa de valores.

“Na parte de investimentos, você terá menos trabalho. Mas tem menor autonomia, menor controle, principalmente investimentos a longo prazo. Já o negócio te permite maior resultado, principalmente se houver uma grande dedicação e uma boa gestão. ”, afirma Pablo.

Uma grande vantagem oferecida pelas franquias é a criação de uma rede e a expansão dos negócios. Abrir duas ou até três unidades da mesma marca pode trazer excelentes resultados. Isto porque administrar um segundo negócio exige menos dedicação. E essa alternativa representa uma grande tendência do mercado, conhecida como: multifranqueado.

Também existe a possibilidade de um multifranqueado multimarcas, através do investimento em vários setores diferentes. Já as aplicações oferecem a possibilidade de diversificação em fundos diferentes e ainda de ter um emprego fixo.

Cuidados necessários

Os dois modelos de investimento te permitem negociação para repasse. No caso das franquias, será mais difícil e mais burocrático. No entanto, se a franquia for bem administrada e apresentar bons resultados, as possibilidades de lucro são grandes. Já os títulos financeiros permitem uma negociação quase imediata e sem grandes burocracias.

Nos dois casos, é preciso muito cuidado com os modismos. E isso nos lembra que as franquias de paletas e os bitcoins possuem muitas semelhanças. É preciso ter uma visão de mercado e buscar uma opção que ofereça mais segurança a longo prazo.

Para Pablo, “considerando um volume de 100 a 300 mil reais, uma franquia traria mais retorno que um investimento. Mas, um negócio tem uma tendência a gerar lucro. A partir do lucro gerado, você pode investir em uma aplicação financeira e ter mais uma opção de rentabilidade e mais uma garantia a longo prazo”.

Ele ainda alerta: “esses valores investidos em renda fixa não geram um retorno que permite se manter somente com essa renda a não ser que a pessoa corra muitos riscos”. Ele também lembra que “o tempo de retorno varia de acordo com cada contexto”.

Perfil empreendedor

Para garantir a segurança e a estabilidade das finanças, é preciso escolher o investimento que mais combine com o perfil e o estilo de vida procurado. Vale lembrar que as franquias e aplicações financeiras são coisas de natureza muito diferentes. E também que o retorno financeiro não deve ser o único fator a ser considerado.

“É importante ter uma fonte de renda alternativa, distribuir o risco, analisar oportunidade a oportunidade”. Nos dois casos “a pessoa tem que contar com um suporte e escolher uma empresa de confiança”.

Uma ressalva importante é que as microfranquias oferecem risco como qualquer empreendimento. Elas ainda proporcionam maior segurança do que um negócio próprio. A lei garante que as microfranquias também entreguem para o candidato a Circular de Oferta de Franquia (COF) que contém todos os detalhes e informações da franquia, os demonstrativos de resultados e o contato de todos os franqueados e ex-franqueados, permitindo que o candidato tenha mais garantias do negócio que está escolhendo.

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Franquias: vantagens e desvantagens

*Artigo originalmente publicado em outros meios pelo autor
Franquia ou negócio próprio: o que é mais fácil?

Franquia ou negócio próprio: o que é mais fácil?

Uma dúvida comum para quem estuda abrir uma franquia ou negócio próprio é o tempo de dedicação e a facilidade oferecida em cada uma das modalidades. Empreender é vontade de 66% dos brasileiros segunda pesquisa do SEBRAE. No entanto, 80% dos negócios próprios fecham em até dois anos no Brasil e isso só acontece com 5% das franquias.

Por consequência disso, é comum que as pessoas acreditem que ter uma franquia é mais fácil do que abrir um negócio próprio. Na realidade entendemos que não existe um negócio mais fácil do que o outro, a diferença principal entre o franqueado e o empreendedor individual é onde cada um deles precisa focar seus esforços, já que as formas de gestão e a rotina de trabalho em cada um dos modelos de negócios é bem diferente.

Escolha pelo franchising

Ao escolher o Franchising o franqueado deverá manter seu foco em construir um bom relacionamento com os clientes. E também em alavancar as vendas, depositando mais energias no mercado local. Isso acontece porque a franqueadora será responsável pela estrutura, marketing, pesquisas de mercado e todas as macro ações que dizem respeito ao negócio.

Dessa forma, o franqueado pode focar a sua energia para a operação e ficar com a “barriga no balção” integralmente. Em um empreendimento próprio, é necessário que o empreendedor desenvolva um modelo de gestão, pense nas estratégias de branding e marketing, no perfil dos seus colaboradores e também no relacionamento com os clientes e vendas. Mas isso implica em uma maior liberdade criativa.

Ao empreender com uma franquia, o empreendedor está reduzindo suas chances de erro. Isto porque o negócio já foi testado e existe um plano bem definido. E isso amplia as chances de sucesso ao poder focar suas energias apenas no operação local. O que deixa de lado os direcionamentos mais estratégicos, onde grande parte dos empreendedores cometem erros fatais.

Dessa forma, o tempo de retorno do investimento é geralmente inferior. Por isso, muitas pessoas que não têm experiência em gerir uma empresa optam pelo Franchising ao entenderem que nesse modelo suas possibilidades de sucesso serão maiores. Ainda com todos esses recursos, é preciso fazer uma profunda avaliação do perfil do investidor/operador.

Para isso é importante avaliar: a capacidade de gestão, os recursos financeiros e humanos. Assim como o conhecimento de mercado, a capacidade de seguir diretrizes e padrões. E também a experiência que o mesmo possui e quais os objetivos pretendidos a médio e longo prazo.

Vantagens da franquia

Dentre as comodidades oferecidas pelas franquias, a possibilidade de negociação com os fornecedores é uma das principais. Já que ao realizar compras em grande escala, os mesmos podem conceder melhores condições.

O contraponto é que geralmente os franqueados não podem escolher seus fornecedores. Isto ocorre por que os mesmos são homologados ou indicados pelo franqueador. Isso ressalta que todas as ações tomadas pelo franqueado precisam estar de acordo com as estratégias traçadas pela franqueadora. Isto no que diz respeito: aos produtos comercializados, marketing, região e ponto comercial, e até formas de atendimento ao cliente, dependendo da franqueadora escolhida.

O franqueado precisa estar ciente ao escolher o modelo de que o mesmo exige uma grande dedicação para garantir uma padronização da rede. Agora, todas essas condições, normas e regras a seguir indicam um caminho de sucesso. Isso diminui muito a mortalidade das franquias.

As franquias muitas vezes também saem na frente no que diz respeita à inovação e atualizações de conceito de mercado. Esse fator é comprovado por uma pesquisa divulgada pela ABF em 2017. Seja através da atualização de processos, ferramentas de gestão, técnicas ou tecnologias.

Isto ocorre porque as franqueadoras buscam trabalhar para a otimização de toda a operação. E também para potencializar os ganhos alcançados pela mesma. Pois, o sucesso da rede é inerente ao trabalho e dedicação de franqueador e franqueado, que precisam estabelecer um bom relacionamento. O franqueador deve estar focado em garantir que um negócio que é bom hoje, permaneça com sucesso no futuro.

Mitos sobre franquia

Um grande mito do modelo de franquias é que este é um modelo isento de riscos e que os esforços desprendidos serão menores. Dessa forma, é muito comum encontrar pessoas que querem ser apenas investidores. Ou até que querem investir para que um terceiro fique à frente da empresa.

No entanto, estar à frente da operação é um dos principais indicadores de sucesso das grandes empresas. Por isso, dentro das boas franquias existe a aprovação de perfil. Ele é uma espécie de processo seletivo para escolher franqueados que estejam alinhados aos objetivos e valores da marca.

Então, nem sempre é suficiente desejar abrir uma franquia possuir o capital para investimento. Em vista disso, a autoanálise é indispensável para entender com qual tipo de atividade o empreendedor se identifica mais. E isso inclui se imaginar na rotina de trabalho dos dois casos.

Para escolher o modelo ideal, é preciso avaliar os aspectos de cada um. Neste contexto, as principais recomendações são: pesquisar sobre o assunto e entender sobre o mercado que busca entrar. Também é possível procurar uma consultoria especializada para a partir da visão de especialistas escolher o modelo de investimento ideal para cada perfil.

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Cartilha Dicas para aquisição de franquia

*Artigo originalmente publicado em LinkedIn