Plano de negócios

17/11/2021 | Empreendedorismo

O que é um Plano de Negócios?


Um plano de negócios é um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros ao papel, ao invés de cometê-los no mercado. Ele ajuda os empreendedores que querem colocar suas ideias em prática, tirar seus projetos da gaveta e testar seu modelo de negócio.

Ele irá direcionar o empreendedor a buscar informações mais detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, pontos fortes e fracos do seu negócio. Ao final, seu plano irá ajudá-lo a responder a seguinte pergunta: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”. Para quem já empreende, o plano de negócios é a ferramenta ideal para colocar a casa em ordem, para crescer com segurança e para entender ainda mais o mercado em que atua.

Lembre-se de que a preparação de um plano de negócios não é uma tarefa fácil, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade. Boa sorte, ou melhor dizendo, bom trabalho! E tenha claro que começar já é a metade de toda a ação.


Como montar um Plano de Negócios?


“Se quiser que algo seja bem-feito, faça você mesmo.” Nada mais certo do que essa expressão popular, principalmente quando se trata da elaboração de um plano de negócios. Elaborando pessoalmente o seu plano de negócio, você tem a oportunidade de preparar um plano sob medida, baseado em informações que você mesmo levantou e nas quais pode depositar mais confiança. Quanto mais você conhecer sobre o mercado e sobre o ramo que pretende atuar, mais bem-feito será seu plano.

Este artigo tem por objetivo auxiliá-lo na criação do seu plano de negócio, independentemente de você estar abrindo um novo empreendimento ou ampliando um já existente. No início pode parecer complicado, mas acredite: é mais fácil do que parece. Construir o plano requer dedicação, mas o aprendizado que você vai ganhar fará tudo valer a pena. E nessa jornada, o Sebrae estará ao seu lado fornecendo toda a orientação e capacitação que você precisa. A boa notícia é que o PNBOX simplifica esse processo. As ferramentas foram pensadas para serem fáceis e intuitivas e o melhor de tudo é que você aprende enquanto testa, valida e projeta.


1º Passo – Resuma os principais pontos do negócio

Ao descrever o seu plano, faça um breve relato com as principais características de sua empresa, o que chamamos de sumário executivo. Ao ser lido por interessados, esse sumário deverá deixar clara a ideia e a viabilidade do seu empreendimento. Pare e pense como e onde irá buscar as informações que podem ajudar a elaborá-lo. Uma sugestão é fazer pesquisas junto ao Sebrae, contabilistas e órgãos governamentais. Procure mencionar:

• O que o seu negócio faz?
• Quais os principais produtos e/ou serviços?
• Quem serão seus principais clientes?
• Onde será localizada a empresa?
• Dados dos empreendedores, experiência profissional e atribuições;
• Missão da empresa;
• Setores de atividades;
• Forma jurídica;
• Enquadramento tributário;
• Capital social;
• Fonte de recursos.


2º Passo – Análise dos Clientes

Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração do seu plano de negócios. Afinal, sem clientes não há negócios. Os clientes não compram apenas produtos, mas soluções para algo que precisam ou desejam. Você pode identificar essas soluções se conhecê-los melhor. Para isso, responda às perguntas:

• Qual a faixa etária, sexo, escolaridade, renda familiar e local onde moram?
• Qual é o seu trabalho ou atividade?
• Que quantidade e com qual frequência compram esse tipo de produto ou serviço?
• Onde costumam comprar? Quais os seus hábitos de consumo?
• Que preço pagam atualmente por esse produto ou serviço similar?
• Qual o tamanho do mercado em que você irá atuar (bairro(s), cidade(s), estado(s), país(es))?
• Seus clientes encontrarão sua empresa com facilidade?
• Quais as necessidades, medos, angústias e desejos dos seus clientes?
• Que problemas eles esperam resolver com o seu produto?


3º Passo – Análise dos Concorrentes

Você pode aprender lições importantes observando a atuação da concorrência. Procure identificar quem são seus principais concorrentes. A partir daí, visite-os e examine suas boas práticas e deficiências. Lembre-se de que concorrentes são aquelas empresas que atuam no mesmo ramo de atividade que você e que buscam satisfazer as necessidades dos seus clientes.

Enumere os pontos fortes e fracos em relação a:
• Qualidade dos materiais empregados nos produtos – cores, tamanhos, embalagem, variedade.
• Preços, prazos de pagamento e descontos praticados;
• Localização das lojas físicas (se houver);
• Atendimento prestado;
• Serviços disponibilizados – horário de funcionamento, entrega em domicílio, tele atendimento;
• Garantias oferecidas.

Após realizar essas comparações, faz parte do processo parar e tirar algumas conclusões:
• Sua empresa poderá competir com as outras que já estão há mais tempo no ramo?
• O que fará com que as pessoas deixem de ir aos concorrentes para comprar de sua empresa?
• Há espaço para todos, incluindo você?
• Se a resposta for sim, explique os motivos disso. Caso contrário, que mudanças devem ser feitas para você concorrer em pé de igualdade com essas empresas?


4º Passo – Análise dos Fornecedores

O mercado fornecedor compreende todas as pessoas e empresas que irão fornecer as matérias-primas e equipamentos utilizados para a fabricação ou venda de bens e serviços. Inicie o estudo dos fornecedores levantando quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e serviços.

A principal fonte de informações é a Internet. Mantenha um cadastro atualizado desses fornecedores. Pesquise, pessoalmente ou por telefone, questões como: preço, qualidade, condições de pagamento e o prazo médio de entrega. Essas informações serão úteis para determinar o investimento inicial e as despesas do negócio.


Dicas para seleção de fornecedores
  1. Analise pelo menos três empresas para cada artigo necessário.
  2. Mesmo escolhendo um entre vários fornecedores, é importante manter contato com todos, ou pelo menos com os principais, pois não é possível prever quando um fornecedor enfrentará dificuldades.
  3. Ao adquirir matérias-primas, insumos ou mercadorias faça um estudo de verificação da capacidade técnica dos fornecedores. Todo fornecedor deve ser capaz de suprir o material ou as mercadorias desejadas, na qualidade exigida, dentro do prazo estipulado e com o preço combinado.
  4. A tomada e a comparação de preços facilitam a coleta de informações sobre aquilo que se deseja adquirir, aumentando as chances de se tomar decisões mais acertadas.
  5. Verifique se é exigida quantidade mínima de compra e lembre-se de evitar intermediários, sempre que possível.


5º Passo – Plano de Marketing


Produtos e serviços

Aqui você deve descrever os principais itens que serão fabricados, vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos, especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, sabores, embalagem, apresentação, rótulo, marca, etc. Se necessário, fotografe os produtos e coloque as fotos como documentação de apoio ao final do seu plano de negócio.

Preços

Preço é o que consumidor está disposto a pagar pelo que você irá oferecer. A determinação do preço deve considerar os custos do produto ou serviço e ainda proporcionar o retorno desejado. Ao avaliar o quanto o consumidor está disposto a pagar, você pode verificar se seu preço será compatível com aquele praticado no mercado pelos concorrentes diretos.

Promoção

Promoção é toda ação que tem como objetivo apresentar, informar, convencer ou lembrar os clientes de comprar os seus produtos ou serviços e não os dos concorrentes. Você poderá utilizar veículos e mídias como: televisão, rádio, jornais e revistas; mídias externas (outdoor, painel de led, faixas e banners); Internet (busca paga, mídias sociais, e-mail marketing); amostras grátis; mala direta, panfletos e cartões de visita; carro de som; brindes e sorteios; participação em feiras e eventos.


Acesse a página do Sebrae Minas sobre Marketing Digital e saiba como desenvolver um bom plano de marketing.


6º Passo – Plano Operacional


Layout ou arranjo físico

por meio do layout ou arranjo físico, você irá definir como será a distribuição dos diversos setores da empresa, de alguns recursos (mercadorias, matérias-primas, produtos acabados, estantes, gôndolas, vitrines, prateleiras, equipamentos, móveis, matéria-prima etc.) e das pessoas no espaço disponível. Um bom arranjo físico traz uma série de benefícios, como: aumento da produtividade; diminuição do desperdício e do retrabalho; maior facilidade na localização dos produtos pelos clientes na área de vendas; melhoria na comunicação entre os setores e as pessoas.

Capacidade produtiva/comercial/serviços

é importante estimar a capacidade instalada da empresa, isto é, o quanto pode ser produzido ou quantos clientes podem ser atendidos com a estrutura existente. Com isso, é possível diminuir a ociosidade e o desperdício. Seja realista e considere na projeção do volume de produção, de vendas ou de serviços: o tipo de produto ou serviço, as suas instalações e maquinário, sua disponibilidade financeira, o fornecimento de matérias-primas e o tamanho do mercado. Leve em conta, também, a sazonalidade, isto é, as oscilações do mercado, em função daquilo que irá produzir ou revender

Processos operacionais

é o momento de registrar como a empresa irá funcionar. Você deve pensar em como serão feitas as várias atividades, descrevendo, etapa por etapa, como será a fabricação dos produtos, a venda de mercadorias, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas. Identifique que trabalhos serão realizados, quem serão os
responsáveis, assim como os materiais e equipamentos necessários. Para isso, você mesmo poderá elaborar um roteiro com essas informações. Veja, a seguir, o exemplo de um dos processos de uma indústria de artigos do vestuário. Em seguida, faça o mesmo para as diversas atividades da sua empresa.

Necessidade de pessoal

faça a projeção do pessoal necessário para o funcionamento do negócio. Esse item inclui o(s) sócio(s), os familiares (se for o caso) e as pessoas a serem contratadas. Verifique a disponibilidade de mão-de-obra qualificada na região. Se não for essa a situação, procure investir no treinamento de sua equipe. Lembre-se de consultar os sindicatos de classe a fim de obter informações sobre a legislação específica, acordos coletivos, piso salarial e quadro de horários.


7º Passo – Plano Financeiro


Investimento total

nessa etapa, você irá determinar o total de recursos a ser investido para que a empresa comece a funcionar. O investimento total é formado pelos investimentos fixos, capital de giro e investimentos pré-operacionais. 

Avalie se o capital para criação da empresa será feito a partir de recursos próprios (investimento dos proprietários) ou de terceiros (pessoas externas ou instituições financeiras). Pense em como e onde irá buscar os recursos para iniciar ou ampliar o negócio. Você dispõe do capital necessário para isso (recursos próprios) ou será necessário recorrer a bancos (recursos de terceiros), por exemplo?

Ao fazer uso de financiamento, procure saber quais são as linhas de crédito para pequenas empresas. Peça ao gerente do banco escolhido orientações sobre o que pode ser financiado, até quanto, a taxa de juros, a carência e o prazo de pagamento, a documentação e as garantias exigidas.

Verifique se você está apto a atender essas condições e se a empresa irá gerar resultados que possibilitem a quitação do financiamento. Caso contrário, busque alternativas, mesmo que, para isso, tenha que adiar a inauguração ou iniciar um empreendimento menor do que o planejado.

Estimativa do faturamento mensal da empresa

esta é uma das tarefas mais difíceis para quem ainda não iniciou suas atividades. Uma forma de estimar o quanto a empresa irá faturar por mês é multiplicar a quantidade de produtos a serem oferecidos pelo seu preço de venda, que deve ser baseado em informações de mercado. Para isso, considere o preço praticado pelos concorrentes diretos e o quanto seus potenciais clientes estão dispostos a pagar.

As previsões de vendas devem ser baseadas na avaliação do potencial do seu mercado e em sua capacidade produtiva. Faça suas estimativas de faturamento para um período de, pelo menos, 12 meses. Seja cauteloso ao projetar as receitas e verifique se há sazonalidade no seu ramo, isto é, se existem épocas em que as vendas aumentam ou diminuem, como no Natal ou férias escolares. Existem outros meios para se precificar um produto, como por exemplo, fixar uma margem de ganho sobre o custo do produto.

Estimativa do custos

aqui, será calculado o custo com materiais (matéria-prima + embalagem) para cada unidade fabricada. Essa informação é importante, caso você deseje abrir uma indústria. Os gastos com matéria-prima e embalagem são classificados como custos variáveis numa indústria, assim como as mercadorias em um comércio. Como o próprio nome diz, esses custos variam (aumentam ou diminuem) de acordo com o volume produzido ou vendido. 

Registre também os gastos com impostos e comissões de vendedores ou representantes. Esse tipo de despesa incide diretamente sobre as vendas e, assim como o custo com materiais diretos ou mercadorias vendidas, é classificado como um custo variável. Para calculá-los, basta aplicar, sobre o total das vendas previstas, o percentual dos impostos e de comissões.

Por fim, você deverá definir quantas pessoas serão contratadas (se necessário) para realizar as diversas atividades do negócio. Pesquise e determine quanto cada empregado receberá. Não se esqueça de que, além dos salários, devem ser considerados os custos com encargos sociais (FGTS, férias, 13º salário, INSS, horas-extras, aviso prévio, etc.). Sobre o total de salários, você deve aplicar o percentual relativo aos encargos sociais, somando-os aos salários, você saberá qual o custo total com mão de obra.


8º Passo – Plano Estratégico

A matriz F.O.F.A. é um instrumento de análise simples e valioso. Seu objetivo é detectar pontos fortes e fracos, com a finalidade de tornar a empresa mais eficiente e competitiva, corrigindo assim suas deficiências. F.O.F.A. é um acróstico para:

  • FORÇAS
  • OPORTUNIDADES
  • FRAQUEZAS
  • AMEAÇAS

A análise F.O.F.A. levará você pensar nos aspectos favoráveis e desfavoráveis do negócio, dos seus proprietários e do mercado. A matriz F.O.F.A. é sempre feita em quadrantes, ou seja, em quatro quadrados iguais. Em cada quadrado são registrados fatores positivos e negativos para a implantação do negócio.



Mobilidade para o plano de negócios

Os negócios e o mercado evoluem sem parar. Dessa forma, os planos de negócios precisam evoluir também. O PNBOX é o plano de negócios que nasce totalmente digital e on-line. Agora você pode pensar na criação ou melhoria do seu negócio no todo ou em partes. São 4 temas chave com 14 poderosas ferramentas. E você consegue utilizar as ferramentas de maneira isolada ou integrada.

Você escolhe quando e onde utilizar o PNBOX. Com ele seu plano de negócios vai ficar muito mais atualizado e profissional. É uma aplicação online e responsiva. Você consegue utilizar em aparelhos mobile bem como notebooks, tabletes e outros formatos. Você só precisa fazer seu cadastro e pronto. Já pode utilizar a mais nova ferramenta de plano do negócio do Sebrae.


PNBOX e seus quatro temas chave

O PNBOX te ajuda a fazer um plano de negócios para conhecer a jornada do cliente, estabelecer personas, conhecer o mercado, compreender as finanças, simular resultados e redesenhar uma proposta de valor. Os temas chave do plano de negócios são: Cliente-Mercado, Problema-Solução, Canais de Venda e Finanças.

Cliente – Mercado

  1. Segmentação de mercado
  2. Geração de Personas
  3. Jornada do Cliente

Problema – Solução

  1. Proposta de Valor
  2. Análise da Concorrência
  3. Quadro de Experimentação

Canais de Vendas

  1. Canais de Aquisição
  2. Funil de Vendas

Finanças

  1. Investimento
  2. Ganhos
  3. Custos
  4. DRE
  5. Indicadores Financeiros
  6. Simulador de resultados

A melhor maneira de aprender uma nova plataforma ou programa é usando. Por isso o ideal é acessar o PNBOX e testar suas funcionalidades. Todo o processo é acompanhado por dicas e tutoriais em vídeo.

Quero fazer meu Plano de Negócio Gratuito

 


Dicas gerais sobre plano de negócios


• Informações são a matéria-prima de qualquer plano de negócio, portanto, pesquise e procure conhecer tudo sobre o seu setor. Informações podem ser obtidas em jornais, revistas, associações, feiras, cursos ou junto a outros empresários do
ramo.

• Lembre-se de que um plano de negócio é uma trilha e não trilho e não deve ser encarado como um instrumento rígido, portanto, é preciso acompanhá-lo permanentemente. Um plano de negócio é feito no papel e “a lápis”, pois está sujeito a correções.

• Quanto melhor sua aparência e quanto mais claras as ideias, melhores serão os resultados. O plano de negócio fala por você. Além disso, procure fazê-lo bem-feito e organizado. Assim, você irá tornar mais fácil sua utilização e sua consulta.

• Um plano de negócio pode ser usado para se conseguir novos sócios e investidores, para estabelecer parcerias com fornecedores e clientes ou mesmo apresentado a bancos para a solicitação de financiamentos. Entretanto, lembre-se de que o maior usuário do seu plano é você mesmo.

 

O Sebrae Minas preparou uma página especial sobre Empreendedorismo que poderá auxiliar em seu desenvolvimento pessoal e profissional.

 

Boa sorte e muito sucesso!

 

Você está offline

Abrir Chat
Olá, em que posso ajudar?