10 dicas de redução de custos para empresas

10 dicas de redução de custos para empresas

Em tempos de crise, a redução de custos empresariais é uma das formas de buscar o equilíbrio e sobreviver no mercado. Mais do que nunca, os gestores precisam identificar as origens dos gastos e buscar mantê-los em um patamar seguro.

Embora não pareça, grande parte do orçamento de uma empresa é comprometido por gastos que não são essenciais. Portanto, quando você consegue identificar esses custos e cria soluções, sobra receita para investir no seu empreendimento e mantê-lo em funcionamento.

Mas não é fácil identificar gastos extras ou oportunidades de economia. Muitas vezes, tendemos a considerar as contas como indispensáveis. E para as empresas, a falta de um insumo pode comprometer completamente a operação. Por isso, muitos gestores fogem dessa organização, que é tão essencial para a redução de custos.

Neste artigo, reunimos algumas dicas práticas de redução de custos para a sua empresa ter o orçamento equilibrado de uma vez por todas. Confira!

1. Faça o planejamento financeiro

Antes de fazer cortes, é preciso ter um bom planejamento financeiro. Afinal, de nada adianta reduzir aleatoriamente gastos que podem ser irrelevantes no resultado final ou eliminar custos que são essenciais para a sua produção.

Primeiramente, identifique quais são os principais tipos de custos da sua empresa:

Custos fixos:

São os gastos que não variam de acordo com a produção da empresa, como aluguel, condomínio e salários;

Custos variáveis:

são os gastos que oscilam de acordo com a quantidade de produtos produzidos ou de horas trabalhadas, como matérias-primas, energia elétrica e horas extras.

Identifique quais gastos são obrigatórios, quais podem ser otimizados e, até mesmo, quais devem ser cortados, sem prejuízos para os processos.

2. Economize energia elétrica

A energia elétrica é um dos principais custos de qualquer empresa. Portanto, identifique formas de economizar e incentive os seus colaboradores a fazerem o mesmo.

Algumas dicas simples para economizar energia na sua empresa são:

  • pinte os ambientes com cores claras, pois elas refletem a iluminação e diminuem a necessidade de luzes acesas;
  • opte por lâmpadas de LED;
  • evite o uso de divisórias que dificultam a passagem da luz e tornam os ambientes mais escuros. Use as mais baixas ou as elimine, quando possível;
  • analise investir no uso de placas de energia solar;
  • desligue as luzes e os equipamentos ao sair ou tenha um sistema que faça esse controle;
  • evite aparelhos em stand-by. Mantenha-os desligados sempre que possível.

3. Otimize processos

Certamente, existem processos em sua empresa que podem ser otimizados. Ou seja, feitos com menos custos, tempo e recursos.

Procure identificar processos que representem gargalos em sua produção, uma vez que pequenas variações neles representarão uma grande redução de custos no orçamento.

4. Terceirize serviços

Terceirizar serviços pode ser uma alternativa muito econômica. Quando uma empresa terceiriza uma atividade, recebe o resultado desejado, mas sem os tradicionais custos com mão de obra, como pagamento de horas extras, benefícios e outros que geralmente estão envolvidos na contratação direta de pessoal.

5. Evite o pagamento de juros

Mantenha a sua contabilidade em dia. O pagamento de juros e multas em faturas representa uma quantidade significativa de dinheiro jogado fora.

Por esse motivo, é muito importante estar em dia com o seu fluxo de caixa e evitar ao máximo o pagamento de juros e multas por atrasos.

6. Feche parcerias

Uma forma de redução de custos é desenvolver parcerias, tanto com fornecedores quanto com outros produtores.

Se você tem um único fornecedor confiável, uma parceria exclusiva pode ser lucrativa para ambos, uma vez que reduz os custos e a imprevisibilidade dos contratos.

Outro exemplo de parceria é a realizada com comerciantes ou produtores da mesma região.

Um grupo de clientes que compram de um mesmo fornecedor pode realizar pedidos em conjunto. Desse modo, economiza com custos logísticos e pode ter descontos pelo volume de compra.

7. Negocie tarifas

Procure analisar quais são as tarifas que a sua empresa paga regularmente pelos serviços que consome. Busque negociar junto aos prestadores melhores valores e condições.

Veja também se existem concorrentes para o serviço prestado em questão que oferecem tarifas e condições mais vantajosas.

8. Use ferramentas gratuitas

Verifique se as ferramentas e os softwares utilizados em sua empresa contam com versões gratuitas.

Desde softwares e sistemas operacionais até aplicativos e serviços por assinaturas, existem muitas alternativas boas e gratuitas no mercado.

Por exemplo, se a sua empresa utiliza planilhas e documentos simples, o Google Docs e o Google Sheets, que são gratuitos, podem atender perfeitamente à maioria das demandas.

9. Redução de custos com supérfluos

Assim como em um planejamento financeiro pessoal, em uma empresa existem gastos que podem ser considerados supérfluos.

Embora estes não sejam tão facilmente identificáveis, eliminá-los pode representar uma boa redução no orçamento.

O importante, nesses casos, é saber o que é essencial para o funcionamento da empresa e o que pode ser eliminado sem prejuízos.

10. Economize com a ajuda da tecnologia

A tecnologia nos trouxe alternativas muito mais baratas para realizar atividades cotidianas. Então, esse é o momento para avaliar o quanto ela pode ajudar na redução de custos da sua empresa.

Por exemplo, em vez de enviar um colaborador para uma reunião ou um treinamento presencial, a empresa pode economizar com diárias de hotel, passagens e alimentação apenas realizando uma videoconferência ou comprando a licença de um curso online.

Já os custos com ligações interurbanas podem ser eliminados com o uso de aplicativos como o WhatsApp e programas como o Skype.

A redução de custos é uma das principais medidas para sobreviver à crise. Usando um pouco de criatividade e analisando criteriosamente as alternativas disponíveis no mercado, toda empresa pode reduzir o seu orçamento sem precisa impactar a sua produção.

O primeiro passo para isso é ter um claro planejamento financeiro e envolver todos os colaboradores nas ações.

Neste artigo, apresentamos algumas dicas práticas para a sua empresa reduzir os custos e manter a saúde financeira. Basta colocá-las em prática e o resultado é garantido!

Se precisar de ajuda, continue a acompanhar o nosso blog, onde postamos frequentemente diversas dicas úteis para o seu negócio.

Planejamento financeiro: porque ele é tão importante para sua empresa?

Planejamento financeiro: porque ele é tão importante para sua empresa?

Todo negócio de sucesso deve ser alinhado por um plano que englobe os seus principais processos. Dentre eles, o planejamento financeiro merece destaque, pois, sem dinheiro em caixa, fica praticamente impossível investir em crescimento.

Mesmo quem trabalha sozinho, como é o caso do MEI, precisa ter informações importantes para empreender. Neste artigo, selecionamos algumas das mais práticas para que você coloque o seu planejamento em dia.

Porque fazer o planejamento financeiro

Provavelmente, você já deve ter ouvido falar em planejamento financeiro como uma das ferramentas importantes para o crescimento de uma empresa. No entanto, a verdade é que poucos empreendedores se dedicam o suficiente para fazer esse plano de forma detalhada.

Isso não é por descuido ou culpa do empreendedor. Muitas vezes, falta tempo para sentar e, de cabeça fria, analisar como andam as finanças.

A boa notícia é que fazer um plano financeiro não é complicado. Você pode começar com algumas simples iniciativas e aprimorar ao longo do tempo. O passo a passo que preparamos irá ajudá-lo a começar.

Modelo de planejamento financeiro

Quando falamos em planejamento financeiro, a primeira imagem que surge à mente são planilhas preenchidas, linha por linha, com cada gasto da empresa, certo?

No entanto, o que acontece é que a maioria dos empreendedores acaba deixando esses modelos prontos de lado. E o navio financeiro do negócio segue à deriva.

Um plano financeiro não é uma planilha pronta. Embora existam milhares de modelos prontos na internet, o que funciona mesmo é o empreendedor sentar e pensar no seu negócio.

Portanto, em nosso passo a passo, não disponibilizamos planilhas prontas ou modelos a serem seguidos. Isso torna o trabalho mais prático e você pode personalizá-lo do seu modo.

Pontos essenciais do planejamento financeiro

Mesmo que você não se considere muito habilidoso para fazer o seu planejamento financeiro, ele nada mais é do que o que você já realizou diversas vezes na vida. Quando você quis realizar um sonho — como casar, fazer uma viagem ou comprar um automóvel —, intuitivamente, planejou como faria isso. 

Agora, colocaremos como foco a realização do seu sonho de ter um negócio saudável financeiramente. Assim, você poderá realizar outros sonhos e ter mais conforto, liberdade e qualidade de vida.

Defina um horizonte

Antes de escrever qualquer número, você precisa definir para quanto tempo deseja fazer o seu planejamento. Cada empresa tem uma dinâmica e, portanto, esse horizonte é bem pessoal.

Por exemplo: no mercado de TI, as coisas mudam muito rápido. Novos softwares e cursos se tornam necessários a todo instante, enquanto outros ficam obsoletos em um curto período.

Já no ramo da contabilidade, raramente surgem adequações que precisam de grandes investimentos em pouco tempo. Mesmo as alterações criadas por leis tributárias costumam ter efeito apenas a partir do período seguinte.

Se o seu negócio está em um nicho onde as coisas mudam todo o tempo todo, é importante reduzir o seu horizonte de planejamento para manter o plano financeiro sempre atualizado e eficiente. Outra necessidade é a revisão sempre que houver alterações significativas de cenário.

Para começar, pense em um planejamento para o curto prazo — de três ou seis meses —, mas fique de olho nos seus objetivos de médio e longo prazo. Esses o deixarão preparado para mudanças drásticas de cenário, como crises ou greves.

Identifique os objetivos do negócio

O que move uma empresa são os seus objetivos. Você precisa avaliar o estado atual do seu negócio e definir onde quer estar financeiramente, considerando o horizonte de planejamento definido anteriormente.

Quer aumentar o seu faturamento? Precisa comprar um novo equipamento? Ou deseja aumentar o número de clientes e precisa contratar alguém? Como você sabe, o MEI também pode ter um funcionário e esse investimento precisa ser contabilizado.

Seja qual for o seu objetivo, o primeiro passo é definir quanto investimento será necessário para realizá-lo.

Analise as suas receitas e despesas

Certamente, o início do fracasso de pequenos grandes negócios é não ter clareza sobre as receitas e despesas. Quando se é assalariado, é fácil saber a sua receita, pois ela provém, exclusivamente, do seu salário. Por outro lado, a do empreendedor entra todos os dias e muitos não sabem lidar bem com esse cenário.

Vários empreendedores relatam que o dinheiro que “pinga” no caixa todos os dias não é o suficiente e, por isso, eles têm de recorrer a linhas de crédito.

No entanto, na maioria das vezes, falta um planejamento financeiro que contemple a previsão de receitas e despesas variáveis, além do acompanhamento diário do fluxo. E não são necessárias horas de estudo ou um alto investimento para isso.

Um simples caderno pode servir como base. Anote durante um mês tudo que entra e sai; assim, você terá um retrato para fazer uma previsão de como será o seu próximo mês ou trimestre.

Faça os ajustes necessários

Depois de dar os primeiros passos e fazer uma previsão do quanto precisa investir para manter o seu negócio em funcionamento e qual é a entrada de recursos, você deve adequá-la à realidade.

Por exemplo, se uma lanchonete consome mensalmente 20% do faturamento em matéria-prima e 30% em aluguel e infraestrutura, os outros 50%, que são o lucro do negócio, podem ser utilizados para reinvestimento.

No entanto, se a mesma lanchonete consome 60% do seu faturamento em retiradas do caixa para despesas pessoais do empreendedor, é preciso ajustar. Saber separar as finanças pessoais das empresariais é um dos maiores desafios de quem começa um empreendimento.

Mas este é só um exemplo. Cada empreendedor precisa conhecer os números do seu negócio e fazer os ajustes necessários para que o plano seja cumprido de forma saudável.

Crie uma estratégia financeira replicável

Depois de identificar os seus objetivos e fazer os ajustes, certamente você terá muito mais clareza para aumentar os resultados do seu negócio. 

O próximo passo é adaptar uma estratégia financeira própria. Aqui, recomendamos que, inicialmente, siga uma estratégia que funcione, para você ou para o mercado em que atua.

Existem diversas formas de definir uma estratégia. Você pode contar com o apoio de especialistas para isso ou utilizar exemplos da literatura financeira.

Para começar, certifique-se de que a sua estratégia financeira contemple:

  • valor para reserva;
  • percentual para reinvestimento;
  • ações estratégicas de marketing, logística, parcerias etc;
  • um valor fixo mensal para pagamento de proventos;
  • percentual destinado à expansão da empresa ou quitação de dívidas.

A importância do planejamento financeiro

A falta de planejamento é o que faz com que 80% das empresas abertas no Brasil fechem as portas antes dos cinco anos de atividade. Ao ler relatos de empreendedores que tiveram os seus sonhos interrompidos, notamos que, para a maioria, ter um bom plano financeiro seria suficiente.

Falta de capital de giro, altas taxas de impostos, pouca clareza quanto à real situação financeira e períodos de crise: tudo isso pode ser previsto em um bom planejamento antes de as consequências serem as piores.

Portanto, resta a você, empreendedor, não ser mais um na estatística e fazer a tarefa de casa. Comece a adequar o seu planejamento financeiro. Com este passo a passo, você terá mais clareza. Busque ajuda profissional se for preciso. Conte conosco!

Formação de preços: o que é e como fazer

Formação de preços: o que é e como fazer

Todos os produtos e serviços disponíveis no mercado têm, além de um valor, um preço de venda. Além disso, a diferença entre esses dois conceitos é que preço é o montante a ser desembolsado pelo cliente para adquirir algo. Por isso e por razões de controle de custos e análises essenciais, a formação de preços é uma atividade fundamental na rotina de empreendedores e empresas.

Mas como definir o preço de um produto ou serviço? Em primeiro lugar, é preciso saber que existem diversos fatores que impactam na formação. Igualmente, pensando nisso, preparamos um guia completo sobre o assunto. Tudo para que você entenda a importância de definir corretamente os preços que praticará no mercado. Por isso, continue a leitura e, ao final, deixe a sua dúvida, combinado?

O que significa formação de preços

Eventualmente, precificar significa, em poucas palavras, colocar preço. Porém, na prática, não é assim tão simples. Isso porque o preço de um produto ou serviço deve ser suficiente para cobrir as despesas envolvidas na sua produção, estar compatível com o mercado — ou seja, com a concorrência — e permitir a geração de lucro.

Assim sendo, como resultado, existe toda uma ciência na hora de determinar o preço de um produto ou serviço. Portanto, com as orientações certas, qualquer empreendedor ou empresa é capaz de estabelecer preços que realmente gerem resultados e atendam às expectativas dos clientes.

Como definir o preço de um produto

Acima de tudo, é importante destacar que os consumidores se preocupam sim com o preço. No entanto, esse não é o único fator que eles analisam na hora de comprar um produto ou serviço.

Por isso, a formação de preços deve levar em consideração a realidade da empresa e do mercado. Além disso, produtos e serviços muito conhecidos e desejados podem ser vendidos por um valor bem mais elevado do que os praticados pela concorrência, por exemplo.

Finalmente, acompanhe logo abaixo um passo a passo de como realizar a formação de preços, com base em alguns critérios que são padrões para qualquer negócio.

Estabeleça os custos

Em primeiro lugar, é certo que todo produto ou serviço gera despesas. Além disso, existem custos de produção, transporte, armazenamento, divulgação e muitos outros. Por isso, é um erro estabelecer os preços às cegas, sem uma análise detalhada.

Igualmente, muitas empresas, de olho na concorrência, baixam os preços ao máximo. As vendas aumentam, mas os lucros diminuem. Por isso, em situações extremas, a estratégia pode sair completamente de rumo. Isso porque o motivo é a formação de preços deve respeitar os custos da empresa em questão.

Sob o mesmo ponto de vista, na contabilização dos custos, devem ser considerados a matéria-prima, logística, mão de obra e as despesas variáveis, como energia elétrica.

Além disso, existem os chamados custos fixos, como aluguéis e internet, a depender do produto ou serviço que a empresa vende.

Alguns desses custos não são fáceis de associar ao produto ou serviço e, portanto, dificultam ainda mais a precificação. A ajuda de um contador é fundamental na hora de entender mais sobre custos e despesas.

Defina a margem de lucro

Uma coisa é certa: não dá para vender seu produto ou serviço acabado pelo mesmo preço de produção, não é mesmo? Isso porque a margem de lucro é o percentual que supera o valor base. Por isso, durante a formação de preços, o empreendedor deve pensar no quanto deseja ganhar a cada venda.

Por isso, é preciso saber que definir a margem de lucro não é nada simples, tendo em vista a necessidade de observar os preços de mercado, as expectativas dos consumidores e as características do produto ou serviço.

Então, um grande erro dos empreendedores iniciantes é fazer seus cálculos considerando apenas os custos de produção, sem levar em consideração uma margem de lucro que permita ao negócio se tornar sustentável ao longo do tempo.

Acompanhe o mercado

O mercado dita tendências. Portanto, é impossível falar em formação de preços sem considerar o quanto a concorrência deve influenciar nos preços finais.

Eventualmente, se estamos diante de um produto comum de nicho, como um computador, não é viável cobrar duas vezes mais do que a concorrência. Além disso, os consumidores pesquisam — e muito bem — antes de fazer uma compra. Com a internet, então, as pesquisas se tornaram mais fáceis e frequentes.

De acordo com as mais recentes pesquisas, 77% dos consumidores pesquisam na internet antes de comprar. Por isso, é importante acompanhar o mercado, os preços praticados e as tendências. Acima de tudo, essa estratégia é importante tanto para a definição do valor base quanto para saber o melhor momento para lançar promoções e ofertas.

A importância da formação de preços

A formação de preços é um processo importantíssimo para empresas e empreendedores. Como vimos, existem muitos fatores a serem considerados na hora de bater o martelo e estabelecer um número.

Não dá para fazer as contas de cabeça ou no chute. É preciso contabilizar todos os custos e definir, matematicamente, o melhor preço para um produto ou serviço. Errar na hora da formação de preços pode significar prejuízos para o seu negócio.

No entanto, existe um número mágico que, quando agregado ao seu produto ou serviço, pode aumentar a sua margem de lucro e mudar o seu preço para melhor. É com esse componente que finalizaremos o nosso papo.

O “componente mágico” para aumentar o preço final

Existe uma parcela da formação de preço que muitas vezes é ignorada pelos empreendedores e pode duplicar, quadruplicar ou mais o preço de um produto ou serviço. O nome desse “componente mágico” é valor.

Certamente, você já notou que existem produtos que não são vendidos apenas pelo que valem em matéria-prima ou pelos custos de produção.

Em outras palavras, existem produtos que são vendidos por preços muito maiores do que os praticados pela concorrência. E, mesmo assim, são objetos de desejo e têm público comprador fiel.

Empresas de renome — como Apple, Ferrari e Dolce & Gabbana — sempre estabelecem preços altíssimos para os seus produtos, mesmo com opções muito mais baratas no mercado. Isso porque essas marcas oferecem não somente produtos, mas experiências de status e diferenciação aos seus clientes. Esse é um fator que vai muito além do preço de um produto ou serviço.

Quanto mais valor agregado do seu negócio ou melhor o seu cliente se sentir, maior a sua liberdade para estabelecer preços!

15 lições de inovação para sua empresa

15 lições de inovação para sua empresa

A empresa que não investe em inovação perde competitividade. Ontem, o perfil dos consumidores permitia que uma organização mantivesse o seu produto ou serviço intacto; hoje, isso é sinônimo de maus tempos à vista.

A competitividade aumentou e o consumidor busca por novidades, além de estar mais preocupado com a sustentabilidade. Uma empresa que não inova coloca em risco até mesmo a sua sobrevivência no mercado.

Por isso, neste post, trazemos lições de inovação que você pode implementar em seu negócio.

1. Foque na solução e não no problema

Abrindo nossa lista, está um exemplo da Harvard Business Review Brasil, que mostra formas não usuais para a solução de problemas.

Trata-se do naufrágio do Titanic. Se a tripulação não estivesse focada no problema e sim na solução, poderia ter imaginado outros meios para salvar as pessoas, como usar o próprio iceberg, que tinha cerca de 120 metros de comprimento.

Os botes poderiam ter remado para ele e as pessoas esperariam o resgate em sua superfície plana.

2. Inovar é fazer mais, não necessariamente gastando mais

Ideias inovadoras não são sinônimo de novos custos. Para ser percebida como uma inovação, uma ideia deve gerar algo diferente que resulte em vantagem competitiva para a empresa.

Isso pode ser feito tanto em produtos quanto em serviços e processos.

3. Inovação é prestar atenção ao que o cliente deseja

Sun Tzu já dizia que “nenhum plano sobrevive ao campo de batalha”. Quando se fala em inovação, o foco inicial tende a ser a empresa e os seus processos. Reuniões de Brainstorming com executivos, mudanças de planejamento e cálculo de custos; tudo permanece “dentro” da empresa.

Porém, a validação de uma inovação é feita no mercado. Ouvir o cliente e voltar atrás é um exemplo do que a Pepsi foi obrigada a fazer nos anos 90. A Pepsi Crystal, na linha transparente, não foi bem recebida.

A solução foi amargar o prejuízo dos investimentos na inovação e retirar do mercado. Algo que seria muito simples de resolver com pesquisas e até mesmo uma fase de testes com uma amostra do público.

4. Nem toda inovação acontece no produto

Investir em processos e no conforto dos funcionários são inovações que, geralmente, trazem muito resultado. Mais do que lançar novos produtos e serviços, inovar no processo produtivo, não necessariamente modificando o produto final, traz diversos benefícios para as empresas.

5. Ouvir o cliente pode economizar anos de pesquisa interna

Durante o desenvolvimento de um produto, a Natura buscava atender às necessidades dos consumidores de xampus e condicionadores. Pesquisadores foram a campo e se hospedaram na casa de consumidores.

O que descobriram revolucionou a produção de xampus. As famílias, em busca de alternativas mais baratas, consumiam refis como produto principal. Com essa informação e o uso do Design Thinking, a Natura inovou na linha Sou, que é similar ao refil, vendido em embalagem flexível e, portanto, com menores custos.

6. Inovação pode dar novos usos a ideias fracassadas

Você conhece a história do Post-it, da 3M? É um exemplo de ideia que deu errado antes de dar certo. A intenção original do inventor Dr. Spencer Silver era criar uma cola resistente. Porém, ele criou um adesivo de baixa aderência. Não havia o que fazer isso.

E permaneceu assim por anos, até que Arthur Fry, outro cientista da 3M, precisava de uma cola fraca que prendesse os papéis do coral onde cantava sem destruí-los. Aí, ele se lembrou da invenção desprezada. Fez um protótipo, distribuiu pelo escritório e o sucesso foi enorme.

7. Crie uma cultura de inovação dentro e fora da empresa

Inovar não é algo que você possa pedir ao seu funcionário. Não é simplesmente falar “vai lá e inova”.

No entanto, é possível criar um ambiente de trabalho com uma cultura que estimule a criatividade e o compartilhamento de novas ideias com ações como incentivo à comunicação, respeito à diversidade e amplo acesso a recursos.

8. Evite os assassinos de inovação

Ed Catmull é o CEO da Pixar, uma empresa onde a inovação é a base do trabalho. Ele identificou que um dos maiores vilões é o medo de falhar, inerente ao ser humano.

Se a cultura da empresa reforça esse medo, o normal é as pessoas se anularem, fazendo mais do mesmo. Portanto, nas reuniões da Pixar, os diretores são incentivados a contar os seus fracassos.

9. Falhe, mas falhe logo

Outra lição de inovação da Pixar é o poder de falhar rápido. O processo de tentativa e erro, como o conhecemos, é levado a sério na empresa.

Se uma ideia inovadora é implementada e dá certo, os resultados são vistos. Se, no entanto, não funciona, isso é considerado melhor do que esperar anos de desenvolvimento.

10. Não são necessários 100 funcionários para ter uma ideia inovadora

Sabemos que as empresas mais inovadoras da atualidade nasceram de ideias elaboradas e implementadas por poucas pessoas.

Por exemplo, as gigantes Google e Amazon foram criadas em sociedade, nas garagens das casas de seus fundadores.

11. Encoraje o empreendedorismo

Uma das maiores lições de encorajamento ao empreendedorismo vem do Google. Mas não por ser uma empresa de tecnologia. A filosofia de inovação na empresa é tão forte que ela incentiva que cada funcionário trabalhe por 20% do tempo em projetos que são a sua paixão.

Isso estimula um ambiente criativo, que faz com que as pessoas tenham melhores ideias e se sintam mais realizadas.

12. Contrate empreendedores para o seu negócio

O intraempreendedorismo é um dos conceitos fundamentais em uma cultura de inovação. Contrate funcionários que foram donos de negócios, com a experiência e as características que só um empreendedor pode ter.

13. O papel do consumidor na inovação

Estar atento às demandas do mercado pode ser uma forma de gerar inovação na empresa, criando produtos e serviços que atendam aos anseios das pessoas.

E nem é necessário investir milhões em pesquisas, pois as mídias sociais se tornaram ferramentas eficazes para o diálogo com o consumidor.

14. Entenda o poder do coletivo

Crowdsourcing é a criação coletiva, que pode ser utilizada para gerar inovação na empresa a baixo ou nenhum custo.

Por exemplo, a TIM libera, antecipadamente, alguns recursos para usuários cadastrados testarem, fazendo com que a empresa tenha milhares de “colaboradores” auxiliando na inovação.

15. Seja o seu lugar de inovação

Muitas empresas têm os seus próprios centros de inovação e tecnologia, como é o caso da Magazine Luiza, que mantém o LuizaLabs.

No entanto, o propósito de inovação pode ser o mesmo em empresas com menos recursos. Uma sala, uma mesa ou um momento específico do dia podem se tornar propícios para isso.

Café sustentável: uma possibilidade de inovação

Café sustentável: uma possibilidade de inovação

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de café do mundo, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Com uma participação em mercado mundial tão expressiva, os produtores brasileiros ganham cada vez mais oportunidades. Elas são chances de diferenciar suas produções no mercado. Nesse contexto, um nicho que está em evidência é o da produção de café sustentável.

Mas, o que seria isso? É a aplicação do conceito de sustentabilidade nos processos de produção. E também aos métodos de gestão dos negócios de café. O objetivo é produzir resultados positivos para os negócios de café, para a sociedade e para o meio ambiente. Se você atua na cadeia produtiva do café, precisa entender esse conceito e aproveitá-lo em sua produção.

Confira neste post os detalhes do que é um “café sustentável”. E sabia como você pode investir na sustentabilidade da sua produção cafeeira. E, até mesmo, iniciar um negócio com esse tipo de manejo do café. Tudo em busca de inovar e se diferenciar no mercado.

Produção de café sustentável

Com uma participação no mercado mundial de produção e consumo de café, os produtores brasileiros já aprenderam várias lições. Uma delas é a de que para manter uma produção cafeeira de forma lucrativa é preciso inovar. Para isso, eles se aprimoram cada vez mais na diferenciação do produto; da gestão e da experiência do cliente. Nesse contexto, a produção de café sustentável vem ganhando cada vez mais destaque.

De forma geral, para se denominar sustentável, uma empresa precisa criar processos de produção, serviços e métodos de gestão inovadores. Consequentemente, a ideia é que o negócio passe a trazer resultados positivos não só para a empresa. Mas, essencialmente, para e todo o ciclo produtivo do qual faz parte.

No caso das produções cafeeiras, isso não é diferente. É importante valorizar a comunidade onde a produção está localizada. E, consequentemente, promover resultados positivos para a sociedade e o meio ambiente.

Nesse contexto, basicamente, a sustentabilidade envolve três aspectos: sociais, ambientais e econômicos. Confira os detalhes de cada um deles.

Sociais

O aspecto social significa que não deve existir qualquer tipo de trabalho informal na propriedade. O produtor deve registrar seus trabalhadores de acordo com a legislação. Além disso deve cumprir todas as leis trabalhistas. Isso inclui garantir a segurança do trabalhador e de subcontratados no trabalho. Isso pode ser feito por meio da promoção do uso equipamentos de proteção individual.

Os trabalhadores devem ter direito a moradia digna, transporte, local adequado para as refeições, condições sanitárias, capacitação e treinamentos contínuos. O produtor também deve ter preocupação com a educação dos funcionários e de seus filhos.

Ambientais

A dimensão ambiental diz respeito à adoção de práticas que visam preservar os recursos naturais. Por exemplo: os recursos hídricos; a biodiversidade e qualidade do ar. Isso pode ser feito de diversas formas, como pelo controle do uso de agrotóxicos e fertilizantes. E também pelo reaproveitamento dos resíduos da produção.

Na prática, isso significa que a propriedade deve usar somente agrotóxicos registrados para a cultura de café. Por outro lado, os fertilizantes orgânicos e químicos devem ser adequadamente armazenados.

Além disso, os mananciais de água devem ser protegidos e preservados. Inclusive, o desmatamento de flora nativa deve ser minimizado. O que visa conservar plantas e animais silvestres e, principalmente, espécies ameaçadas de extinção. Enfim, ainda deve existir um sistema seguro de manejo de resíduos.

Econômicas

Os aspectos sociais e ambientais dependem diretamente da situação econômica da atividade. Por isso, sob esse ponto de vista, as práticas sustentáveis visam obter grãos de maior qualidade. E também com preços que remunerem melhor o produtor.

Para isso, a renda do setor cafeeiro deve ser observada como questão principal. Isto para que seja possível a implementação; a manutenção e a evolução de um programa de sustentabilidade na cafeicultura.

Por isso, é interessante remunerar melhor os produtores e toda a cadeia. O que comumente é feito pela diferenciação dos cafés; por seu valor agregado e pela sua qualidade, por exemplo. Também é preciso reinvestir no setor e em toda cadeia produtiva, garantindo o desenvolvimento das famílias.

Enfim, o negócio cafeeiro precisa ser, simultaneamente, eficiente em termos econômicos e sociais. Isso significa dizer que como negócio ele precisa utilizar racionalmente os recursos, promovendo seu uso inteligente. E também deve ser instrumento de inclusão social e respeitar a capacidade do meio ambiente.

Benefícios da produção sustentável

Muitos produtores pensam que as exigências da sustentabilidade da produção têm como objetivo beneficiar apenas meio ambiente e consumidor. No entanto, o próprio produtor rural e a sua propriedade também são grandes beneficiários das boas práticas de produção.

A principal vantagem da produção de café sustentável é a possibilidade de obter uma certificação. As certificações muitas vezes ampliam a visibilidade do produto e contribuem para sua consagração no mercado. Além disso, a aplicação das boas práticas agrícolas reduz o desperdício. E também melhora a gestão da propriedade, ampliando as possibilidades de rentabilidade para o produtor.

Para além destes pontos, existem outros benefícios em fazer com que uma produção seja mais sustentável, tais como:

  • aumento da eficiência da gestão;
  • economia de insumos;
  • aumento da produtividade e qualidade do café;
  • ampliação do controle dos custos de produção;
  • preservação de solo e água;
  • redução dos impactos produtivos;
  • mais capacitação para produtores;
  • aumento da segurança do trabalho;
  • ampliação da organização da propriedade.

Diferenciais da produção sustentável

A produção de café sustentável segue uma regulamentação específica. Ela possui recomendações para plantio; cuidados com a lavoura e a colheita; armazenamento e torrefação.

No Brasil, a ABIC reconhece os produtores rurais que investem em sustentabilidade. Isto acontece por meio do Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, que acompanha de forma rígida a fabricação.

Portanto, os produtores interessados em investir na produção de café sustentável precisam solicitar essa certificação à ABIC. Para um cafeicultor adquirir o selo, é observada toda a cadeia produtiva da sua produção, da plantação até o empacotamento.

O processo tem início com o preenchimento do termo de adesão. Neste momento, o produtor é orientado sobre as etapas da produção sustentável. E ganha um prazo para se adequar às normas.

Cumpridas as primeiras exigências, o processo produtivo do café é avaliado para atestar se a propriedade cumpre toda a regulamentação. Em caso positivo, o produtor recebe o certificado sustentável.

Isso favorece os pequenos e médios produtores, que podem ter maior controle das etapas, cumprindo as exigências do mercado sustentável.

Espaço para crescer

Apesar do bom momento econômico vivido pela produção de café sustentável. O que inclui maior valor agregado. Ainda é pequeno o número de produtores brasileiros que se interessaram em se tornar sustentáveis. Estima-se que pouco mais de 1% da quantidade de sacas industrializadas se encaixe na categoria de café sustentável.

Alguns fatores contribuem para essa baixa adesão. Um deles é a burocracia para a obtenção da certificação. Os custos iniciais para implementação do sistema sustentável também representam um dificultador.

No entanto, a produção de café sustentável garante um produto final que tem mercado garantido. Isto porque ele tem maior valor agregado para a venda. O que pode compensar compensa os investimentos iniciais.

Portanto, a produção de café sustentável pode ser uma boa oportunidade para o produtor rural que deseja aumentar a renda do seu negócio. Assim, ele garante um produto final certificado, com uma demanda cada vez maior junto ao público consumidor; ao mesmo tempo em que protege o meio ambiente.

Abrir Chat
Olá, em que posso ajudar?