Sucesso à base de queijo canastra

Sucesso à base de queijo canastra

Em 2001, o pai do Sr. Ivair, que já produzia queijos na Serra da Canastra emprestou um terreno para que o filho também tivesse sua produção. Foram cinco anos de muito trabalho, até que o sogro o presenteasse com um terreno. Foi ai que Ivair, com o apoio da esposa Lúcia, começasse a realizar o sonho de ter seu próprio sítio.

Há sonhos que custam caro, e o deles necessitou de um empréstimo para acontecer. Dinheiro para o material em mãos, toda a família pôs mãos à obra. Literalmente. Pai, sogro, amigos… Cada um ajudando como podia. Construíram a primeira queijaria.

O primeiro tropeço

Eles produziam, mas o queijo não tinha tanta saída. As filhas e a esposa foram para a cidade, onde Lúcia costurava para fora. Sozinho no sítio, Ivair se isolava e aumentava a dificuldade em se relacionar com os outros. Nessa época, uma hérnia resolveu fazer-lhe companhia. Eram dias de cama, sem produzir, sem qualidade de vida. Em 2012 foi preciso deixar o sonho de lado. Vendeu as vacas e fechou o sítio. E foi para a cidade de São Roque, auxiliar a esposa a montar uma confecção.

Um novo começo

Ao iniciar a preparação para montar a confecção, a Associação Comercial convidou os então candidatos a empresários a participar do Empretec, um seminário comportamental oferecido pelo Sebrae Minas.

Desanimado e abatido, Ivair não queria sequer sair de casa, mas Lúcia se mostrou fundamental. Fez a inscrição dos dois e convenceu o marido a participar da seleção. Ambos foram aprovados, mas ela decidiu que ele faria o curso naquele momento.

O Empretec dura uma semana. São dias intensos de treinamento, incluindo tarefas que os participantes levam para desenvolver fora da sala de aula. Ivair sofria. Achava que estava vivendo os piores dias de sua vida. Contou com a ajuda da esposa e das filhas para as tarefas. Mas mais que isso “foram elas que não me deixaram desistir.”

Energia e motivação

O mesmo Ivair que na segunda era cabisbaixo e pouco confiante, terminou o seminário dando piruetas. Isto porque conseguiu a pontuação necessária para concluir o Empretec com sucesso. A filha Ângela lembra: “Depois do Seminário, houve uma mudança muito grande. Ele se dispôs a sair mais, voltou mais motivado, com mais energia e mais extrovertido. Passou a conversar mais. Interagir se tornou mais fácil porque a autoestima foi alavancada. Parecia outra pessoa.”

O novo Ivair uniu-se a Lúcia e montou a confecção. Fez cursos técnicos para ajudar na gestão. Trabalhou um ano e meio na empresa e decidiu que era hora de retomar o sítio.

Começar de novo

Ao decidir voltar para a roça, para trabalhar com o queijo, Ivair já sabia que precisava fazer diferente. Filiou-se à Associação dos Produtores de Queijo Canastra (APROCAN). As reuniões na associação foram fundamentais para rever técnicas e fazer parceiros. Percebeu que sua estrutura precisava melhorar. Caso contrário, não conseguiria crescer.

Novo empréstimo para nova queijaria. E novos problemas: as contas não fechavam. Mesmo com a esposa enviando dinheiro da confecção, a situação piorava. Na fase de construção, a sala de fabricação estava pronta. Mas não tinha como construir a sala de maturação, por falta de capital.

Ivair encarou a necessidade de pedir socorro. Em uma reunião da associação, disse aos colegas que estava há um passo de fechar as portas. Um dos produtores se disponibilizou a visitar o sítio, provar o queijo e ver como poderia ajudar. Era Guilherme Ferreira, outro produtor da região, do Queijo Capim Canastra, hoje ganhador de prêmios internacionais com seus produtos. Guilherme provou, gostou e comprou. Começou a pagar por peça o dobro do que Ivair conseguia com revendedores. Indicou Ivair para eventos e divulgou o queijo para os amigos. Ajudou com um empréstimo que foi pago aos poucos, às vezes com dinheiro, às vezes com queijo.

Mais um tropeço

A nova queijaria finalmente ficou pronta! Mas ainda havia obstáculos a vencer.

No início, o queijo não se adaptou ao novo local. No processo de “cura” o queijo não ficava bom. As bactérias boas não sobreviverem à química de tinta fresca e cimento. Ele ficava inchado e foi tomada a decisão de não vender, por falta de qualidade. Com a lacuna na entrega, perderam os clientes.

Foram 3 meses e 20 dias sem produzir queijo de qualidade. Prejuízos da ordem de R$ 15 mil. Essa foi a fase em que Lúcia e Ivair pensaram em desistir. “Foi a fase mais difícil: não havia clientes, e a queijaria estava recém construída. Deixamos de ganhar dinheiro que daria para quitar uma boa parte dos gastos que tivemos na queijaria”, lembra Lúcia.

Vencida essa fase, voltaram a vender queijo de qualidade, que tem melhor lucratividade e os enche de orgulho.

Ah, esses fungos!

Após 2 meses, os queijos começaram a ficar mais esbranquiçados. Por conta dos fungos. Ivair pedia à Lúcia que lavasse queijo por queijo. Tentando manter o produto como era antes. Lúcia dizia que deviam tentar deixar maturar um pouco mais, que aquela nova cobertura era boa. O mesmo dizia o amigo Guilherme, que continuava comprando e divulgando o queijo do Ivair.

Mas o produtor estava irredutível. Não queria a mudança. Lúcia (sempre atenta!) escondeu algumas peças. Tempos depois, em nova visita de Guilherme, resgatou o queijo e ofereceu aos dois. Ivair não teve como resistir. O produto era bom. E diferenciado.

Espaço para todos

Segundo Ivair, “O bom da Canastra é que cada queijo tem um gosto diferente. Não me preocupo com concorrentes. Somos todos parceiros. Sempre dizemos isso aqui. Porque há espaço para todos. Isso é fantástico. A região ajuda. São tantas coisas que ajudam a dar sabor ao queijo: o tipo de gado, o que ele come, a forma de fazer o queijo. Hoje tenho queijos em idades e maturações diferentes. De 15 dias a 18 meses de maturação. O que o Guilherme fez comigo, eu tento fazer por novos queijeiros. O cooperativismo é forte em nossa cidade e nós nos ajudamos. “

Vida longa a esse jeito mineiro de persistir e ganhar espaço aos poucos.

Lições do queijo canastra

  1. A boa ideia funciona melhor quando planejada

É importante planejar o uso do dinheiro, sobretudo quando é fruto de empréstimos. Avalie também o tempo necessário para voltar a lucrar. Pode ser que seja necessário aumentar um pouco o valor pedido, para manter as contas em dia. Diminua o risco planejando seus investimentos.

  1. Bons parceiros encurtam o caminho até o sucesso

É preciso pensar em quais são as instituições ou pessoas que podem agregar valor ao seu negócio. Além do Guilherme, Ivair contou com o apoio da APROCAN. A associação permitiu relacionamentos com outros produtores. E ainda ajudou nos processos de legalização e na busca por registros exigidos pelo IMA e pelo MAPA.

 

 

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Uma receita de sucesso nos negócios e no amor

Uma receita de sucesso nos negócios e no amor

O cinnamon roll é um pãozinho que leva canela na receita e é muito apreciado nos Estados Unidos. Depois de conhecê-lo em uma viagem, Graziela Borges e Thiago Mamede resolveram reproduzir o quitute em casa. E não é que surgiu daí uma oportunidade de negócios?

A fase da paixão

Juntos, Graziela e Thiago criaram a CinnaPão. E após um ano e meio de mercado, eles já produzem e comercializam cerca de 2 mil rolinhos de canela mensalmente. E contam com 15 empresas clientes na grande BH. A maioria cafeterias.

Eles afirmam que a paixão pelo produto e a receptividade que obtiveram foi o gás necessário para vencer as dificuldades dos primeiros meses. Todo empreendedor vive, no início do negócio, incertezas (será que a minha ideia é mesmo boa?), enfrenta o desconhecido (Como calculo o preço de venda? Quem são os melhores fornecedores? Que regime tributário é melhor pra mim?). Com o casal não foi diferente. Mas contar um com o outro ajudou bastante.  “A grande vantagem de trabalhar junto é que um dá força para o outro em momentos de desânimo ou descrença, estamos sempre nos apoiando. E a vontade de crescer juntos é ainda maior.”

Com essa certeza, Graziela aponta os detalhes de uma gestão a dois, em que os sócios são um casal. “O maior desafio é não deixar que as diferenças no negócio atinjam o relacionamento.” Até por ter perfis complementares, o que é muito útil em um negócio, as diferenças aparecem. O que é bom, pois denota formas diferentes de ver o negócio e, assim, criar uma visão mais completa e aumentar as chances de acerto.

“A Grazi tem uma capacidade muito grande de organização e se dá muito bem com as questões financeiras e burocráticas da empresa.” Destaca Thiago, que é a parte criativa da CinnaPão, sempre pensando em novas soluções na produção, buscando desenvolver novos produtos. O publicitário e fotógrafo é também responsável pela identidade visual da marca. “Temos perfis complementares, um é mais organizacional e burocrático e outro mais criativo e prático.”, completa.

Sociedade é mesmo coisa séria e delicada. Os perfis complementares são valorizados porque facilitam a divisão de tarefas, a definição de prioridades para cada um dos sócios. Ter um sócio é também aumentar a rede de contatos e não ficar sozinho na tomada de decisão. A seriedade da questão torna importante ser cuidadoso nessa escolha.

De repente, tudo “casa”

Grazi e Thiago, que já fizeram vários cursos no Sebrae, destacam o Bootcamp como “aquele que fez a diferença”.

Em gestão, o termo “Bootcamp (Movimento Lab)” é usado para programas de imersão com ênfase na prática. O intuito é que o participante aprenda fazendo. No curso do Sebrae Minas, são apresentadas ferramentas e técnicas para criar projetos e negócios de sucesso.

Thiago afirma: “O Bootcamp nos fez entender que as necessidades dos nossos clientes devem ser nossa bússola. É a partir dessas informações que devemos agir e nos programar. Pensando assim fizemos alterações de embalagens que se adequavam melhor para cada cafeteria.” O curso foi também uma oportunidade de pensar o produto. “Concluímos que temos um produto inovador, com ótima aceitação. E que nossos obstáculos se concentram no fato de ser um produto diferente ao paladar do consumidor final. É preciso fazer as pessoas experimentarem o Cinnapão.”

É importante determinar os pontos fracos de sua ideia para conseguir definir planos de ação que solucionem o problema, como o casal fez. Após o curso, eles definiram que seu público alvo são empresas, não cliente final. Enxergaram também potenciais clientes, como hotéis e pousadas.

Toda essa reflexão foi feita a dois, já que ambos cursaram o Bootcamp na mesma turma. Foram três dias intensos, com lições aprendidas e muita prática. Segundo Thiago, “Já havia perguntas do negócio que o curso respondeu. Foi importante ver as soluções de venda e entender a importância do planejamento para o futuro. O negócio começou sem planejamento nenhum. Íamos tocando. O Bootcamp foi a oportunidade de dar um passo para trás e enxergar a empresa.”

Dicas para casais que trabalham juntos

  • Não deixe que as questões da empresa influenciem no relacionamento.
  • E também, não deixe que as questões do relacionamento impactem a empresa. Não vale brigar na vida a dois e faltar à reunião com o cliente no dia seguinte!
  • Defina as funções de cada sócio claramente, sabendo aproveitar as qualidades individuais.
  • Celebrem juntos cada pequena vitória do dia a dia.

E assim fechamos o mês dos namorados: com um casal de empreendedores jovens que aprenderam a investir com riscos calculados, que estão construindo a empresa com várias das dores e delícias de tantos empreendedores brasileiros.

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Saiba tudo sobre Empreendedorismo e como montar um novo negócio acessando nossa página especial sobre o assunto. Assim como passear de bicicleta, empreender é uma atitude que pode ser desenvolvida, aprendida e praticada com o tempo. E para ajudar a esclarecer dúvidas sobre o universo empreendedor, selecionamos para você informações que podem ser úteis em seu início de jornada.

Como construir negócios de sucesso

Como construir negócios de sucesso

Construir um negócio não é fácil. Renato Andrade, empreendedor nascido e criado em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, que o diga. Sua história destaca várias das características que o Empretec define como sendo as características dos empreendedores de sucesso. Veja como a história dele é exemplo dessas habilidades.

Iniciativa foi essencial

Vindo de família empreendedora, aos 14 anos, Renato Cerqueira de Andrade iniciou os estudos na escola técnica. Pensando em garantir o futuro, optou pelo curso de Edificações, no CEFET/MG. De lá já saiu para uma empresa de grande porte: uma indústria de pré-fabricados de concreto, onde ficou por 17 anos. Durante esse tempo, cursou engenharia, cresceu na empresa e começou a trabalhar com obras nos momentos de folga.

Nascia aí uma inquietude, uma vontade de traçar novos rumos. Como vários empreendedores de sucesso, Renato soube buscar oportunidades. Desligou-se da empresa de maneira amigável. Cultivou amizades e contatos e partiu em busca da criação de seu próprio negócio.

Realismo para construir o sucesso

Fora do emprego, o empreendedor se propôs a uma rotina de trabalho: empreendedor, saia de casa todos os dias no mesmo horário, e cumpria expediente em uma sala no centro de Pedro Leopoldo. Renato estudou 3 tipos de negócios em que tinha interesse. E após alguns meses se decidiu por aquele para o qual seus recursos eram suficientes: uma loja de material de construção.

Ele conta: “Fui bem realista. Quis trabalhar com recursos próprios. O risco precisava caber no meu bolso. Até hoje, sempre que possível, o negócio financia o próprio negócio. É preciso ter os pés no chão. Vejo muitas pessoas vivendo intensamente só o presente, e esquecendo-se de que é importante criar a cultura de poupar hoje para consumir amanhã. Venho do planejamento e isso se reflete no meu modelo mental.”

Fazer bem, para fazer sempre

Já na inauguração, a primeira grande surpresa: a primeira nota levou 15 dias para ser lançada e atrasou a abertura da loja. Após várias tentativas, descobriram que o programa que estavam usando tinha sido feito para um máximo de cinquenta itens. Ao ultrapassar esse número, ele zerava tudo o que tinha sido lançado antes. Renato foi inflexível: solicitou o ajuste do programa; sendo atendido e mantendo a parceria com o programa até o momento.

Ao lado da esposa, Patrícia, sócia e atuante na gestão, colocou o negócio de pé sempre separando as finanças da família e da empresa. Lá se vão 17 anos desde a inauguração. Hoje a Pralar conta com 13 funcionários e uma reputação fortemente construída a partir do conhecimento técnico do Renato e da exigência de qualidade no atendimento por todos os membros da equipe. “Atender bem é a alma do negócio. Por isso é importante estar na linha de frente com a equipe. Capacito, busco parcerias com os fornecedores para oferecer treinamento para a equipe e clientes.”

Decisão baseada em dados

O mercado de Casa e Construção sofreu e ainda sofre com o baixo crescimento econômico brasileiro. Renato aposta no planejamento para vencer essa fase. “A maré estava alta e agora está batendo na praia. Quem estiver desorganização, tem menos chance de prosperar. Eu trouxe da minha experiência anterior os indicadores, a prática de mensurar os resultados e o planejamento. Um exemplo é a gestão de compras. Como minha venda é sazonal, trabalho com a curva de giro dos produtos. O produto tem que ficar na prateleira o menor tempo possível. Por isso, compro próximo da época de maior procura. É importante uma administração de estoque eficiente.” Com os números na mão, Renato tem como avaliar as possibilidades antes de tomar as decisões.

O segredo do sucesso

“É um conjunto. Destaco três pontos: equilíbrio, capacitação e planejamento. Não adianta ser arrojado se você não souber buscar o equilíbrio. Em finanças, entender o quanto investir e o que esperar de retorno. Com colaboradores e clientes, saber mexer com gente, gostar disso. Na gestão, planejar sempre. Entender os indicadores que precisa observar e estudá-los, tomando as medidas necessárias para corrigir o que for preciso.”

O negócio do Renato é a Pralar. Mas também é atender com qualidade, treinar constantemente a equipe, planejar compras e vendas, acompanhar os números do negócio. Parece difícil, não? Bem, é mesmo. Mas você não precisa fazer tudo sozinho, como o Renato mesmo diz, “Cercar-se de pessoas boas é muito importante. Afinal, não dá pra fazer tudo sozinho.” Além da sua equipe, conte com o Sebrae Minas para apoiá-lo com informação, capacitação e consultorias.

Afinal, somos especialistas em pequenos negócios.

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Musica autoral como negócio

Musica autoral como negócio

Ah, a música! Ela nos faz sonhar, não é mesmo. E sabe aquela sensação de que seus sonhos com estão a dois passos de distância? Léo Moraes já viveu isso. Ao final dos anos 1990, sua banda estava prestes a assinar com uma grande gravadora quando veio o boom do MP3 e o digital virou de ponta cabeça o mercado discográfico mundial. “Foi como se houvesse uma ponte que levasse ao sucesso e nós estivéssemos sobre ela, no meio do trajeto, a ponte ruiu.” aponta o músico.

Além do modelo de sucesso anterior ter entrado em colapso, não se sabia como seria o novo mercado. Nunca mais os números de discos vendidos seriam os mesmos, os contratos com gravadoras mudaram completamente, e, naquele momento, era muito difícil entender quais seriam os novos rumos. Léo é da geração que construiu o mercado musical contemporâneo, onde se exige muito planejamento e trabalho para se manter um negócio.

E crescer com a música não foi fácil…

Mas a decisão de trabalhar com música tinha sido tomada e dela nascia o empreendedor criativo: um profissional que persegue objetivos desafiantes, que são importantes para si mesmo, acima dos padrões em vigor.

O primeiro resultado desse esforço foi o estúdio Pato Multimídia, onde passou a gravar e produzir não só seus trabalhos, mas de vários músicos da cena independente de Belo Horizonte. Ali, percebeu que a colaboração era a saída: havia talento sem visibilidade e ele tinha conhecimento e experiência. O projeto seguinte foi o lançamento de um selo colaborativo, para distribuir a obra de artistas que passavam pelo estúdio.

Léo entende a própria carreira como uma série de projetos, que cria a partir de uma lógica de oportunidade e necessidade. Da decisão de trabalhar com música veio o estúdio, da falta de quem lançasse música independente veio o selo, da necessidade de eventos nasceu o Festival Transborda e assim por diante.

Tudo é feito para fortalecer o mercado de música autoral que sofreu muito com a queda das gravadoras. Antigamente, embora precisasse de muito dinheiro, havia um trabalho de base com artistas que vendiam menos, mas eram apostas. Hoje, existe uma distância muito maior entre os artistas “médios” e os pops. É claro que há vantagens que o digital proporciona, mas também é necessário um esforço maior por parte do artista. ” É nisso que ele acredita e por isso que trabalha.

E como se trabalha…

“Ser músico faz com que o dono da casa de show entenda melhor o profissional que chega para se apresentar. Ser produtor de festival faz o músico entender melhor quem produz eventos e por aí vai. O fato de um projeto existir, faz com que os outros sejam mais ricos. E me impulsiona.” E assim, transitando com determinação e criatividade pelo empreendedorismo e pela cultura, Léo vai realizando o próprio sonho de ter controle sobre sua carreira e não depender de outras pessoas para trabalhar.

Em 2015, uniu-se a dois sócios e deu seu passo mais ousado, lançar uma casa noturna voltada para a música. A inauguração da casa de shows A Autêntica , voltada para bandas independentes. Além fomentar a cena musical da capital mineira com shows autorais, uma vez por semana, o local oferece o palco completamente montado para apresentação de artistas iniciantes, mediante inscrição gratuita, feita no mesmo dia. Um pontapé na carreira de quem deseja mostrar o talento ao público de música autoral.

Os vários projetos e a clara versatilidade não são tornam Léo Moraes imune às dificuldades. Ele afirma ter pensado em desistir várias vezes por perceber que o ambiente para o empreendedorismo ainda é muito hostil, com uma legislação que mais dificulta que ajuda, muita frustração, muito “não”. Dentre os obstáculos, cita a parte burocrática, principalmente na Autêntica, como o grande desafio. “Ainda bem que tenho sócios. Lidar com produtos, funcionários, é um pouco desgastante às vezes. Tenho dois sócios. Um mora em Viçosa. No dia a dia eu e Bernardo estamos mais presentes. Ele consegue ter a organização que a gestão exige. ”

Sucesso é…

Hoje, mais que uma fórmula, um modelo ou um volume de dinheiro no bolso, o objetivo das ações e dos negócios de Léo é outro: “Não enxergo o empreendedorismo tendo o dinheiro como fim. Se o dinheiro é o objetivo final, a chance de fazer algo realmente inovador é muito menor. Se ninguém fez, a princípio, é porque não é um bom negócio. Aqui, pensamos muito no dinheiro, porque ele é o que nos permite realizar ações, mas ele em si não é o fim. Obviamente, queremos um retorno financeiro, mas nossa meta é fortalecer a cena musical contemporânea, que tem um potencial muito grande, ainda pouco explorado. Queremos ter chance e dar chance para novos trabalhos acontecerem. ”

E assim, de iniciativa em iniciativa, novas pontes vão sendo construídas e outros sons se fazem ouvir.

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O dia das mães e as datas comemorativas

O dia das mães e as datas comemorativas

Vender mais nas datas comemorativas pode minimizar os possíveis prejuízos e a falta de dinheiro nos períodos de baixo movimento. Com o Dia das Mães não é diferente. A segunda data mais importante no calendário comercial movimenta expectativas e orçamentos país a fora e é preciso se preparar para tirar o melhor proveito dela.

Nesse texto, vamos apontar dicas práticas que podem ser úteis em outras datas, fazendo as devidas adequações. E embora o foco esteja em quem tem produtos ou serviços voltados para o mercado feminino, trabalhamos também oportunidades que são úteis para todos os tipos de empresa.

Tome tenência, Menino!

Dizem que metas são sonhos com prazos. Qual o seu sonho para esse dia das mães? Olhe para os anos anteriores e decida onde quer chegar. Assim, vai conseguir se organizar em termos de exposição de produtos, estratégia de divulgação e objetivos diários.

Os presentes são destinados às mães, mas são os maridos e/ou filhos que  decidem a compra. É muito importante lembrar que o cliente desse dia é um pouco diferente do usual: Homens (maridos e/ou filhos) têm perfil de compra diferente das mulheres. São mais objetivos e tomam a decisão rapidamente, mas compram com menos antecedência e pesquisam menos. E você precisa facilitar a vida deles, portanto:

  • Informe mais claramente os benefícios do produto/serviço. Em alguns casos, esse público não está acostumado ao que está comprando.
  • Ofereça cartão-presente para os clientes indecisos. Assim a ansiedade pela escolha do presente vira um bônus nas mãos da mamãe. Mas invista no charme: vale produzir uma caixa bonita, colocar um bombom ou uma flor. Para não ficar parecendo que deu dinheiro e não presente.
  • Para ajudar seu cliente a decidir o que comprar, crie pacotes de produtos/serviços de acordo com o perfil da mãe, por exemplo: tradicional, moderna, vaidosa, companheira, intelectual, antenada etc.

Conselho de Mãe

Evite, neste momento, entrar em linhas de crédito para capital de giro. O empréstimo pode aliviar no curto prazo, mas trazer desconforto nos meses de baixas vendas com as parcelas vencendo. Embora o dia dos namorados venha por aí e o ano comercial esteja começando, sua mãe já te disse em algum momento: prudência não faz mal a ninguém.

Mesmo que não tenha produtos/serviços específicos para este público, realize ações que promovam sua empresa, como envio de mensagens parabenizando as mães cadastradas, posts em suas redes sociais, e mesmo uma ação especial para as mamães que trabalham na empresa. Campanhas ou mensagens de parabéns pelo Dia das Mães não geram venda imediata, mas promovem e fortalecem sua marca, valorizando a imagem do empreendimento.

O dia das mães não acaba quando o domingo passar…

A venda não termina quando os clientes saem da loja. O que desejamos é um relacionamento que resulte em interações frequentes e compras que favoreçam os dois lados. Para que isso aconteça, tome os seguintes cuidados:

Trocas e devoluções são comuns. É recomendável divulgar as normas para antecipar futuros problemas em relação a esse aspecto. Lembre-se que estamos tratando de presentes. Use o retorno para surpreender positivamente os clientes, deixando impressões positivas e, se possível aumentando o tíquete médio.

As redes sociais são cada vez mais utilizadas pelas pessoas para expressar suas opiniões sobre tudo. Inclusive sobre a sua empresa. Assim, interaja com os clientes de forma positiva através delas, mantenha uma frequência de postagens, estude as interações com os clientes (que horários o cliente está online, que tipo de informação mais interessa, etc), pense em ações que estimulem o cliente a mostrar a reação das mães com os presentes, ou o uso que fez dele.

Para mensurar o nível de satisfação dos clientes é interessante a realização de um pós-venda (pesquisa) que aponte quais áreas do negócio podem ser melhoradas. Colha as informações e utilize o feedback para mudar o que for preciso. Mudanças implantadas, informe seu público. É muito bom ser ouvido. Seu público se sentirá recompensado.

Por fim, mensure os resultados. Os sonhos foram alcançados? Superados? Quais os próximos passos?

Conte conosco. Estamos aqui para ajudar nos desafios da gestão.

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